terça-feira, 28 de abril de 2015

PARA UM FILHO COM BOA AUTOESTIMA...

Recebi hoje por mail algumas dicas da coacher Mikaela Övén sobre como melhorar a autoconfiança dos nossos filhos através do aumento da nossa própria autoestima e decidi partilhá-las com quem me segue (e lê), pois sei que, na árdua tarefa de tentarmos ser as "melhores mães do mundo", muitas vezes nos esquecemos de nós mesmas e nos colocamos num plano muito inferior em importância.

Acredito que, ao termos uma má relação connosco próprias, bem como uma imagem negativa do nosso "eu", prejudicamos a relação que temos com os que nos rodeiam e, logo, também com os nossos filhos, que facilmente se tornam os nossos "mais do que tudo" e a "razão da nossa vida".

Por isso, percebi que preciso estar "bem comigo" e "bem com a vida" para ajudar os meus filhos a serem sempre crianças (e pessoas) confiantes e seguras, capazes de estabelecer e seguir os seus objetivos, perseguindo sonhos e percorrendo os caminhos da sua própria felicidade.

Descobrir que está muito nas minhas mãos a forma como cada um deles constrói a sua autoconfiança não foi novidades... mas foi duro tomar consciência de que esse caminho passa mesmo por olhar mais para mim, promovendo uma autoimagem mais positiva e respeitando-me como pessoa com características, necessidades e desejos próprios, que também precisa de mimo e de atenção e que tem de começar (mesmo!) a dar mais valor a si mesma.

Imagem retirada da internet


Como diz Mikaela Övén, "o melhor presente que podes dar ao teu filho é tratares bem de ti mesmo, assumires responsabilidade em relação a ti", por isso aqui ficam as 10 dicas que a coacher propõe como forma de aumentar a nossa autoestima:

1. Assumo a responsabilidade por mim! Sou eu, unicamente eu, que sou responsável por mim. Mais ninguém. Quando sou auto-responsável faço as coisas por mim e não pelos outros em primeiro lugar. E quando faço pelos outros é uma escolha minha, ponderada, com qual me sinto bem e não tenho grandes dúvidas. Entendo e conheço (e procuro conhecer cada vez mais) os meus limites e os meus valores. Sei dizer que não às pessoas, mesmo às pessoas que mais amo, às pessoas que me assustam, às pessoas com quais me comparo e às pessoas que quero impressionar…
2. Trabalho o meu auto-reconhecimento e a minha auto-compaixão! Reconheço tudo o que tenho de bom e tenho compaixão comigo mesma em relação às coisas menos boas. Um exercício que se pode fazer é no final do dia é escrever 3 situações que aconteceram durante o dia. Coisas que fiz menos bem e coisas que fiz bem. Depois imagino que não fui eu que fiz aquelas coisas, mas outra pessoa que amo muito. A seguir troco essa pessoa por mim mesmo e procuro sentir o que senti pela outra pessoa, por mim.
3. Nada de comparações! Muitos de nós comparámo-nos constantemente com outras pessoas. Em tudo: ela é uma melhor mãe, ele é mais inteligente, ela é muito mais bonita, ele é mais forte…. A questão é que só nós nos podemos comparar com nós próprios. E mais ninguém. Quando começo a comparar-me com os outros, imagino um grande sinal de Stop! e procuro encontrar uma imagem boa de mim na mesma situação.
4. Sou congruente! Procuro sempre a congruência, quando sou congruente estou alinhada com os meus valores e os meus limites. Sou auto-responsável, e assumo responsabilidade por mim. Quando estou incongruente estou a “comer” a minha auto-estima.
5. Tenho mais auto-compaixão! Quando tenho compaixão comigo mesma consigo aceitar àquilo que sou, o que é fundamental para a auto-estima. Essa aceitação não quer dizer que nunca vou mudar nada, não quer dizer que fico passiva. Pelo contrário, ao aceitar, consigo transformar em algum melhor! Quando conheço e aceito os meus lados menos bons, consigo também trabalhar para os melhorar.
6. Falo das minhas emoções! Não consigo frisar o suficiente a importância de exprimirmos as nossas emoções. Principalmente quando se trata de emoções como culpa e vergonha que são grandes inimigos da auto-estima. É importante lembrar que não há culpa, há responsabilidade. Eu não tenho culpa de nada mas posso ser responsável. E quando penso nas minhas emoções também penso sobre como me sinto em relação àquilo que sinto. Muitas vezes é esse o grande problema. “Tenho vergonha porque estou apaixonada por uma mulher.” (ou seja sinto amor, mas o problema é o que sinto em relação à isso).
7. Estou no aqui e agora! Este momento é o único que consigo realmente influenciar. É neste momento que consigo parar e pensar um pouco sobre aquilo que sinto, penso e acho… É neste momento que me posso ficar a conhecer melhor.
8. Tomo conta de mim! Faço coisas que gosto. Arranjo tempo para mim. Não sinto culpa por ter momentos auto-centrados (em que é provável que algumas pessoas me chamem egoísta). E se sentir culpa, deixo a emoção estar, mas não faço diferente, a emoção vai acabar por descarregar. Trato do meu corpo tal como da minha mente. Há tempo na minha agenda também para mim!
9. Faço amor comigo! Pois, estou a falar de masturbação (mesmo! ;)). Masturbação é uma forma fantástica para me ficar a conhecer melhor. Tem tudo a ver com responsabilidade, prazer e limites. Tem tudo a ver com auto-conhecimento. E tem tudo a ver com amor-próprio. Se não souber o que me dá prazer, nunca o vou ter.
10. Medito! Pelo menos de vez em quando. Desafio-me a ficar sozinha comigo mesma e o que se está a passar no meu corpo e na minha mente.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

FIM DE SEMANA MUSICAL

Uma das formas que arranjei para não me sentir tão só nos fins de semana em que os filhotes estão com o pai, é pouco parar em casa. Ou seja, passo dos fins de semana em passeios e atividades, que vou encontrando e marcando para estar o máximo ocupada.
Sei que deveria aproveitar para colocar a casa em ordem e para dar um avanço nas tarefas escolares, mas isso implicaria ver a casa vazia durante muitas horas, sentir o eco da minha voz, preparar refeições para um, olhar milhentas vezes para o relógio à espera de domingo ao fim da tarde...
Por isso, por enquanto aproveito mais para colocar os sonos em dia e para sair de casa. Com o passar do tempo, provavelmente conseguirei fazer de outra forma...

Este fim de semana foi mais dedicado à música e acabei por ir a dois eventos musicais: um na sexta e outro no sábado.

Na sexta-feira, inserido nas comemorações do "25 de abril", fui ao Barreiro assistir ao concerto ao vivo dos Deolinda.
A noite estava muito agradável e, no Parque da Cidade, havia gente de todas as idades à espera de ouvir temas como "Um contra o outro", "Seja agora" ou "Fon-fon-fon".

Gostei muito de ouvir os "Deolinda" ao vivo. Fiquei a conhecer melhor o seu reportório, do qual não conhecia muitos temas, tendo mesmo sido surpreendida com alguns deles. Gostei muito da diversidade de temas, ainda que dentro do género musical que dominam, da presença em palco da vocalista Ana Bacalhau e do ambiente que tentaram criar.
O público é que não me pareceu muito participativo nem animado!

Imagem retirada da página de facebook da banda

No sábado à noite, fui a um bar vintage, em Setúbal, o "Whispers", assistir ao concerto dos "B: Flat", um grupo de três elementos que interpretam vários temas da música soul, blues e jazz, em versão intimista a três instrumentos: piano, voz e baixo.
Não é apenas por dois deles fazerem parte da minha família próxima (mano e cunhada), mas posso dizer que o grupo tem muita qualidade e que com eles passamos bons momentos musicais. (Já tinha assistido em comentado neste post!)

Imagem retirada da página de facebook do bar

quarta-feira, 22 de abril de 2015

XV ROMARIA A CAVALO MOITA-VIANA DO ALENTEJO

Cheguei à escola e fui logo desafiada pelos pedidos alegres e barulhentos dos meus miúdos: "Professora, vamos ver os cavalos?"
Como dizer que não a uma turma entusiasmada com uma tradição da sua terra, que ainda por cima envolve animais e a união do povo em torno de um acontecimento? Claro que fomos!!!

Foi a minha primeira vez e adorei...
Já adorava cavalos, mas vê-los assim em desfile, cada qual de sua raça e envergadura, orgulhosamente exibidos pelos seus donos...  foi magnífico!
E ver os miúdos a delirar por ali estar, a admirar um dos animais mais adorado da sua terra, a fazer comentários e a combater alguns medos, a interagir com a comunidade... foi tão gratificante!

Para o ano, lá estaremos de novo... de forma mais organizada e programada, mas com o mesmo espírito e alegria.

XV ROMARIA A CAVALO MOITA-VIANA DO CASTELO

(CLICAR NA IMAGEM PARA MAIS INFORMAÇÕES)








terça-feira, 21 de abril de 2015

NÃO SEI (QUASE) NADA, MAS SEI QUE...

Não quero escrever posts deprimentes ou aborrecidos, nem para mim, nem para quem os lê. Não quero, nem posso. Mas há coisas que me vão na alma e que aprendi a deixá-las por escrito para não permitir que se acumulem no peito e um dia me façam explodir à mínima gota.

Por isso, não recusei a vontade de escrever um pouco sobre mim e sobre o que sinto nesta altura da vida em que parece que nada sei, mas que muita coisa começa a fazer sentido e em que vou descobrindo pequenos nadas que quero e de que preciso, os quais, juntinhos numa alma carente de paz e equilíbrio, fazem a diferença de uma vida.

Há anos que quero algo que não encontro, por mais que procure: autoconfiança. Sei que preciso acreditar mais em mim, no poder e luz que tenho por dentro, nas minhas capacidades e dons, naquilo que constitui o meu verdadeiro ser. Preciso perceber quem sou de verdade, amar o que é real em mim e deixar de esperar que outros ou outras coisas fortaleçam a minha imagem enquanto ser humano e mulher. Preciso ter confiança no que sei, no que tenho, no que consigo, no que sou... preciso valorizar cada pedaço de mim, bom ou mau, aceitando-o como peça de um puzzle que, finalizado, até tem a sua graça e beleza.

Acho que as mudanças podem mesmo ser uma boa fase para perceber de que fibra somos feitos e quero muito aproveitar esta minha onda de novas realidades e este turbilhão de emoções para me conhecer melhor e dar valor a pequenos passos e experiências, transformem-se ou não em vitórias. Este novo caminho em busca do mesmo fim (equilíbrio e paz interior), tem muito para me ensinar e mostrar, se souber estar atenta e aprender a reconhecer o que sossega o coração e aquece a alma.

Sei que só quero falar ou viver o que não me apetece se for questão essencial ou dessa atitude depender a felicidade dos meus filhos. Sei que quero apenas falar do que é importante ou do que me faz rir, mudar de assunto sempre que um nó apertar e não me deixar respirar, puxar conversa com quem interessa ou para sorrir por dentro. Sei que quero viver muitos momentos de felicidade, sejam pequenos ou grandes, aprendendo a olhar mais atentamente à minha volta para os descobrir e dar-lhes a importância de acontecimentos extraordinários, pela simples razão de que são bons para mim, independentemente do que lá fora se diga sobre eles.

Sei que quero descomplicar a vida, simplificar o mundo à minha volta, livrar-me do que enche e não é essencial, destralhar os espaços e os tempos, desmistificar a ideia de perfeição, deixar de ceder a preconceitos ou de obedecer a caminhos que o mundo traçar para mim.

Sei que quero fortalecer ou renovar relações, de forma a tirar delas o melhor partido, sem dependências ou regras, sem ter de me eliminar ou diminuir, sem procurar corresponder às expetativas dos outros, exigindo que me aceitem como sou, com defeitos e qualidades, com dias bons e dias maus, com neuras e boa-disposição, com o que de melhor e pior constitui este ser único que sou. Sei que não mais posso autorizar que me peçam que mude, que seja diferente. Não posso ouvir mais estes pedidos absurdos, principalmente quando a tolerância, a compreensão e a paciência são bens de que dispõem em mim.

Também sei que preciso olhar para mim e gostar do que vejo, seja refletido no espelho, seja nas ações e palavras que faço e digo. Preciso não só de olhar, mas de ver, de observar, de me centrar no que é real e não em pormenores que, no todo, até passam despercebidos. Preciso de entender-me como ser humano de carne e osso, que sente e ignora, que ama e detesta, que quer e abomina, que sabe e desconhece, que pode mais quando quer do que muita gente quando consegue.

Não sei quase, quase nada... mas sei que quero estar bem e ser feliz. E sei que isso é uma responsabilidade e prioridade minha (e só minha) e que não posso (nem quero) entregá-la a mais ninguém, com todos os riscos que possa correr, com todas as cabeçadas que possa dar, com todos os caminhos que possa ter de percorrer, com todas as derrotas e vitórias que possa alcançar.


domingo, 19 de abril de 2015

"MY FRIENDS DAY" DA MATILDE

Já lá vai quase um mês, mas ainda não tinha aqui vindo contar como foi o aniversário da minha Matilde em março deste ano.
A filhota fez 10 anos do dia 18 e, sendo a comemoração da primeira década de vida, deixei que escolhesse livremente como e com quem queria compartilhar esta alegria. Deixei tudo ao seu critério e o resultado foi revelador de que a minha filha tem mesmo bom caráter e uma personalidade muito forte, o que me deixa tranquila e feliz.

Ora a princesinha está crescida demais e já não quer coisas de princesa, por isso escolheu uma festa de miúdas giras e divertidas, que a animaram durante 19 horas. Sim, porque a festa começou às 16h de um dia e terminou às 11h do outro... Foi o "My Friends Day" da minha Matilde.

Começou com os convites, estabeleceu um programa das festas, escolheu a decoração e as comidas, preparou a casa, dinamizou o dia... eu estive sempre na retaguarda a ajudar, a orientar, a acompanhar. Foram muitas horas onde só houve tempo e espaço para ela, eu e 6 amigas, todas elas miúdas de 9/10 anos giras, bem formadas, educadas, divertidas... todas diferentes, mas todas especiais. Ah, e tivemos a ajuda preciosa da "tal" Cláudia especial!

Foram horas muito animadas e intensas, durante as quais vi a minha filha muito feliz. Deixei-a ser ela própria e desfrutei bastante, conhecendo melhor a sua personalidade, recebendo as vibrações boas que encheram a casa e sentindo a minha filha realmente bem. Mantive-me perto, mas suficientemente longe para assistir de fora à maioria dos acontecimentos e deixá-las "ser" e "estar".
Sei que vai recordar para sempre este aniversário...

A preparação, a decoração, a mesa...




Muitas vezes pousaram para a foto...




Brincadeiras e maluquices...






sábado, 18 de abril de 2015

NOVOS TALENTOS #02 JOSÉ BAPTISTA ROQUE

Foi através do livro "O Sem-abrigo" que conheci a escrita de José Baptista Roque.
Foi também este livro que despertou a minha vontade de conhecer um pouco melhor a sua escrita e o seu percurso e que esteve na base de algumas questões que coloquei ao escritor.
José Baptista Roque é um homem com muita experiência de vida e que adora História. Fala com entusiasmo sobre vários períodos históricos, que também servem de inspiração para o que escreve.
Foi com muita simpatia e humildade que acedeu a responder às minhas questões, o que fez prontamente, pelo que é com o maior orgulho que divulgo a nossa "conversa".

Foto retirada do site da Coolbook, com link para opinião do autor sobre a revolução de abril.

1- Como descobriu que estava na hora de escrever e publicar um livro?
De facto é o meu segundo livro. O primeiro intitula-se “ hei-de te encontrar” e foi editado pela Chiado Editora. Além disso, foi o ambiente de violenta austeridade que me levou a escrever, talvez para poder exorcizar alguns (muitos) estados de alma.

2- Porquê a escolha da “Coolbooks” para publicar a sua obra?
Fui convidado pela Porto Editora a ser um dos pioneiros da chancela e não hesitei dado o prestígio da mesma.

3- De que forma é que as suas atividades profissionais contribuíram para a escrita de “Sem-abrigo”?
Trabalhei quase duas décadas na Av. da Liberdade em Lisboa e o contacto com os sem-abrigo inspirou-me para a feitura do livro.

4- Que tipo de pesquisas fez para melhor fundamentar a escrita deste livro?
Nenhuma em particular além da minha experiência de vida, senso comum e critico.

5- A personagem principal viveu durante uns anos acima das suas possibilidades financeiras, como acontece (ou aconteceu) com muitos portugueses. Quais pensa terem sido as principais razões para este facto?
Ignorância e falta de estrutura familiar.

6- Como contribuiu esta atitude para a atual situação financeira do país?
A situação actual do país é demasiado grave e está num patamar que não gosto de analisar como se fosse “um treinador de bancada”. É algo que carece de uma intervenção muito mais elaborada e interventiva por parte da sociedade portuguesa.

7- Inspirou-se em alguém em particular para criar Vicente, a personagem principal deste livro?
 Não, surgiu pela tal observação atrás referida dos sem-abrigo de Lisboa.

8- Acha possível a reintegração de um ex-recluso na vida ativa profissional no nosso país?
Claro que sim, há sempre uma segunda oportunidade à espreita.

9- Acredita no poder e força da amizade nos dias de hoje?
Sem dúvida. O que seria se nós se tal não acontecesse? As provas e testemunhos são inúmeras.

10- De que forma é que podemos encarar o livro “Sem-abrigo” como uma subtil crítica à política em Portugal feita pelos últimos governos?
Não é subtil, é totalmente critica.

Obrigada, José Baptista Roque

quinta-feira, 16 de abril de 2015

PASSATEMPO "MÃE"

Regressei ao meu cantinho.
Pensava que a pausa iria ser maior, mas começaram a surgir projetos e não fui capaz de ficar quieta mais tempo. Quiçá tenha sido uma força do universo surgida no momento mais oportuno! Ou apenas um erguer de cabeça passageiro que tão rápido como surgiu assim desapareça...

Mas regressei com novidades.
Regressei com um prémio e com uma entrevista (que publicarei amanhã).
E poderei eu alguma vez negar que os livros são o motor de energia de que preciso para viver?

O passatempo surge com o apoio de uma grande editora que se juntou a mim este ano, deixando-me muito orgulhosa: a Editorial Presença.
O prémio é o mais recente livro por ela publicado ontem: "Mãe", de Alejandro Palomas.


Sinopse: 
Na cosmopolita Barcelona, celebra-se mais uma passagem de ano e aproxima-se a meia-noite. 
Amália, aos 65 anos, consegue finalmente realizar o seu sonho: reunir  toda a família.
Mãe, obra narrada pela voz do filho mais velho, conta a história desta mulher encantadora e combativa, de uma alegria contagiante, que com a sua imensa generosidade entretece uma rede de fios invisíveis que liga e protege os seus, e é capaz de aliviar o silêncio de uns e inspirar outros a acreditar na vida. 
Amália sabe que é o momento de agir e não está disposta a deixar que nada a desvie do seu propósito. 
Uma história que arrebatará o coração de todos aqueles que a lerem e que é uma verdadeira homenagem a todas as mães do mundo.



PASSATEMPO

Regras:
1- Ser seguidor de "Faces de Marisa";
2- Ser seguidor da página de facebook da Editorial Presença;
3- Partilhar publicamente este passatempo numa rede social, indicando o nome de 3 amigos nessa partilha;
4- Preencher corretamente o formulário do passatempo, respondendo a todas as perguntas, podendo para isso consultar o link do livro ou da editora (acima).

Este passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 26 de abril (domingo), sendo apenas válida uma participação por pessoa/perfil. O não cumprimento de alguma regra implicará a desqualificação da participação.
O sorteio será realizado através do sistema random, sendo o vencedor escolhido aleatoriamente e divulgado neste post e na página de facebook.
O vencedor será contactado por e-mail e terá 48 horas para responder, enviando-nos os seus dados completos. O prémio será enviado pela Editorial Presença.

VENCEDOR:

Maria Henriqueta Costa, de Braga





terça-feira, 14 de abril de 2015

ATÉ JÁ!

A vida está a mudar por aqui. Eu estou a mudar.
Não são necessariamente mudanças totalmente negativas, pelo contrário. A tentativa é mesmo descobrir o caminho da felicidade, aquele que está bem dentro de nós e o único capaz de nos fazer brilhar.
Aos 37 anos dou comigo a tentar compreender-me e a aceitar (finalmente) quem sou, do que sou capaz e o que quero de verdade. Sem esperar que sintam orgulho em mim ou que me batam palmas, sem tentar corresponder às expetativas dos outros e fazer de tudo para que gostem do que sou.
Apesar de bem, estou sem grandes forças e capacidades para dar o melhor de mim por aqui, pois, como todos os processos de mudança, este percurso está a levar muito do meu tempo e, principalmente, da minha energia.
Por isso, e porque não gosto da sensação de fazer algo mal feito, vou deixar aqui um ATÉ JÁ e esperar que o rumo ganhe profundidade e a vida entre em todos os eixos.
Talvez só consiga mesmo ir deixando curtas novidades na página de facebook.

Obrigada a todos os que gostam deste cantinho e o seguem, discreta ou mais ativamente.
Muito obrigada, mesmo!


quarta-feira, 8 de abril de 2015

"O ANJO DA GUARDA DO AVÔ"

Apesar de pouco (ou quase nada) ter falado dela, uma das parceiras que mais estimo é a Livros Gatafunho, que me encanta com os seus livros infanto-juvenis e que, no final do ano passado, me congratulou com 3 magníficas obras.

Uma delas, escrita e ilustrada por Jutta Bauer, foi de grande importância quando trabalhei a temática "O Anjo da Guarda do Avô".
da morte com a minha atual turma, que se encontra no 1.º ano de escolaridade:

Esta é uma obra com pouco texto, mas com uma profundidade incrível e que serve bem de base de trabalho para abordar a temática, não tendo de o fazer de forma muito séria e dura, não desvalorizando as crenças das crianças, nem defendendo sensacionalismos ou ideias rebuscadas.

A história e as imagens são simples, mas muito divertidas, dando leveza ao assunto e puxando pela imaginação das crianças.

Eu usei-a em sala de aula e vi como foi tão natural a conversa sobre a "morte", como os sentimentos foram conversados com simplicidade e como as diferentes opiniões e crenças foram respeitadas.
No final, todos quiseram mostrar um anjo da guarda e a sua boa ação.
Por isso, desenharam e realizámos um pequeno livro.

E falamos sobre tudo isto no nosso blog "Somos E2".


 
 E o livro, para (re)verem as imagens (e o texto, para quem percebe de alemão!)

terça-feira, 7 de abril de 2015

"O SEM-ABRIGO"

Tenho de começar por dizer que é a segunda vez que escrevo este post, pois no domingo tive uns probleminhas depois de o publicar e acabei perdendo tudo. Não sei se conseguirei dizer mais ou menos as mesmas coisas, mas tentarei ser o mais fiel àquilo em que acredito e sinto.

No sábado terminei finalmente a leitura do livro "O Sem-abrigo", de José Batista Roque, que me foi gentilmente oferecido em formato digital pela Coolbooks, parceira aqui no blog.


Este livro conta a história de Vicente, um homem humilde que, num momento de crise do seu país, se vê confrontado com uma situação de falência. No desemprego, perde também a mulher e vê-se sem nada, sendo preso e condenado por roubar comida para sobreviver. 
Quando sai da prisão, Vicente tenta refazer a sua vida e, antes de o conseguir, ainda vive um tempo na rua, como sem-abrigo, dependendo de ajudas e da companhia de outros que, como ele, vivem em plena avenida da Liberdade, em Lisboa.
E é uma situação quase caricata na qual salva o primeiro-ministro de ser atingido, que traz algumas mudanças à sua vida e que dará à história muita dinâmica e criatividade. 

Confesso que não foi com muita facilidade que li este livro, apesar de me ter interessado bastante a sinopse e o tema, mas penso não ter tido diretamente a ver com a obra, que considero de boa qualidade.

A história é criativa e está muito bem estruturada, havendo sempre um lugar especial para surpresas, novidades e revelações ao longo de toda ela. Todas as personagens acabam por ter um papel preponderante no desenrolar do enredo, mesmo que só o conheçamos uns bons capítulos à frente, havendo ainda relações entre todas elas, algumas das quais só descobrimos perto do final.

A escrita de José Batista Roque é muito acessível e de fácil leitura. É fluída, com muitos diálogos e repleta de pequenas (mas realistas) descrições de ações e locais, que nos levam a imaginá-los com facilidade, contextualizando bem a história e as personagens.

O que, de facto, quanto a mim, foi o menos positivo na leitura desta obra foi o formato em que me foi facultada, que dificultou bastante a concentração na história e a entrega a um enredo que tudo tinha para cativar a minha atenção do início do fim.
Tendo sido facultado pela referida chancela da Porto Editora, li este livro através da "Biblioteca Digital" da Wook, a qual, para mim, apresenta uma configuração pouco adequada a livros com maior número de páginas ou com uma história mais complexa/completa.
Para quem não conhece, mostro um pouco, para ajudar a explicar porque tenho esta opinião:



Quanto a mim, este formato de ebook não foi facilitador desta leitura porque, ao implicar que mudasse de "página" com muita frequência, já que são poucos os parágrafos que "cabem" num mesmo plano, diminuía a minha concentração na história. Isto mostrou-se ainda mais significativo em momentos de diálogo. 
Também não gosto muito de ver as páginas contabilizadas em percentagem de obra lida, mas isso já deve ser alguma mania minha. (lol)

Penso que teria gostado muito mais desta obra e a leitura teria sido mais rápida e agradável se a tivesse feito em papel ou, pelo menos, num formato mais semelhante ao pdf, apesar de perceber os motivos que levam a editora a disponibilizá-lo apenas assim.

No entanto, gostaria de conhecer um pouco melhor a vida e obra do seu escritor, por isso pode ser que consiga trazer novidades dentro em breve.

Com este livro, cumpro o objetivo de abril do desafio "Vamos doar um jardim ao sol".

segunda-feira, 6 de abril de 2015

IMAGENS QUE NÃO PRECISAM DE PALAVRAS

Ontem, numa das minhas navegações sem destino pelo facebook, dei de caras com um conjunto de imagens que me encantou e chocou, ao mesmo tempo. Fiquei olhando para cada uma das fotos, percebendo e sentido revolta por tantas e tantas crianças que sofrem e cuja vida, na realidade, tornam quase todas as minhas preocupações de mãe numa espécie de grão de pó.

Partilhei logo na altura, e faço-o agora também, porque sou das que acredita que a arte é uma valiosa e excelente forma de alertar e consciencializar o povo e que este este tipo de obras são solidariedade e revolta puras, nascidas no coração e ganhando vida nas mãos de alguém de alma grande.

São seis fotografias de Erik Ravelo e Enrico Bossa, dois fotógrafos cubanos, tiradas em 2013, que pretendem ser um grito de revolta pelos grandes crises internacionais cometidos contra as crianças: a pedofilia no Vaticano (foto 1), o abuso sexual de crianças no turismo na Tailândia (foto 2), a guerra na Síria (foto 3), o tráfico de órgãos no mercado negro, onde as crianças dos países pobres são a maioria das vítimas (foto 4), a indústria do armamento (foto 5) e a obesidade, culpando grandes empresas de fast food (foto 6).


Esta coleção de fotografias tem como título "Los Intocables" 
e pode ser vista neste site (clicando no link ou na imagem).

domingo, 5 de abril de 2015

DESAFIO DE PINTURAS

Há uns dias atrás, no facebook, desafiaram-me a publicar pinturas de que gostasse.
A regra era publicar uma pintura por dia, durante quatro dias, nomeando sempre quatro amigos para aderir ao desafio.
Eu optei por escolher quatro quadros do meu pintor favorito: Salvador Dali.

Hoje deixo aqui as quatro imagens que escolhi, pois considero-as todas tão bonitas que merecem ser partilhadas com toda a gente.





sexta-feira, 3 de abril de 2015

AMO/ODEIO

Fui nomeada pela Carina do blog "My memories, my world" para responder à TAG "Amo/odeio" e é com todo o gosto que o faço, até porque gosto imenso de desafios e também da Carina, que já tive oportunidade de conhecer pessoalmente através de um passatempo aqui no blog.


Estas são a regras da TAG:

1. Mencionar 10 coisas que amamos e 10 coisas que odiamos;
2. Indicar 10 blogs para responder à Tag;
3. Colocar a imagem da Tag no post;
4. Colocar o link de quem nos indicou.

10 coisas que AMO:
- Os meus meus filhos;
- A minha família;
- As minhas duas gatas;
- Ensinar;
- Conversar;
- Ler;
- Conversar;
- Viajar;
- Dançar;
- Dar gargalhadas.

10 coisas que ODEIO:
- Inveja;
- Mentiras;
- Comodismo;
- Passar a ferro;
- Limpar o forno e o fogão;
- Negativismo;
- Contar os tostões;
- "Mais olhos que barriga";
- "Tempestades em copos de água";
- Cobardia.

10 BLOGS que DESAFIO:
- Doce Sonhadora;
- Marcas de Leitura;
- Jardim de Mil Histórias;
- A Leitura é um Oásis;
- Vamos doar livros à nossa Biblioteca?
- As Leituras da Fernanda;
- Café, Chocolate e Canela;
- Live your dream;
- Vida Maravilha;
- Trapinhartes.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DO AUTISMO

Não costumo ligar a dias comemorativos. Não é por não dar valor ao que está por detrás deles, mas porque acredito que todos os dias são bons para lembrar das pessoas importantes e de questões sociais, problemáticas e acontecimentos.

No entanto, hoje é o Dia Mundial do Autismo e senti vontade de partilhar com todos um curto video que explica bem esta problemática e que pretende alertar para a necessidade de encararmos os autistas de uma forma mais humana e positiva para os próprios.

Nunca trabalhei diretamente com uma criança com esta problemática, mas sei como é difícil o papel de todos os envolvidos (a própria criança, os pais, os professores, os terapeutas...) e como se pode aprender bastante com as relações que se criam.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

AS PRÓXIMAS REFEIÇÕES

A vida mudou por aqui e todos nos estamos a adaptar.
Alterações nas rotinas, na organização/arrumação da casa e nas refeições diárias são algumas das que já estamos a colocar em ação, aproveitando que a malta pequena está de férias da Páscoa e que, assim, entra devagarinho nas mudanças.

Em relação às refeições, começámos ontem a planeá-las a três, tendo o Simão e a Matilde oportunidade de dar a sua opinião sobre o que querem comer. As regras da mãe: todas as refeições têm de incluir legumes, a água é o acompanhamento líquido, a sobremesa é sempre fruta e só haverá fritos (no máximo) uma vez por semana.

Desta vez, eles escolheram sozinhos a carne e o peixe que queria incluir, até porque só fui fazer as compras depois da lista concluída, e tiveram alguma dificuldade em escolher os legumes adequados e em decidir o acompanhamento, por isso fui acompanhando e "propondo democraticamente" as alterações.

Quanto a mim, ficou um trabalho bem feito! Veremos se conseguimos cumprir e quais as mudanças que teremos de fazer nesta nova rotina familiar.

Nota: Algumas refeições terão na mesma um prato de dieta, mais adaptado à minha nova rotina alimentar.

PRÓXIMAS REFEIÇÕES:

Quarta-feira (1/4/2015):

Almoço: Salsichas com arroz de coentros, pêssego e salada de alface.
Dieta: Salada selvagem, frutos secos, pêssego e fios de fiambre de perú.

Jantar: Robalos cozidos, com batata e feijão-verde.


Quinta-feira (2/4/2015):

Almoço: Bifes de perú grelhados, com massa e couve-flor.


Sexta-feira (3/4/2015):

Almoço: Esparguete à Bolonhesa, com brócolos cozidos.
Dieta: Esparguete com carne cozida e brócolos.

Jantar: Salmão grelhado com esparregado.


Sábado (4/4/2015):

Almoço: Frango assado no forno, com arroz de cenoura e salada.
Dieta: Salada selvagem, com cenoura ralada e pedaços de peito de frango.


Domingo (5/4/2015):

Almoço: Lulas recheadas estufadas, com batatas e maçã no forno.
Dieta: Legumes cozidos (cenoura, brócolos, couve-flor e feijão verde) com berbigão

Jantar: Costeletas do cachaço grelhadas, com arroz de espinafres.
Dieta: Arroz de espinafres com delícias do mar.


Segunda-feira (6/4/2015):

Almoço: Dourada no forno, com massa e salada de alface.

Jantar: Pedacinhos de peito de frango guisados, com batatas e feijão-manteiga.
Dieta: Salada verde com feijão-manteiga e pedacinho de peito de frango grelhados.


Terça-feira (7/4/2015):

Jantar: Atum com salada russa e ovo cozido.