sábado, 6 de dezembro de 2014

"O MEU NOME É..."

Simplesmente adorei o último livro que me tem acompanhado: "O meu nome é...", de Alastair Campell, que me foi gentilmente oferecido pela Editorial Bizâncio.

Este livro conta-nos a história de Hannah, uma jovem londrina de 17 anos dependente do consumo de álcool, e da forma como esta dependência destrói a sua vida e a sua relação com as pessoas que a rodeiam.
E não é da forma mais habitual que ficamos a conhecer esta jovem e o seu problema, mas através do testemunho de pessoas que com ela se foram relacionando, que nos contam episódios da sua vida e nos apresentam a sua personalidade focando diferentes aspetos.
Todos os que surgem a falar sobre Hannah tiveram um contacto direto com ela, desde os familiares (pai, mãe, irmã, tio, tia, primos...) até a amigos e funcionários dos locais por onde passou (professores, policias, juizes...), e não lhe ficaram indiferentes, deixando a sua vida ser tocada de uma forma ou de outra.

Gostei de tudo neste livro.
A estrutura é muito original e está organizada de forma tão coerente e coesa que quase não nos apercebemos de que vamos aprofundando os conhecimentos sobre a jovem e a sua história, deixando-nos também tocar por eles e percebendo o papel de cada nova relação no desenvolvimento dos restantes acontecimentos.
Apesar de ser uma história tão real nos nossos dias e sociedade, está contada de uma forma tão interessante que se mostra, ao mesmo tempo, comovente e revoltante, cruel e ternurenta, crítica e esperançosa, suscitando diversos sentimentos e levando-nos a questionar a forma como nos relacionamos com os outros.
As personagens são muito diversificadas e parece que têm mesmo vida própria, a qual transparece na forma de testemunhar e na relação com Hannah.
Gostei especialmente de algumas, talvez por me identificar em alguns aspetos, como é o caso de Chrissie (a babysitter), de June (a professora), de Amanda (a mãe da melhor amiga) ou de Judith (a polícia).
Hannah é uma personagem principal marcante, que tão depressa apetece esbofetear como abraçar, que me fez chorar e rir sem nada dizer, que fui conhecendo e quase acreditando que existia.

Uma salva de palmas para Alastair Campbell por este livro tão envolvente e fascinante!

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