terça-feira, 29 de agosto de 2017

MARGARETH KEANE - UMA PINTORA DE OLHOS GRANDES

Foi através do filme «Grandes Olhos», de Tim Burton, que descobri a interessante história da pintora norte-americana Margareth Keane, conhecida principalmente pelos quadros em que pinta as personagens com olhos muito grandes.

(Esta publicação contém spoilers)

Peggy Doris Hawkis, verdadeiro nome da artista, nasceu em setembro de 1927, em Nashville, no Tennessee (EUA).
Cansada de uma vida infeliz ao lado do seu primeiro marido, Peggy abandona a sua casa e vai viver com a filha para São Francisco, vivendo da sua arte.


Os seus quadros encantam Walter Keane, um astuto aprendiz de pintor, que com ela se casa, passando a encarregar-se da venda das obras de Margaret. No entanto, assume-se como autor dos quadros e ganha muita popularidade, expondo e vendendo mundialmente e transformando também as pinturas em estampas e cartões postais, que vendia aos milhões.


Margaret aceita que o marido seja reconhecido como autor, vendo assim os seus quadros serem reconhecidos e vendidos por todo o mundo, enriquecendo o casal graças a estas vendas. A artista acreditava que, sabendo-se que eram pintados por uma mulher, os seus quadros nunca seriam admirados.

No entanto, após muitos anos de submissão e de escravidão artística, Margaret separa-se de Walter, vais viver com a filha para o Havai e processa-o por difamação em finais dos anos 60, acabando por ganhar a causa em tribunal pintando um quadro em menos de 1 hora.
Esta mudança na vida de Margaret Keane reflete-se nas personagens dos seus quadros que passam de pessoas tristes e sofridas para mais alegres e de bem com a vida sem cenários mais coloridos e brilhantes.








Gostei muito de ver este filme de 2014, que, segundo percebi através de uma pesquisa pela verdadeira história da artista plástica, se mostra muito fiel à realidade. Por isso, penso ser uma boa forma de dar a conhecer este caso emblemático e caricato do mundo das artes.
Não conhecia a pintora nem as suas obras, mas não fiquei particularmente admiradora, apesar de concordar que a forma como pinta os olhos consegue que transmitam muitas emoções e dá vida e veracidade às personagens.
Acho que não foi dos melhores filmes do realizador, revelando muito suavemente o seu estilo de arte cinematográfica. No entanto, gostei de saber que é colecionador dos quadros de Keane, o que justifica a fidelidade com que retratou a história da pintora.
Destaco as parecenças físicas da atriz principal (Amy Adams) com a personagem que interpreta. Quanto a mim, esta atriz desempenhou bons papéis nos filmes «Julie & Julia» (2009) «Golpada Americana» (2013) e «Animais Noturnos» (2016).

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