segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

«SÓ NÓS DOIS», DE NICHOLAS SPARKS

Há muito tempo que não lia um livro de Nicholas Sparks e ainda há mais que não devorava uma obra com mais de 500 páginas (e em tão pouco tempo).
Mas o meu romancista preferido é assim: capaz de me prender página a página, capítulo a capítulo, numa ânsia de conhecer cada vez mais e melhor a história dos personagens, surpreendendo-me, encantando-me e vivenciando os acontecimentos quase como se fossem reais.

«Só nós dois», o mais recente romance do escritor norte-americano, tem o publicitário Russell Green
como personagem central e principal.
Trintão e profissionalmente bem sucedido, Russ vê a sua vida mudar completamente quando tem de lidar com dois acontecimentos marcantes: um despedimento e uma separação.
Sem saber muito bem como tudo aconteceu tão rápida e inesperadamente, o protagonista vê-se sozinho com a sua filha de 5 anos e a necessidade de mudanças a vários níveis, o que constitui um desafio enorme e lhe permite um melhor conhecimento sobre si mesmo e sobre a felicidade.
E será o recomeço, a nova vida e as relações que nela (re)estabelece que mudarão para sempre o destino de Russell, intensificando o amor que sente por três mulheres únicas, para as quais é o homem mais importante das suas vidas.

Que poderei dizer mais sobre este livro?
Posso dizer que o adorei, que me perdi nas suas páginas esquecendo o mundo à minha volta, que sorri, que chorei, que me identifiquei com muitos momentos e emoções, que fui capaz de o visualizar como se se tratasse de um caso real e não de ficção...
Também posso dizer que achei as personagens principais encantadoras, cada uma ao seu jeito, e que, ao longo do livro, consegui estabelecer com todas elas uma relação de empatia, independentemente do papel que assumiram na história.
Posso ainda referir que gostei de sentir a força das personagens femininas e a influência positiva que todas elas tiveram na vida do protagonista e que me deixei encantar pela relação paternal entre este e a pequena e doce London.

Este livro trouxe com ele uma novidade no mundo literário de Nicholas Sparks: uma banda sonora exclusiva, disponível para DOWNLOAD, constituída por 4 temas musicais de JD Eicher.

Deixo-vos com um desses temas:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

«O ESCULTOR DE ALMAS», DE MÁRIO DE MOURA (DeMoura)

Uma das editoras com quem mais gosto de trabalhar em parceria é a «4 Estações Editora», que publica os seus livros sobre a chancela «O Castor de Papel». cujos editores são Mário Mendes de Moura e Ione França, dois profissionais empreendedores e dois seres humanos encantadores.
Esta editora tem dado o maior apoio a este blogue e confiado nas minhas opiniões e sugestões, o que tem muito valor para mim. Sempre fui e serei sincera no que aqui escrevo e dá-me uma grande satisfação e orgulho ter do meu lado profissionais de qualidade que, com humildade, aceitam e valorizam o que penso e sinto sobre o seu trabalho. Um bem-hajam. 😍

E é sobre uma obra de um destes grandes editores que hoje vou escrever algumas palavras.
«O Escultor de Almas» é um romance de DeMoura, o pseudónimo literário do editor, que chegou às minhas mãos logo no início da parceria mas que, infelizmente, só li em outubro. (Não sei bem o porquê desta demora, mas quem me dera ter lido antes!)

Os protagonistas deste livro são duas pessoas muito diferentes, cujas vidas se cruzam ocasional e inesperadamente.
Filipe é um homem culto e charmoso. Empresário no ramo da publicidade, a sua carreira encontra-se em ascensão e o futuro prevê-se promissor.
Érica é uma mulher jovem, inteligente e bonita, que procura uma oportunidade de carreira e luta com garra pelos seus sonhos.
Apesar das diferenças entre os dois, Filipe e Érica têm também muito em comum e, ao deixarem-se encantar um pelo outro, vêm as suas vidas mudar completamente, tanto durante a relação amorosa que constroem, como quando uma gravidez interrompida voluntariamente acaba por separá-los.
Este livro conta-nos, a três vozes, o passado e o presente desta marcante história de amor, levando-nos a conhecer as versões dos dois apaixonados e a acompanhar o reencontro uns anos depois da separação.

Tenho mesmo de começar por dizer que gostei bastante de ler este livro e que fiquei agarrada a ele desde o início até ao fim.
«O Escultor de Almas» é um romance delicioso, que nos conduz por sentimentos bem fortes como a paixão, o amor, a angústia, o deslumbramento, a raiva, o ciúme, o orgulho... 
É uma história narrada, mas também contada na primeira pessoa pelos protagonistas, o que nos aproxima bastante de cada um deles, ao ponto de criar empatia e de (quase) conhecermos um pouco do seu íntimo, das suas razões e motivações, dos seus medos e sentimentos.
A forma como o livro está organizado facilita esta proximidade com as histórias e as personagens. Para além de ter capítulos narrados pelo autor (e escritos em letra preta) e outros pelos próprios protagonistas (em letra verde), também apresenta a história de forma não sequencial, o que desperta a curiosidade do leitor e proporciona algumas surpresas.
Bem equilibrada em relatos, descrições e diálogos, a escrita de DeMoura é cativante, leve, ritmada e de fácil leitura e compreensão, indo bem ao encontro do que o leitor precisa para se deixar envolver pela história.

Para terminar, só posso dizer que foi um enorme prazer conhecer «O Escultor de Almas» e a escrita de DeMoura, pelo que agradeço de coração à editora por esta oportunidade.

E como acredito que os meus seguidores também irão adorar este livro, deixo aqui a todos a possibilidade de o adquirirem com 20% de desconto.
Para tal, basta contactarem-me pelo e-mail lunamarisa91@gmail.com e fazerem o vosso pedido, recebendo comodamente o livro em casa, enviado pela própria editora.

domingo, 8 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA... AO SOM DE UM FADINHO

Chove...
Vou no carro...
O tempo está frio, o céu está completamente nublado...
Estou a conduzir e ligo o rádio do carro. Procuro aleatoriamente uma estação e, depois de muito insistir, que a antena não encontra facilmente uma sem interferências e ruídos, paro na «Rádio Amália».
Toca um fado qualquer. Não o conheço. Não me diz nada, nem pelas palavras, nem pela voz do fadista que, cantando afinado, desconheço.
No entanto, o conjunto (o tempo nublado, a chuva a cair, o som do fado, a melodia, o som da guitarra...) me conduzem 30 anos para trás.

Estou em Palmela, em casa dos meus avós maternos. Era lá que se ouvia muito fado.
A minha avó Delmira acompanhava os que conhecia, cantarolava os que ia aprendendo.
Tinha lá ficado a dormir mais a minha irmã e brincávamos as duas, brincávamos com tudo o que havia. Passávamos sábados, domingos, dias de férias, tardes inteiras a brincar. Brincávamos com tudo o que podíamos brincar.
A minha avó tinha muitos lenços, echarpes e xailes e nós brincávamos com eles. Fazíamos dos lenços vestidos, tops com minissaia, usávamos os seus sapatos, que na altura ainda nos estavam grandes apesar de serem de um número pequenino, inventávamos...
Brincávamos com as malas e fingíamos que éramos crescidas. Às vezes fazíamos passagens de modelos... uma desfilava e a outra, que era a estilista, ia apresentando as suas criações, descrevendo-as uma a uma.
Fazíamos de conta.
Brincávamos aos escritórios. Uma era a gestora ou administradora de uma empresa e a outra era a secretária. Praticamente qualquer objetivo servia para fazer de telefone. Escrevinhávamos, mesmo quando ainda não sabíamos escrever.
Brincávamos aos médicos e passávamos receitas imaginárias ou escritas em folhas e bloquinhos que apanhávamos lá por casa.
A minha avó tinha um dossiê pequenino com uns cartões com que gostávamos de brincar (acho que de prestações de compras de atoalhados e afins feitas a uns comerciantes numas carrinhas). Eram antigos e já não tinham uso, por isso brincávamos com eles durante horas a fio.
Enquanto o fado tocava como música de fundo, a minha avó cozinhava ou fazia malha, costurava ou fazia tricô, mas sempre cantarolava e nós, felizes, brincávamos.
Lembro-me de brincar com os muitos botões da minha avó. Passávamos tarde entretidas a colocar fita-cola ao contrário em cartões para que os botões ficassem presos e organizados por cores e/ou tamanhos, parecido com o que víamos na retrosaria. Depois brincávamos às lojas, usando pedaços de papel de revista como notas e moedas. Nem sei como conseguíamos comprar e vender tantas vezes 😀, mas brincávamos e éramos miúdas felizes. Éramos companheiras.

A música que continuava a tocar no rádio, aqueles fados que não conhecia, a chuva continuando a cair, o frio lá fora... trouxe as saudades em tantas memórias de um tempo em que tudo parecia fácil, em que a vida, apesar de dura e complicada para os adultos, para mim era tão simples como brincar ao faz-de-conta.
Tenho saudades de ser criança. 💗


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

11 CONSELHOS DE VIDA... PELO COACH MÁRIO CAETANO

Antes do final do ano, recebi uma newsletter que muito captou a minha atenção e que sinto que merece um espacinho aqui no blogue. O mail foi-me enviado pelo coach Mário Caetano, cujas palavras e ensinamentos sigo há já algum tempo no facebook, tendo já assistido a uma masterclass que adorei.
Deixo-vos com as suas palavras sábias sobre a vida e sobre como ser feliz.

- Segue o teu coração, mesmo que ele te leve para caminhos que nunca pensaste percorrer.

- Trata o medo com coragem. Ela está dentro de ti.

- Larga ambientes negativos e pessoas tóxicas. Tornas-te mais leve e mais feliz.

- Deixa os outros seguirem o seu caminho. Não estás cá para salvar ninguém.

- Para crescer precisas de ajuda. Reúne a equipa certa. Pede-lhes ajuda.

- Não esperes que os outros acreditem em ti. És tu que tens de o fazer. Por ti.

- Deixa cair as coisas que sentes obrigação em fazer, e abraça aquelas que te entusiasmam.

- Ilumina com a tua luz cada espaço onde entres. Acender o interruptor é da tua responsabilidade.

- A natureza cura. Usufrui dela um pouco todos os dias.

- Para viveres o teu Propósito de vida e seres feliz, precisas ser autêntico. Permite-te sê-lo.

- O momento para se viver é agora. Não existe outro.

Assistam AQUI ao Workshop Online Gratuito «Ganha Clareza na tua Mudança», de Mário Caetanto.

Foto de Mário Caetano.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LEITURAS DE 2016

2016 foi um ano de poucas leituras e de pouco movimento aqui no blogue.
Sem desafios, com participações mal sucedidas em 2 maratonas literárias e com o envolvimento em novos projetos, os livros ficaram mais para trás, o que não vai acontecer em 2017. Vos garanto.
No entanto, sejam poucos ou muitos, é já tradição deixar aqui os títulos das minhas leituras:


31 - «A Minha Infância Roubada» - Diaryatou Bah
30 - «O Escultor de Almas» - Mário de Moura
29 - «Encontros Improváveis» - Fernando Pessanha
28 - «A Porta das Três Fechaduras» - Sonia Fernandez-Vidal
27 - «No Coração do Mar: A Tragédia do Baleeiro Essex» - Nathaniel Philbrick
26 - «Decubra a Cabra Secreta que Há em Si» - Elizabeth Hilts
25 - «A Casa Conselheira» - Ângela Ribeiro Constantino
24 - «Um Casamento de Sonho» - Domingo Amaral
23 - «Caminho Traído» - Susana Esteves Nunes
22 - «Hotel Anaidaug» - Fernando Pessanha
21 - «Diário de um Repolho» - Vanessa Cardoso
20 - «Paixão Alucinante» - Marta Velha
19 - «O Aroma da Criptomeria» - Ofelia Cabaço
18 - «Desassossego da Liberdade» - Coletânea de Conto
17 - «Começar de Novo» - Margarida Fonseca Santos
16 - «Precious: a Força de uma Mulher» - Sapphire
15 - «As Gotas de um Beijo» - Carina Rosa
14 - «A Devota e a Devassa» - Fernando Pessanha
13 - «Ao Som dos Tambores» - Susana Silva
12 - «De Negro Vestida» - João Paulo Videira
11 - «Percursos de Insanidade» - Lúcia José Gomes
10 - «Akabatota» - Inês Guerreiro Relvas
09 - «O Espelho do Monge» - Rosana Dias Vitachi
08 - «Apetece(s)-me» - Laura Almeida Azevedo
07 - «O Baloiço Vazio» - Carla Lima
06 - «Na fronteira de Timor» - Helder Tadeu de Almeida
05 - «És meu» - Rita Ferro
04 - «Ninguém morre de véspera» - Margarida Carpinteiro
03 - «Mestre Carbono, o cientista» - Filipe L.S. Monteiro
02 - «Não há lugar para divorciadas» - Francisco Moita Flores
01 - «Rendição» - Linete Landim 


Podem consultar AQUI as leituras de outros anos, bem como alguns dos desafios literários em que participei nos últimos anos.