terça-feira, 28 de abril de 2015

PARA UM FILHO COM BOA AUTOESTIMA...

Recebi hoje por mail algumas dicas da coacher Mikaela Övén sobre como melhorar a autoconfiança dos nossos filhos através do aumento da nossa própria autoestima e decidi partilhá-las com quem me segue (e lê), pois sei que, na árdua tarefa de tentarmos ser as "melhores mães do mundo", muitas vezes nos esquecemos de nós mesmas e nos colocamos num plano muito inferior em importância.

Acredito que, ao termos uma má relação connosco próprias, bem como uma imagem negativa do nosso "eu", prejudicamos a relação que temos com os que nos rodeiam e, logo, também com os nossos filhos, que facilmente se tornam os nossos "mais do que tudo" e a "razão da nossa vida".

Por isso, percebi que preciso estar "bem comigo" e "bem com a vida" para ajudar os meus filhos a serem sempre crianças (e pessoas) confiantes e seguras, capazes de estabelecer e seguir os seus objetivos, perseguindo sonhos e percorrendo os caminhos da sua própria felicidade.

Descobrir que está muito nas minhas mãos a forma como cada um deles constrói a sua autoconfiança não foi novidades... mas foi duro tomar consciência de que esse caminho passa mesmo por olhar mais para mim, promovendo uma autoimagem mais positiva e respeitando-me como pessoa com características, necessidades e desejos próprios, que também precisa de mimo e de atenção e que tem de começar (mesmo!) a dar mais valor a si mesma.

Imagem retirada da internet


Como diz Mikaela Övén, "o melhor presente que podes dar ao teu filho é tratares bem de ti mesmo, assumires responsabilidade em relação a ti", por isso aqui ficam as 10 dicas que a coacher propõe como forma de aumentar a nossa autoestima:

1. Assumo a responsabilidade por mim! Sou eu, unicamente eu, que sou responsável por mim. Mais ninguém. Quando sou auto-responsável faço as coisas por mim e não pelos outros em primeiro lugar. E quando faço pelos outros é uma escolha minha, ponderada, com qual me sinto bem e não tenho grandes dúvidas. Entendo e conheço (e procuro conhecer cada vez mais) os meus limites e os meus valores. Sei dizer que não às pessoas, mesmo às pessoas que mais amo, às pessoas que me assustam, às pessoas com quais me comparo e às pessoas que quero impressionar…
2. Trabalho o meu auto-reconhecimento e a minha auto-compaixão! Reconheço tudo o que tenho de bom e tenho compaixão comigo mesma em relação às coisas menos boas. Um exercício que se pode fazer é no final do dia é escrever 3 situações que aconteceram durante o dia. Coisas que fiz menos bem e coisas que fiz bem. Depois imagino que não fui eu que fiz aquelas coisas, mas outra pessoa que amo muito. A seguir troco essa pessoa por mim mesmo e procuro sentir o que senti pela outra pessoa, por mim.
3. Nada de comparações! Muitos de nós comparámo-nos constantemente com outras pessoas. Em tudo: ela é uma melhor mãe, ele é mais inteligente, ela é muito mais bonita, ele é mais forte…. A questão é que só nós nos podemos comparar com nós próprios. E mais ninguém. Quando começo a comparar-me com os outros, imagino um grande sinal de Stop! e procuro encontrar uma imagem boa de mim na mesma situação.
4. Sou congruente! Procuro sempre a congruência, quando sou congruente estou alinhada com os meus valores e os meus limites. Sou auto-responsável, e assumo responsabilidade por mim. Quando estou incongruente estou a “comer” a minha auto-estima.
5. Tenho mais auto-compaixão! Quando tenho compaixão comigo mesma consigo aceitar àquilo que sou, o que é fundamental para a auto-estima. Essa aceitação não quer dizer que nunca vou mudar nada, não quer dizer que fico passiva. Pelo contrário, ao aceitar, consigo transformar em algum melhor! Quando conheço e aceito os meus lados menos bons, consigo também trabalhar para os melhorar.
6. Falo das minhas emoções! Não consigo frisar o suficiente a importância de exprimirmos as nossas emoções. Principalmente quando se trata de emoções como culpa e vergonha que são grandes inimigos da auto-estima. É importante lembrar que não há culpa, há responsabilidade. Eu não tenho culpa de nada mas posso ser responsável. E quando penso nas minhas emoções também penso sobre como me sinto em relação àquilo que sinto. Muitas vezes é esse o grande problema. “Tenho vergonha porque estou apaixonada por uma mulher.” (ou seja sinto amor, mas o problema é o que sinto em relação à isso).
7. Estou no aqui e agora! Este momento é o único que consigo realmente influenciar. É neste momento que consigo parar e pensar um pouco sobre aquilo que sinto, penso e acho… É neste momento que me posso ficar a conhecer melhor.
8. Tomo conta de mim! Faço coisas que gosto. Arranjo tempo para mim. Não sinto culpa por ter momentos auto-centrados (em que é provável que algumas pessoas me chamem egoísta). E se sentir culpa, deixo a emoção estar, mas não faço diferente, a emoção vai acabar por descarregar. Trato do meu corpo tal como da minha mente. Há tempo na minha agenda também para mim!
9. Faço amor comigo! Pois, estou a falar de masturbação (mesmo! ;)). Masturbação é uma forma fantástica para me ficar a conhecer melhor. Tem tudo a ver com responsabilidade, prazer e limites. Tem tudo a ver com auto-conhecimento. E tem tudo a ver com amor-próprio. Se não souber o que me dá prazer, nunca o vou ter.
10. Medito! Pelo menos de vez em quando. Desafio-me a ficar sozinha comigo mesma e o que se está a passar no meu corpo e na minha mente.

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