segunda-feira, 26 de outubro de 2015

NOVOS AUTORES #09 - MARTA VELHA

Não foi há muito tempo que descobri, no Facebook, a autora Marta Velha.
Apesar de a estar a considerar um "novo autor", Marta Velha já escreveu e publicou 3 livros e encontra-se a escrever o quarto.
São obras suas:

O primeiro livro que li desta escritora foi "Amor de Deus", que me foi enviado pela própria através de e-mail, na sua versão digital, e já partilhei a minha opinião sobre ele AQUI,

Como é costume nesta rubrica, lancei o desafio a Marta Velha e enviei-lhe as 10 questões mais pertinentes que me vieram à ideia enquanto lia "Amor de Deus". E, pronta e gentilmente, a autora respondeu assim:


1- Quando e como descobriu o gosto pela escrita? 
Sempre gostei de escrever. Desde que me lembro que gosto de escrever. E agora que penso nisso sempre escrevi. O gosto pela escrita de ‘livros’ é que tem uma história mais recente e remonta a 2013. Altura em que escrevi o meu primeiro livro ‘A Mensagem’.

2- Como surgiu a oportunidade de publicar o seu primeiro livro? 
Em 2010 fiz uma viagem ao Egipto. Foi uma viagem que adorei um pouco pelo país que é e pela história que tem. Por brincadeira andava sempre a dizer ‘um dia escrevo um livro’. Em finais de 2012 estava a rever as fotos da viagem e pensei ‘Caramba, isto é tão giro que dava um livro!’, e comecei a escrever. Quando achei que tinha acabado a história e todo o enredo a ‘brincadeira’ tinha mais de 180 páginas. Era um livro! Pesquisei no Google editoras nacionais e a primeira que apareceu foi a Chiado Editora, enviei o livro por mail e passado uns dias tinha a resposta. Positiva! Não quis acreditar e ignorei, pois achei que era impossível uma editora querer de facto o ‘meu’ livro! Mas eles reenviaram o mail e caí na realidade! Não era impossível e estava de facto a acontecer! O resultado saiu em Junho de 2013 com a edição de ‘A Mensagem’.

3- Quais as principais diferenças entre os seus 3 livros já publicados? 
Os enredos em si não têm nada a ver uns com os outros. Não há continuação de um livro para os outros. Os cenários são diferentes, o primeiro passa-se num país distante, no segundo não há qualquer referência a nomes de localidades e o terceiro passa-se numa localidade rural. As personagens são diferentes. A mensagem de cada um deles é diferente.

4- Como tem sido a receção do público às 3 obras?
Desde o primeiro livro que tem sido um pouco diferente a receção do ‘meu’ público. No primeiro, a família e amigos, olharam-me um pouco de lado e desconfiadas, muito ao estilo: 'Tu a escreveres um livro?? Humm!!’, mas depois da leitura do primeiro pediram mais! E foi isso que me deu força para continuar! É sempre excelente quando gostam do que escrevemos. No segundo livro acharam a história muito ternurenta (há uma criança de 5 anos com um sonho difícil de concretizar). E no terceiro disseram simplesmente ‘Uau! Parabéns! E força nessa escrita!’ – Isto a família e os amigos!
Por parte do público que não conheço é engraçado quando recebo mensagens através do facebook ou por mail a dizer que gostaram e que ficaram tristes porque acabou e queriam mais! Sempre que as leio fico com um sorriso no rosto (daqueles sorrisos parvinhos!!) e acho piada, e é claro que isso me faz continuar porque sei que são opiniões isentas porque não conheço aquelas pessoas de lado nenhum.

5- Onde foi buscar inspiração para escrever “Amor de Deus”? 
(risos, muitos, muitos risos!) 
Costumo dizer que a inspiração está já ali ao virar esquina. É preciso apanhá-la, agarrá-la bem e desenvolvê-la! Nas eleições de 2013 estava eu a ver um panfleto de um partido político referente à localidade onde os meus pais residem. Estava a achar piada porque havia muitas caras da terra e muitas delas, minhas conhecidas. Mas não foi uma foto que me chamou a atenção, foi o grau académico de um determinado senhor que eu não conhecia. Perguntei à minha mãe e ela contou-me a história muito por alto. Era padre, apaixonou-se, casou. E eu fiquei logo com as ideias a mil!! Sabia que daria uma excelente história! Se bem o pensei, logo a coloquei em prática! Saiu ‘Amor de Deus’. Como era com um padre, achei que ficaria bem se cada capítulo se iniciasse com um versículo da Bíblia (tive que fazer algumas leituras extra para conseguir que aquele pequeno versículo encaixasse na minha história! Mas foi bastante divertido!)

6- Qual a sua opinião sobre o voto de celibato dos padres? 
Ui! É um tema extremamente polémico. Na altura procurei na internet sobre este tema e há bastantes padres a pedir a escusa para poderem casar.
Sou da opinião que sim, deviam poder casar e constituir família!


7- O livro fala também sobre violência doméstica. Que tipo de pesquisa fez para melhor o documentar? 
Infelizmente, nos dias de hoje, não é preciso muita pesquisa sobre este tema. Quase todos os dias há relatos nos noticiários mas infelizmente acabam de uma maneira muito drástica. Li alguns testemunhos na internet sobre como se sentem, os medos (e o medo da própria sombra por incrível que pareça é real!), a sensação de estarem sempre a ser vigiadas também é bastante comum. Confesso que não fiz uma pesquisa muito exaustiva…

8- A história passa-se numa pequena localidade. A Marta considera-se mais uma pessoa rural ou urbana? 
Vivo num meio urbano mas considero-me bastante rural. Adoro o campo e tudo o que ele representa. Adoro o verde das plantas, adoro animais e acho piada ao facto de no meio rural todos se conhecerem.  

9- Já se encontra a escrever outro livro? Se sim, para quando prevê o seu lançamento?
Nos últimos meses tenho-me dedicado a antologias onde apresento textos muito mais pequenos (de 4 a 6 páginas). Mas tenho imensas ideias para novos livros e quem sabe brevemente haverá novidades! J

10- Gostaria de ver um dos seus livros adaptado ao cinema? Se sim, qual e porquê a escolha? 
Oh, por mim todos!!! (muitos risos!!!) E passo a explicar porquê!!
- ‘A Mensagem’ – gostaria de vê-lo adaptado ao cinema porque se passa num país lindo! Com paisagens lindas! Penso que daria um excelente filme por isso mesmo! Eu vi essas paisagens e sei que num filme ficariam lindas! E penso que a história em si daria um excelente filme.
- ‘Paixão Alucinante’ – A razão para querer que este fosse adaptado ao cinema é apenas uma!! A minha personagem preferida! Jojô! Desde sempre que assumi que era uma personagem ‘pra lá’ de querida! E seria um gozo enorme ver uma interpretação desta personagem. Porque é diferente, porque é divertida, porque faz rir, porque é fofa, porque é querida, porque é amiga, porque gesticula imenso, porque sabe mandar uma piada e porque é diferente!

- ‘Amor de Deus’ – este aborda um tema polémico (o celibato!) e um tema chocante (a violência doméstica!). O facto da personagem principal conseguir fugir e livrar-se do passado doloroso poderia ser uma fonte de inspiração para quem vive na mesma situação. E o facto de todos aceitarem o que acontece a Francisco e de aceitarem a decisão que ele tomou também é uma excelente mensagem a passar – saber perdoar! 


Obrigada, Marta Velha, por toda a simpatia com que me acolheu e "conversou" comigo!
Foi um prazer!

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