sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"O HÓSPEDE DE DRÁCULA"

No passado sábado à noite e no domingo de manhã andei a ler o livro "O Hóspede de Drácula", da coleção "Biblioteca de Verão".
Neste pequeno livro estão incluídos 3 contos de Bram Stocker, o primeiro dos quais é uma obra póstuma e pode considerar-se a continuação do principal romance deste escritor.

OS CONTOS:

O Hóspede de Drácula

Este conto passa-se em Munique, na Alemanha e conta a história de um hóspede de um hotel, um ignlês rico, que numa noite especial, a "walpurgis natch", decide aventurar-se sozinho num passeio por um vale abandonado e sombrio.

A Casa do Juíz
Este conto tem como personagem principal um estudante universitário que procura o máximo sossego para terminar as suas leituras e trabalhos. Sem o encontrar no local onde vive, viaja até um destino que não conhece e, apesar das recomendações do povo da terra, aloja-se na casa que fora de um cruel juíz da região.

A Pele-Vermelha
Neste conto, que se passa em Nuremberga, um acidente inesperado acontece quando um casal visita o castelo da cidade na companhia de um corajoso, aventureiro e viajado jovem americano. Esse acidente desperta o que de mais violento existe num ser e acaba por transformar a visita.

A MINHA OPINIÃO:

Gostei muito de ler estes contos, escritos à boa maneira arrepiante de Bram Stoker.
O meu preferido, aquele que mais me assombrou e fez bater apressadamente o meu coração, foi "A Casa do Juíz". Muito bom!!!!
Fiquei com vontade de ler mais livros deste género e de conhecer a bibliografia deste mestre do terror.

Mais uma estrelinha no Bingo Literário, desta vez no "thriller".

MAIS DE 10 DIAS...

Estou emocionalmente de rastos. Foram 10 dias de gastroenterite do meu Simão... Felizmente que tive o apoio dos meus pais, que foram incansáveis em cuidar dele para eu poder ir trabalhar na maioria dos dias.
Vómitos, diarreia, muitas cólicas... dieta rigorosa, muitos líquidos... duas visitas ao médico e vários quilos perdidos.
E eu, ansiosa, diariamente à espera de o ver melhorar, apoiando-me nas horas em que ficava sem "perder" qualquer coisa e nas horas em que conseguia dormir sem estar a colocar-lhe panos quentes na barriga ou a distraí-lo e a fazer-lhe festas na cabeça para adormecer e não "pensar" tanto na dor.
E dias de trabalho em que a paciência e a concentração não são as mesmas que normalmente me caracterizam, porque há sempre a espera (consciente ou inconsciente) de um telefonema ou de uma mensagem para saber novidades.
E as novidades que chegam e voltam a desaparecer, com melhorias e retrocessos, e que deixam de novo aquela angústia no peito por saber que o nosso menino não está alegre nem com os olhos a brilhar.
Agora continuamos em modo de dieta e medicação, mas já foi à escola e já quis fazer uns sustos à vizinhança. Já fala de novo pelos cotovelos e não me canso de o ouvir.
E espero que os sinais da minha Matilde sejam apenas de uma indigestão mal feita ou de um bicharoco menos valente, pois preciso de descansar a alma antes de mais 10 dias iguais aos últimos.

Imagem retirada da Internet

domingo, 26 de outubro de 2014

A BORDO DE UM LIVRO - OLHÃO

A história do livro "O Intruso", de Carina Rosa, passa-se no nosso país, na cidade de Olhão, que fica no distrito de Faro, no Algarve.
É uma zona que conheço pessoalmente, embora não tão bem como outras terras do litoral algarvio.
Olhão é uma cidade virada para o mar e que vive muito do turismo, sendo o destino de férias de muitos portugueses e estrangeiros.
E é com orgulho que, mais uma vez, trago paisagens portuguesas para esta rúbrica, mostrando como é lindo o nosso país.







E não resisto a deixar uma foto minha tirada em Olhão na última vez que lá fui, em que apareço com os meus filhos e com o meu sobrinho Duarte.



sábado, 25 de outubro de 2014

PASSATEMPO "GHIOJINS: CONSPIRAÇÃO LUNAR"

Foi há bem pouco tempo que li e dei a minha opinião sobre o livro "Ghiojins: Conspiração Lunar", com a colaboração direta do escrito JP Félix da Costa.
Como gostaríamos que houvesse mais gente a lê-lo, trago hoje um passatempo para oferecer 6 exemplares com autógrafo personalizado e marcador de livros (oferta do escritor).


E é tão fácil participar!

Basta:
- Ser seguidor de "Faces de Marisa";
- Deixar um comentário num dos blogs do escritor (em "No piscar de uma lente" ou em "Contos Infantis e Juvenis")
- Partilhar publicamente este passatempo numa rede social;
- Preencher o formulário abaixo.

O passatempo termina no próximo dia 2 de novembro, domingo, às 23h59.
Válida apenas 3 participações por pessoa, desde que correspondam a nova partilha e tenham um intervalo mínimo de 12 horas entre si.

BOA SORTE!!
´

"O INTRUSO"

Há muito tempo que não lia da forma apaixonada com que devorei "O Intruso", de Carina Rosa.
Foram dois dias de leitura absorvente e mágica e não posso ficar mais com estas emoções dentro de mim: este é um livro que tenho de recomendar.
Já enviei uma mensagem à escritora agradecendo por não deixar o seu talento na gaveta... que bom que deve ser escrever assim!

"O Intruso" conta a história de um grande amor e de como é possível que amar alguém nos iniba de
viver e de ser feliz.
Neste livro, a personagem principal é Sara, uma jovem algarvia, independente e solitária, que vive com o seu cão Mike em Olhão e trabalha na área de marketing de um hotel.
Sara é uma mulher sofrida e triste, com pouco amor à vida e que já não acredita na felicidade. Desde que perdeu Rodrigo que a sua vida parece ter entrado num beco sem saída, pelo que, quando circunstâncias estranhas trazem até si outro homem, não encontra forças para abrir o seu coração de novo.
Mas não é só o medo de voltar a sofrer que a afastam de Martim; há forças muito poderosas que não a largam e que mostram que o amor às vezes pode tornar-se uma obsessão.

Sei que já o disse, mas ADOREI este livro.

A escrita de Carina Rosa é de grande qualidade a todos os níveis: é fluída, bem estrtuturada, rica ao nível do vocabulário, expressiva, concisa, equilibrada, enigmática, criativa... O discurso indireto aparece muito bem equilibrado com diálogos bem construídos.

A história de "O Intruso" é muito rica e criativa, prendendo o leitor (mesmo!) do início ao fim, e junta numa só obra tão boas características de um romance como de um thriller: é emocionante e emocional, é intrigante e envolvente, é límpida e misteriosa...
O fator surpresa está sempre patente, quer nos centremos nas relações amorosas descritas, quer estejamos a desvendar segredos e a conhecer desfechos. Na verdade, cada capítulo acrescenta valor à história, completa-a e transforma-a, progressivamente, num enredo extremamente envolvente.

Que bom que é ler assim!
Ainda bem que já tenho o segundo livro de Carina Rosa para devorar!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

FILHOS DOENTES

Estou em casa com o meu Simão.
Começou na terça-feira com vómitos e diarreia. Depois de me ligar da escola aflito, pedi ao meu pai que o fosse buscar. Ficou em casa dos avós até o Hugo chegar. Com miminhos e dieta, ficou melhor. À tardinha ainda foi brincar para a rua...
Na quarta de manhã parecia bem e voltou à escola. Novo telefonema para mim às 10h e, na impossibilidade de deixar os 26 alunos em plena visita de estudo, pedi de novo ao "SOS avô Rui" para ir buscá-lo... mais vómitos e diarreia. Continuação da dieta e ataque com medicação de apoio.
Ontem já estava melhor... piorou de novo ao final da tarde. Vomitou... aliviou. Descarregou tudo o que tinha comido" e ficaram as cólicas.
E a noite de cólicas foi péssima... e continua com dores de barriga, que parece que vão diminuindo, mas não o largam... encolhe-se e precisa de miminhos... quis que ficasse com ele e não consigo não ficar.

Apesar de confiar nos avós, é sempre diferente. Pelo menos para mim, que fico a sentir-se ainda mais inútil quando não posso ser eu a ficar com eles. E foram difíceis os 3 dias em que não fui eu a "enfermeira" de serviço, pois fica um sentimento de inutilidade e impotência que, apesar de irracional, acompanha tudo o que fazemos e sentimos.
Hoje não desapareceu esse sentimento... Mas estou em casa para ele, para o que for preciso.
Já liguei ao médico... parece que por enquanto não há muito mais a fazer... "Paciência" é o que se pede mais nestas questões gastrointestinais. "Não comer sólidos ainda... ir dando líquidos para não desidratar...". Pelo menos já não vomita nem defeca desde ontem ao início da noite... E logo hoje é dia de greve na saúde!

E fico a pensar como é duro quando os nossos "mais-do-que-tudo" ficam doentes!
E como deve ser horrível o sentimento quando a doença é grave!
Não imagino a dor que se sente, a força que se precisa de ter, as imagens e sentimentos que se apoderam dos pais quando isso acontece...
Se com uma gastrite fico pálida, ansiosa e inquieta, sentindo que devia poder fazer mais qualquer coisa e não posso (ou não sei), sentindo que trocaria com ele sem pensar duas vezes se isso fosse possível e ele ficasse bom... Como se sentirá uma mãe perante doenças sem cura ou de difícil tratamento? Que força e garra conseguem elas encontrar no amor que sentem!!! Não há pessoas que mais admire...

E como se sentirá a minha mãe quando estou em fases de crise ou recaída, em que nada pode mesmo ser feito para além de esperar e deixar-me ficar no meu canto, sozinha, chorando sem razão, angustiada e precisando de forças que não encontro? Penso nela muitas vezes... E tento esconder para que não sofra... Mas não deve aliviar, tal como não me aliviou continuar a trabalhar quando sabia que o meu Simão estava a vomitar...
Dói... a mim no coração, a ele na barriga.
A ver se logo já estamos melhores...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PASSATEMPO DE HALLOWEEN

Tenho uma nova parceria e com ela chegou um passatempo.
É que juntas queremos comemorar o Halloween.
Cliquem na imagem e participem!

https://www.facebook.com/blogfacesdemarisa/photos/a.367917776644645.1073741829.367650316671391/508135059289582/?type=1&theater

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"GHIOJINS: CONSPIRAÇÃO LUNAR"

Hoje de manhã terminei a leitura do livro "Ghiojins: Conspiração Lunar", do escritor JP Félix da Costa, que conheci através da internet e que simpaticamente me ofereceu a sua obra para ler e comentar aqui no blog. (Muito obrigada!!!)

Este livro, que se passa num futuro próximo, conta a história de Carlos, um adolescente português, que se
vê envolvido numa aventura fantástica quando tenta descobrir notícias do seu pai, que partiu para a Lua numa missão secreta da IASRD (International Agency for Space Research and Development).
Na verdade, Carlos e a sua amiga Bete deparam-se com muitas dificuldades e um grupo de poderosos agentes que não gostam da sua intervenção e procuram, a todo o custo, esconder os seus projetos.
Contam ainda com a ajuda de Sérgio, um jovem que, na altura certa, surge para ajudar mas que tem intenções pouco claras.

Gostei muito de ler este livro, que se enquadra bem na literatura juvenil, sendo mais indicado para jovens rapazes entre os 12 e os 16 anos.

A história está bem estruturada, tem ritmo e suscita a nossa curiosidade, prendendo-nos a leitura, apesar de haver alguns pormenores que, para os adultos, estão pouco explorados.

A escrita de JP Félix da Costa é clara, fluente e criativa, usando muitos diálogos e poucas descrições pormenorizadas. Surgem algumas informações mais teóricas, mas encontram-se bem articuladas com a história e bastante acessíveis para a referida faixa etária.

Visitem o blog do escritor em Contos e Histórias.

Como há muito não colocava uma estrelinha no meu bingo literário, decidi hoje colocar este livro na categoria "livre" e lembrei-me que faltava assinalar a "poesia" de "Viajantes".
O meu cartão agora assim...


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SAUDADES DO MEU AVÔ

No Dia Internacional do Idoso, a minha filhota Matilde, que está no 4.ºano, teve como tarefa escrever sobre um idoso que conhecesse e que fosse importante para ela. Infelizmente, os meus filhos não têm muita proximidade com ninguém que considerem idoso... (E eu e os meu marido já não temos avós e os nossos pais têm idades entre os 53 e os 66 anos.)

Por isso, a minha princesa escolheu escrever sobre o meu avô materno, que foi o único bisavô que ela conheceu e o único idoso com quem conviveu.

Para fazer o trabalho, tivemos de conversar sobre ele e o assunto da "morte" foi inevitavelmente falado. Tentei que falássemos mais da sua vida, das coisas que fazia, da sua forma de ser e de estar. Fez-me muits perguntas, ligou para a avó para fazer outras... Chorou com saudades e eu chorei também. Não foi um trabalho fácil, mas valeu a pena... Parece que estávamos a precisar de vê-lo, de conversar sobre ele e de comemorar a sua vida.

E as saudades apertam tanto neste momento...
Mas é tão bom saber que foi um GRANDE homem e que VIVEU a vida com muita garra...



O meu bisavô

"Os meus avós ainda não são idosos, por isso vou falar-vos sobre o meu bisavô, o único que conheci.
O pai da minha avó materna, José Deodoro dos Santos Pitaça, nasceu a 1 de junho de 1926, em Setúbal, onde viveu quase toda a sua vida.
Nasceu numa família muito pobre e tinha muitos irmãos, por isso foi criado pela sua madrinha. Como ela tinha mais possibilidades, o meu avô foi estudar. Era o único dos irmãos que tinha andado na escola e que sabia ler e escrever.
Começou a trabalhar na lota com 14 anos, a descarregar o peixe dos barcos de pesca no Porto de Setúbal. Aos 30 tornou-se estivador, que foi a sua profissão até se reformar. Como sempre trabalhou junto ao mar, tinha a pele muito morena.
O meu avô foi à tropa em Setúbal, no quartel do 11. Era 1º cabo clarim, quer dizer que, todas as manhãs tocava corneta para acordar os outros soldados.
Era um homem muito ativo, revolucionário e solidário. Ajudava muita gente, pertenceu a associações, sindicatos, clubes desportivos e até foi guarda-redes de um clube de futebol.
Aos 65 anos teve cancro nas cordas vocais e foi operado para o tirar. Ficou sem falar para o resto da vida.
Como ele passava as tardes na casa da minha avó via-o muitas vezes. Era uma pessoa séria mas gostava muito de dar presentes. Sempre que o víamos ele dava-nos um chocolate.
Vai fazer 5 anos que ele morreu, mas se estivesse vivo teria 88 anos.
Tenho saudades do meu avô e gostava que ele ainda estivesse vivo."

Matilde Vinagre
02-10-2014


domingo, 19 de outubro de 2014

1 CONTO A 8 VOZES - E UMA DELAS É MINHA

No início de janeiro aderi à iniciativa Vamos escrever um conto? promovida pelo blog "Quando se abre um livro..." e hoje trago o resultado final desta ideia fabulosa da Denise.
O nosso conto foi escrito em conjunto por oito pessoas que adoram as palavras e que, através da internet, articularam ideias, encadearam acontecimentos, deram corpo e voz a personagens.
Estou muito feliz e orgulhosa por ter feito parte desta equipa e tenho de mostrar a todos o resultado do nosso trabalho.
O meu "muito obrigada" à Denise pela ideia e organização e a todos os meus colegas de escrita, os quais espero um dia poder conhecer pessoalmente.

O nosso conto intitula-se A Cidade e podem lê-lo na íntegra neste LINK.
Deixo-vos os primeiros parágrafos, com os quais a Denise nos cativou:

A CIDADE
"Os raios de sol entravam pela janela do quarto, atravessando a cortina branca e fazendo antever outro esplêndido dia de final de primavera.
Eva desligou o despertador e decidiu aproveitar durante mais uns minutos o quente aconchego da sua cama. Era sexta-feira e o dia previa-se atarefado: de manhã teria de fazer as compras para a semana seguinte; para a tarde tinha agendadas duas sessões no Clube de Escrita, na biblioteca onde trabalhava; e à noite iria a um jantar com o grupo do voluntariado, antes de entrar ao serviço no bar-discoteca, onde trabalhava em part-time dois dias por semana.
Enquanto fitava o teto do quarto, não conseguiu impedir-se de recordar o que acontecera há onze meses atrás. Parecia ter decorrido uma eternidade desde a última noite que passara com ele antes da sua vida se desmoronar. As lembranças desses dias eram ainda dolorosas, tal como era insuportável a saudade que por vezes lhe regressava ao coração, apertando-o num nó cego, como se de uma corda se tratasse.
Em poucos dias, Eva passara de uma noiva feliz a uma solteira de coração destroçado. Caramba, Afonso engravidara a sua prima, a sua maldosa prima que só agia através de planos rebuscados e com o único objetivo de interferir na relação de ambos.
Depois do choque, da desilusão e do noivado desfeito, Eva enclausurara-se no seu quarto durante vários dias, sem querer ver ninguém. A pouco e pouco, à medida que os dias davam lugar a semanas, Eva retomou a sua vida, embora os seus sentimentos se assemelhassem a uma tempestade que teimava em não amenizar. Dois meses depois, cansada dos olhares de piedade e dos comentários intriguistas dos habitantes da sua aldeia, Eva abandonou a casa dos pais e mudou-se para a cidade, ficando no apartamento da sua amiga de infância, que estava vazio desde que esta fora estudar para Londres.
Viver sozinha num período tão doloroso da sua vida podia parecer difícil, mas na verdade o silêncio da casa acalmava-a mais do que esperava ser possível. A cidade, durante o dia, fervilhava em atividade, agradando imenso a Eva, que podia caminhar anonimamente por entre a multidão, sem que ninguém a olhasse de lado pelo seu passado.
Agora, nos seus vinte e oito anos, sentia que poderia ser novamente capaz de dar um rumo à sua vida e concentrar-se nos projetos e sonhos que tinham ficado esquecidos desde aquele acontecimento dramático.
O momento de reflexão acerca do passado tinha terminado. Era altura de se focar no presente e isso incluía levantar-se, tomar um duche e preparar-se para sair. Em pouco mais de quarenta e cinco minutos estava arranjada e satisfeita com o pequeno-almoço. Agarrou a lista de compras que estava pendurada na porta do frigorífico, colocou a bolsa ao ombro e pegou nas chaves do carro.
Ainda mal tinha chegado junto da maçaneta da porta que dava para o exterior quando o telefone começou a tocar.
(...)"

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

QUE EXEMPLO DE EDUCAÇÃO?

Cada vez que sou eu a ir buscar a minha filhota à escola fico com vontade de ligar para a GNR: é uma vergonha a forma quando os pais dos alunos param e estacionam os carros em frente aos portões.

Não há passeio que escape... não há segunda via que não fique completa... há tantos carros em 3.ª via... e fica TÃO complicado lá passarmos que me apetece desistir e acabo por ir deixar o carro a casa e voltar a pé, acabando por chegar já mais tarde e a miúda ser das últimas a sair.

Claro que tenho a opção de ir para lá às 17h00 e esperar 30 minutos pelo toque. Iria, de bom grado, e até ficaria a ler um livro, se resolvesse... mas não resolve, pois já o fiz e fiquei depois dentro do carro tempos sem fim à espera de conseguir sair do estacionamento.
Acho lamentável mesmo!

À porta de uma escola, onde muitas vezes surgem conversas de critica aos professores ou à instituição, haver pais a dar este exemplo de falta de educação aos próprios filhos?
Como queremos que aprendam a ser bons cidadãos se lhes damos maus exemplos logo à porta da escola? Haverá quem duvide que as crianças aprendem mais por imitação do que por palavras?
Eu acho verdadeiramente vergonhoso e não sei quantas vezes mais vou ficar de braços cruzados à espera que a confusão desapareça...

Ainda bem que de manhã a deixo na escola às 8h45, pois parece que às 9h a confusão é igual!
A educação começa em casa.. entenda-se, com os pais!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"VIAJANTES"

Durante o fim de semana andei a tentar recuperar energias depois de uma semana muito cansativa em todos os aspetos (físico, intelectual e emocional). Dormi mais, fiz tudo com mais calma, saboreei a companhia da malta cá de casa, relaxei, li...
E existe melhor companhia literária num fim de semana destes do que a poesia?
Acho que não...
Por isso, rendi-me completamente ao livro "Viajantes", que me foi oferecido pela editora Livros de Ontem e que andava para ler já há umas semanas.

"Viajantes" não é só um livro de poemas, é um caminho mágico pelas ruas e caminhos de Lisboa.

Esta obra junta a poesia de Daniel Costa-Lourenço e de Bruno Torrão com a fotografia de Marta Cruz, numa harmonia de palavras, sons e imagens que nos contam histórias de amor, de caminhos, de momentos, de sentimentos diversos.

Gosto muito de poesia e há muito que não lia nenhum livro deste género, mas valeu bem a pena dedicar-me ao "Viajantes".
Sem se tornarem cansativas nem demasiado eruditas, as poesias de Daniel Costa-Lourenço e de Bruno Torrão são de uma qualidade extraordinária e conseguiram mesmo levar-me a pensar em Lisboa e a "ver" cenários de encontros e desencontros em vários locais da capital, que tanto adoro e admiro.

Os dois poetas escrevem de modo diferente, mas igualmente envolvente.
Identifiquei-me mais com a forma de escrever de Bruno Torrão, talvez por ser mais semelhante à que uso quando, humilde e cautelosamente, arrisco a tentar poetisar.

Também gostei muito da forma como as fotografias de Marta Cruz deram cor aos poemas, parecendo prepositamente tiradas para os ilustrar.

sábado, 11 de outubro de 2014

"UM PAI MUITO ESPECIAL"

Na quinta-feira à noite terminei a leitura do livro "Um pai muito especial", de Jacquelyn Mitchard.

Este livro conta a história da adoção de uma criança de pouco mais de um ano, disputada entre os dois
lados da família, após a morte dos seus pais.
Logo no início da obra, Georgia e Ray são encontrados mortos, para grande tristeza e dor das suas famílias, deixando Keefer, a sua filhota bebé, entregue aos avós maternos.
É com eles que fica durante os primeiros tempos, enquanto as famílias recuperam do choque.
Após esta primeira fase, Keefer passa a ser desejada por ambos os casais de avós, que pedem a sua tutela e planeiam como fazê-la ficar a viver para sempre perto deles, um pouco para minimizar a dor de perderem os seus filhos.
Os dois lados têm a sua preferência sobre quem deve adotar a bebé: Délia e Craig, um casal de primos de Ray, ou Gordon, irmão solteiro de Georgia, com quem Keefer conviveu desde que nasceu.
Esta escolha vai ficar a cargo dos tribunais e vários obstáculos e novidades irão surgindo para influenciar a decisão dos juizes, adiando-a e criando atritos entre os dois lados da família que, entretanto, vão partilhando intercaladamente a companhia da bebé.

Gostei de ler este livro, apesar de não ter sido o meu preferido da autora (destaco "Profundo como o mar").

Gostei da história, que nos conta principalmente os acontecimentos "atuais" dos processos de tutela e de adoção, mas que também vai incluíndo memórias de várias fases da vida das principais personagens, enquadrando determinadas atitudes e acontecimentos.

Gostei da simplicidade e autenticidades das personagens, que podiam existir bem ao nosso lado, que vivem vidas reais, com problemas, dilemas, alegrias, dores, vivências, personalidades e rotinas que são comuns na vida atual.

Gostei de ver questionada e refletida a questão da adoção, explorando as diferenças e semelhanças entre ter/ser irmãos de sangue ou irmãos adotados.

Gostei muito de encontrar, no mesmo livro, um romance e um enredo de tribunais, pois não tenho lido muitas obras que sejam um bom encontro entre estes dois géneros literários.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A BORDO DE UM LIVRO - WISCONSIN (EUA)

Estou a terminar a leitura do livro "Um pai muito especial", de Jacquelyn Mitchard, e há dias que ando a tentar descobrir na internet os locais que servem de cenário a esta história. Tem sido uma "mini-investigação" sem grandes resultados, pois parece que muitos dos locais não existem na realidade. Talvez sejam produtos de ficção criados com base em locais existentes.
No entanto, consegui descobrir que o núcleo principal da história decorre no Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos da América, sendo Tall Trees a (suposta) vila onde moram as personagens principais: o tio-pai Gordon e os avós Mark e Lorraine.

Winsconsin nos EUA
Wisconsin é um Estado com mais de 5 milhões de habitantes, distribuídos por 72 condados, sendo que a história decorre aparentemente perto do Rio Mississipi, algures no sudoeste do estado.

Surgem várias vezes nomes de lagos, mas também não encontrei nenhum dos mencionados. No entanto existem 15 milhares lagos e centenas de quedas de água em Wisconsin, que constituem a principal atração turística do local. 48% deste estado é coberto por florestas.

Neste estado o clima é temperado, variando muito ao longo do ano. Os verões são quentes (temp. média 26ºC) e os invernos muito frios (temp. média -11ºC).

A indústria agropecuária, na qual trabalham os tios-avós de Keefer, a bebé da história, já foi a maior fonte de economia do estado, que é o maior produtor nacional de queijo e manteiga e o segundo maior produtor de leite.




ALGUMAS IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET :






terça-feira, 7 de outubro de 2014

NOVIDADES SELF

Pela primeira vez neste blog, vim apenas para deixar as novidades da Self Desenvolvimento Pessoal Editora, sendo que algumas apenas estarão disponíveis para venda a partir de amanhã (8 de outubro).

Ainda estou indecisa sobre qual devo ler em primeiro lugar, por isso peço a opinião de quem por aqui passar. Todos diferentes, mas muito interessantes para quem quer sentir-se de bem com a vida.

INFORMAÇÕES PROMOCIONAIS DA EDITORA

AS MULHERES QUE TÊM TUDO - de Marcus Buckingham: 978-989-98706-9-7

Sinopse: As mulheres têm hoje melhores habilitações, melhores empregos, melhores ordenados, maior escolha a nível de parceiros, de carreira… quase tudo mudou. Mas isso não as tornou mais felizes.
A maioria das mulheres sente-se stressada, subestimada e não se sente realizada. Este sentimento é transversal, independentemente de terem filhos ou não, de quanto dinheiro ganham e do local onde vivem.
Foi-nos ensinado que para sermos bem-sucedidas temos de trabalhar nas nossas fraquezas. Marcus Buckingham apoia uma abordagem completamente oposta: identifiquem os vossos pontos fortes e construam a vossa vida à volta deles. Depois de mais de 15 anos a estudar a temática, Marcus concluiu que só nos sentimos realizadas e felizes quando trabalhamos os nossos pontos fortes, pois isso é que é natural em nós. Neste livro, o autor mostra-nos como as mulheres de sucesso aplicam esta teoria e como isso as tornou mais felizes e bem-sucedidas do que as que continuam a investir nos seus
pontos fracos.
As mulheres que têm tudo vai ajudar qualquer mulher a conhecer as suas forças, a tirar melhor proveito das suas competencias pessoais e a reforçar a sua autoestima. Aprenda a oferecer os seus talentos ao mundo de forma recompensadora.

Ousar Ser Feliz - de Rossana Appolloni

Sinopse: Ousar ser feliz: Dá trabalho mas compensa! é um conjunto de textos independentes mas interligados que procuram ser dicas para aqueles que desejam uma vida positivamente mais intensa.
A felicidade não é uma meta que se consiga alcançar após a resolução de certos problemas, mas sim uma forma de estar e de ser num percurso que se vai construindo. Não é fácil, mas é possível: basta assumirmos um papel ativo e fazermos as opções certas, que são diferentes para cada um de nós. Há que ter a coragem de enfrentar os
próprios medos e superar os obstáculos que vão aparecendo, há que arriscar, sair da zona de conforto e explorar o desconhecido, há que assumir a responsabilidade das escolhas que se fazem e pôr-se no centro da própria vida, como autor da própria existência. É um trabalho diário, de exploração e descoberta constantes, feito de trilhos irregulares e incertos que exigem perseverança, mas cujas gratificações compensam!



CRIE A SUA ECONOMIA - de Kimberly Palmer

Sinopse: Cansadas da ameaça constante do desemprego e das dificuldades financeiras, milhões de pessoas vão dando o salto: joias feitas à mão, comida caseira, formação pessoal, desenvolvimento de aplicações para telemóvel, etc… Reforçam os seus rendimentos e criam redes de segurança para a eventualidade de serem atiradas para o desemprego.
Pelo caminho, dão largas à sua criatividade e conseguem uma realização pessoal que nunca julgaram possível. A colunista financeira Kimberly Palmer revela este movimento crescente, começando por contar o seu próprio percurso. Reconhecendo que o jornalismo não oferecia grande estabilidade (e com um bebé para alimentar), decidiu desenvolver guias financeiros. O seu negócio paralelo rapidamente tornou-se uma fonte de rendimento estável. A Sua Economia conta a história de pessoas que se libertam da angústia financeira. Um empregado de mercearia que faz bolos à noite. Um reparador de
instrumentos que vende serviços de dobragem online. Uma videógrafa que fundou uma editora lucrativa nas horas vagas.
A Sua Economia está repleto de conselhos concretos para os que procuram lançar negócios lucrativos, incluindo: dicas para perceber qual o biscate ideal para si; ideias para manter custos iniciais baixos; conselhos para conjugar um negócio com um emprego a tempo inteiro; estratégias para encontrar os seus clientes e construir uma rede de contactos; técnicas de promoção e construção de marca; e muitos outros conselhos preciosos.
As empresas garantem apenas o salário do mês corrente. Alcance a estabilidade tornando-se uma máquina de fazer dinheiro. Isso tornar-se-á revigorante, gratificante e fácil com Crie a Sua Economia.

As Receitas do Chefe Tiger - de Chefe TigerSBN: 978-989-8781-17-8

Sinopse: O Chefe Tiger é um dos gatos mais famosos de Portugal. Depois de uma aventura bem conseguida na cozinha lá de casa, o Tiger começou ganhar confiança e a procurar o seu espaço junto do grande público. Rapidamente ganhou o estômago e o coração dos
amigos e em pouco tempo conquistou uma coluna no Jornal Expresso onde semanalmente exibe os seus dotes e dá asas à sua criatividade.
O método do Chefe Tiger está a conquistar cada vez mais lares e os seus segredos são simples: pratos simples, a um baixo preço, e com o bom gosto como só um gato consegue ter. A criatividade tem sempre o seu espaço, e mais que tudo, cada prato do Chefe Tiger é uma inspiração… uma viagem às coisas boas da vida.
É um manual da boa vida escrito pelo Chefe Tiger, o gato mais famoso da cozinha portuguesa.
Cada receita é muito mais do que uma receita. É inspirar, experimentar, viajar pelos sabores e viajar também pelos recantos do nosso país. Com fotos incríveis, o Chefe Tiger mostra-nos os locais onde confecionou alguns dos seus pratos e que foram a sua inspiração para os ingredientes secretos. Um pano de fundo perfeito para a degustação.
Boa comida, bom passeio, boa vida…

domingo, 5 de outubro de 2014

SER PROFESSOR

Quase terminava o (meu) "Dia do Professor" sem vir aqui deixar uma palavrinha sobre esta profissão-missão que agarrei há 15 anos e que exerço com o maior orgulho.

Ser professor não é tão fácil como se imagina... mas é muito mais prazeiroso do que se possa imaginar.

Apesar de vivermos uma fase em que somos pouco valorizados e em que muitos de nós lutam diariamente por uma colocação e um pouco de paz, não me arrependo do que escolhi "ser" para a vida e dou muitas vezes graças por ter encontrado a minha vocação.
É muito bom ser esta espécie de mestre que é também mãe e aprendiz, que é amigo e juiz, que vive o que faz como se a escola fosse, por si só, a vida...

Deixo aqui um maravilhoso poema da escritora (e professora) Ana Wiesenberger:

Ser professor
É saber olhar e ver
Na paleta dos rostos na sala de aula
As cores a articular
Na construção da ponte para o diálogo
Entre o saber a transmitir
E a vontade individual de reter
Aprender a aprender
Suscitar o ensejo no outro
De descobrir um mundo novo
De factos, meios e modos de ver a realidade
De comunicar ideias e paisagens interiores
Ou não

Ser professor
É saber planear e calcular
Equações de espaço e tempo
Cansaço, desatenção e monotonia
E procurar vencer no quotidiano
A batalha das horas que não chegam
Dos recursos que escasseiam
Para ajudar a Ser
Jovens na encruzilhada das emoções
Na leveza do querer esvoaçante
Como uma bandeira ao vento
Num mastro suportado por pares e familiares
Que a idade há-de derrubar ou fortalecer
Para realizar a explosão do Eu

Ser professor
É saber olhar e ver
Nos semblantes alinhados diante de si
Os que mais precisam de respostas, de perguntas
Ou somente de uma mão sobre os ombros
De um sorriso de cumplicidade, de compreensão
Ou de ouvidos atentos num canto da escola

Ser professor
É saber olhar e ver
E combater no dia-a-dia a incerteza de ter sido justo
De ter dado corpo às estratégias adequadas
De ter estado vigilante
De ter agido em conformidade
De ter sido não só cérebro, mas coração
Para poder adormecer, conciliado
Pronto para a jornada do amanhã

Ana Wiesenberger
05-10-2014

sábado, 4 de outubro de 2014

O BLOG COMO COMPANHEIRO DE SALA DE AULA

Foi no ano letivo 2005-2006 que comecei a utilizar um blog como forma de promover a relação escola-família, através da partilha do que acontecia em sala de aula.
Na altura, estava com uma turma de 1.ºano, em Palmela, e posso dizer que foi uma primeira experiência muito boa. ("A nossa escolinha", para sempre recordar!)

No ano seguinte, tive de mudar de escola e abraçar uma nova comunidade.
Recebi então uma turma de 4.ºano, com crianças pouco motivadas, experiências de aprendizagem muito diversificadas e uma forte necessidade de encontrar um elemento de união.
Também criei um blog e tive oportunidade de ensinar a turma a trabalhar com ele, fazendo muitas das atualizações em sala de aula, já que tínhamos computadores e internet. Eles adoraram e, mesmo depois de acabar o ano, continuaram a usar o blog "A turma divertida" para comunicar.


Entre 2007 e 2010 vivi uma aventura fantástica no mundo dos blogues com a "Turma dos golfinhos", numa experiência que valeu por tudo: entusiasmo dos alunos, participação dos pais, envolvimento da comunidade, impacto no meio...
Foi realmente fantástico coordenar este espaço e ter os pais sempre a acompanhar. Fiquei com motivação para não parar de acreditar nesta ferramenta.


Mais uma mudança de escola, tal como o meu (grande) patrão gosta, e deixei o meu grupo (apenas com o 4.ºano por fazer), seguindo para a Moita.
Tive de me readaptar: nova comunidade, gentes diferentes, menos condições em sala de aula, desafios constantes a aparecer e uma necessidade enorme de realização e de aproximação com o grupo que (na altura) não era exatamente aquele que queria...
Mas conquistei o meu espaço e criei com a turma um cantinho muito especial: o dos "Reguilas Toureiros da Moita".
Foram 4 anos de aventuras, com muitas mudanças à mistura, mas o blog esteve sempre lá para dar um empurrão quando o entusiasmo arrefecia.


E cheguei a 2014-2015 já sem conseguir sobreviver sem blog de turma.
Como é possível tornar-se sempre um desafio e já uma necessidade, se é um acréscimo de trabalho (muitas vezes) tão grande?
É possível e até essencial...  porque abre portas, porque mostra aos pais o que fazemos e como tudo acontece em sala de aula (e na escola), porque mostra que estamos todos do mesmo lado e que não há segredos nem truques, porque motiva os alunos a dar o seu melhor para ser publicado e aplaudido... porque continuo a acreditar.
E surge um novo blog para uma nova turma (http://turmae2-moita1.blogspot.pt/).
Ainda está sem nome, mas já traz muita esperança e a confiança de ter de novo uma equipa que inclui todos os que querem que estas 26 maravilhosas crianças de 1.ºano tenham uma caminhada feliz e de muitos sucessos.

Parece mesmo que já não consigo viver sem este companheiro de sala de aula!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MEALHEIRO LITERÁRIO DE SETEMBRO

DESPESAS:
LIVROS COMPRADOS: 14
(4 na promoção todos a 2,99€ da Editorial Presença, 10 em segunda-mão)
Valor gasto: 30,09€

Valor dos livros: 171,35€
Poupança: 141,26€

LIVROS ENVIADOS: 4
(1 winkingbooks, 2 vendidos e 1 troca de prendas)
Valor gasto: 2,95€ 
Valor ganho: 3,50€

POUPANÇAS:
LIVROS RECEBIDOS/EMPRESTADOS: 12
(5 da Winkingbooks, 1 emprestado, 1 oferta do escritor, 1 oferta em troca de prendas, 1 da editora Guerra &Paz, 1 oferta da Livros de Ontem e 2 oferta da Editora SELF)
Valor poupado: 110,69€

LIVROS JÁ NA ESTANTE:
(lidos apenas este ano)
Valor poupado: 48,68€

 
 





E OS TOTAIS (acumulados):