sábado, 22 de agosto de 2015

NOVOS AUTORES #06 - LINETE LANDIM

Foi através de outros blogues que conheci a autora Linete Landim e fiquei, desde logo, com interesse nas suas obras. Na altura, tinha apenas dois livros publicados: "Flores Silvestres" e "Porto de Abrigo". (Lembro-me bem de tentar ganhar algum num passatempo!)
Fui sempre seguindo de perto a sua carreira, sempre interessada nos seus romances, apesar de não ter chegado a comprar nenhum...
Até que decidi tomar coragem e dirigir à escritora uma mensagem privada, sem saber como seria acolhida. E a surpresa foi grande! Linete Landim recebeu-me "de braços abertos" e foi com imenso prazer que a conheci pessoalmente e estive no pré-lançamento de "Correspondência", o seu quarto romance (ver AQUI).

Hoje volto a falar desta grande (nova) autora, porque tenho comigo as perguntas e respostas que trocámos e que, de certeza, irão mostrar a autenticidade e a beleza desta mulher, dentro e fora do seu lado de escritora.
Obrigada, Linete, por aceitares este desafio!!!


1. Como descobriu que morava em si uma escritora e o que a levou a começar a escrever o primeiro livro?
Olá Marisa, soube desde sempre que morava em mim uma contadora de histórias. Adorava fechar os olhos e deixar-me ir pela imaginação, tendo como única ouvinte a minha irmã. Na adolescência, comecei a transpô-las para cadernos, para que as minhas amigas pudessem também fazer parte dos meus sonhos. Mas nunca pensei na escrita como algo profissional. Só há cerca de cinco anos é que resolvi publicar as minhas obras.

2. Sendo uma mulher de família, como gere a escrita de um livro com toda a dinâmica e quotidiano familiar?
Tenho uma família espetacular. O meu marido e o meu filho compreendem a minha dedicação e facilitam-me imenso o meu dia-a-dia. Tento escrever nos períodos em que eles também estão ocupados (escola e o trabalho), mas nem sempre é possível.

3. Onde foi buscar inspiração para escrever “Correspondência”?
O desejo de escrever um livro baseado na troca de correspondência já era antigo, mas demorou até surgir a ideia de como fazer disso uma história. Um dia coloquei as preocupações para de trás das costas e entreguei-me àquelas páginas em branco. Confesso que o enredo foi surgindo à medida que ia escrevendo.

4. Identifica-se com a personalidade de Madalena, a personagem principal? De que forma?
Sim, em parte. Tal como a Madalena, sou uma mulher confiante, positiva e não tenho medo de arriscar. Quando resolvi publicar a minha primeira obra (Flores Silvestres) fui completamente ignorada por quase todas as editoras. Hoje, sinto-me orgulhosa de ter arriscado e de ter insistido.

5. Porque escolheu Leiria como cenário deste romance?
Esta é fácil. Os meus sogros vivem em Leiria e eu sou apaixonada pela cidade. Lamento não ter aprofundado mais a cidade de Leiria, mas infelizmente disponho apenas de um certo número de páginas por livro.

6. A que características da sua personalidade atribui a capacidade para escrever as cenas mais íntimas dos seus livros?
As cenas íntimas requerem um misto de características: criatividade, ousadia e coragem. Criatividade porque gosto de explorar novos cenários e novas envolvências. Ousadia porque trata-se de sexo, o que leva muitas pessoas a retraírem-se. É preciso ter muito cuidado ao escrever sobre sexo, pois a linha que separa o sensual/erótico do pornográfico é muito ténue. E coragem, porque estou a expor-me de forma voluntária aos caprichos e opiniões de todos. 
 
7. De que forma acha que os leitores portugueses recebem os romances eróticos?
Felizmente, fui bem acolhida e acarinhada. Recebo diariamente várias mensagens de felicitações e ótimas críticas. No entanto, há algo surpreendente nos meus leitores. As mulheres abordam-me essencialmente por email, Facebook, Instragram ou telemóvel, e descrevem as cenas que mais gostaram, as personagens ou a rapidez com que leram os livros. Já os homens, a sua maioria reconhece-me na rua e vem falar comigo diretamente, dando-me os parabéns. Muitas vezes fico sem saber qual dos livros leram.

8. Segundo referiu no pré-lançamento de “Correspondência”, os próximos da trilogia serão sobre 2 dos irmãos de Gustavo. Podemos saber quais?
Certíssimo, Marisa. O próximo será “Rendição”, a história de Alberto. Para quem leu o “Correspondência” ficou a saber que as irmãs de Alberto temem que ele possa ser alvo de uma cilada perpetrada por uma jovem que pretende obrigá-lo a casar-se. Pois bem, o receio das irmãs torna-se real. A finalizar a coleção, temos “Lorde Indeciso”, a história de Salvador, o irmão mais novo. Salvador é visto pela família como um boémio, um libertino e esta ideia sai reforçada quando Salvador choca todos ao se ver incapaz de escolher a sua futura esposa. O problema é que a sua indecisão recai sobre cinco irmãs.  

9. Se “Correspondência” fosse adaptado ao cinema, que atores (portugueses e estrangeiros) gostaria que interpretassem os papéis principais?
Adoraria muito ver uma obra minha adaptada ao cinema. Infelizmente não domino esta área, mas gosto muito do Paulo Pires e do Ricardo Carriço, atores veteranos. Adoraria ver a banda sonora entregue a David Fonseca. Amo as suas músicas e não sei porquê mas associo a música "I´ll see you in my dreams” ao Correspondência.

10. Se escrevesse um livro infantil, qual seria o assunto abordado e que nome lhe daria?
Oh! Amei esta pergunta pois é tema recorrente cá em casa. Se escrevesse um livro infantil seria uma coleção sobre um miúdo chamado Miguel, de 11 anos que vive grandes aventuras durante o sono. Neste mundo ele é um guerreiro com poderes, e defende o Reino. A sua missão: recuperar a jóia roubada por um terrível vilão. Mais tarde, Miguel e os leitores descobrem que o que acontece no sono é, de alguma forma, real pois ele transporta objetos para o seu quarto. O título seria “Quando fecho os olhos...” 


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