quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"TERRA", UM CONTO DE SÁ NINGUÉM

Há nove dias atrás recebi um email inesperado, de um autor que não conhecia e que escreveu para me apresentar a sua obra. Senti-me muito lisonjeada. Mesmo!! (E ainda não tinha lido nada do que escreve!)

Apresentou-se como Sá Ninguém, pseudónimo com que assina os seus textos, que começou a escrever há já alguns anos.
No seu blog, também "Sá Ninguém", publica desde 2008.
Em 2014 publicou o seu primeiro livro, "TERRA", um conto em formato ebook que pode ser adquirido em vários sites e que me enviou para que eu desse a minha opinião, mesmo antes de ser publicado em papel. (Agora espero estar presente no lançamento....)

E é desta forma que o apresenta:

"Novembro e Petra mudam-se para Isle of Man em busca de paz e distância do que deixam para trás.
Por entre a paisagem e os cheiros da ilha, os caminhos teimam em cruzá-los. 
Uma viagem de mudança torna-se viagem de (re)encontro; e o meio do mar torna-se terra fértil."

Neste momento, depois de o ler, quero resumi-lo desta forma pessoal, tão minha:

"Duas almas gémeas, em dois corpos diferentes, encontram-se por acaso num local inesperado, para onde ambas fogem à procura de uma vida nova e de um futuro risonho."

Antes de mais tenho de dizer o que já disse a Sá Ninguém: ADOREI o conto!!!
Devorei-o ontem na hora do almoço, deixando apenas as últimas páginas para hoje. E, desejosa de saber o final, acabei-o mal cheguei a casa.

"Terra" é uma história de amor, um conto de fugas e encontros, um romance de traços poéticos.
Gostei de conhecer os pontos em comum entre Novembro e Pedra e sei que a relação que vão construindo poderia bem dar uma história muito maior do que um conto, pois todo o enredo tem potencial para isso.

Gostei muito da escrita de Sá Ninguém.
Apesar de ter uma forma de escrever diferente da minha, achei-a cativante e (quase) sedutora.
É uma prosa que toca a poesia e que parece ter música por detrás. As palavras parecem crescer umas em função das outras, ligadas, como que formando rios sem as vírgulas a marcar passo.
Estranhei a falta de pontuação, ou não fosse eu a "mulher das vírgulas", mas acabei entendendo-a como um estilo pessoal do escritor e acabei por me encantar com a forma como soava romântico e com uma sonoridade própria.

Só posso, pois, recomendar a leitura deste conto, bem como aconselhar uma viagem pelo blog do autor, prometendo momentos de sentimentos fortes que não deixam, de todo, o leitor indiferente.

Sem comentários :

Enviar um comentário