terça-feira, 20 de setembro de 2016

"A CASA CONSELHEIRA", DE ÂNGELA RIBEIRO CONSTANTINO

Foi através da minha filhota que conheci o livro "A Casa Conselheira", uma obra enquadrada na literatura infanto-juvenil, editada em 2015 pela Chiado Editora.
É que a sua autora, Ângela Ribeiro Constantino, é mãe de uma colega de turma da Matilde e, numa proposta de trabalho da disciplina de Português, a Rafaela resolveu orgulhosamente apresentar o livro escrito pela mãe.
E fez muito bem, pois os colegas ficaram com muita vontade de conhecer melhor a história. A Matilde não foi exceção, por isso não resisti e entrei em contacto com a escritora e a editora, que me ofereceram o livro para ler e dar a minha opinião aqui no blogue.

"A Casa Conselheira" é uma casa invulgar: fala como um humano!
Para além disso, tem como melhores amigos uma raposa, uma coelha e uma gata que, por causa desta amizade, herdaram o mesmo dom.
A vida destes quatro amigos decorre com boa disposição até ao dia em que, no terreno em que habitam, se ouve uma ruído de máquinas a trabalhar.
Aí, conhecem o dono do terreno e a sua filha e tudo muda na vidas das quatro personagens, revelando-se um segredo há muito escondido.

A minha filhota tem razão: este livro de Ângela Ribeiro Constantino é mesmo muito "giro". (lol)
A história é simples, mas cativante e envolta em fantasia.
As personagens principais, nas quais incluo a menina Pérola e o seu pai João, são simpáticas e divertidas, com personalidades joviais e facilmente criam empatia no leitor.
O cenário, apesar de não ser muito descrito pela autora, surge no imaginário do leitor que, assim, ganha o direito a também ser "construtor" de uma parte da história.
A escrita da autora é muito adequada ao público-alvo deste género literário, sendo, na minha opinião, indicado para crianças dos 6 aos 10/11 anos.

(Como é com crianças destas idades que trabalho enquanto Professora do 1.º Ciclo, lembrei-me de criar algumas sugestões de atividades para explorar este livro em sala de aula. - VER AQUI)

Os meus sinceros parabéns à Ângela Ribeiro Constantino pelo seu bom contributo para a literatura portuguesa infanto-juvenil e desejar-lhe as maiores felicidades no mundo da escrita e do imaginário.

domingo, 11 de setembro de 2016

"ROMEU E JULIETA", UMA PEÇA BYFURCAÇÃO

Foi com muito gosto e entusiasmo que no passado dia 18 de agosto estive na estreia de "Romeu e Julieta", a peça ex libris de William Shakespeare, que a Byfurcação - Associação Cultural levou a palco com encenação de Paulo Cintrão.
A grande estreia decorreu num ambiente ao mesmo tempo simpático, descontraído e sofisticado, reunindo na plateia amigos, familiares e convidados especiais da companhia.
Tendo sido convidada por esta companhia teatral, estive orgulhosamente presente na estreia, muito bem acompanhada pelo Luís, o meu namorado.
Antes dos atores subirem a palco, houve uma pequena receção ao público, na qual também marcaram presença alguns atores conhecidos do público em geral. Foi um momento de convívio e de celebração entre todos aqueles que há muito seguem e admiram as peças Byfurcação, já antevendo o sucesso que presenciámos na hora seguinte.




De facto, a peça é mesmo muito boa. Mesmo!
A encenação está fantástica! Paulo Cintrão deu uma beleza contemporânea à grande obra clássica sem necessitar de alterar o texto quinhentista, escrito de uma forma erudita e própria da época.
Com poucos adereços, usando um guarda-roupa em tons crus muito bem escolhido e impecavelmente adequado a cada personagem, a peça decorre numa cenário de encanto e mistério, conseguindo explorar de forma única os elementos arquitetónicos e naturais do anfiteatro do Parque da Liberdade, em Sintra.
O desempenho dos atores também foi extraordinário. Todos eles assumiram as suas personagens de forma empolgante e apaixonada, dando realismo às ações e prendendo o público do início ao fim da peça.
Gostei bastante da peça, que considero um excelente contributo para o enriquecimento da cultura literária  de quem por ela se deixa cativar.

Muitos parabéns a toda a equipa Byfurcação pelo excelente trabalho que desenvolvem (também) nesta peça.





quinta-feira, 8 de setembro de 2016

APÓS 11 MESES...

Há quase 11 meses que não fazia aquele caminho rotineiro e, outrora, chato. Que, logo pela manhã, conduzia durante 15 minutos aquela distância de (quase) 15 kms. Poderia acrescentar à frase a palavra "tranquilamente", mas este é um advérbio que só agora se aplica pois durante muito tempo o ansiosamente ou o inquietamente foram os que melhor se adequaram à viagem diária matinal e, intensamente aumentados, ao regressar após um dia de trabalho.
E foi um caminho tranquilo, com música descontraída e uma tolerância cívica e segura para quem compartilhou as mesmas estradas e cruzamentos.
Há quase 11 meses que não estacionava naquele largo onde tantas vezes fui recebida com abraços grandes de braços pequeninos e tantas outras me despedi de colegas após longos minutos de conversas mais e menos banais, sobre, contra ou para além do ensino.
E foi um estacionamento tranquilo, de recordações vivas, de velhotas à janela e muitos "bons dias" à saída do carro, um deles alto e a bom som para o senhor Alberto ouvir detrás do balcão do café onde não entro há quase 11 meses.
Há quase este tempo que não tocava àquela campainha, aguardando no portão onde muitas vezes cumprimentei os "meus" e outros pais da escola, onde afaguei crianças e abracei adultos por quem tenho carinho ou que me pareciam precisar de um para aquele dia a mais na vida, onde convenci pequenos a entrar e impedi reguilas de sair descuidadamente.
E esperei calmamente... e um sorriso surgiu espreitando à porta, em troca recebendo um outro rasgado e meu. Ouvi o "estalido" do portão abrindo e entrei... regressando para o outro lar também aconchegante e quente, com cheiro a tintas, colas e papéis, com madeiras que rangem e paredes velhas de rosto novo pintado de branco.
Há quase 11 meses que não pegava num daqueles livros, onde se vai escrevendo a história de uma família, de dias bons e maus, de atividades de sucesso (ou não), de horas de consolidação e outras (poucas demais, na minha opinião) de diversão, de dias muito ou pouco compridos, de rotinas e compromissos, de crescimento.
E foi-me entregue um novo, por abrir, verdinho desta vez, sinal de um recomeço que acredito de esperança e de uma nova oportunidade de fazer a diferença no mundo de alguém ou, tão somente, de dar o meu melhor naquilo que amo fazer. E uma paz encheu-me e preencheu-me em segundos.
Estou de volta à escola após 11 meses . E estou recuperada, renovada e confiante. E valeu a pena esperar e investir pois agora a "Marija" (como dizia o "golfinho" João) está de volta em pleno.


sábado, 3 de setembro de 2016

MUITAS PROMOÇÕES!!

Bom dia!!
Estou a regressar bem devagarinho, após algum tempo sem aqui vir, e resolvi deixar-vos o flyer do catálogo 13 da Oriflame, para folhearem e se deixarem encantar com estes descontos.
Este documento anexo ao catálogo, traz sempre produtos a preços fantásticos, mas esgotam facilmente. Por isso, gosto de fazer uma encomenda bem cedo. 
Se precisarem, não hesitem. Devo encomendar no dia 8 de setembro.
(Envio gratuitamente para Portugal Continental)

Até já!