sábado, 18 de abril de 2015

NOVOS TALENTOS #02 JOSÉ BAPTISTA ROQUE

Foi através do livro "O Sem-abrigo" que conheci a escrita de José Baptista Roque.
Foi também este livro que despertou a minha vontade de conhecer um pouco melhor a sua escrita e o seu percurso e que esteve na base de algumas questões que coloquei ao escritor.
José Baptista Roque é um homem com muita experiência de vida e que adora História. Fala com entusiasmo sobre vários períodos históricos, que também servem de inspiração para o que escreve.
Foi com muita simpatia e humildade que acedeu a responder às minhas questões, o que fez prontamente, pelo que é com o maior orgulho que divulgo a nossa "conversa".

Foto retirada do site da Coolbook, com link para opinião do autor sobre a revolução de abril.

1- Como descobriu que estava na hora de escrever e publicar um livro?
De facto é o meu segundo livro. O primeiro intitula-se “ hei-de te encontrar” e foi editado pela Chiado Editora. Além disso, foi o ambiente de violenta austeridade que me levou a escrever, talvez para poder exorcizar alguns (muitos) estados de alma.

2- Porquê a escolha da “Coolbooks” para publicar a sua obra?
Fui convidado pela Porto Editora a ser um dos pioneiros da chancela e não hesitei dado o prestígio da mesma.

3- De que forma é que as suas atividades profissionais contribuíram para a escrita de “Sem-abrigo”?
Trabalhei quase duas décadas na Av. da Liberdade em Lisboa e o contacto com os sem-abrigo inspirou-me para a feitura do livro.

4- Que tipo de pesquisas fez para melhor fundamentar a escrita deste livro?
Nenhuma em particular além da minha experiência de vida, senso comum e critico.

5- A personagem principal viveu durante uns anos acima das suas possibilidades financeiras, como acontece (ou aconteceu) com muitos portugueses. Quais pensa terem sido as principais razões para este facto?
Ignorância e falta de estrutura familiar.

6- Como contribuiu esta atitude para a atual situação financeira do país?
A situação actual do país é demasiado grave e está num patamar que não gosto de analisar como se fosse “um treinador de bancada”. É algo que carece de uma intervenção muito mais elaborada e interventiva por parte da sociedade portuguesa.

7- Inspirou-se em alguém em particular para criar Vicente, a personagem principal deste livro?
 Não, surgiu pela tal observação atrás referida dos sem-abrigo de Lisboa.

8- Acha possível a reintegração de um ex-recluso na vida ativa profissional no nosso país?
Claro que sim, há sempre uma segunda oportunidade à espreita.

9- Acredita no poder e força da amizade nos dias de hoje?
Sem dúvida. O que seria se nós se tal não acontecesse? As provas e testemunhos são inúmeras.

10- De que forma é que podemos encarar o livro “Sem-abrigo” como uma subtil crítica à política em Portugal feita pelos últimos governos?
Não é subtil, é totalmente critica.

Obrigada, José Baptista Roque

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