domingo, 14 de agosto de 2016

SERÁ CARA A SIMPATIA?

Não gosto de pessoas antipáticas, que não oferecem sorrisos nem dizem "bom dia" a quem passa. Não gosto quando me dirijo a elas e recebo monossílabos ou, em contrapartida, respostas mal humoradas ou fastidiosas. Muito menos gosto quando isto acontece num estabelecimento comercial ou serviços, onde, quanto a mim, os funcionários deveriam ser escolhidos também pelo perfil psicológico e personalidade e não só (quanto muito) pelas habilitações ou experiência.
Não gosto de sorrisos amarelos, frases de queixume gratuitas, olhares de superioridade. Não gosto de falta de humildade, nem de solidariedade. As gargalhadas secas e curtas e os olhares inquiridores (ou, em contraste, vazios e alheios) deixam-me tentada a fechar o espírito a esse alguém e a devolver com a mesma moeda, o que é doloroso e (ou porque) contra-natural.
Gosto de sorrisos abertos, de olhares brilhantes, de abraços apertados e frases bem-dispostas e luminosas, muitas e muitas vezes capazes de mudar, para melhor, o dia de alguém. Gosto quando vejo aparecer estes sinais, aos poucos, nos rosto dos envergonhados ou introvertidos, que acabam abrindo a concha e revelando a pérola que há em si.

Será caro fazer tudo isto?
Ficará dispendiosa a simpatia para quem teima em recusá-la aos outros?
Não sei. A minha é gratuita e gratificante. A minha sai naturalmente e em todo o contrário do que não gosto: sorrio com a boca toda, troco olhares de carinho, conforto ou empatia, digo "bom dia" acreditando que posso, com isso, espalhar um pouco de luz por onde passo.
Sei que sou mesmo assim e que há quem não o seja naturalmente. Mas será caro tentar? Será dolorosa, ao menos, a cordialidade?

Não gosto de pessoas antipáticas. Tornam os dias mais cinzentos e o inverno só começa em dezembro!

Obrigada A. pela inspiração!



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