quinta-feira, 4 de agosto de 2016

UMA TARDE ESPECIAL COM "ART'IN - OFICINAS DE EXPRESSÃO CRIATIVA"

Há muito, muito tempo que estava para vir aqui contar a todos como foi estar com a arquiteta, designer e formadora Cláudia Serra Fernandes num ateliê para os mais pequenos. E, acreditem profundamente, não foi por desinteresse que não fiz fiz mais cedo, pois sou completamente fã do trabalho desta profissional e pessoalmente admiradora da personalidade luminosa desta amiga.


Foi numa agradável espaço de estudo no Barreiro que se reuniram cinco famílias à volta de um projeto que viria a ganhar 3 dimensões. Entre os adultos, que acompanharam os trabalhos dos mais pequenos, estiveram oito crianças empenhadas e curiosas, com idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos. Entre elas estavam o meu Simão e a minha Matilde que, apesar de envergonhados, cedo se dedicaram ao projeto que tinham em mãos.
Sim, porque foi exatamente com um projeto que o ateliê "ART'in - Oficinas de Expressão Criativa" teve início. A proposta era projetar numa folha de papel uma casa ou uma divisão da casa.



E foi logo com este projeto que começaram as diferenças a revelar-se de acordo com a idade dos partiicpantes e, até, com o género.
Reparei que os mais novos se preocuparam menos com o projeto ou, melhor, o realizaram com maior simplicidade, sem dar importância a grandes pormenores, mas também arriscando sem medos nem preconceitos, despreocupados com a exequibilidade do mesmo.
Os mais velhos, talvez já com uma visão mais a longo prazo, foram mais contidos e ficaram mais presos à realidade, à funcionalidade da construção e ao design.
Foi muito interessante constatá-lo e depois, quando lhes foi proposto que transformassem o projeto numa maqueta 3D, confirmar estas diferenças.



Usando cartão e outros tipos de papel, desde os básicos até aos mais decorativos, bem como outros materiais de uso corrente, todos aceitaram o desafio de bom grado e começaram a fazer nascer o projeto, elevando-o a mais dimensões.
Os mais novos não ficaram muito presos ao projeto no papel, apesar de o terem como referência, nem hesitaram na escolha dos materiais a usar ou na forma de concretização. Queriam ver a sua obra crescer depressa e bem, admirando cada progresso com entusiasmo.
Quem se mostrava igualmente entusiasmados eram os adultos que deliravam com as construções que iam surgindo e ajudavam a operacionalizar e a "decorar".
Os miúdos mais velhos já se mostraram mais presos à realidade urbanística e arquitetónica, investindo mais na estrutura do que na apresentação da maqueta, tentando que as casas ficassem habitacionais.



Os meus filhos começaram por querer fazer um só projeto conjunto, conciliando as preferências de cada um, mas acabaram por recomeçar fazendo um novo projeto cada um, por não se entenderem na concretização quando passaram do plano para o espaço.
O Simão foi o que se mostrou mais maduro na execução, quer do projeto, quer da maqueta, com o que isto tem de melhor e de menos bom. Usou medidas e proporções, fez previsões, pensou nos acessos e apostou também no espaço circundante (jardim, piscina, caminhos...). Faltou-lhe "coragem" para se desligar da realidade e partir para a criatividade artística. Usou materiais diferentes, considerando os mais adequados a cada parte da maqueta. Não quis que eu ajudasse autonomamente, apenas solicitando apoio ocasional em algumas tarefas.
A Matilde, também preocupada com a exequibilidade do projeto, investiu numa casa de 2 andares com terraço, dando atenção ao aspeto estético da mesma e mais a pormenores como varandas, portas e janelas, até fazendo uma garagem com portão a funcionar. LOL
Também foi sempre seguindo o projeto do papel, mas aceitou a minha colaboração e (algumas) sugestões, apesar de também conduzir todo o projeto.

 


Confesso que achei a minha atitude um pouco diferente da da maioria das mães presentes, que assumiram o projeto como sendo também delas e, por isso, deixaram muito as suas marcas no trabalho dos mais pequenos. (Se estivessem lá os pais-homens teria sido diferente?!)
Eu preferi mesmo ficar na retaguarda, apoiando só quando solicitada e dando motivação para não desistirem perante as contrariedades.

A Cláudia Serra Fernandes, a formadora de pais e crianças, teve sempre uma prestação excecional, explicando com clareza e objetividade, incentivando, sugerindo, apoiando diretamente e espalhando sorrisos de cumplicidade.
Fiquei (ainda mais) encantada com a sua forma de estar e com o profissionalismo que coloca em tudo o que faz.
Parabéns, minha querida!

Como não poderia deixar de ser, perante o gosto que tive em participar com os miúdos no ateliê, tenho de aconselhar a que se inscrevam num dos próximos e comprometendo-me a partilhar novas datas na página do facebook.
Até lá, façam "gosto" na página da arquiteta/formadora/designer Cláudia Serra Fernandes.... AQUI e AQUI.

2 comentários :

  1. Não tenho palavras para agradecer este miminho, minha qyerida. Foi
    Fabuloso ter-te presente e poder ler, passados alguns meses, a descrição das emoções vividas num dia tão especial para a ART'in.
    Obrigada do fundo do coração.
    Bem hajas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estar contigo e apreciar o teu trabalho é sempre maravilhoso!
      Beijocas

      Eliminar