sábado, 11 de outubro de 2014

"UM PAI MUITO ESPECIAL"

Na quinta-feira à noite terminei a leitura do livro "Um pai muito especial", de Jacquelyn Mitchard.

Este livro conta a história da adoção de uma criança de pouco mais de um ano, disputada entre os dois
lados da família, após a morte dos seus pais.
Logo no início da obra, Georgia e Ray são encontrados mortos, para grande tristeza e dor das suas famílias, deixando Keefer, a sua filhota bebé, entregue aos avós maternos.
É com eles que fica durante os primeiros tempos, enquanto as famílias recuperam do choque.
Após esta primeira fase, Keefer passa a ser desejada por ambos os casais de avós, que pedem a sua tutela e planeiam como fazê-la ficar a viver para sempre perto deles, um pouco para minimizar a dor de perderem os seus filhos.
Os dois lados têm a sua preferência sobre quem deve adotar a bebé: Délia e Craig, um casal de primos de Ray, ou Gordon, irmão solteiro de Georgia, com quem Keefer conviveu desde que nasceu.
Esta escolha vai ficar a cargo dos tribunais e vários obstáculos e novidades irão surgindo para influenciar a decisão dos juizes, adiando-a e criando atritos entre os dois lados da família que, entretanto, vão partilhando intercaladamente a companhia da bebé.

Gostei de ler este livro, apesar de não ter sido o meu preferido da autora (destaco "Profundo como o mar").

Gostei da história, que nos conta principalmente os acontecimentos "atuais" dos processos de tutela e de adoção, mas que também vai incluíndo memórias de várias fases da vida das principais personagens, enquadrando determinadas atitudes e acontecimentos.

Gostei da simplicidade e autenticidades das personagens, que podiam existir bem ao nosso lado, que vivem vidas reais, com problemas, dilemas, alegrias, dores, vivências, personalidades e rotinas que são comuns na vida atual.

Gostei de ver questionada e refletida a questão da adoção, explorando as diferenças e semelhanças entre ter/ser irmãos de sangue ou irmãos adotados.

Gostei muito de encontrar, no mesmo livro, um romance e um enredo de tribunais, pois não tenho lido muitas obras que sejam um bom encontro entre estes dois géneros literários.

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