quarta-feira, 30 de abril de 2014

MEALHEIRO LITERÁRIO DE ABRIL

DESPESAS:
LIVROS COMPRADOS: 2 + 3 + 3
- Em 2.ºmão e através do facebook: 2 para o meu filhote e 3 para mim (clicar no livro para visitar a página onde comprei
- Novos: 1 para mim, 1 para a Matilde e outro para o Simão
Valor gasto: 25,95€

Valor dos livros: 86,82€
Poupança: 60,87€

LIVROS ENVIADOS:5
(Winkingbooks)
Valor gasto: 3,30€

POUPANÇAS:
LIVROS RECEBIDOS/EMPRESTADOS: 5 + 3 + 1
(Winkingbooks, ofertas e Ebooks da Editora Saída de Emergência)
Valor poupado: 71,76€

LIVROS JÁ NA ESTANTE: 5 
(lidos apenas este ano)
Valor poupado: 38,41€

https://www.facebook.com/linda.closet.39?fref=photo http://www.winkingbooks.com/wb/!go?entrypoint=005-UserInviteLink&id=152875370941  

https://www.facebook.com/carochinha.reuseiihttps://www.facebook.com/descoberto.ocantinho

 



GASTEI EM ABRIL: 29,25€

POUPEI EM ABRIL: 171,04€

terça-feira, 29 de abril de 2014

PROCURA-SE TRATAMENTO PARA A PREGUIÇA DOS ALUNOS

Começo já por dizer que hoje tenho a minha garrafa da paciência só com uma pinguinha e que não aceito que me digam que não há alunos preguiçosos... há SIM!!!! Há os preguiçosos e há os que se deixam contagiar pela preguiça que, felizmente, aparece de vez em quando. E a preguiça é um defeito danado que acaba com a pachorra desta professora, principalmente quando ainda há tanto por fazer e NADA parece captar a atenção das (quase todas) 25 cabecinhas brilhantes que partilham o meu dia a dia. Quer dizer, nada que tenha a ver com escola, pois nestas alturas até as vulgares moscas que na sala circulam ganham o interesse de seres mitológicos, fadas ou duendes... (Às tantas têm de começar a escrever sobre moscas e mosquitos...).

Não costumo ser uma "stôra" muito chata e cultivo um ambiente de harmonia e camaradagem em sala de aula, mas começo a sentir-me a bruxa que lança feitiços horrendos sobre os seres divinos e mágicos que afastam os meus "reguilas" da sala de aula e os transportam para um mundo sem números, letras ou papéis.
Já dei comigo a perguntar a mim mesma, em jeito de beliscão: "Será que estou sozinha na sala e ando com alucinações?" Mas não... eles estão lá, até olham para mim e fingem que estão a ouvir, até abrem bem os olhos e (quiçá) os ouvidos, mas parecem vazios... e quando lhes faço uma pergunta, quando espero um dedo no ar ou quando peço que completem uma frase recebo muitas expressões (e provas!!!) de que os meus meninos foram roubados por extraterrestres que apenas me deixaram as suas "carapaças"! Será???

"Perceberam? Querem que explique outra vez? O que acham? Pode ser? Faz sentido?"... ai que nenhuma pergunta resulta!!! E os cadernos ficam metade brancos, as frases são copiadas com omissão de letras, os resultados surgem à solta, muitas vezes desencadeados das questões e os exercícios parecem pesar toneladas para aquelas pequenas mãos que estavam tão ativas no intervalo...
Ai!...
Quem tem um xarope, ou até umas pastilhas para chupar, que eu possa dar aos meus alunos e lhes leve para longe toda a preguiça, toda a inércia, toda a lentidão e dê lugar aos bichinhos-carapinteiros que me pediam trabalho e mais trabalho e que inventavam novas propostas a toda a hora?!

Imagem retirada da Internet

segunda-feira, 28 de abril de 2014

BALANÇO DA MATARONA LITERÁRIA

Para além da paixão pela leitura, um dos factores que me leva a gostar tanto de participar nas Maratonas Literárias "Viagens (In)esperadas" é a existência de desafios, aos quais vamos dando resposta num grupo fechado no facebook e/ou nos respetivos blogues.

A existência de um tema por cada maratona é já para mim um primeiro desafio.
Escolhermos ler autores que (ainda) desconhecemos, livros de um determinado tema ou estilo literário, é por si só uma aventura para pessoas que, como eu, adoram ler de tudo um pouco e têm nas estantes (delas, dos amigos ou da biblioteca municipal) muitas hipóteses de escolha.

Mas os restantes desafios dão, verdadeiramente, um grande entusiasmo às horas e horas dedicadas a letras, páginas e histórias. Por isso, resolvi aqui deixar todas as respostas que fui dando aos desafios propostos, talvez para os tornar memoráveis e poder voltar a alegrar-me com eles sempre que me apetecer.

Desafio 1
Hoje assinala-se o dia da Liberdade… Os livros fazem com que se sintam livres? Até que ponto se sentem livres com a leitura de um livro?

Os livros são uma das minhas estradas para a liberdade. Eles levam-me até onde mais ninguém consegue levar-me, deixando-me escolher o caminho e abrilhantando a viagem. Os livros são a minha companhia nos momentos do "eu verdadeiro", que é um "eu livre". Não posso viver sem liberdade, como não posso viver sem livros.


Desafio 2:
Acróstico da Liberdade em Livros - Um livro é sinónimo de liberdade... De viagens a outros mundos... Momentos de Fuga à nossa própria realidade... Assim, para cada uma das letra da palavra LIBERDADE indiquem um livro. (Podem ignorar os artigos)

L ivrolândia - a terra dos livros (Rui Carreto)
I nocência Perdida (Nora Roberts)
B aunilha e chocolate (Sveva Casati Mondignani)
E ncontro com a morte (Agatha Christie)
R etrato a sépia (Isabel Allende)
D ezembro (Elizabeth H. Winthrop)
A cidentes de percurso (Maria João Lopo de Carvalho)
D eus numa Harley (Joan Brady)
E mmanuelle (Emmanuelle Arsan)


Desafio 3: 
Tira uma fotografia a uma pilha de livros de modo que as lombadas façam a bandeira de Portugal (uma lombada verde, uma amarela e uma vermelha). Fala-nos um pouco desses livros que usaste. 


Para este desafio resolvi escolher um tipo de literatura que adoro: infantil.
Estes 3 livros são fantásticos!!!
"Amor... que nojo" - é uma história deliciosa sobre a descoberta do amor em todas as espécies animais.
"Uma história de dedos" - como qualquer livro de Luísa Ducla Soares, este diverte-nos, delicia-nos e devolve-nos à infância.
"Guisado de Dragão" - uma história para meninos valente e aventureiros.

Aconselho os 3!!!

Desafio 4:
Como estão a correr as vossas leituras? Já completaram a leitura de algum livro? Gostaram? Que acharam da escrita do(s) autor(es)?

Até ao momento, li o livro "Desculpe lá, mãe!" de Rita Ferro, escrito em conjunto com a filha Marta Gautier. Gostei bastante do livro. Foi a primeira obra que li destas duas escritoras e fiquei curiosa e com vontade de lê-las em separado.
Comecei ainda a ler "Inocentemente eu..." de Liliana Alves, mas ainda não deu para ficar com uma ideia, porque estou nas primeiras páginas.


Desafio 5:
Tira uma fotografia à tua leitura do momento junto de algo que consideres típico ou característico de Portugal (bebida, comida, paisagem, música, etc…).

Estou a ler "Inocentemente eu..." e escolhi uma garrafa de vinho do Porto para acompanhar o livro... Deveria ter sido antes Moscatel, que é da minha zona, mas não tinha!!


Desafio 6:
Qual o autor português que outro(a) colega teu de maratona está a ler que tu nunca leste e tens curiosidade em conhecer?

Fiquei com curiosidade em ler diversos autores portugueses:
- Afonso Cruz
- Carina Portugal
- Carina Rosa
- Luis Miguel Rocha
- Nádia Batista
- Pedro Cipriano
- Pedro Paixão


BALANÇO FINAL: 
Quantos livros e páginas conseguiste ler? Como foram as tuas leituras?

Não consegui ler muito, mas mesmo assim foi mais do que pensei. Li um livro e um pouco de outro, que não está a ser tão bom como o primeiro (talvez por isso a diminuição do ritmo lolol):
- "Desculpe lá, mãe!" - de Rita Ferro: 244 páginas
- "Inocentemente eu..." - de Liliana Alves: 27 páginas

Quando puder, partilho com todos a minha opinião!!
Obrigada à Catarina, do blogue "Sonhar de olhos abertos", e à Silvana, do blogue "Por detrás das palavras", por mais esta iniciativa e por todo o dinamismo que usaram durante estes 3 dias.
Foram fantásticas!!!

domingo, 27 de abril de 2014

10 ANOS DE INDIEJUNIOR


Hoje fomos ao IndieLisboa 2014 e participámos no 10.º aniversário do IndieJúnior.
Para quem não sabe, o IndieLisboa é um Festival Internacional de Cinema Independente que decorre anualmente na capital do nosso país e que inclui um vasto conjunto de curtas e longas metragem numa variadíssima programação de 11 dias.
Os filmes do festival são apresentados em algumas das grandes salas de cinema, como os auditórios da Culturgest, o Cinema São Jorge e o Cinema City do Campo Pequeno.
Este festival pretende divulgar e promover algumas obras e autores, nacionais e estrangeiros, mas inclui também muitas outras atividades, como palestras, ateliers e debates, abertos ao público em geral, às famílias, às crianças e às escolas.


Cá em casa conhecemos o IndieLisboa através do IndieJúnior, que está inserido dentro do mesmo festival mas é dedicado aos mais pequenos e suas famílias.
Há já alguns anos que seguimos este festival, que hoje comemorou o seu 10.ºaniversário com uma festa bem divertida, apesar de simples, que decorreu no Jardim do Palácio das Galveias a partir das 16h.

Mas a festa começou uma hora mais cedo, no Grande Auditório da Culturgest, com uma sessão especial de cinema para a família, composta por seis curtas metragens simplesmente fabulosas.
Após esta sessão, havia já muita animação no jardim ali ao lado: jogos para os mais pequenos, corridas de triciclos, oferta de balões e algodão doce, música ao vivo com o grupo "They're Heading West", ateliês e uma Bibliocicleta, onde pudemos escolher livros e lê-los em família.
No final, cantámos os parabéns ao IndieJúnior e provámos o original bolo de aniversário, feito pelos alunos da Escola Técnica e Profissional da Moita.

Que bom que é poder participar nestas atividades e perceber como todas elas têm contribuído para o bom nível cultural dos meus filhotes e também para momentos fantásticos de convívio em família!

sábado, 26 de abril de 2014

DESPERDIÇAR COMIDA?

Na reunião de pais da turma do meu Simão, a diretora de turma esteve a apresentar-nos algumas conclusões a que a escola chegou relativamente a diversos fatores paralelos à aprendizagem, como o comportamento e a utilização dos espaços.
Perante as dificuldades verificadas, foram estabelecidas novas metas a atingir e o apelo ao pais surgiu da necessidade de todos contribuirmos para melhorar.

Um dos aspetos mencionados, de longe o que mais me indignou, foi o facto de haver uma grande diferença entre as refeições que são marcadas pelos alunos e as que são, efetivamente, consumidas. Ou seja, o constante e diário desperdício de comida no refeitório escolar.
Os docentes responsáveis por esta área tentaram perceber como estava isto a acontecer e o que realmente se passava, mas não tiveram dificuldade em descobrir que isto acontecia porque MUITOS alunos de escalão A e alguns de escalão B marcam as refeições e não as consomem.
Isto deixou-me triste, mesmo triste e um pouco revoltada.

Vejamos:
Os alunos que têm escalão A e B são os que, supostamente, têm maiores dificuldades económicas. Os pais têm os mais baixos rendimentos mensais e vivem em situações mais precárias, daí que recebam abono de família pela Segurança Social, apoio para os livros e materiais escolares e usufruam de refeições gratuitas. São os únicos que ainda recebem qualquer apoio do Estado nas escolas públicas e cada vez é mais simples tratar das ditas burocracias para o receber... E quando falamos em Estado, não nos podemos esquecer que estamos a falar de todos nós que descontamos ou descontámos... estamos a falar da enorme percentagem do nosso vencimento que fica retido e que cada vez menos percebemos que faz parte do nosso vencimento bruto.

Ou seja, há muitos meninos que, aproveitando que alguém lhes paga o almoço, marcam as refeições e depois se dão ao "luxo" de não as consumir. Terão fome? Não acredito. Se calhar são "pobres" mas demasiado "finos" para ingerir qualquer comida... Mas a ementa está de fácil acesso... Não gostam? Não marquem! Mudaram de ideias e já não querem? Desmarquem! A escola até tem diversas formas de marcar e desmarcar as refeições, acessíveis a todos!!! Qual será o problema? Será desinteresse? Só pode!!
E vai comida fora quando há crianças cujos pais fazem esforços e, por alguns euros a mais no ordenado mensal, já não usufruem destes apoios? Não me parece justo, mas mostra-se representativo do que muitas vezes se vê noutras situações em que tendo "direito" se desrespeita os direitos dos outros.
E não são as crianças quem tem a maioria da culpa. São os pais que, neste caso, podem controlar os movimentos que os filhos fazem com o cartão da escola (com o qual usufruem de todos os serviços) e não se importam que este comportamento se verifique. Se é que não há mesmo quem o incentive!

Não compreendo e podem mesmo achar-me quadrada por causa disto, mas acho que algo tem de ser feito de diferente se os "mais pobres" (e/ou os que ainda se escapam aos descontos!!!) se aproveitam de tudo e nós, "ricos" como eu, continuamos a pagar as faturas e cada vez mais a contar os tostões, porque tudo nos sai dos bolsos...
Imagem retirada da Internet.
Felizmente a escola tomou uma decisão justa e correta: quando tal voltar a acontecer, os pais terão de pagar as refeições que não foram consumidas. Agora quero ver...

Resulte ou não, pelo menos será uma tentativa de diminuir o desperdício de comida, o qual, quanto a mim, e tendo em conta a situação do país e as necessidades tantas vezes sentidas por "outros", é uma afronta à dignidade humana...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

MARATONA LITERÁRIA "VIAGENS (IN)ESPERADAS"


Hoje começa mais uma das maratonas literárias "Viagens (In)esperadas", promovida por 2 blogues amigos, e desta vez também vou participar.
Como estamos em comemorações dos 40 anos da Revolução dos Cravos, esta maratona será dedicada a AUTORES PORTUGUESES e decorrerá entre as 00h00 de amanhã (daqui a pouco) e as 23h59 de domingo, dia 27.

E hoje estive a dar volta às minhas estantes, procurando autores portugueses, para fazer a minha escolha. Confesso que pensei que teria muito menos opções...
Perante as hipóteses possíveis, selecionei esta "pilha" de livros, dos quais irei escolhendo o(s) que vou ler:


Agora é só esperar pela hora marcada e começar com aquele que me parecer melhor, tendo em conta o tempo que terei para as leituras e as sinopses de cada um.

Que me dizem sobre as obras ou os seus autores?

terça-feira, 22 de abril de 2014

"CÁ EM CASA SOMOS..."

A minha filhota está no 3.ºano e é muito dada a letras... adora ler e escrever, tanto quanto brincar com as palavras.
Nas férias da Páscoa, andou a arrumar uns papéis da sua mochila e descobriu um texto que tinha feito na escola no início do 2.º período, em que fala sobre nós cá em casa. Achei delicioso e não resisto a partilhá-lo aqui:

Cá em casa somos...

Cá em casa somos 4 cabeças. Todas elas com simpatia.
Cá em casa somos 80 dedos, 40 grandes e 40 pequenos.
Cá em casa somos 4 bexigas, que quando chegam a casa discutem todas pelo WC.
Cá em casa somos 8 maminhas, 4 delas com sutiã.
Cá em casa somos 4 narizes e 8 narinas. Quando chega o frio, todas espirram.
Cá em casa somos 400 000 fios de cabelo limpinhos e cheirosos.
Cá em casa somos 4 bocas e 4 línguas, todas muito faladoras.
Cá em casa somos 4 pares de pernas e pés, o que faz... 8 sapatos para descalçar ao fim do dia, 8 meias para atirar para um canto.
Matilde Vinagre

segunda-feira, 21 de abril de 2014

ENCOMENDA SHOWROOMPRIVE

Há já algum tempo que estou inscrita no site SHOWROOMPRIVE, uma loja online que vende produtos de marca (casa, roupa e acessórios) a preços muito mais em conta, como se estivesse sempre em saldos ou se tratasse de um outlet.
No entanto, nunca tinha explorado muito as suas potencialidades e descontos, pelo que decidi fazê-lo há uns dias atrás, quando andava à procura em sites online de umas t-shirts para o meu Simão. E a verdade é que fiquei mesmo encantada com o que por lá vi e, ainda mais, com todo o funcionamento da loja.

Assim, não resisti e encomendei duas t-shirts da DIESEL por 32€: uma para o Simão (tamanho XS) e outra para o meu Hugo (o M). O desconto total foi de 88 euros, o que significa que NUNCA compraria blusas desta marca se não fosse desta forma...


Além de serem a 16€ cada uma e da diversidade de modelos e tamanhos ser considerável, consegui ainda não pagar portes de envio, porque a SHOWROOMPRIVE todos os meses disponibiliza alguns vouchers de descontos (disponíveis na internet e que se encontram à distância de uma pesquisa no google) e desta vez consegui que a encomenda fosse enviada sem pagar portes.

Resumindo:
No dia 12 encomendei as t-shirts e paguei por multibanco, após me enviarem a referência para o e-mail. No dia 15 a mesma estava já na empresa transportadora, que me enviou novo e-mail a confirmar. No dia 17 recebi da transportadora um sms a dizer que a encomenda seria entregue entre 24 e 48 horas (dias úteis). E hoje de manhã já estava na minha caixa do correio, em ótimas condições.



Fiquei satisfeita com a qualidade e a eficácia do serviço, já não falando das peças lindas que lá descobri e que, apesar de não estarem ao nível de todos os bolsos, desta forma ficam um pouco mais próximas de mais pessoas, nem que seja para adquirir determinada peça para uma ocasião especial.

http://www.showroomprive.pt/inscription.aspx?p=d04c7b5f-ad46-47cd-85c6-04d6d5c5c898

domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA OU A TERAPIA DA AGULHA

Este ano a Páscoa foi um pouco diferente para mim...
Não sei ao certo o que mexeu comigo, nem porque me senti especialmente nostálgica e melancólica este ano... há na verdade muita coisa a acontecer à minha volta, algumas alterações significativas na vida das pessoas que mais amo, mas cá por casa está (quase) tudo "normal"...
No entanto, no fim de semana a minha casa foi o meu retiro e a costura a minha terapia.

Comecei por arranjar a baínha a dois pares de calças e por remendar a costura de um casaquinho, que estava à espera da minha intervenção há muito tempo... Funcionou como forma de não pensar no que não devo nem quero e, desde então, a agulha e as linhas fizeram-me muita companhia.

No mesmo casaco, resolvi dar um ar de graça e coloquei-lhe uma fita na zona que fica abaixo do peito.



De umas calças de ganga da Matilde, que já lhe estavam curtas, fiz uns mini-calções e, para ficarem diferentes e "modernos", acrescentei-lhe umas rendas de uma antiga almofada. Gostei muito do resultado final e espero vê-los em breve numa das princesinhas da minha vida.


Depois dediquei-me ao croché e aos colares. Comecei com as anilhas das latas de refrigerantes e uns restos de linhas e terminei em flores de fuxico..




O que é certo é que no meio de tantos botões, linhas, agulhas, tecidos e aplicações, acabei por ir ganhando uma paz que, tão misteriosamente, tinha desaparecido ou adormecido, uma calma interior que me fazia falta à alma e que é essencial para recomeçar...
Afinal, a Páscoa é renovação...

sábado, 19 de abril de 2014

BOLO DE CHOCOLATE DA MATILDE

Ontem a minha filhota Matilde fez sozinha um belo bolo de chocolate, usando a nossa amiga Bimby. Só tive de a ajudar com o forno, até porque tenho medo que se queime...
E parece que estava bem delicioso já que, 24 horas depois, tinha este maravilhoso tamanho:


Estando eu em dieta, a cozinheira deu-me licença para não comer nenhuma fatia (e eu portei-me mesmo bem!!), mas os 3 da casa comeram por mim.

A minha princesa usou a receita dos "Quadradinhos de Chocolate" do livro base, mas fez as devidas adaptações, para usar o resto de um pacote de margarida e de outro de farinha de milho. Também usou uma forma diferente, para o bolo ficar redondo.
Segue a receita usada:

BOLO DE CHOCOLATE DA MATILDE

Ingredientes:
250 gr de açúcar
200 gr de margarina
250 gr de farinha de milho
1 tablete de chocolate para culinária (de 200 gr)
5 ovos

Modo de preparação:
Deitou no copo o açúcar, a margarina e os ovos e programou 5 min, Temp. 70º, Vel.4.  
Juntou o chocolate partido aos pedaços e deixou derreter durante uns segundos. Bateu durante 1 min, Vel. 6. Juntou a farinha e voltou a bater à mesma velocidade durante 30 seg.
Untou uma forma redonda com margarina e polvinhou-a com farinha, despejando nela a massa preparada.
O bolo esteve cerca de 30 minutos no forno a 190º.
E voilá!!!!

FILME "NOÉ"

Cheguei há mais de uma hora a casa... fui ao cinema assistir ao filme "Noé".
Os bilhetes apanharam-me um pouco desprevenida (obrigada mano!!), pelo que ia completamente às escuras em relação ao que iria ver... apenas levava na ideia a história biblíca e sabia quem era o ator principal.
Não posso dizer que me desiludiu, porque simplesmente não tinha ilusões... mas também não sei muito bem o que dizer sobre o filme a que assisti.

Desde que cheguei que tenho tentado entender o impacto que este filme tem tido em Portugal e no resto do mundo e só agora me apercebi da quantidade de tinta que tem sido gasta a escrever sobre o mesmo. (Devo andar a dormir!)
A esmagadora maioria dos comentários que li são, de facto, críticas negativas. Países que proibiram a exibição do filme, fortes críticas das religiões (inclusivamente vinda do Vaticano), desméritos sobre a realização, os atores, os efeitos especiais e, até, sobre a banda sonora. Poucos elogios, muito desagrado. Muitos blogs e páginas apontando os 7 erros, as 7 razões para não se ver ou as 7 diferenças... ou não fosse o número 7, por si só, um apontamento bíblico.

Na verdade, eu não consigo dizer muito acerca do filme, porque nem me encantou, nem me desagradou totalmente. Acho que lhe fiquei um pouco indiferente e, para quem me conhece, isto talvez já queira dizer muita coisa.

Concordo quando se diz que o filme deveria ser mais fiel à história bíblica e que o Noé deveria ser retratado como um profeta próximo de Deus. A expressão "Criador" usada não me incomoda nada, mas sinto que falta realmente uma maior aproximação à Biblia na maior parte do filme.
Gostaria de ter sentido mais vezes o Noé como um homem bondoso, justo e sensível, o que muitas vezes não aconteceu, tornando a sua personagem pouco carismática.
Quando saí do cinema, tive mesmo vontade de voltar a ler o Livro dos Génesis, para recordar melhor a história... e talvez esta tenha sido mesmo a maior vantagem do filme: levar as pessoas a (re)ler a Bíblia.

No entanto, não fiquei escandalizada por Darren Aronofsky ter dado a volta à história ao seu gosto e também não me parece essencial que a sua versão agrade a todos os católicos... Acho que o realizardor não pretendia catolizar, mas sim ganhar dinheiro com uma produção cinematográfica. Penso é que poderia ter sido dado outro título ao filme, que mostrasse logo que é uma adaptação "especial", uma visão alternativa da história que (quase) todos conhecemos desde miúdos.

Contrariamente ao que li em (muitas) críticas, gostei do elenco, achei as interpretações muito boas e gostei da cenografia e da sonorização. Acho que tem momentos cinematográficos muito bem conseguidos, com impacto e beleza. Gostei em especial de ver as atrizes Jennifer Connelly (mulher de Noé) e Emma Watson (Ila, mulher de um dos filhos), mas penso que os outros atores principais também estiveram bem dentro do papel que lhes coube no filme.

Resumindo, acho que não será um filme a recomendar, nem a desaconselhar.
É mais um que fica àquem da obra que esteve na sua origem.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PARCERIAS

Quando comecei este blogue em abril de 2012 não tinha nenhuma ambição para além da de ter um espaço onde escrever o que me ocupa a alma e registar alguns momentos das minhas diferentes faces, à medida que todas elas crescem e progridem...

Hoje não vou dizer que tenho muito mais ambições, mas já consegui atingir objetivos que não sonhava serem possíveis, como participar em desafios, organizar eventos de solidariedade ou fazer passatempos.

Também já ajudei a divulgar algumas páginas de pessoas em quem acredito ou autores que tenho conhecido, mas sempre sem objetivos comerciais... não escrevo mentiras, não exagero elogios, não falo do que não gosto (a não ser que seja para dizer isso mesmo), não troco favores... registo aquilo em que acredito e mimo os meus seguidores.

Neste momento estou já mais recetiva a parcerias, até porque já pedi algumas para passatempos, desde que as mesmas me permitam manter os objetivos desta página e respeitar os meus ideais.
Por isso, resolvi deixar mais visível o meu email da página (na barra lateral, à direita), na esperança de continuar a ter o prazer de me cruzar e de conhecer pessoas fantásticas e os seus projetos, como já tem acontecido e não haver motivos para tal não acontecer.

Se querem uma ajudinha na divulgação da vossa página, se querem mais um cantinho onde mostrar o que fazem, se precisam de ajuda em algum evento de solidariedade, se me consideram capaz de experimentar algo que é vosso ou se, simplesmente, querem deixar uma ideia sobre o blogue (construtiva e não anónima, pois claro!!) não hesitem!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

"VIAGEM À TERRA DA FANTASIA"

Na minha mesa de cabeceira nunca está apenas um livro.
Para além do de pensamentos de Paulo Coelho, onde escrevo alguns desabafos meus, geralmente tenho também um ou dois livros que estou a ler e mais outros dos filhotes ou que costumo ler para eles.
E desde o início do mês que, nesta categoria, estava por lá o livro "Viagem à Terra da Fantasia", escrito por Maria da Gracia da Luz Sardinha Francisco e que comprei diretamente às suas filhas (através do blog "A leitura é um oásis"), com direito a autógrafo e dedicatória.

Para além dos maravilhosos contos que preenchem as suas páginas, posso dizer que este livro traz com ele uma história... não um conto de fadas, mas uma história de amor bem real.

A sua autora, Maria da Gracia, adorava escrever e tinha há algum tempo a intenção de publicar os seus contos, mas a doença "pregou-lhe uma rasteira" e, em 2009, levou-a para outro local onde as estrelas brilham. E os contos ficaram sozinhos na gaveta durante dois anos, mas nunca esquecidos: nem eles, nem o sonho daquela mulher guerreira...

Por isso, em 2011 as suas filhas decidiram dar asas a este sonho e publicar, a custo zero, os contos da mãe, conseguindo-o em 2012 pela Chiado Editora.
E não só o concretizaram, como nele participaram e acompanharam toda a publicação. Assim, Vanda Sardinha, a mais nova, fez as ilustrações, ficando as suas irmãs Ana Raquel Sardinha e Onélia Sardinha encarregues de rever o texto, sempre com o "propósito de manter a escrita da autora e alguns regionalismos característicos da Ilha da Madeira".
E é desta linda forma que nasce esta obra de contos mágicos, que é mais do que uma homenagem à sua autora, deixando-nos esta mensagem:

"O AMOR É TRANSPONÍVEL À MORTE E OS SONHOS, OUTRORA IMPOSSÍVEIS, HOJE CONCRETIZARAM-SE"

Em relação ao que encontrei neste livro, posso dizer que adorei lê-lo para os meus filhos.
Todos os contos são mágicos e, ao mesmo tempo, divertidos, apresentando-nos personagens diferentes do comum e com características únicas e encantadoras. São contos de fadas com bruxas invulgares, reis com desejos irreverentes e viagens cheias de surpresas.
Sinceramente não sei se a autora tinha intuito de divertir o leitor, mas nós envolvemo-nos de uma forma bem animada em todos os contos, ficando sempre a sonhar, mas não de uma forma nostálgica... o sonho e o sorriso ficaram aliados e o mundo ganhou outra cor. 
A escrita de Maria da Gracia é cativante e envolvida com as tais marcas regionais tornou os contos fascinantes e memoráveis.
Foi sempre tão bom partilhar com os meus filhos aqueles contos ao final do dia!

Os meus póstumos parabéns à autora e um "muito obrigada" às filhas por terem partilhado connosco este sonho... Que prova de amor maravilhosa!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

FITNESS AO AR LIVRE

No domingo de manhã participei pela primeira vez numa aula de "Fitness mix" ao ar livre e ADOREI.
Foi na Moita, na Avenida Marginal, junto ao rio, numa iniciativa do Grupo Desportivo da Câmara Municipal e posso dizer que foi uma hora muito bem passada.
Levei a filhota, a minha mãe, a minha irmã e os meus sobrinhos (que assistiram apenas) e todos nos divertimos muito a fazer ginástica ao som de músicas de diversos estilos e com passos diversificados, orientados por um professor muito divertido e com uma energia contagiante (prof. Paulo Martins Esparteiro).
Gostei tanto que, daqui para a frente, vou procurar outras atividades destas pelos concelhos límítrofes.

https://www.facebook.com/gdctcmmoita.gdctcmm?fref=photo

ORGULHO NUMA SOBRINHA CANTORA

Há muitas características na minha família que me deixam orgulhosa e uma delas é, sem dúvida, que estamos sempre juntos na "saúde e na doena", na "pobreza e na riqueza", "nos bons e maus momentos"... e é essa característica que nos mantém unidos (juntamente com o amor, claro!), mesmo quando temos as nossas diferenças, desacordos ou zangas.
E no sábado lá estivemos de novo juntos a apoiar um dos momentos que marcam a vida de um de nós: desta vez da minha pequena sobrinha de 7 anos, a Madalena, que adora cantar e faz parte do "Coral Infantil de Setúbal" (com grande orgulho nosso).

Desta vez o concerto foi no Salão Nobre dos Paços do Concelho, comemorando o aniversário do grande e famoso poeta Sebastião da Gama, nosso conterrâneo...
E coral esteve fantástico, sob direção do maestro Nuno Batalha, e a minha sobrinha esteve muito bem, com a sua voz de rouxinol encantador...

Foto de Rui Pinto

 Adorei vê-la e ouvi-la. Acho mesmo que a miúda tem futuro nas cantigas.
E aquele orgulho de "aquela é a minha sobrinha" fica a gritar bem alto cá dentro, ao mesmo tempo que os olhos brilham.
E ficam as fotos e os pequenos vídeos para mais tarde recordar...
Foto de Ruben Rodrigues

domingo, 13 de abril de 2014

PRATOS DOS MEUS

Venho aqui deixar alguns dos meus "pratos" dos últimos dias. Não são nada de especial ou de gourmet, mas são alternativas e cairam-me MUITO BEM na barriguita!!!

Favas (a gosto)
1 queijo (seco) de ovelha e cabra
2 ovos

Cozi as favas na varoma (ao vapor). Quando estavam quase prontas, cobri com elas o fundo da varoma e parti dois ovos em cima delas (tipo escalfados), os quais cozeram também ao vapor.
Quando estava tudo cozido, coloquei numa taça (ou prato fundo) e coloquei por cima o queijo cortado aos cubos. Estava bom!!!







1 dose de esparregado (pré-confecionado)
1 manga
1 tomate
queijo ralado (usei da ilha)
feijão-verde cozido (usei de lata)

Preparei a dosse individual de esparregado (a caixa traz 4). Retirei as "pontas" do tomate e cortei-o ao meio. Grelhei-o na chapa e, quando estava ao meu gosto, coloquei no centro prato e pus queijo ralado por cima, para derreter. Juntei ao tomate o esparregado, o feijão-verde e a manga cortada aos pedaços. E voilá!!!


rúcula
3 morangos
1 requeijão (experimentei um de vaca que comprei no Aldi)
1 tomate
azeite e oregãos (para temperar)

Coloquei a rúcula a cobrir o fundo do prato e temperei-a com um fio de azeite e oregãos. Cortei os morangos em pedaços pequenos e misturei-os com a rúcula. Juntei esta mistura em metade do prato e, na outra, coloquei o requeijão e o tomate cortado aos pedaços. Simples, mas muito saboroso!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

AS "NOTAS" DOS FILHOS: RECOMPENSA DOS PAIS?

Hoje estive todo o dia em formação numa escola de 2.º e 3.º ciclos e, à entrada, assisti a um episódio curioso que me deixou a pensar e me trouxe à memória outro, um pouco contrário, que vivenciei no início de janeiro.

Estavam uma mãe e um filho a ver a pauta das notas (avaliação de 2.º período) e, ao longe, pareceu-me que estava zangada. Após tirar o dedo do vidro da janela onde estavam coladas as tabelas das turmas, dirigiu-se ao filho, que devia ter mais ou menos a idade do meu, e disse-lhe qualquer coisa num tom mais alto (do qual só ouvi "malvado"), começando a correr atrás dele.
Confesso que fiquei um pouco curiosa e, como estava a aproximar-se, fiquei atenta.
Ele ria às gargalhadas, ela voltava a consultar a pauta e chamava uma auxiliar (atuais "assistentes operacionais"), dizendo-lhe:
- Veja lá, vejá lá... as notas do meu malvado!!!
E ele ria... pensei que de nervoso ou de gozo, mas era apenas felicidade.
A mãe voltou a ir atrás dele, abraçou-o muito e beijou-o e, numa frase simples e sincera, revelou-me tudo: o filho não tinha negativas e tinha conseguido um 4 a português, inglês e ciências. Ela estava tão contente!!! Ele estava eufórico. E eu sorri para fora e ri muito de felicidade por dentro pela alegria dos dois, pois notava-se pelas conversas e gestos que tinha sido o resultado de um bom esforço e empenho.

Lembrei-me, então, da reunião de pais do meu filhote, onde recebemos as notas de 1.º período, as quais já conhecíamos da tal pauta.

A diretora de turma, muito simpática, compreensiva e acessível, fez a avaliação global da turma, dizendo que eram alunos muito interessados, inteligentes, participativos, com muitas capacidades... mas (reverso da medalha) também eram muito conversadores e com alguma dificuldade em manter o silêncio, apesar de educados, pelo que os professores queriam a ajuda dos pais para melhorar este aspeto, uma vez que acaba por prejudicar o rendimento global e o decorrer das aulas.
Eu enfiei a carapuça... ou não tivesse sido esse sempre o (único) problema do meu filhote já no 1ºciclo. Pensei logo no que teria de conversar com ele... depois centrei-me no registo de avaliação e tentei perceber o que se tinha passado para um aluno de excelência a matemática como ele sempre foi ter descido para um 3 e estar com aversão à disciplina, quis perguntar à professora como ele era nas aulas para ver se me estava a "esconder" qualquer coisa e pensei em ficar para o fim (se bem que o + junto ao 3 me deu logo umas dicas), mas nem sabia eu da conversa que ia surgir dos outros pais...
Um pai e uma mãe de um colega do meu Simão iam completamente artilhados de documentação para tentar entender a nota do filho. No início não achei muito estranho, afinal também queria perceber "aquela" nota do meu, mas depois percebi como sou branda nestas questões. Os ditos estavam preocupados com um 4 que deveria ter sido um 5 (no 1ºperíodo), pois "eles" estudavam muito com o filho, "eles" iam buscar fichas à internet e "obrigavam" o filho a fazer, "eles" acompanhavam o filho diariamente através do caderno diário, "eles" sabiam que o filho merecia o 5. E continuavam: segundo os critérios de avaliação, a professora deveria ter dado X% (não me perguntem qual!!) às fichas, X%  às competências, X% a mais não sei o quê e "eles" fizeram a conta e não batia certo.
A professora (diretora de turma e não a lecionar a referida disciplina), dizia que não sabia explicar, mas que a professora tinha respeitado os critérios... Mas isso não bastou.
- "A professora, como diretora de turma, verificou se os critérios foram bem aplicados? É que "nós" não achamos bem esta nota (o tal 4) e queremos que a professora seja confrontada."
E lá estivemos a verificar os critérios de avaliação (que, segundo os tais pais, a professora, com medo, tinha retirado da internet) e os pais não se conformaram...
E acho que, no fim, o filho ficou em sarilhos... e a professora também!

Resumindo, eu pergunto:
- as notas são dos/para os filhos ou dos/para os pais?
- os professores têm de avaliar os alunos apenas com números, numa percentagem tão bem feita que, no final dos períodos, possam ter de defender-se como em tribunal?
- porque estão os pais a exigir tanto dos filhos, levando-os a entrar numa competição que acaba por parecer mais deles próprios?
- quando é que as "notas" passaram a ser mais importantes do que o "interesse", o "gosto", a "motivação", a "evolução", a "valorização" ou o "prémio"?

Eu sou professora e já aqui referi o que penso da avaliação, os meus filhos são crianças inteligentes e com muitas capacidades, mas nas quais reconheço as falhas, acompanho a escola dos dois de forma diferente (porque são diferentes também) mas igualmente diariamente, entrei na escola aos 6 anos e há 30 que de lá não saio e porque é que tudo isto me espanta?
Sim, o meu também passou de "mais de 90%" a tudo para uma diversidade maior de notas (e aquela "aversão" à matemática)... e claro que quero o melhor para os meus filhos... e claro que tenho sonhos... e sou exigente porque sei o que sabem e dou importância aos TPC's, aos estudos e aos trabalhos de grupo/individuais, tal como ao comportamento... e fico feliz quando têm boas notas... mas o que mais me ocupa é que sejam FELIZES e a escola é só uma parte das suas vidas... e não a mais importante... também fico feliz quando fazem amigos novos ou conseguiram lidar com uma zanga ou uma desilusão... mas é a vida "deles" e não "a minha".
Há claramente uma diferença entre os nossos sonhos e projetos e os dos nossos filhos, porque eles são outras pessoas que não nós... podemos ter expetativas, desejos, incentivá-los, apoiar... mas não os podemos encarregar de concertizar os "nossos" sonhos...

Hoje fiquei francamente feliz por haver quem fique tão contente assim com um 4 nos dias de hoje... quem festeje, quem grite e exiba a pauta mesmo que o resto sejam 3...
Não sei a história daquela criança, nem tão pouco a do tal colega do meu filho, mas sei que há muitos e muitos pais que encaram a escola de forma errada e, seja por excesso, seja por defeito, acabam por ser adversários dos professores em vez de parceiros.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"SE ME PUDESSES VER AGORA"

Ontem não adormeci enquanto não terminei a leitura do livro "Se me pudesses ver agora", de Cecelia Ahern...
Estava ansiosa por terminá-lo. Não por não estar a gostar e querer partir para outro, mas precisamente porque estava tão envolvida na história que seria incapaz de deixar algumas páginas para "amanhã".

Este livro conta-nos a história de vida de Elisabeth, uma mulher de 34 anos que vive de forma muito rotineira e organizada, porque sente que só assim consegue assumir todas as suas responsabilidade: manter o seu negócio de designer de interiores, criar sozinha o seu sobrinho de 6 anos, resolver os problemas da sua irmã alcoólica (mãe do sobrinho), apoiar o pai, que há mais de 20 espera o regresso da mãe das suas filhas, que abandonou os 3...
Na verdade, Elisabeth não tem uma vida própria, nem é feliz, até que Ivan entra no seu quotidiano. Ele é um amigo imaginário, aproximadamente da idade de Elisabeth, que começa por ajudar o sobrinho, mas cedo percebe que a sua missão é ajudar a tia.
E, ao contrário do que normalmente acontece com os adultos, Elisabeth consegue ver Ivan e com ele estabelecer uma relação única que vai mudar para sempre a vida da protagonista e de todos os que com ela se relacionam diretamente.

Tal como tinha acontecido já com "P.S. - Eu amo-te", da mesma autora, simplesmente adorei a história.
É uma história de amor, sem entrar em lamechices, mas com tudo o que há de mais poético e simples na relação entre duas pessoas que se amam. É uma história diferente mas, no entanto, fácil de imaginar (visualizando na nossa mente) pois está contada de forma excecional, carregada de estímulos aos nossos sentidos, capaz de nos levar para dentro do cenário e ficar a desejar conhecer de perto as personagens principais. É a história de um amor impossível mas que abre portas para uma vida feliz e caminho para outros amores e sonhos.
Para além de um enredo envolvente, a forma como a história se encontra organizada permite-nos percecionar os dois lados deste amor, que nos é contado alternadamente por um narrador externo e pelo próprio "amigo imaginário".
Eu gostei bastante de o ler e recomendo sinceramente a sua leitura.
Quem está por perto e quer deixar-se encantar também, pode pedir que eu empresto!!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CASAMENTO, SÍMBOLOS E SINAIS

Ontem, durante a minha caminhada solitária de uma hora e onze kms, metade da qual feita a assistir ao pôr-do-sol, dei comigo a pensar na importância do casamento e dos seus símbolos e sinais.
Percebi que sou hoje uma "esposa" bem diferente do que fui há anos atrás, apesar do marido ser o mesmo (ou talvez por isso mesmo)... já lá vão quase 13 anos.
Antes acreditava que a chama do amor se mantinha acesa quando o casal conseguia alguns momentos de romantismo a sós, quando se partilhavam elogios (se publicamente, melhor), se os símbolos do casamento fossem respeitados pelos dois e os objetivos fossem comuns.
Hoje, tenho uma visão mais realista do que é amar a mesma pessoa há mais de 17 anos e estar com ela (bem) casada há mais de uma década.
Apercebi-me disto quando deixei de dar importância ao anel que não tenho no dedo: a aliança. Aumentei-a quando fui mãe, perdi-a, comprei outra e voltei a perder... qual a mudança no que sinto e na relação que tenho com o homem que escolhi para partilhar a vida? Nenhuma. Não era aquele anel que nos prendia um ao outro, nem o papel assinado na igreja e no registo, mas o amor verdadeiro que sentimos um pelo outro. Ele também já não usa... não lhe serve.
Não me sinto menos casada nem mais livre desde que nos meus dedos apenas surgem (às vezes) aneis de enfeite, que escolho de acordo com a vontade e a roupa que tenho vestida.
Também percebi como era muito mais ciumenta e possessiva nos primeiros anos... e como toda a pressão que colocava em sermos um casal "perfeito" acabou por contribuir para algumas das crises que já passámos. (Sim, porque um casamento feliz, NÃO é um mar de rosas!)
Esperei durante anos que o meu marido me fizesse feliz e conseguir dar-lhe felicidade. Hoje sei que o amor não é isso: o amor é procurarmos a nossa felicidade e respeitar o caminho que leva o outro a ser feliz também. É darmos os nossos passos, ao nosso ritmo, caindo algumas vezes e levantando os braços de sucesso noutras, tendo aquela pessoa (tão especial) apoiando e sorrindo. É sentir alegria quando o outro se encontra e se realiza. É, por vezes, os caminhos da felicidade se cruzarem e neles permanecermos o tempo suficiente para aproveitar a situação. É esperar num dos cruzamentos entre caminhos, porque sabemos o outro lá vai passar também...
O amor não precisa de símbolos. Não precisa de velas acesas ou de mensagens partilhadas para todos verem. O amor alimenta-se de respeito, de amizade, de projetos, de vivências e convivências, de confiança, de crescimento, de tolerância, de esperas e avanços, de abraços apertados nuns dias e marmelada da boa noutros. O amor não precisa de festas e de serenatas, mas de colo num momento de choro, de olhares de incentivo, de espaço para os dois seres continuarem a ser dois, ainda que em aguns momentos pareçam só um. O amor é aceitar os defeitos (mesmo que nos irritem às vezes ou os tenhamos de ignorar noutras), saciar-se com as qualidades e viver em crescimento constante.
Eu não amo hoje o homem com quem casei. Amo o homem com quem estou casada. Por acaso, são o mesmo ser, com características já diferentes... E acho que ele pensa o mesmo.

P.S. No entanto, são bem-vindas as surpresas, os jantares românticos e as saídas a dois! UI UI!!!