segunda-feira, 21 de novembro de 2016

«ENCONTROS IMPROVÁVEIS», DE FERNANDO PESSANHA

Como sempre tem acontecido desde que conheci a escrita de Fernando Pessanha, comecei a ler a obra «Encontros Improváveis» com muito entusiasmo e motivação, já na expetativa de encontrar uma nova paixão capaz de me prender durante horas.
No entanto, não foi bem isto que aconteceu... a parte das horas (no plural)! É que, infelizmente, a leitura fez-se num ápice e menos de nada tinha devorado este pequeno grande livro do escritor algarvio. Digo infelizmente porque me apetecia (MUITO) ter continuado a ler e a desvendar mais histórias e enredos admiravelmente contados e entrelaçados.

Posso começar por dizer que foram 86 páginas de boa literatura portuguesa, condensada em 6 pequenos (mas intensos) contos que abordam diversos temas do nosso quotidiano. São pedaços da vida de pessoas vulgares, com histórias para contar e episódios que, de uma forma ou de outra, mais próximos ou afastados de nós, todos já vimos acontecer ou sobre os quais já ouvimos falar.
São contos que nos tocam e se tocam, com personagens que parecemos conhecer de algum lado e que, aos poucos, se vão tornando familiares para nós.

Tal como já tinha acontecido com «A devota e a devassa» e «Hotel Anaidaug», não posso (nem quero) contar muito mais sobre este livro, mas tenho de referir que é mesmo uma leitura a não perder.
Quanto mais obras de Fernando Pessanha conheço, mas apaixonada fico pela maneira como dança com as palavras e as transforma em imagens e sonhos.
E, com a dose certa de diálogos, descrições e narrações, com um quê de romantismo num realismo intemporal, esta é uma obra que se conhece e não se esquece, que se carrega para todo o lado, que nos toca em alguns momentos, não deixando nunca de nos prender.

domingo, 13 de novembro de 2016

UM FIM DE SEMANA DE RECONHECIMENTO - PARTE 2

Continuação deste post.


Ainda no sábado, muito cansadas e a necessitar mesmo de uma boa noite de sono, eu e a Cidália fomos conhecer o nosso quarto no Marriott Hotel. E a surpresa foi demais!!
Situado no último andar do hotel, o nosso quarto era divinal, digno de duas princesas (como nós somos, claro está!). Não era um quarto qualquer, mas uma suite maravilhosa, muito bem decorada num estilo clássico e charmoso, com uma sala de estar espaçosa e confortável, duas casas de banho e um magnífico quarto com uma cama enorme. 
A vista do hotel era fascinante, avistando-se a nossa capital iluminada.
Resultado: passou-nos o sono e (mais ainda) a vontade de dormir. E aproveitámos para ler, conversar (muito) e descontraidamente e navegar na internet partilhando o que estávamos a sentir, (Foi tão bom!)



A noite foi calma e, apesar de termos dormido poucas horas, conseguimos descansar e preparar-nos para o dia seguinte, que prometia ser igualmente gratificante.

E nada como começar o dia com um bom pequeno-almoço, daqueles que só os grandes hotéis sabem proporcionar aos seus hóspedes.
Muita variedade, ótima qualidade, um espaço bem aconchegante e requintado, muita gente bem-disposta e sorridente logo de manhã e um atendimento cinco estrelas... estes foram os ingredientes da mais importante refeição do dia.


Depois da refeição e do cafezinho para aconchegar naquela manhã de chuva, começou a reunião de trabalho e incentivo, onde houve tempo para partilhar histórias, conhecimentos e técnicas, num ambiente descontraído, de camaradagens e motivação.

Senti verdadeiramente o espírito de equipa entre todos, um dos princípios que a empresa mais fomenta. Senti-me bem-vinda e contagiada pela alegria de todos os que fazem parte da Oriflame e que, nota-se bem, adoram esta nossa empresa.

Aprendi muito sobre os nossos produtos, conheci novas técnicas de venda e de promoção, tive contacto com as novidades dos catálogos de Natal, travei conhecimentos e amizades, presenciei testemunhos de vida, conheci sonhos concretizados pela Oriflame... aproximei-me mais deste novo mundo que já tanto me fascina. E diverti-me, diverti-me muito.



Quase não dei pelo tempo passar e só quando a reunião terminou me apercebi que já passava um pouco da hora normal de almoçar. Apesar de ter um «bichinho a roer-me a barriga», senti o peito cheio, a adrenalina a circular e a alma repleta de motivação.

O almoço foi novamente uma refeição maravilhosa e terminou com as despedidas do seminário. Foi um «até à próxima» com sabor a «vou dar tudo por tudo para ir à convenção», que será o próximo grande evento de fim de semana que queremos (e vamos) ganhar com a Oriflame.

Obrigada, Oriflame...
Obrigada, Cidália por me teres mostrado este caminho... 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

"A PORTA DAS TRÊS FECHADURAS", DE SONIA FERNÁNDEZ-VIDAL

No verão andei muito entretida com uma leitura maravilhosa da Editorial Presença: "A Porta das Três Fechaduras", de Sonia Fernández-Vidal.
Foi uma leitura muito leve, ideal para jovens e adultos, que me levou a um mundo mágico e me pôs a pensar sobre fenómenos e teorias da física quântica. (E sem dar nada por isso!!)

A história roda à volta de Niko, um jovem estudante muito curioso e a precisar de alguma motivação para o estudo que, num dia aparentemente normal, acorda desafiado por uma mensagem que aparece no teto do seu quarto. E esta foi apenas a primeira com que se deparou durante o dia, pois várias outras, em tom de pista e enigma, foram surgindo na sua mente ou à sua frente.

E a verdadeira aventura começa quando Niko sai de casa para ir para a escola e, apesar de fazer o mesmo caminho de sempre, descobre uma casa na qual nunca tinha reparado antes. Aquela não era uma casa qualquer e, por curiosidade ou incentivado pelas palavras que lhe foram surgindo desde que acordara, o rapaz resolve arriscar o seu dia (ou a vida???) para descobrir um pouco mais.

Curiosos?
Deveriam ficar, pois este livro é uma verdadeira surpresa e uma pequena maravilha.
Escrito de uma forma muito acessível, intrigante e motivadora, "A Porta das Três Fechaduras" é um livro que nos prende desde o início e nos deixa constantemente com vontade de ler o capítulo seguinte.
Os enigmas que nele vão surgindo despertam a nossa curiosidade e levam-nos a pensar de uma forma menos previsível e "real", conduzindo-nos ao pensamento da física quântica e colocando-nos a questionar o mundo à nossa volta.

Aconselho a sua leitura a partir dos 12 anos de idade, acreditando que os rapazes são o melhor público para esta obra, que poderá ser um bom incentivo ao gosto pela leitura.
Será uma leitura ainda mais vantajosa se o adulto a acompanhar, sendo que ler anteriormente também poderá proporcionar agradáveis momentos entre gerações, uma vez que as temáticas poderão estar na base de troca de ideias entre pais e filhos.

Um "muito obrigada" especial à Editorial Presença pela oferta desta obra e pela confiança na minha leitura e opinião sobre a mesma.