quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A AMAR...

O amor é mesmo assim: apanha-nos na sua rede, revela o nosso verdadeiro eu, envolve-nos com a sua intensidade.
E eu só sei amar assim... intensa e loucamente, dedicada e persistentemente.
E estou amando... amando muito.

Começou com uma amizade inesperada entre duas pessoas aparentemente muito diferentes e com experiências de vida distintas e afastadas. Começou como começam todas as amizades: apresentações, conversas, partilhas, descobertas de pontos em comum, confidências, apoio mútuo.
Para quem acredita em auras, acho que a nossa é da mesma cor... quando limpa e luminosa.
Nessa altura, ambos precisávamos de rir, de sentir que éramos valiosos, de experiências diferentes das do passado, de voltar a acreditar no futuro. Ambos precisávamos de amor.

Ele descobriu primeiro que não iríamos ser apenas amigos.
Eu fiquei mais na descoberta, aproveitado os mimos (de amigo), os galanteios (de apaixonado) e as saídas divertidas (das duas vertentes)... Fiquei na expetativa... Fui-me apaixonando... Fui gostando...
Mas quando dei conta... o tocar pele com pele num abraço ou carinho mexia comigo, o perfume sentido num beijo na cara durante o cumprimento e a despedida arrepiava-me da cabeça aos pés, o som das mensagens ou das chamadas no telemóvel aceleravam o meu batimento cardíaco... tantos e tantos sinais de que amizade já não estava sozinha e de que o amor e a paixão tinham ganho lugar entre nós.

E depois foi uma nova descoberta.
Foram os encontros e desencontros, as adaptações, as semanas maravilhosas como se não houvesse amanhã, os momentos difíceis de duas almas que se sentem unidas noutro plano mas que não dominam o que é terreno nem as cicatrizes doutros tempos, os dias de sol brilhante em que conseguíamos ver até ao outro lado do arco-íris e os de chuva torrencial que nos levavam a esconder-nos cada um na sua toca de emoções...
Foram meses de novas vidas, novos sentimentos, novas canções e poesias, de novas experiências...
Foram meses de descoberta interior, de encontro com a tal alma semelhante e aura do mesmo tom, de procura e encontro da luz que ambos temos e que fomos aprendendo a usar em nós mesmos.

E sempre amando... sempre acreditando que o outro amava... sempre querendo esse amor intenso e poderoso que não faz nada de mansinho, mas arrepia, enche e preenche, persiste, impera, ergue e nos faz levitar.
Sempre amando contra todas as marés, num sentimento mais forte que madeira e ferro, mais intenso que fogo e gelo...

A tranquilidade acabou por chegar. A paz, o encontro, a cumplicidade já sem palavras (mas com pensamentos trocados sem sons), a coesão, o companheirismo, a ternura serena e doce, o colo, o afago, a recompensa quando o mundo lá fora foi cruel e o eu interior precisa do outro eu para erguer a cabeça e o coração, os suspiros de graça e felicidade, os dedos que se cruzam só para as almas dizerem «estou aqui»...
Essa tal de serenidade que só desaparece para dar lugar ao que é explosão e fulgor quando os corpos se tocam e falam em segredo no silêncio de um momento só a dois,,,

AMO-TE, LUÍS.

Sem comentários :

Enviar um comentário