segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"O JOGO DA MEIA-NOITE", DE RUI PÉRICLES

Aquando do início dos passatempos de outubro, a COOLBOOKS, chancela digital da Porto Editora, ofereceu-me o livro "O jogo da meia-noite", a primeira obra de um jovem e promissor escritor, que inicia a coleção "Criptocontos".

O autor, Rui Péricles, de 21 anos, é um apaixonado pelo género do terror, por isso as suas primeiras obras são assustadoras (para além de brilhantemente escritas!). É assim que o jovem aparece descrito no início do eBook:



"O jogo da meia-noite" conta a história de uma memorável noite de Halloween.
Pedro, personagem principal da história e que é também o narrador da mesma, e mais 6 amigos de secundário encontram-se em casa de um deles para comemorar o Halloween e decidem realizar alguns jogos.
Aquele que mais entretém os 7 jovens é proposto por Gustavo e baseia-se na lenda do "Homem da Meia-noite": os amigos chamam o espírito deste e depois têm de a ele sobreviver durante umas horas, mantendo sempre uma vela acesa por cada jogador.
Tudo parece uma brincadeira de Gustavo, até que começam os acontecimentos estranhos.


Tenho de dizer que ADOREI este livro, apesar de me parecer uma obra mais indicada para adolescentes e jovens e de ser de um género literário que não costumo ler. É um bom pequeno livro, bem escrito, bem organizado e que prende a nossa atenção do início do fim.
Rui Péricles é mesmo um autor com bastante potencial. Escreve de forma muito madura, apesar de se notar que ainda é um jovem e que tem como público-alvo rapazes e raparigas dentro da mesma faixa etária, tem um nível lexical e semântico muito muito e consegue prender com uma história leve, apesar do género.
O enredo é criativo, dinâmico e atual, sendo o factor surpresa um constante mas moderado ingrediente.

Neste caso, estar escrito em formato digital não diminui o interesse da obra. Pelo contrário. Por se tratar de um livro destinado a um público jovem, este formato poderá ser mais facilmente aceite porque pode ser lido em suportes tecnológicos atuais que fazem parte do seu quotidiano.

Sem comentários :

Enviar um comentário