sexta-feira, 29 de maio de 2015

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA


É já HOJE que chega a 85.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, que estará patente no Parque Eduardo VII até ao dia 14 de junho.
Como já vem sendo hábito, muitas das editoras têm programadas diversas atividades, entre encontros com escritores, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, promoções e encontros com personagens dos livros.

Aqui deixo dois exemplos:
(Podem clicar nas imagens para mais informações)


domingo, 24 de maio de 2015

3 VÍDEOS DELICIOSOS

Esta semana, "descobri" no Facebook 3 vídeos que adorei e que partilhei na minha página.

O primeiro é sobre a droga, o que ela provoca nas pessoas e como transforma a vida de quem fica delas dependente. Parece-me um excelente instrumento de trabalho nas escolas, principalmente juntos dos pré-adolescentes.

O segundo surgiu no "Dia do Abraço" e pretende sensibilizar para a importância de abraçar crianças com cancro. No entanto, acho que nos toca a todos e talvez nos leve a pensar como o dia de alguém mudar completamente com um gesto tão simples nosso.
Eu adoro abraçar e sou a favor dos abraços e dos toques, entendendo-os como gestos de carinho e atenção, carregados de energias positivas e transbordando de paz e equilíbrio, por isso tinha de partilhar este vídeo.

O terceiro não necessita de grandes apresentações e é simplesmente divinal!
É um prazer ver, por dentro, aquilo que já é mágico sentido "cá fora".


Diga Não às Drogas!Excelente Vídeo. Vale a pena compartilhar!
Posted by Marcelo Crivella on Segunda-feira, 18 de Maio de 2015


Boa noite! Ainda vão a tempo de partilhar o vídeo desta campanha. Porque os abraços às nossas crianças com cancro nunca serão demais <3 onossot2.com/2015/05/o-maior-abraco-do-mundo-solidario-fundacao-rui-osorio-de-castro/
Posted by Tânia Ribas de Oliveira on Sexta-feira, 22 de Maio de 2015


#DiaDasMães <3 Vídeo mostra em 4 minutos como são os primeiros 9 meses do bebê http://bit.ly/1KSdBQ3
Posted by UOL Notícias on Domingo, 10 de Maio de 2015

sábado, 23 de maio de 2015

CONHECER O CRIADOR DO "ARMANDINHO"


Na segunda-feira tive um final de dia fantástico com os filhotes.
Aceitaram o meu desafio e fomos até à Fnac do Colombo conhecer pessoalmente o autor brasileiro Alexandre Beck, o criador do personagem "Armandinho", recentemente editado em Portugal através da editora Castor de Papel.

Andava há muito ansiosa com este lançamento, mas, mesmo assim, consegui ser surpreendida positivamente pelo autor, que se mostrou um ser humano bom e gentil, um artista humilde e consciencioso e uma pessoa de valores e integridade, muito próxima do público que segue a sua arte e transmitindo uma energia tão "legal" que prende e liberta ao mesmo tempo.
O Alexandre é "gente boa" e recebe-nos com aquele abraço caloroso que todos precisamos, mas parece que só os brasileiros sabem dar de forma tão espontânea.

O "Armandinho" é uma criança-animada muito divertida e que nos fala de vários temas da atualidade, sempre numa perspetiva muito "infantil" e "inocente", ainda que, por vezes, provocatória, representando muito bem o pensamento das crianças de carne e osso e muito bem entendido (e pensado, também!) pelos adultos.
Este personagem tem sido um fenómeno de popularidade no Brasil e também já ganhou muitos fãs no nosso país, graças às tirinhas que vão sendo publicadas na sua página de facebook.

O seu criador falou-nos das suas experiência de vida, de como as escolhas que foi fazendo influenciaram a sua vida atual, de como nasceu este personagem, das motivações que têm acompanhado a sua carreira, da forma como encara a sua arte e de como tem, ele próprio, crescido e aprendido com o "Armandinho". Falou-nos num discurso muito rico em emoções e humildade, mas sábio e direto, com palavras que pareciam nascer ali mesmo. Podem assistir a alguns excertos AQUI.

Eu adoro o "Armandinho" e, graças a ele, tenho ganho bons momentos de riso.
Do lançamento trouxe os dois primeiros volumes editados em Portugal, devidamente autografados pelo autor, e estou a aguardar o terceiro, que me será oferecido pela editora. (Muito obrigada!!!)

Os miúdos estavam muito envergonhados e pouco à vontade, mas mostraram bem como este personagem, apesar de ter diálogos escritos mais para os adultos, consegue prender a atenção das crianças e adolescentes, estando, por isso mesmo, já a ser utilizado por alguns professores.

Foi muito bom estar com o Alexandre e com o "Armandinho".
Os dois ganharam 3 grandes fãs cá em casa!!!





sexta-feira, 22 de maio de 2015

PRIMEIRA VEZ, AOS 37 ANOS...

Hoje fui à praia sozinha, pela primeira vez na minha vida de 37 anos, 3 meses e 2 dias.
Nem costumo gostar de praia, mas cheguei da escola com vontade e, estando sozinha em casa devido à vida social agitada dos filhos (ainda) pré-adolescentes, não tinha razões para não o fazer.
Na verdade, estou mesmo numa onda assim: apetece e não prejudica ninguém? Então, bora!
E foi o que aconteceu. (Parece simples, eu sei, mas para mim faz parte de um grande processo de mudança interior!)

Vesti o biquini, arranjei a toalha, peguei na mala e parti.
Quando entrei no carro, nem sabia bem a que praia queria ir. (Vantagens de viver pertinho do mar e entre dois rios!)
Acho que posso dizer que segui o meu instinto e fui dar à Figueirinha, na Arrábida.
Assim que lá cheguei, tive de admitir: "Que privilégio morar aqui!"

Pousei a toalha, despi o vestido, tirei o livro da mala.
E que bom que foi sentir a liberdade de estar assim, sem horários nem compromissos, sem vozes e gritos... apenas ouvindo o mar e sentindo o sol (não muito forte) na pele!
Que bom que foi estar em paz e sem medos, nem vergonhas ou complexos!
Que bom que foi parar de ler para admirar coisas pequenas e dar-lhes o prazer de me encher o coração, como a beleza do voo das gaivotas, o som das ondas a bater na areia quando a maré está quase cheia, o riso de uma criança que joga à bola com o pai ou o levantar dos grãos de areia pelo vento que, ocasionalmente, surgia mais forte!

Foi a minha primeira vez sozinha na praia e, podendo ser um acontecimento simples, transformou-se em duas horas de encontro comigo mesma, numa paz que procuro desde sempre.
E não teria sido a mesma coisa se não tivesse acontecido agora, precisamente e só aos 37 anos (mais 3 meses e 2 dias)!






domingo, 17 de maio de 2015

"O LIVRO VERMELHO"

Há já algum tempo que recebi "O Livro Vermelho" como oferta da Gatafunho, a quem humildemente agradeço a confiança depositada na minha opinião.

No início, fiquei apreensiva com esta obra, pois não é com regularmente que encontro livros infantis (para maiores de 6 anos) que tenham apenas ilustrações.

"Li-o" com os meus filhos (de 9 e 11 anos, na altura). Eles gostaram muito, mas disseram que era mais indicado para os "mais pequeninos".

Voltei a "lê-lo" com os meus alunos (de 1.ºano) e comprovei a sua teoria: os miúdos adoraram!
Vimos as ilustrações vezes sem conta, conhecemos as personagens e aferimos as suas personalidades, descobrimos a história e reinventámo-la, escrevemos frases para lhe dar um toque pessoal, imaginámos o que seria viver dentro de um livro, fizemos ilustrações deixando o vermelho como pano de fundo...

Foram momentos de comunhão entre trabalho e lazer em volta de muitas imagens e histórias nelas contidas, promovendo o diálogo, a criatividade, a expressão de dúvidas e sonhos...
Aconselho vivamente a exploração desta obra nas salas de aula de 1.º ano e de pré-escolar.







Ilustrações da minha turma de 1.º ano, com base na história do livro.
Usaram marcador preto sobre cartolina vermelha.

SINOPSE:
Este livro, criado por uma designer americana, é um livro de imagens, sem texto: uma história sem palavras, um livro mudo, cujo texto visual guarda em si muitas histórias, todas as queiramos contas, tantas e tantas vezes, e sempre diferentes.
A narrativa visual é sequenciada: um começo, um desenrolar de acontecimentos, um momento fulcral e um final que sugere um recomeço. Utilizando elementos figurativos claros e realistas, a autora desafia o leitor a contar uma história cheia de fantasia: um livro vermelho que possibilita a duas crianças de raça e lugares claramente diferentes conhecerem-se e encontrarem-se. Um desafio à sua imaginação: O LIVRO VERMELHO, um livro-personagem, mágico... Um livro sobre um livro!
O LIVRO VERMELHO ganhou a medalha da Caldecott Medal Honor Book, em 2005, medalha prestigia os livros ilustrados e que é atribuída pela  American Library Association desde 1937, nos Estados Unidos. Está classificado, internacionalmente, como um dos 50 melhores livros ilustrados, sem texto, do mundo e tem sido utilizado, referido e/ou analisado em vários estudos e teses sobre literatura para a infância, em Portugal e no Brasil.

terça-feira, 12 de maio de 2015

NOVOS TALENTOS #03 ANA COSTA

No momento em que a sua obra de estreia vai para a 2.ª edição, Ana Costa, autora de "Misantropia Esclarecida", sobre a qual já dei aqui a minha opinião pessoal, aceitou o desafio de responder às minhas perguntas para este espaço dos "Novos Talentos".

E foi com muita simpatia e humildade que o fez, confessando, inclusivamente, que achou algumas das questões bem desafiantes, o que mostra como é grande e luminosa a sua personalidade.

Aposto que vão gostar de conhecê-la um pouco melhor!
E, no final, aproveitem e passem pelo seu blog, do qual vão gostar e tornar-se seguidores.


1- Como e quando percebeu que habitava em si uma escritora?

Sempre tive uma paixão enorme pela literatura em geral. O “como” responde-se pela necessidade de conseguir expressar os meus sentimentos sem conversas vãs; esta foi a forma que encontrei de o fazer. Com uma folha de papel à frente, consigo diagnosticar-me com um pormenor que o mundo não me permite. Quando? Principalmente na faculdade, quando comecei a perder alguma da timidez (não totalmente extinta ainda, mas evitada ao máximo).


2- Quando começou a escrever poesia?

Por volta dos 12 anos.


3- Como surgiu a hipótese de publicar um livro?

Por um desejo de vida, e uma curiosidade de obter uma opinião totalmente imparcial quanto ao que faço. Degrau a degrau, num caminho que espero culmine na vida apenas e só da escrita.


4- Porque escolheu a “Livros de Ontem” para o fazer?

Estamos numa conjuntura em que a cultura e a Arte são considerados como algo supérfluo e distante das massas, um luxo pouco relevante num mundo apenas virado para a eficácia económica e o lucro de produção. Infelizmente, o mundo editorial foi apanhado nesse “vírus”. A Livros de Ontem surge como um oásis: surgiu-me revelando-se um grupo e um projecto jovens, frescos e arrojados.
Esta editora foge da arrogância dos grandes mercados e oferece uma oportunidade de valor a autores que se recusam a pagar balúrdios para que o seu talento veja a luz do dia, sempre com rigor na escolha dos originais que publicam e apostando no que se faz de diferente na literatura de língua portuguesa.


5- O que pensa sobre a importância do crowndpublishing?

É bastante mais intimista, pessoal e inovador. O participante que contribui sente-se como parte activa na produção do conteúdo, com o orgulho e responsabilidade que isso envolve. Torna-se menos um número nas vendas e mais um nome forte no sucesso da campanha.
Pode fazer a diferença entre a impossibilidade financeira para o alcance de um sonho e a obtenção do mesmo através da solidariedade, no interesse e no gosto pela Arte dos que acreditam no autor.


6- Sendo que “misantropia” significa “uma aversão ao ser humano ou à natureza humana”, porquê a escolha deste título para o seu livro de poesias?

Não tenho problema em assumir-me como misantropa e achei que o título para o meu primeiro livro não podia estar mais perto do (meu) ideal.
No entanto, há algo que tenho feito questão de esclarecer: ser misantropo não é ser anti-social, é apenas o reconhecimento de que, por muito que nos custe admitir, não vejo esforço por parte da nossa espécie para se transcender e corrigir as questões que nos assolam negativamente. Vemo-nos como algo além de qualquer crítica, o “ser perfeito”, e não acho que assim seja, aliás, estamos bem longe disso.
É um “esclarecimento” dessa ideia de aversão. Tento colocar luz sobre a ideia de que o ser humano pode ser uma força destruidora do macrossistema em que existe, ao mesmo tempo que demonstro que a tristeza ou o desespero podem ser uma componente importante na inspiração artística. Há uma vontade de abstracção total do pensamento e do que possa angustiar, também.


7- Porque optou por organizar os seus poemas em dois grupos e lhes deu os títulos “Optimismo” e “Pessimismo”?

Porque era necessário um fio condutor, algo que explicitasse a ideia de um caminho pessoal, uma evolução. Primeiro a ingenuidade, a infância, a alegria pura e a crença em tempos melhores (“Optimismo”) e depois a realidade, o cinismo, a luta com as armas que a vida nos dá, melhores ou piores (“Pessimismo”). Sei que se costuma pensar que é ao contrário, pelo menos achar que o melhor vem sempre depois consola, mas não me parece que assim seja nesta dimensão.


8- Pode dizer-se que os poemas inseridos em cada um destes grupos foram escritos em diferentes fases da sua vida profissional e/ou pessoal?

Sim, claramente. Nota-se uma evolução na escrita, de uns para os outros. Alguns são mais imaturos, outros mais incisivos e duros. Foi um trabalho de etapas e estados de espírito diferentes, cronologicamente separados.


9- Dedicou algum dos poemas deste livro a alguém especial? (Se sim, qual e a quem?)

Quero que quem ler se identifique, mas se afaste de um lado pessoal mais específico que eu possa ter incutido nos poemas. A poesia é intemporal, omnipresente e inominável. Trazer para aqui a minha experiência seria egoísta e mancharia algo que respeito demasiado para catalogar dessa forma.


10- Qual dos poemas de “Misantropia Eslarecida” é o seu preferido?

Não consigo escolher. É como pedirem-me que diga, de entre filhos, qual é o meu favorito. Não os tenho de carne, mas estes são-no, de letras.



Muito Obrigada, Ana Costa!!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

EXPERIMENTANDO A PAIXÃO...

A minha Matilde desde pequenina que adora cavalos.
Sempre gostou da ideia de andar a cavalo e ficou super feliz quando teve oportunidade de o experimentar em algumas festas de aniversário.
Desde há uns tempos que pensa no assunto mais a sério e não pude deixar de me cativar pela ideia de a levar a aprender a montar, num picadeiro a sério, com alguém que a ensinasse a fazê-lo bem feito.

E isto começou a acontecer no fim de semana passado e parece que é mesmo para manter.
A filhota já teve duas aulas e portou-se lindamente,
Veio encantada com tudo, (até com o cheiro a cavalo!) e é bom ver o seu entusiasmo perante esta nova experiência.

Escolhi um local maravilhoso para que se iniciasse nesta prática, no qual tem um professor com muita paciência, com imenso jeito e com uma forma especial de falar e ensinar: o Sérgio.

O local é o Centro Hípico Quinta do Ferrador, que fica junto à antiga Estação de Caminhos de Ferro de Palmela.
É um picadeiro que já existe há muitos anos e que funciona em Palmela há já 40.

Pode dizer-se que é um "negócio" de família, pois a história do picadeiro começou com o bisavô do professor Sérgio, que era ferrador, continuou com o seu avô e, atualmente, é gerido pelo pai, que é enfermeiro veterinário e que deu continuidade ao negócio, que se iniciou em Grândola.

É um espaço com 30 cavalos, sendo que uma pequena percentagem é de clientes que pagam um valor mensal para lá os terem e serem cuidados.
No picadeiro, que está aberto diariamente (das 9h às 12h30 e das 14h às 18h), exceto aos domingos e feriados à tarde, funcionam aulas de equitação, cavalos a penso, desbaste e ensino de cavalos e compra/venda de cavalos.

É um espaço simples, mas muito aprazível e estou a gostar imenso de levar lá a minha filhota aos sábados de manhã.

Aula de dia 2 de maio

Aula de dia 9 de maio

A Matilde com o Sultão

sábado, 9 de maio de 2015

MAIS MÚSICA, MAS EM PORTUGUÊS...

Outro desafio no facebook... mais três músicas a partilhar, desta vez em português,
As minhas escolhas foram bem sentidas, como tudo nesta (minha) vida e recaíram sobre três temas que me dizem muito.

Sara Tavares e o tema "Eu sei" - Sem andar muito crente nos últimos anos, não deixo de acreditar que há uma força que nos acompanha e que nos ajuda a encontrar os melhores caminhos. Uma força de amor, uma luz na escuridão, uma companhia que nos conhece melhor do que ninguém e sabe exatamente o que nos faz feliz. Talvez seja Deus, talvez a nossa alma... quiçá a energia do Universo.

   

Pedro Abrunhosa e o tema "Eu não sei quem te perdeu" - Quando se ama muito, quando se quer muito estar com alguém e se sente que se é capaz de dar tudo para ter o amor daquela pessoa, somos até capazes de nos diminuir e de colocar esse alguém num pedestal tão alto, que chegamos a achar que não merecemos sequer que olhe para nós. Ou então, num sonho em que voamos bem alto, achamos que, se partirmos e nos perder, talvez a saudade o faça reconhecer que somos importantes na sua vida.


Miguel Gizzas com o tema "A Estrela mais Brilhante" - Quando li o livro "Até que o mar acalme", de Miguel Gizzas, apaixonei-me por este tema, que corresponde a um dos melhores capítulos do livro. Mais a dizer? Só que há pessoas mesmo brilhantes, cheias de luz e de carisma. Que todos precisamos do seu brilho nas nossas vidas... são estrelas no nosso caminho.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

DESNECESSÁRIA...

Talvez não devesse escrever destes post pois, segundo alguns, atraem o que há de negativo e nos deitam mais para baixo. Mas gosto de encarar este meu cantinho na net como um espaço onde a minha mente voa e a alma se alivia, por isso não consigo passar por cima do sentimento da semana sem aqui deixar umas linhas sobre ele.

Tenho sentido que sou desnecessária, ou seja, que ninguém precisa de mim.
Os filhos estão a crescer, os pais e irmãos mostram bem como se orientam sem mim, os alunos poderiam bem ter uma professora melhor (são às resmas...), os (poucos) amigos não ganham grande coisa com a proximidade (para além das minhas reclamações e neuras), os conhecidos nem dão por mim... não faço falta a ninguém, não sou necessária.
Este sentimento tem-me assustado... não sei (ainda) lidar bem com ele.

Sempre achei que iria adorar o momento em que o sentiria... que iria ser fantástico perceber que não faço falta, apesar de continuar a fazer parte da vida das pessoas. Mas esta semana tem sido diferente. Não o senti como algo (sequer) bom, mas como uma espécie de prova de inutilidade, de vazio, de falta de rumo e de excesso de inseguranças.
Perceber que o mundo à minha volta corre bem sem eu estar por perto é muito assustador, quando deveria ser um alívio, um peso que me saía de cima após anos sem "ter tempo" para mim ou, como se costuma dizer, para "me coçar".

Tenho colocado os outros à minha frente na minha vida, transformando as necessidades deles nos meus objetivos do dia a dia, e agora, que finalmente olho para mim e, orgulhosamente, começo a dar mais valor ao que sou, deparo-me com dias destes, em que o rumo parece ter desaparecido porque todos estão bem sem mim, porque não preciso de cuidar de ninguém. (Serei eu, de facto, alguém?!)
Não o deveria ter sentido, muito menos de forma tão dura... nesta fase não faz sequer sentido sentir assim... mas o hábito vem tão de trás que fica difícil agarrar-me a mim durante tempo suficiente para perceber que é assim que tem de ser.

Claro que, a frio, sei que há muita gente que precisa de mim apenas porque me ama e me quer por perto, sem ter de fazer ou dizer algo... mas a semana foi quente e dura e os pensamentos e sentimentos, quando aquecidos a altas temperaturas, tendem a ferver e a não deixar ver com suficiente nitidez o que deveria ser básico e inquestionável.

Tudo isto só mostra que preciso mesmo centrar-me no que (ou em quem) sou, aprender a amar cada bocadinho de mim e valorizar o que me faz feliz, sem isto passar (tão) pela felicidade dos outros.
Chego lá... juro que chego! (Não dizem alguns que sou teimosa e outros persistente?!)


terça-feira, 5 de maio de 2015

OS VINGADORES

No domingo, Dia da Mãe (como se este dia não fosse mesmo todos os dias!!!), fui com os pimpolhos ao cinema.
Deixei-os escolher o filme... até porque já preferem filmes "de crescidos", o que aproxima bastante os nossos gostos... entre comédias, ação e aventura há muito por onde escolher.
E, do cartaz do Almada Fórum, escolheram o filme "Vingadores: A Era de Ultron", (ou não fosse o meu Simão um mega-fã da Marvel e dos seus Super-heróis!).

Neste filme, o vilão Ultron quer evoluir os seus poderes e destruir a Terra, usando todas as armas que tem ao seu dispor. E só há uma forma de o travar: juntando os grandes super-heróis numa única e importante missão.
Assim se juntam o Homem de Ferro, o Capitão América, o Thor, o Incrível Hulk, a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, formando os "Vingadores", que, usando todos os poderes reconhecidos a cada um, irão combater a equipa de Ultron e salvar o planeta, contando ainda com algumas surpresas e desafios.

Eu gostei muito do filme, apesar de normalmente não ser o meu género de eleição.
Acho que está muito bem conseguido em vários aspetos. Os efeitos especiais (visuais e sonoros) estão bem feitos, a história está mesmo tipicamente fantástica e os atores foram muito bem escolhidos de acordo com as suas personagens. O guarda-roupa também é visualmente muito apelativo.

Gostei especialmente do Thor, que é interpretado pelo ator Chris Hemsworth, um homem muito bonito e sedutor, que deslumbra encarnando a personagem. (O cabelo comprido e a barba ficam-lhe a matar!!!). Também gostei do Homem de Ferro, interpretado por Robert Downey Jr., que mantém o charme que o caracteriza, aliado a uma interessante mistura entre seriedade e divertimento.
Com a ajuda da minha filhota, descobri que o Chris Hemsworth (Thor) é irmão de outro ator que gostei muito de ver na pele de Gale ("Hunger Games"): Liam Hemsworth.



Valeu bem a pena as mais de duas horas que passámos entre aventuras e fantasia!

 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

3 VÍDEOS, 3 MÚSICAS... DOS ANOS 90

O desafio corre o facebook e acabou por me bater no perfil. LOL
O meu amigo Paulo, que conheço desde que me transformei numa adolescente (em plena magia dos anos 90), que foi meu colega de escola durante cinco anos e que foi meu par no baile de finalistas, desafiou-me a publicar três músicas, durante três dias seguidos.
A minha escolha recaiu sobre temas que muitas vezes ouvi durante essa década da minha vida e que acompanharam bons momentos, ajudando a recordá-los.
Hoje apetece-me deixá-los também aqui.

domingo, 3 de maio de 2015

MEALHEIRO LITERÁRIO DE ABRIL

Este mês quase nem precisava de aqui vir escrever esta rubrica, pois a caixa do correio andou quase sempre vazia (à exceção de uma ou outra carta daquelas que ninguém gosta!) e também não fiz qualquer compra de livros. (Até estou espantada comigo mesma, confesso!!)

O único livro que chegou para enriquecer a minha biblioteca pessoal foi o "Mãe", de Alejandro Palomas, que me foi gentilmente oferecido pela Editorial Presença, aquando da realização do passatempo aqui no blog.
OS TOTAIS:

Gastei: 0€
Saldo: 31,80€ - 0€ = 31, 80€
Valor para maio: 31,80€ + 10,70€ = 42,50€

Valor dos livros que recebi em abril: 15,90€
Poupança: 100%

sábado, 2 de maio de 2015

"MISANTROPIA ESCLARECIDA"

Já tenho escrito sobre o que penso da poesia e sobre a forma como a musicalidade desta forma de escrita dá cor e alma aos meus dias (ver aqui).
Não sendo o género literário que preenche os livros que agarro e leio de início ao fim, gosto sempre de ter uma obra poética por perto, para poder folhear e saborear em momentos melhores e piores, mas, certamente, de maior importância.

Por isso, nos últimos tempos, tenho andado acompanhada com o "Misantropia Esclarecida", de Ana Costa, que me foi gentilmente oferecido pela editora "Livros de Ontem" e em cujos poemas tenho andado a bebericar magia.

Este livro de estreia de Ana Costa, uma poetisa portuguesa de 26 anos, inclui 55 de poemas muito diversificados na forma e no tema, apesar de entre eles se conseguirem percecionar algumas ligações, todos falando da vida e de sentimentos do homem.

Os poemas estão organizados em dois grandes grupos (ou capítulos): optimismo e pessimismo.
No primeiro grupo, surgem muitos poemas associados ao amor, sendo que todos lançam ideias de esperança, de luz, de busca da felicidade e contrariam a necessidade de pensar, procurando as emoções.
No grupo do "pessimismo", estão organizados diversos poemas que abordam a vida segundo sentimentos mais carregados de dor e sofrimento, que prendem e aprisionam, que causam incertezas e instabilidade.

Na minha opinião, este livro está muito bem escrito e organizado, incluindo poemas de grande valor literário e/ou emocional.
A escrita de Ana Costa é forte e penetrante, enriquecida com algum vocabulário mais erudito, conseguindo transformar sentimentos em imagens (quase) visíveis e diversificando ao ponto de parecerem ter sido escritos por pessoas diferentes.
Gostei muito da sonoridade de alguns deles, sentindo-me mais presa aos poemas do primeiro grupo. De todos os poemas, o "Fim da canção triste" (página 37 - optimismo) e o "Silêncio" (página 83 - pessimismo).

Confesso que adoraria ouvir estes poemas bem lidos (ou recitados) pela Cristina Paiva, atriz da Andante Associação Artística que é, para mim, a mestre da "leitura em voz alta".
Será que aceita o desafio?

Com este livro, cumpri o segundo pontos do desafio literário "O primeiro livro".

sexta-feira, 1 de maio de 2015

UMA IMAGEM DE OURO

Em dias em que não me sinto especialmente bem... em que pensar positivo ou olhar-me com gosto são ações que apenas consigo com esforço e não com naturalidade... em que a cabeça dói sorrateiramente e o corpo pede uma concha para se enfiar... vale tudo para erguer a alma e encher o peito de um ar muito oxigenado.

Às vezes agarro-me a pequeninas imagens, a curtos momentos que capto (ou apenas vivencio) no meu dia a dia... como mãe, como mulher, como pessoa, como professora...


Esta é daquelas que ajuda a erguer, que puxa para cima quando parece que o poço é demasiado fundo e que me faltam capacidades para dele sair. É daquelas que me dão asas, que trazem a esperança a tiracolo e a oferecem discretamente.

Que bom que é ser professora de 1.º ano e vê-los crescer e evoluir!
Que bom que é ver as diferenças entre setembro e abril, entre uma postura desatenta e uma resposta certeira na hora exata, entre um caderno descolado e escrevinhado e várias páginas limpas, certas e com uma caligrafia de sonho!

Obrigada, Maria Miguel!!!