terça-feira, 23 de setembro de 2014

"EU SOU A LENDA"

Há muito tempo que não ficava com a sensação de ter gostado mais de um filme do que do livro que esteve na sua origem. Foi o que me aconteceu ao ler "Eu sou a lenda", de Richard Matheson.
Vi o filme no cinema em 2008 e gostei bastante, por isso não hesitei quando descobri o livro na Winkingbooks.

Este livro conta a história de Robert Neville, um virulogista que é o único sobrevivente de uma epidemia causada por um virus ou bactéria que matou milhares de habitantes de Manhattan e deixou outros tantos condenados a uma vida vampiresca ou de mortos-vivos.
Neville está sozinho em casa e procura uma cura para esta epidemia, tendo de se manter a salvo de um bando de vampiros que tenta atacá-lo, liderado pelo seu ex-melhor amigo.
Começa por descobrir os pontos fracos desta espécie, para depois os usar para os matar e vai investindo na pesquisa científica com amostras que recolhe.
Todo o livro mostra os confrontos diretos entre Neville e os "vampiros", bem como algumas surpresas que vão aparecendo e os avanços destas relações.

Gostei do livro, dentro do género "ficção científica", que não é, por si só, o meu favorito.
Tendo sido escrito em 1954, prevendo o futuro no ano 2012, parece-me que está muito bem conseguido e tem um enredo bem organizado e coerente, sem grande espetacularidade, mas com coerência e uma linguagem cativante.
No entanto, confesso que fiquei um pouco desiludida com a obra, apesar de ter gostado e de a ter lido com facilidade.
Talvez isto se deva ao facto de ter gostado muito da adaptação de Francis Lawrence (com Will Smith no principal papel) ou por tê-lo visto primeiro, mas acho que este trabalho cinematográfico favoreceu muito a história do livro.
No entanto, acho que houve alguns detalhes que deviam ter sido mantidos de acordo com a história original, pois não fizeram assim tanta diferença no filme e podiam respeitar melhor o livro, o que nem sempre aconteceu. Podiam, por exemplo, ter sido fiéis à descrição da personagem principal: um homem alto e forte, de pele clara e olhos azuis. Propunha o Brad Pitt ou o Leonardo Di Caprio para o principal papel.

Para poder comparar melhor os dois, já planeei rever o filme este fim de semana, enquanto mantenho bem fresco na minha memória todo o livro.

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