terça-feira, 16 de setembro de 2014

"UM CASAMENTO FELIZ" (ATUALIZADO)

Foi já há alguns dias que terminei a leitura do livro "Um casamento feliz", de Andrew Klavan, que já deve
estar a chegar à sua nova dona, mas ainda não tinha vindo aqui deixar a minha (humilde) opinião sobre ele.

No início pensei que se tratasse de um simples romance, mas cedo percebi que a história é muito diversificada, quase sendo um diário, um policial, um thriller psicológico e um romance num só livro. (E não muito grande!)

"Um casamento feliz" é o que tem a personagem principal, Cat Bradley, um psiquiatra famoso na sua localidade, com Marie, uma mulher devota e dedicada, que faz de tudo para agradar ao marido e para acompanhar de perto os 3 filhos do casal.
Mas, apesar de sempre ter sido assim e de não haver sinais de mudanças, a verdade é que quando o perturbado jovem Peter Blue começa a ser acompanhado por Cat e a contar-lhe os seus sonhos e memórias, tudo começa a deixar dúvidas na cabeça do médico, que coloca em causa o que sabe sobre Marie e sobre o seu casamento.

Gostei muito deste livro, que se lê bem e com entusiasmo.

O enredo é muito cativante e, talvez por ter diversos estilos misturados, acaba por nos deixar sempre na expetativa e de nos surpreender com as revelações que vão surgindo. Sim, porque há sempre novos dados que vão aparecendo encadeados e que nos deixam a duvidar de algumas personagens, fazendo-nos mudar de opinião sobre outras e imaginando diferentes rumos e finais.

Gostei também muito da escrita de Andrew Klavan.
Foi a primeira obra que li deste escritor e só posso dizer que fiquei curiosa em relação à sua bibliografia, que inclui livros para adultos, literatura juvenil e diversas adaptações ao cinema. Pena que muitas das obras não estejam traduzidas em Portugal.

OPINIÃO DE UMA SEGUIDORA (que ganhou o meu livro num passatempo do facebook)

Geralmente os livros que se passam em famílias com filhos e histórias para contar, em que o narrador é participante, a meu ver, costumam ser narrados por uma mulher. Esta história é narrada por um homem, o marido da família, o que torna tudo diferente. Temos outra perspetiva, mais crua (as narradoras tendem a ter mais floreados, pelo menos os livros que já li).
O autor criou um enredo simples mas que conseguiu prender-me à leitura, pois desejava saber o que se ia passar a seguir, apesar de por vezes ser possível prever, mas ainda assim a incerteza quase que obriga a continuar a leitura.
Gostei do livro, não é dos meus preferidos mas é uma leitura fácil, meio intrigante e que entretém.

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