terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

«A MUSA/LA MUSA», DE FERNANDO PESSANHA

Há muito que estou absolutamente rendida à escrita de Fernando Pessanha, por isso é sempre com entusiasmo e fortes expetativas que começo a ler os seus livros. E a sua leitura deixa-me sempre à espera de mais, insatisfeita por terminar tão cedo, por não ter, pelo menos, 200 ou 300 páginas daqueles enredos cativantes e surpreendentes que nos transportam até ao tempo e espaço em que tudo acontece.
Foi novamente isto que senti quando li «A Musa/ La Musa», a última obra deste escritor, compositor e historiador algarvio.
Aliás, o livro começa logo por prender a nossa atenção assim que o recebemos em nossas mãos e o folheamos. Impresso em papel cinzento reciclado, com uma capa transparente e ilustrado com fotografias a preto e branco, aguça imediatamente a nossa curiosidade e a vontade de o levar connosco para todo o lado. (Até porque é mole, de tamanho A5 e, portanto, fácil de colocar dentro da nossa mala.)

A história também prende desde o início: um homem humilde, um poeta solitário, verdadeiramente encantado e apaixonado pela bibliotecária que trabalha na biblioteca que frequenta.
Ela, a tal musa, sem se aperceber desta admiração secreta, vai sendo inspiração para Manuel, que a ela dedica os seus versos.
E mais não posso dizer.😎

Este é mais um livro surpreendente. Com um único conto que nos é apresentado numa versão bilingue moderna e que, também por isso, se destaca e surpreende.

Adorei a história, rendi-me ao livro ibérico, encantei-me com a surpresa que guarda o final do conto, na fronteira onde o português se repete em castelhano.

A escrita é como já Fernando Pessanha me/nos habituou: uma poção eficaz e talentosa de romancismo de outrora e da espontaneidade e riqueza linguística dos nossos dias.

Parabéns, Fernando Pessanha. 😄

8 comentários :

  1. a menina é uma anedota. por acaso sabe o que está a dizer? livro mole, cabe na mala,versão bilingue moderna,poção eficaz e talentosa de romancismo de outrora,etc., etc.

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    1. Tanto sei o que estou a dizer que reparo que o sr. (ou sra) anónimo(a) percebe pouco de português e é pessoa de cobardia. Nem soube comentar com palavras suas?

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  2. Seria muito bom se o dito Anónimo, fosse homenzinho ou mulherzinha e comentasse identificando-se. Comentários construtivos são sempre bem- vindos, quer gostemos ou não do que se escreve. Comentários depreciativos, escondidos por trás do anonimato, são uma completa anedota, isso sim.

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    1. Tens razão, minha querida.
      Mas nem toda a gente tem coragem de usar as suas próprias palavras para deixar opiniões e comentários, não é? (Talvez por isso não consigam «redigir» uma opinião própria. Ou será que nem a têm?)
      Beijocas

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