domingo, 12 de agosto de 2018

UM RABO E UMA BARRIGA

Na sexta-feira passei mais de uma hora num centro comercial (ou shopping, como parece que diz toda a gente), dando voltas e entrando em algumas lojas. Nada de estranho até aqui!
O que pode ser menos normal (até para mim em algumas fases da vida) é que em espelhos e monstras em vez de ver blusas, calções ou biquinis, apenas vi um rabo e uma barriga. Os meus, claro!

De vestido comprido e não suficientemente largo para saco de batatas ou, pelo menos, para esconder formas, achara eu de manhã que poderia estar à altura dos acontecimentos e mostrar-me minimamente bonita e apresentável. Até porque deixava revelar um pouco do meu lado místico e algo oriental!

Agora que penso nisso, esse "trazer para fora" o que está lá dentro talvez não tenha sido assim tão inocente naquele pensamento mórbido e pesado sobre um rabo e uma barriga que, por possível coincidência ou (acho que) não, teimaram em crescer ao ponto de me encher o olhar. E cresceram tanto que quase me impediram de passar da entrada das lojas com medo de ficar entalada ou de estragar os alarmes ao forçar.

Bem que me encolhi até quase não conseguir andar e/ou respirar, mas parecia que apenas conseguia insuflá-los, até porque o vestido ia deixando de servir e quase rebentava pelas costuras! Andar devagar, desejar interiormente fugir dali... Tudo enquanto o dito rabo aumentava e a referida barriga quase explodia. Não me digam que era o vestido a encolher, nem que era imaginação minha, porque quem lá estava era eu e (quase que) juro que as linhas estavam a partir-se.

Ou seria apenas a culpa por ter comido feijão ao almoço?

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