terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"NINGUÉM MORRE DE VÉSPERA", DE MARGARIDA CARPINTEIRO

Na sexta-feira, terminei a leitura de um livro escrito por Margarida Carpinteiro, uma atriz de quem gosto bastante. Não conhecia a sua faceta de escritora, por isso fiquei bastante curiosa quando descobri o seu livro "Ninguém morre de véspera", escrito em 1986.

Esta é uma obra pequena, com capítulos curtos, que se lê muito depressa.
No entanto, tenho de confessar que a sua história é um pouco confusa e estranha.

A personagem principal chama-se Onina e é casada.
Não estando as personagens (bem) descritas no livro, Onina pareceu-me uma mulher na casa dos 40, que mora numa localidade pequena e (quiçá) rural e que sofre de algumas perturbações mentais, as quais condicionam a sua vida. O marido, um homem "à antiga", parece não a tratar muito bem, apesar de haver uma forte ligação entre os dois.
Surge ainda uma personagem importante: Nela. Esta é, aparentemente, amiga de Onina e acompanha-a nos melhores e piores momentos da sua vida. No entanto, devido à forma como é descrita a relação entre as duas personagens femininas, nem sempre parece que Nela existe na realidade.
Nela e Onina, juntamente com o marido desta, formam ainda um triângulo amoroso cuja história surge como uma parte da principal.

Não sei dizer se gostei ou não deste livro.
Posso dizer que me surpreendi, mas também me desiludi em algumas partes. Posso dizer que me baralhei com o conteúdo da história, mas também ri bastante em algumas páginas.
Na realidade, cheguei ao fim sem entender muito bem a história, que parecia não ter nexo ou esconder uma segunda versão. Também me pareceu que, na realidade, a personagem Nela não existia na realidade, podendo ser uma imaginação de Onina ou até um segundo "eu" da personagem principal.
Apesar da história ser confusa, a escrita de Margarida Carpinteiro é cativante e lê-se com facilidade.

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