quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

UMA NOVA PARCEIRA: A 4 ESTAÇÕES EDITORA

Apesar deste meu cantinho não ser um blogue literário, já estabeleci algumas parcerias muito interessantes com editoras e tenho conhecido muitas e muitas obras graças a elas. Não é que me tenham enviado muitos livros, pois também não é de todo essa a ideia, mas fico sempre a conhecer as novidades em primeira mão e acabo por explorar melhor os seus catálogos, o que me leva a um maior conhecimento sobre obras e autores.
Também não consigo ler muito depressa e gosto de o fazer por gosto, por isso vou intercalando leituras sugeridas com escolhas pessoais, com desafios e outros livros. 

Sendo assim, vim aqui para apresentar a minha mais recente parceira dentro do "mundo editorial": a 4Estações-Editora, um projeto editorial de Mário de Moura e Ione França.

Este projeto, fundado em 2014, tem como principal objetivo a edição de autores de língua portuguesa, seja sob a marca de "4Estações", dedicada à ficção literária, seja em áreas como a literatura juvenil, a espiritualidade, as medicinas alternativas e os livros práticos, através da chancela "O Castor de Papel".

Como costumo fazer quando apresento uma parceria editorial, vou deixar aqui os títulos que mais chamaram a minha atenção dentro do catálogo desta editora. Pode ser que um chegue até mim em breve!

Título: "Acordei como acordam os tolos, cheia de felicidades"
Autor: Ione França
Sinopse:
Neste novo livro, Ione França apresenta uma coletânea de textos, que intitula de Cantos, reflexões sobre o seu quotidiano, em prosa poética. Poesia madura e de grande sensibilidade e espirito crítico que por vezes nos desafia. Magicamente, a autora envolve as palavras com mantos diversos, seja o da fantasia ou o da crueldade, o da angústia ou da ternura, o da dor ou da alegria, o da revolta ou da compreensão. Cada palavra é como a peça de um puzzle que a poetisa ensaia armar para construir um quadro que revela a sua inquietude pela mesquinhez e crueldade da alma humana, mas também o seu conhecimento e aceitação da beleza e das surpresas do mundo em que vivemos. 

Título: "Louco por viver"
Autor: Roberto Shiyashiki
Sinopse:
Numa época em que é tão comum sentir-se perdido, vemos que a infelicidade e o desânimo se tornaram as coisas mais democráticas do mundo: quase ninguém escapa delas. Tanto para os jovens quanto para os mais experientes, é comum sentir que a empolgação muitas vezes se perde nos cantos do cotidiano e da rotina. Há quem não acredite mais em amor, desejo e prazer de viver a vida.
Chega um momento em que descobrimos que o prazer da vida não é algo que se compra nem se encontra no fundo de uma mala de roupas ou naquele pedaço de bolo de chocolate. Falta ... paixão.
No seu novo livro, Roberto Shiyashiki não promete nada; só toda a felicidade do mundo. Isso mesmo, leu bem. De alguma forma, a nossa loucura e a nossa paixão podem ter-se perdido, mas uma vida prazerosa e cheia de energia e desejo. Aqui, o leitor é convidado a realizar o impossível. Aquele projeto que sempre viveu guardado no coração, o emprego que vale a pena e valorizar os seus talentos, o relacionamento capaz de o fazer andas nas nuvens. Entenda como tudo isso está à espera do seu primeiro passo e deixe o autor mostrar-lhe como dar esse salto. A vida não é uma, a vida é muitas; e a sua está prestes a se reinventar.

Título: "O Escultor de Almas"
Autor: Mário de Moura
Sinopse:
O que é o amor? E o amar? Como nasce? Como morre? Porquê? Filipe, protagonista desta novela, afirma que o amor resulta de uma química de atração, como os elementos que se atraem ou se repelem. Será? Uma vez desaparecido, pode realmente o amor renascer e voltar à intensidade anterior? Até que ponto os homens conseguem entender e viver a gravidez das suas mulheres? 
Para Érica, a outra protagonista, mais do que um mero fenómeno fisiológico, a gravidez é um maravilhoso milagre. Será que é o que sentem em geral as mulheres? E a interrupção da gravidez? Como é aceite pela mulher? E pelo homem? No que difere quando é consensual, decisão individual ou acidental? E o que pode representar para o futuro do casal? Consegue uma jovem transformar-se profundamente graças a uma relação de amor? Ou isso só acontece na ficção? Esta novela levanta no seu decurso estas perguntas e tenta dar respostas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

EM BUSCA DA LODOVICA COMELLO

Como mãe, sempre tive gosto em fazer algumas vontades especiais aos meus filhos, mesmo que isso implicasse algum sacrifício e/ou mudança nas rotinas e hábitos.

Por isso, ontem fiquei radiante por poder proporcionar à minha Matilde e às suas duas melhores amigas uma experiência diferente e única, que irão sempre recordar, pelo que penso que valeu bem a pena o nosso final de tarde e início de noite.

Foi tudo combinado meio à pressa, pois só no sábado à noite fiquei a saber que uma das cantoras da série "Violetta", a Lodovica Comello, iria estar em Lisboa, na Fnac do Colombo, a apresentar o seu segundo álbum.
A Matilde pediu-me logo para irmos e eu acedi e propus-me a levar as suas BFF's, que também queriam ir, pois achei que iria ser divertido para as 3 e até para mim, que estava a precisar de ser contaminada com boa disposição.

E passava pouco das 17h30 quando seguimos as quatro para Lisboa, em busca de cd's, dos respetivos autógrafos e de uma foto com a atriz, com a música a tocar e um desenho fantástico a ser terminado para lhe oferecer.

Na Fnac a fila era enorme. (Nunca imaginei, confesso!!)
Os cd's estavam esgotadíssimos e em mais nenhum local do Colombo se vendiam. (Eu sei, que corri tudo enquanto elas estavam na fila!!)
Os autógrafos só seriam para quem tinha cd ou fizesse pré-reserva, o que já não conseguimos porque também esgotaram. (Também tentei, claro!!)
Mas não arredámos pé dali sem tentar qualquer coisa, até porque a BFF Madalena tinha cd e as três queriam foto e oferecer o desenho, por isso deixei-as envolverem-se no ambiente fantástico que por lá se vivia, com direito a gritos, novas amizades, ansiedades, alegrias e muitas gargalhadas.
Foram quase 3 horas na fila, durante as quais recebemos 8 novas amigas junto a nós, mas (quase) cumprimos a missão e ficam muito bons momentos para recordar.
(Até porque a noite só terminou depois de um jantar e de passarem a noite juntas cá em casa!)



Para quem (como eu até sábado) não conhece a Lodovica Comello, deixem-me apresentá-la e mostrar a sua canção preferida da minha filhota "Todo el resto no cuenta", do seu segundo álbum de originais ("Mariposa"). Esta cantora interpreta a personagem Francesca na série de sucesso "Violetta", através da qual ficou conhecida mundialmente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"A BORDO DE UM LIVRO" - TRIESTE E HAIFA

A história do livro "Escuta a minha voz", de Susanna Tamaro, passa-se maioritariamente em TRIESTE, no nordeste de Itália.
Esta cidade fica junto ao Mar Adriático, na região de Friuli Venezia Giulia e foi um importante porto do império Austro-Húngaro, fazendo fronteira com a Eslovénia.

    






Na última parte do livro, Elena, a personagem principal, viaja até Haifa, em Israel, para conhecer um dos seus familiares.
Esta cidade israelita, é a terceira maior do país e foi construída na encosta do Monte Caramelo, localizando-se na costa mediterrânica.

     





domingo, 22 de fevereiro de 2015

O SANTUÁRIO DE SANTA LUZIA, EM VIANA DO CASTELO

Das duas vezes que visitei Viana do Castelo, fiquei verdadeiramente maravilhada com um dos seus monumentos religiosos mais importantes, que constitui quase um cartão de visita da cidade: o Santuário de Santa Luzia.
Este maravilhoso templo do Sagrado Coração de Jesus localiza-se no alto do monte de Santa Luzia e oferece uma vista privilegiada sobre a cidade, o mar, o rio Lima e o complexo montanhoso em volta.











Fotos tiradas em fevereiro de 2015 com o telemóvel

sábado, 21 de fevereiro de 2015

"ESCUTA A MINHA VOZ"

A última leitura que terminei foi o livro "Esta a minha voz", de Susanna Tamaro. Requisitei-o na Biblioteca Municipal, pelo que vou considerá-lo para o desafio "Vamos doar um jardim ao Sol" de fevereiro.


Este livro tem como personagem principal uma jovem independente e solitária de nome Elena, que surge como narradora da sua própria história.
Elena viveu quase toda a sua vida com a avó materna, com quem ficou com apenas 4 anos após o falecimento da mãe.
E é só quando fica também sem ela que vai descobrir a história dos seus pais e tentar compreender-se através do conhecimento das suas raízes.

Gostei muito da história deste livro de Susanna Tamaro, apesar de não ter sido para mim uma leitura fácil e fluída.
Mesmo sendo uma obra pequena, com apenas 156 páginas, apresenta-se muito rico em pensamentos capazes de nos deixar a pensar na vida e nos seus porquês.

A escrita é muito absorvente e intensa, apelando a sentimentos profundos sem ser romântica ou muito piegas.
A história vai se descobrindo aos poucos, estando sempre presente o factor surpresa.
As poucas personagens vão surgindo com o desenrolar dos acontecimentos e também elas são cheias de personalidade e força, conquistando o leitor cada uma ao seu jeito.

Recomendo a leitura, mas sugiro que a façam numa fase mais tranquila da vida.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

HOJE FAÇO 37 ANOS!!

Há vários anos que não ficava feliz por comemorar o meu aniversário! Verdade!!
Não é que a idade me pese, que gosto da sensação de estar mais madura e sábia, mas nesta época tenho ficado sempre terrivelmente deprimida e nostálgica, pensando no que já vivi e no que quero viver, ficando a sentir-me sempre meio perdida.
Este ano não tem sido diferente em relação ao pensamento, mas sinto-me mais confiante em mim mesma e já com menos medo de gostar de mim e de encontrar pontos positivos e isso traz-me um consolo maior, uma tranquilidade desconhecida e doce.
Continuo a passar a fase do labirinto, em que parece que ando às voltas sem encontrar um caminho de saída e que, quando penso estar a encontrá-lo, dou comigo a entrar novamente e a perder a orientação... Só que desta vez não estou à espera de ninguém para me dar a mão ou servir de guia. Desta vez não procuro respostas em mapas ou livros... Desta vez assumo-me perdida e, ainda que lute por encontrar a saída, não fico demasiado ansiosa quando não dou com ela.

Este ano não me importo que toda a gente saiba que faço anos. Até sinto gosto nisso, vejam só!
Este ano deixei-me mimar por toda a gente e senti prazer ao receber mimos e palavras doces durante todo o dia e fico feliz por saber que ainda não terminou.
Este ano também me mimei... fui à cabeleireira, vesti-me com gosto e vontade, maquilhei-me, perfumei-me e sai de casa de cabeça erguida e a sentir-me bonita.

Não sei se estas diferenças vão ser apenas sentidas durante este dia, mas gostava de prolongá-las por muito tempo. Gostava de ser mais assim como estou hoje ou que isto fosse um sinal de que tudo está prestes a mudar dentro de mim. Gostava que os 37 me trouxessem serenidade, confiança e um novo olhar sobre mim. Gostava de lembrar sempre os mimos que hoje recebi como sinal de que sou melhor do que me imagino... é que tenho tanta gente que a gostar de mim!


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

"O PELICANO", EM CENA EM ALMADA

É já amanhã que a peça "O Pelicano", pela "Companhia de Teatro de Almada" é reposta em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite.

Esta peça, de August Strindberg, com encenação de Rogério de Carvalho, teve a sua grande estreia em 2013, no Festival de Almada, e o seu texto baseia-as nas características que, na Idade Média, se acreditava terem estas aves. Dizia-se que o pelicano era uma ave tão zelosa para com os seus filhos que, em caso de falta de alimento, era capaz de os alimentar com o seu próprio sangue. 

Nesta peça, fala-se das dores do ninho, das crises da família, da busca pela felicidade, de tragédias e tensões e do poder de uma mãe pelicano sobre a sua família.

"O Pelicano" é uma peça para maiores de 12 anos, que vai estar em cena até 8 de Março, de quarta a sábado (às 21h30) e domingos (às 16h).

Eu vou ver!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

FEVEREIRO DIFÍCIL VS TAMBÉM TENHO ALGUMAS COISAS BOAS

Este ano não começou de forma nada fácil.
O mês de janeiro pareceu-me demasiado comprido, complicado e confuso. Fiquei com esperança no fevereiro, que normalmente se apresenta pequeno, airoso e cheio de festas.
Infelizmente, este mês não tem sido melhor do que janeiro...

Muita coisa tem acontecido em pouco tempo e a cabeça dá voltas e voltas como uma montanha russa. Não há rotinas nem compromissos que parem este turbilhão que teima em permanecer cá dentro, seja no cérebro, no coração ou nos dois locais.
Nem tenho tido vontade ou concentração para ler nem escrever no blog...
E a proximidade do dia 20 parece não ajudar...

Este ano queria mesmo não ficar nostálgica nesta altura que deveria ser de festa, por isso acho que posso pôr de lado valores como a humildade e a modéstia e dar-me o direito de dizer coisas boas sobre mim.
A ideia foi do homem, confesso. É que ficou tão contente e espantado hoje de manhã ao ouvir-me dizer as minhas qualidades que frisou logo que deveria escrevê-las (para não as esquecer tão facilmente!).

Ora aqui vai...

Sou...
Inteligente, organizada, persistente, criativa, aventureira, coerente, perseverante, dinâmica, trabalhadora, proativa, sensível, intuitiva, interessante, meiga, carinhosa, divertida, simpática, altruísta, generosa, inovadora, faladora, sociável, apaixonada...

Não era muito, mas estou cada vez mais...
Equilibrada, ponderada, assertiva, calma, objetiva, esperta...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

"UM NATAL QUE NÃO ESQUECEMOS"

Adorei o último livro que li. Há muito que não devorava assim um história, em três ou quatro momentos de leitura apaixonada, chorando e rindo instintivamente, mergulhando nas palavras e amando-as sem as sentir minhas, ansiando pelas próximas páginas e por um desfecho de dor, para fortificar o sentido de toda a história.
"Um Natal que não esquecemos", de Jacquelyn Mitchard, é uma obra sentimental fantástica que nos põe a sentir a vida e a morte com uma intensidade para a qual parece que nunca estamos preparados.

Este livro conta uma história de amor pela vida e pela família, apesar de falar de morte.
Laura e Elliot, o casal protagonista, saem sozinhos para comemorar mais um aniversário de casamento e tudo corre bem até à hora de regressar a casa. Na viagem de regresso, o seu carro avaria e, enquanto aguardam ajuda para resolver o problema, Laura sofre uma forte dor de cabeça e pede para ser levada ao hospital, onde descobre que a vida de todos vai mudar para sempre.
E é nas horas em que permanece no hospital que todo o enredo melodramático e intenso se desenrola, dando a conhecer as relações entre Laura e os restantes membros da família e a força de cada nova personagem que vai aparecendo.


Adorei cada bocadinho deste livro!
Apesar de ser uma história triste, que me fez sentir à flor da pele o medo da perda e da dor, teve momentos de algum humor e todo o enredo surge ternurento e luminoso.

Laura é uma personagem principal intensa e magnífica. Sem pretender fazê-la parecer perfeita, a autora consegue que quase nos apaixonemos por ela e que desejemos ter a sua força e carisma.
Elliot é um marido dedicado e que parece sentir o mundo a fugir-lhe com o problema da mulher que ama, mas a sua força e a forma como dá corpo ao imenso amor que sente por ela e pelas filhas conseguiu surpreender-me até às últimas páginas.
As relações que aparecem espelhadas na história, cativaram-me também bastante. Apesar de serem vulgares e banais em todas as famílias, ou talvez por isso mesmo, mostram que todo o ser humano tem uma força e beleza sem igual e que consegue fazer da vida aquilo que quer se se agarrar ao que o faz feliz.

Gostei muito da escrita de Jacquelyn Mitchard, que já conhecia dos livros "Profundo como o mar" e "Um pai muito especial".
Sem grandes descrições ou pensamentos profundos, neste livro a autora consegue abordar com muita sensibilidade a temática da morte, levando-nos a emoções gigantescas em apenas 106 páginas.

Têm mesmo de ler este livro!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

JÁ DEVIA...

Já devia estar habituada, mas não estou.
Já devia saber exatamente como me sinto, mas não aceito o que sei.
Já devia assumir com naturalidade que preciso parar, mas é duro demais conheces este limite.
Já sei que quando o fundo fica próximo, o escuro invade-me a alma e tudo perde a cor, as formas e o ritmo. Que quando o túnel se mostra demasiado comprido, a sensação de asfixia regressa e a luz não consegue iluminar-me os pensamentos e as emoções, ao ponto de reconhecê-las e saber relacionar-me com elas.
Já devia respeitar estas recaídas como algo que faz parte, mas nunca me sinto preparada para lhes abrir a porta da mente e as janelas do quotidiano.
Aceito-as conformadamente como minhas, mas não gosto que me passem rasteiras e me afastem de momentos que poderiam ser mágicos e memoráveis.
Em casa, sem forças na alma para erguer uma pena, luto contra a vontade de fechar os olhos e deixar-me possuir por esta (sempre) surpresa... mas quero mostrar-lhe que sou eu quem domina a nossa relação e, se tiver de dormir horas e horas, que seja porque assim o decido fazer e não porque não há caminho nem alternativa.
Já devia respeitar melhor esta relação de quase 20 anos, mas ainda quero viver sem ela.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

"A RAPARIGA QUE BRILHA NO ESCURO"

Pensei muito antes de escrever esta mensagem. Demorei uma semana para perceber se a iria escrever ou não, se deveria, se conseguiria. É sempre muito mais agradável e prazeroso escrever sobre um livro que nos agradou, que nos levou a viver bons momentos. Pelo contrário, quando a leitura não foi tão boa assim, parece que o melhor é mesmo (quase) fingir que não existiu.
No entanto, este meu cantinho nunca serviu para escrever apenas coisas boas e cor de rosa, levando a crer que a minha vida, o meu caminho, é uma estrada de pétalas, que sempre acerto nos passos que dou, nem que sempre faço, digo e penso de forma certa, pelo que optei por escrever na mesma esta mensagem, ainda que não me seja tão agradável.

Refiro-me ao livro "A rapariga que brilha no escuro", de Joshilyn Jackson, que comecei a ler com muito entusiasmo porque a sua sinopse me cativou bastante:

"Laurel Gray Hawthorne tem tudo para ser feliz: um marido apaixonado, uma filha adorável e uma bela casa. Até que numa noite de Verão a sua vida perfeita desmorona-se e ela tem de enfrentar o passado que tão cuidadosamente escondeu de si e dos outros. Há treze anos que Laurel não via um fantasma. Mas a meio de uma quente noite de Agosto, ela acorda e vê o fantasma de uma rapariga junto á sua cama. Trata-se da adolescente Molly, a melhor amiga da sua filha. O fantasma conduz Laurel até ao seu pequeno corpo, a flutuar sem vida na piscina da família. Agora, com a polícia no jardim e os vizinhos a espreitar por cima da vedação, a vida cuidadosamente construída de Laurel abre fendas e o seu passado escoa-se por elas.
Molly não repousará qté que alguém descubra o que lhe aconteceu de verdade. A vizinhança acredita tratar-se de um trágico acidente, Mas Laurel sente que há algo mais. Com a ajuda da irmã, Thalia, Laurel decide investigar o que realmente aconteceu à jovem. 
Mas, para decifrar o mistério, ela precisa de desvendar os segredos que rodeiam a sua própria família e enfrentar o que aconteceu há muitos, muitos anos - num dia que ela havia conseguido esquecer até então…"


O enredo do livro aparece bem descrito na sinopse, por isso não me sinto "enganada" e até considero que, a partir deste pequeno resumo, poderia mesmo sair uma obra fantástica.
Admito mesmo que possa haver muita gente que o tenha adorado, pois o livro reúne diversos elementos numa só história: mistério, romance e drama. Mas eu não gostei especialmente.
Há partes do livro que achei mais interessantes e que acabaram por não me deixar desistir da leitura, que surgem ocasionalmente no meio de todo um enredo (quanto a mim) confuso e pouco conciso.

O que mais gostei no livro foi de ser surpreendida com a história de amor entre Laurel e David, o seu marido, ou não tivesse eu preferência por romances. É uma história simples, sem grande argumento, mas que se vai desenrolando discretamente por entre todo o enredo, nunca parecendo o que realmente é, mas surpreendendo pela positiva.

Não gostei da forma lânguida como foi utilizado o aparecimento de fantasmas. Laurel tinha a capacidade de os ver e foi essa capacidade que vez desenrolar todo o mistério do livro, quando uma amiga da sua filha aparece morta na sua piscina. Podendo ser o mote para puxar toda a história, acaba por não se concretizar muito para além de meras alusões e quase que pinguinhas de mistério. Não é uma boa história de fantasmas.

Também não gostei da forma como o mistério da morte de Molly se foi desvendando. Aparece descrito de uma forma muito confusa, no meio de várias suposições que, ora se confirmam, ora se refutam, sem grandes emoções, suspense ou investigações. Não é uma boa história de mistério e crime.

Gostei um pouco da forma como foram surgindo pormenores de um dia fatídico na vida de Laurel e da sua irmã Thalia, cuja relação não é a vulgar entre duas irmãs, mas que também acaba por se revelar muito intensa e com pormenores marcantes de amor fraterno.

Não gostei principalmente da forma de escrever desta autora, que acaba por condenar ingredientes de grande qualidade num pastelão insonso, que vai sendo uma desilusão à medida que o vamos experimentando, ainda que paremos aqui e ali para saborear uns pedaços que não ficaram moídos na mistura.
Fiquei sem vontade de ler outros livros dela, mas talvez lhe dê uma segunda oportunidade se descobrir uma boa opinião sobre outro dos seus livros, mas pararei a leitura logo no primeiro capítulo se voltar a ficar desiludida.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"FUI EU QUEM O ENSINOU..."

Há dias em que sinto mesmo que tenho a melhor profissão do mundo, a mais gratificante e rica em momentos e emoções. Sinto-o à flor da pele, traduzindo-se este sentimento num sorriso rasgado e quase (ou por vezes) numa lágrima. E ainda bem que esses dias existem, tão esmagadoramente capazes de fazer esquecer todas as frustrações e dificuldades que teimam em aparecer em muitos outros.
Mas como não o sentir quando vejo uma pequenina mão de seis anos, que há 4 meses atrás nada sabia sobre letras e palavras, escrever uma frase no quadro, desenhando aqueles símbolos tão correta e docemente de forma a fazer significado?
Como não ficar de peito cheio à medida que, palavra a palavra, uma frase vai nascendo confiantemente das mãos (e cabeça) daquele pequeno ser?
Como não amar cada letrinha?
Como não sentir orgulho ao pensar "Fui eu quem o ensinou a ler e a escrever!"?

São momentos mágicos, que surgem corriqueiramente em sala de aula, mas que, se estiver atenta e disponível para os vivenciar poderosamente, são capazes de fazer esquecer o que há de difícil no processo e amar os resultados...


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

NANOZINE

É uma webzine literária portuguesa criada e dinamizada por jovens ligados, de uma forma ou de outra, às letras, que reúne um conjunto de trabalhos de diversos autores portugueses: contos de vários géneros literários, poesias, bandas-desenhadas, fotografias originais, entrevistas, sugestões literárias, entre outras publicações de interesse literário.
A Nanozine vai já no número 10, sendo que a sua primeira edição foi lançada em fevereiro de 2011 e pode ser lida aqui e subscrita por email.
Eu estou a gostar de descobrir esta revista!



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MEALHEIRO LITERÁRIO DE JANEIRO

Durante 2014, aumentei bastante a minha biblioteca pessoal. Alguns livros foram-me oferecidos (por familiares, amigos, editoras e autores), outros fui recebendo do Winkingbooks, mas mesmo assim ainda gastei 376 euros.

Este ano tenho como meta gastar apenas um terço deste valor, pelo que andei a fazer contas e decidi que o máximo que irei gastar por mês em livros será 10,40€.
Assim, mensalmente vou mostrando como anda o meu mealheiro literário, referindo como geri o dinheiro do mês e qual o valor dos livros que juntei à biblioteca, referindo quanto consegui poupar.

Em janeiro comprei estes livros (todos adquiridos em leilões no facebook):


Gastei:
3,38€ + 4,40€ + 1,75€ = 9,53€

Saldo:
10,40€ - 9,53€ = 0,87€
Valor para fevereiro: 10,40€ + 0,87€ = 11,27€

Este mês, para além dos miminhos de que falei aqui, ainda requisitei 2 livros na biblioteca municipal (um hábito que tenciono recuperar este ano) e recebi 3 livros pelo Winkingbooks:




Valor dos livros que entraram cá em casa em janeiro - 148,43€
Poupança: 138,90€ (93,58%)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

7 MIL MILHÕES DE OUTROS

Tenho andado sem tempo para parar e escrever, mas tenho tantos assuntos na cabeça e sentimentos na alma que parece que nem sei bem por onde começar.

Hoje, por exemplo, tive uma manhã fantástica no Museu da Eletricidade.
Já lá tinha ido algumas vezes com os miúdos, principalmente por ocasião do Ilustrarte, mas é sempre uma boa escolha para passeio e hoje não foi exceção.

Fomos para ver a exposição temporária "7 Mil Milhões de Outros", resultante de um projeto da Fundação GoodPlanet e ADORÁMOS!!!

Este projeto começou com uma avaria no helicóptero de Yann Arthus-Bertrand, no Mali. Enquanto esperava que o piloto resolvesse a situação, este conceituado fotógrafo esteve à conversa com um aldeão e não mais deixou de pensar nas palavras que ouviu. Pensou nas diferenças dos povos, em como os medos, as esperanças, os pensamentos, as experiências, as vidas e as gentes podem ser tão diferentes e igualmente importantes...
Decidiu então lançar este projeto, durante o qual foram filmadas 6000 entrevistas (em 84 países, com mais de 20 realizadores), onde foram colocadas mais de 40 perguntas sobre assuntos tão diversos como o sentido da vida, o amor, a família, os medos, o perdão, os desafios ou a felicidade.

E o resultado deste projeto está reunido nesta fantástica exposição que hoje vimos, onde são apresentados vídeos contendo partes dessas entrevistas e que nos dão uma lição de humildade, de generosidade e de amor pelas gentes.

Não consegui conter as lágrimas...
Há momentos demasiado emocionantes e que nos deixam a pensar na vida e em como conseguimos ser tão pequenos com tanto e tão grandes com tão pouco!
Admirei a beleza humana, Como somos tão bonitos quando estamos sem máscaras, falamos com o coração e olhamos nos olhos do Outro!
Senti vontade de abraçar, de partilhar, de sentir mais... Senti força para olhar para tudo com os olhos do agradecimento... Senti que ser feliz é tão mais fácil se formos sinceros connosco próprios e apreciarmos os pequenos nadas que temos à nossa volta.

Gostei muito da exposição e aconselho toda a gente a visitá-la.
Saímos de lá a sentir as nossas sortes, com vontade de dar as mãos e a desfrutar da vida com outra sensibilidade.
Deixo um pequeno video de apresentação, mas podem ver muitos e completos AQUI.