sábado, 31 de dezembro de 2016

PARA 2017...

Este ano encontrei na internet uma imagem que traduz o que desejo para o meu ano novo.
Por isso, e porque o que quero de melhor para mim também quero para os outros, deixo-vos com as palavras que gostaria que surgissem diariamente nas nossas vidas.

FELIZ 2017


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

DIZEM QUE SOU POSITIVA

Durante muito tempo (anos, mesmo) não entendia nem concordava quando me diziam que eu era uma pessoa positiva. Diziam que sim, mas eu achava sempre que o faziam para me alegrar ou para me transmitir «coragem» para deixar de lado os pensamentos mais negros sobre a vida. Outras vezes pensava que só me consideravam positiva as pessoas mais pessimistas. Cheguei mesmo a considerar que enganava toda a gente à minha volta, transmitindo aquilo que não sentia e camuflando as imagens negativas que enchiam a minha mente.
Hoje sei que nada disto é verdade. Hoje consigo ver positivismo em mim e perceber como esta minha característica tem ajudado o meu mundo a caminhar em direção ao sol.
Na verdade, quando acontece alguma coisa menos boa, quando me deparo com dificuldades e obstáculos, quando o «barco» começa a «ir ao fundo» ou as luzes se apagam à minha volta, a minha primeira reação, instintiva e imediata, é chorar. Dói no peito, sinto uma facada e choro... Parece que o mundo vai acabar (ou inundar-se?) naqueles minutos. Quanto maior é a «desgraça» mais ruidoso é o choro. Choro porque alivia e, ao que parece, o choro traz para fora a negatividade da situação. Posso chorar durante uns minutos ou durante horas... algumas vezes de seguida... noutras por «episódios» que regressam sempre que me lembro do que aconteceu ou prevejo o que vem aí. Mas depois passa. Passa sempre.
E depois do verdadeiro mar de emoções vem a disposição para seguir em frente, o arregaçar das mangas, o acreditar que tudo se vai resolver. Vem a reflexão sobre o que fazer para melhorar, a busca das ferramentas necessárias, a redefinição de objetivos e a escolha de novos caminhos. Porque há sempre uma solução e uma forma de dar a volta. (Até porque dizem que só para a morte é que não há mesmo solução. «Dizem» lol)
Ainda que não surjam imediatamente, muitas vezes por culpa do dito choro, as imagens das soluções vêm à minha cabeça e consigo seguir em frente com o olhar no horizonte. Muitas vezes ainda dorida, já vejo as cores lá em frente e sei que, fácil ou dificilmente, a elas chegarei para me pintar.
Não sou uma positiva otimista, daquelas que acha que tudo vai correr bem e que nada precisamos de fazer para isso acontecer. Não acredito na sorte nem tenho fé que algo ou alguém transforme o mau em excelente. Não consigo dizer «ainda bem» quando algo de mau acontece, acreditando que logo depois vem a bonança e resolve. Não fico parada a assistir às derrocadas da vida só por confiar que os pedregulhos um dia se irão transformar em castelos de sonho. Considero-me uma positiva realista, que tem a «simples» reação de seguir em frente sem paralisar e sem achar que «só me acontece a mim», não imortalizando as dores nem esperando que alguém venha resolver (ou ajudar a resolver) os meus problemas.
Acho que é o meu positivismo que faz com que veja sempre o melhor de cada pessoa e que, quando as de
silusões e os episódios negros acabam por acontecer, volte a acreditar na sua beleza. Porque o ser humano, tal como a vida, merece sempre uma segunda oportunidade e tem sempre um lado colorido e doce a valorizar.
Hoje acredito que sou positiva e sei, com toda a certeza, que esta minha forma de olhar a vida tem sido a corda que me tira do fundo do poço, a boia que me traz de volta à margem, o ar quente que me permite voar no balão dos sonhos e das ambições. Tem sido a luz que me tira do zero sempre que dele me aproximo ou nele tombo ou caio.
Se tornar consciente esta minha característica, até consigo verbalizar o que há de positivo em cada situação e, ao fazê-lo, acredito mais e faço acreditar também.
Dizem que sou positiva e eu acho que têm razão.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

«ARMANDINHO» E PASSATEMPO


O Armandinho é um miúdos de cabelo azul muito inteligente e interventivo, que fala pelos cotovelos e tem opinião sobre tudo. Da cultura à economia, passando pela educação e pela saúde, diversos são os assuntos que estão na base das suas conversas com os amigos, com o pai, com a mãe e, até mesmo, com o seu sapo de estimação.
As «tiras» de banda desenhada do «Armandinho» são críticas sociais atuais e oportunas feitas pela boca de uma criança desperta para o mundo. São «recadinhos» e desabafos que todos entendemos e que nos fazem sorrir (e mesmo rir) por ridicularizem ou ironizarem situações/acontecimentos do quotidiano de todos nós.


No ano passado tive oportunidade de conhecer pessoalmente o seu autor, Alexandre Beck, no lançamento dos seus livros em Portugal, sobre o qual escrevi AQUI no blogue. Para além de ser um ótimo ilustrador, Alexandre Beck mostrou ser muito «boa onda»... comunicativo, gentil e muito alegre, aproxima-se do público com uma energia contagiante e muito positiva.

Os seus livros, já à venda no Brasil desde 2010, chegaram a Portugal pela editora «O Castor de Papel», uma parceira que tanto estimo e que, gentilmente, me disponibilizou os 3 primeiros volumes da coleção para oferecer aqui no blogue.





PASSATEMPO

VAMOS GANHAR OS 3 LIVROS DESTA COLEÇÃO?

Para ganhar este conjunto de livros, basta cumprir os seguintes passos:
- Ser seguidor do blogue no Bloglovin ou no Google+ (link na coluna da direita);
- Ser seguidor da página de facebook do blogue «Faces de Marisa»;
- Ser seguidor da página de facebook da editora «Castor de Papel»;
- Ser seguidor da página de facebook do «Armandinho»;
- Partilhar publicamente o passatempo numa rede social, com a frase «Conheçam o Armandinho» e identificando 3 amigos;
- Preencher o formulário do passatempo.

O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 3 de janeiro.
São válidas 3 participações por seguidor/perfil, desde que sejam feitas 3 partilhas, identificando amigos diferentes e com 24 horas de intervalo entre elas (no mínimo).

 


VENCEDOR:

E o random lançou os resultados e escolheu o número.... 3.


Parabéns, Sandra Morgado Martins, de Lisboa :)


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

É O MEU ADOLESCENTE... JÁ NÃO É O MEU BEBÉ...

Na quarta-feira, o meu primogénito trouxe para casa daquelas fotografias que (quase tradicionalmente) tiram na escola e que para nós constituem uma recordação dos tempos de escola e das amizades.
Para além da fotografia de grupo, trouxe também as suas, tiradas individualmente na mesma sessão fotográfica.
Como qualquer mãe, fiquei babadíssima a olhar para elas e senti mesmo que tenho o filho mais lindo do Mundo. Por minutos, fiquei fixa no seu olhar, no seu sorriso, nas covinhas das suas bochechas, no cabelo (que no dia anterior tinha ido cortar)... Encantei-me com o brilho que dele emana e que mostra que é um adolescente feliz.
Mas depois procurei nele o rosto de criança de outras fotos, de outros anos, e não o achei... Procurei aquela criancice e doçura de menino da mamã e descobri-as transformadas numa meiga rebeldia e num olhar divertido e confiante...
Tentei rever o meu bebé e percebi que hoje é já um jovem de personalidade vincada, que gosta de rir e de falar alto, que leva a vida descontraidamente, que se olha e se ama cada vez mais e que, apesar dos tumultuosos e inconstantes desafios da adolescência, mantém vinculados os valores que lhe transmitimos e o caráter de pessoa boa e que ama o próximo.
Fiquei feliz, mas com um nó de emoção na garganta. O meu pequenote já não o é e, daqui para a frente, será cada vez menos. O meu menino está a crescer e a sair de debaixo das minhas asas, voando por e para um mundo que não consigo controlar nem comandar. O meu miúdo reguila está construindo o seu próprio caminho, traçando objetivos, definindo prioridades, olhando em frente.
Já não decido o que veste, nem a música que ouve ou o tipo de filmes prediletos. Já não sou eu a pessoa que prefere ter consigo numa sala de espetáculos ou numa partida de ping-pong. Já não entendo alguns «calões» nem me identifico com as mesmas brincadeiras inocentes mas travessas.
Mas continuo (e continuarei sempre) do seu lado, acompanhando o voo, aconselhando de acordo com a minha experiência de vida e o meu pensar, sendo para ele exemplo de integridade, assumindo as minhas falhas e faltas de ser humano, alertando, despertando... E vou recebê-lo no meu colo como sempre fiz, embalando-o quando o dia for difícil ou a noite estiver a ser inquieta, fazendo-lhe «cafuné» no sofá ou dizendo-lhe «amo-te» e que tenho orgulho na pessoa que é.
E confio nele... porque sei que o seu «eu» estará sempre lá e manter-se-á bonito.
Estarei sempre aqui, atenta e presente se o voo não correr da melhor forma e as pedras teimarem em meter-se no seu caminho-
Orgulho-me do seu crescer... mas já não é o meu bebé...

O que significa ser mãe
Imagem retirada DAQUI.

sábado, 3 de dezembro de 2016

«AUSTRÁLIA», UM FILME QUE NOS TOCA

Há muito, muito tempo que um filme não conseguia prender-me assim ao ecrã. E confesso que, no início não achei que este fosse conseguir, mas o meu homem já sabia que eu iria gostar de o ver e lá me deixei por ele convencer.

A verdade é que ADOREI o «Austrália», um fantástico filme que surpreende e emociona durante quase três horas e que conta com as maravilhosas interpretações de Nicole Kidman, Hugh Jackman e Brandon Walters (na altura um pequeno ator australiano de 12 anos).

Este filme, que estreou já há 8 anos e foi realizado por Baz Luhrmann, conta a épica história de Lady Sarah Ashley, uma mulher de armas que parte de Inglaterra para a Austrália para impedir o seu marido de vender uma grande propriedade de criação de gado.
Assim que chega, Sarah conhece Drover, um vaqueiro encarregado de a levar até ao «racho», com quem antipatiza de imediato, mas que acaba por se tornar um aliado na luta por vender a enorme manada de gado ao exército australiano, salvando assim a propriedade da falência.
Conhece também Nullah, um rapazinho mulato, filho de uma aborígena e de homem branco, que presencia o assassinato do seu marido. Sarah estabelece com ele uma relação maternal e de cumplicidade, que marcará a vida de ambos.

«Austrália» é mesmo um daqueles filme da nossa vida, que nos marcam e nos põem a pensar.
É uma história de fé, de sonhos e de amor, que nos inspira a valorizar o que de melhor e mais sincero temos na vida, levando-nos a olhar o futuro com esperança e pureza.
Vale mesmo a pena vê-lo.👫