segunda-feira, 14 de setembro de 2015

8 OU 80...

Nunca fui de meios termos nem de meias conversas... sempre me deixaram insatisfeita e insegura, sempre me impeliram a continuar a falar até tudo estar explicado e resolvido ou a voltar a questionar até descobrir os quês e porquês.
Não sou de jogar conversa fora ou de ver passar o tempo... muito menos me agradam as conversas sobre o tempo que faz ou o tempo que já passou, convencida de que há sempre assuntos com substância e que o passado fez de nós o que hoje somos.
Não me confortam as meias verdades nem me convencem as meias vontades, onde muitos vivem confortavelmente e se acomodam, aposto que mais por medo do que por opção... prefiro verdades dolorosas e atitudes marcadas.
Confundem-me os sorrisos sem cor e os olhares sem brilho... prefiro lágrimas que rolam, gritos que descabelam. gargalhadas que enchem as salas.
Desconforta-me conduzir a meia velocidade. Facilmente me distraio, ganho sono ou me torno irritadiça. Prefiro autoestradas, dançar e cantar ao volante, ir em marcha (num casamento, procissão ou funeral), encontrar, de quando em quando, um semáforo que me faça parar.
Sempre fui de emoções, de paixões, de batalhas e de grandes decisões. Gosto de andar de montanha-russa e sonho saltar de páraquedas, apaixono-me (até) por livros, filmes e objetos, luto por amor mesmo perdendo a razão...
Gosto de pessoas de personalidade forte, mesmo que duras e agressivas ou assustadoramente meigas e felizes, melhor ainda se oscilando entre os dois polos conforme as circunstâncias e as necessidades...
Gosto de quem arrisca, mesmo que se arrependa, de quem corre, mesmo que caia, de quem faz porque ama, não se importando se ninguém concorda ou ninguém vê.

E é assumindo tudo isto de alma e coração, sentindo-o nas veias e congratulando-o com um sorriso rasgado e luminoso, que encontro a paz do amor-próprio...
Porque eu sou assim, de 8 ou 80, de inverno e de verão, de gargalhada e de choro, de amor e de ódio... eu sou assim e é assim que tenho de me amar e respeitar...
(Hoje) nem percebo porque não me amei sempre se sou tudo aquilo que amo.


2 comentários :

  1. Agradável e bonito texto Marisa, assim deveria ser , cada um amar-se e respeitar-se como igual e único, é AMOR e RESPEITO, se eu não me AMAR, quem me amará? Desejos de um dia repleto de LUZ e AMOR, Grata...

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    1. Bom dia!!!
      Obrigada, minha querida, pelas suas palavras.
      Sabem tão bem logo de manhã!!!
      Beijocas

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