domingo, 17 de abril de 2016

"AKABATOTA", DE INÊS GUERREIRO RELVAS

Mesmo estando a viver atualmente a famosa fase da adolescência dos filhos, continuo a considerar a maternidade a experiência mais completa, fascinante e poderosa da minha vida. (E desafiante também!)
Quando os meus filhotes eram pequeninos, sentia necessidade de escrever sobre o que se passava no nosso dia a dia, de registar a sua evolução, os primeiros sucessos, as frases ditas com piada, as peripécias, os momentos mais felizes e difíceis...
Por isso, hoje tenho vários cadernos de cada um com os diferentes registos que fui fazendo, com cartas e poemas que lhes fui escrevendo e com aquela magia da vida quotidiana da infância. Escrevi-os para que, mais tarde, todos nós pudéssemos reviver aquela fase da vida, principalmente eles próprios, e hoje posso dizer que ambos adoram ler pequenos excertos.

Foi disto que me lembrei vivamente enquanto lia o livro "Akabatota", da escritora Inês Guerreiro Relvas, que ganhei num passatempo da sua página de facebook.


Este livro mostra-nos o dia a dia de um bebé, desde que nasce até aos 3 anos, contando-nos os tais pormenores, evoluções e gracinhas de que vos falei no início deste post. E é o próprio bebé quem nos conta as suas peripécias.
Para além do enorme prazer de ser mãe, Inês Guerreiro Relva teve outra grande motivação para escrever este livro: a correspondência que durante 3 anos foi trocando com familiares e amigos, contando as novidades do seu rebento e enviando fotografias legendadas.
Foi com base nas mensagens enviadas para os "tios" durante a primeira infância do "narrador", que surge esta obra irresistível.

Eu gostei muito de ler este livro, que se devora num ápice.
A história que é contada faz as delícias de todos, especialmente de quem já passou ou está a passar por esta fase da maternidade (ou paternidade, claro!).
A escrita é leve, espontânea e autêntica, o que facilita a visualização de todas as ações.
O discurso é simples e atrativo, tornando-se ainda mais envolvente por ser contado na primeira pessoa, pela voz de uma criança. Na minha opinião, alguns dos parágrafos precisavam ser um pouco melhorados para parecer melhor que era o bebé a contar a sua história, havendo pequenos pormenores a ajustar.
(Exemplo: "Neste momento estou a dormir (...)" ou "(...) e eu já fui para a caminho há quase duas horas.") Contudo, não é nada que interfira com a qualidade da história.

Gostei bastante de todo o livro e recomendo vivamente a sua leitura.

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