sábado, 19 de abril de 2014

FILME "NOÉ"

Cheguei há mais de uma hora a casa... fui ao cinema assistir ao filme "Noé".
Os bilhetes apanharam-me um pouco desprevenida (obrigada mano!!), pelo que ia completamente às escuras em relação ao que iria ver... apenas levava na ideia a história biblíca e sabia quem era o ator principal.
Não posso dizer que me desiludiu, porque simplesmente não tinha ilusões... mas também não sei muito bem o que dizer sobre o filme a que assisti.

Desde que cheguei que tenho tentado entender o impacto que este filme tem tido em Portugal e no resto do mundo e só agora me apercebi da quantidade de tinta que tem sido gasta a escrever sobre o mesmo. (Devo andar a dormir!)
A esmagadora maioria dos comentários que li são, de facto, críticas negativas. Países que proibiram a exibição do filme, fortes críticas das religiões (inclusivamente vinda do Vaticano), desméritos sobre a realização, os atores, os efeitos especiais e, até, sobre a banda sonora. Poucos elogios, muito desagrado. Muitos blogs e páginas apontando os 7 erros, as 7 razões para não se ver ou as 7 diferenças... ou não fosse o número 7, por si só, um apontamento bíblico.

Na verdade, eu não consigo dizer muito acerca do filme, porque nem me encantou, nem me desagradou totalmente. Acho que lhe fiquei um pouco indiferente e, para quem me conhece, isto talvez já queira dizer muita coisa.

Concordo quando se diz que o filme deveria ser mais fiel à história bíblica e que o Noé deveria ser retratado como um profeta próximo de Deus. A expressão "Criador" usada não me incomoda nada, mas sinto que falta realmente uma maior aproximação à Biblia na maior parte do filme.
Gostaria de ter sentido mais vezes o Noé como um homem bondoso, justo e sensível, o que muitas vezes não aconteceu, tornando a sua personagem pouco carismática.
Quando saí do cinema, tive mesmo vontade de voltar a ler o Livro dos Génesis, para recordar melhor a história... e talvez esta tenha sido mesmo a maior vantagem do filme: levar as pessoas a (re)ler a Bíblia.

No entanto, não fiquei escandalizada por Darren Aronofsky ter dado a volta à história ao seu gosto e também não me parece essencial que a sua versão agrade a todos os católicos... Acho que o realizardor não pretendia catolizar, mas sim ganhar dinheiro com uma produção cinematográfica. Penso é que poderia ter sido dado outro título ao filme, que mostrasse logo que é uma adaptação "especial", uma visão alternativa da história que (quase) todos conhecemos desde miúdos.

Contrariamente ao que li em (muitas) críticas, gostei do elenco, achei as interpretações muito boas e gostei da cenografia e da sonorização. Acho que tem momentos cinematográficos muito bem conseguidos, com impacto e beleza. Gostei em especial de ver as atrizes Jennifer Connelly (mulher de Noé) e Emma Watson (Ila, mulher de um dos filhos), mas penso que os outros atores principais também estiveram bem dentro do papel que lhes coube no filme.

Resumindo, acho que não será um filme a recomendar, nem a desaconselhar.
É mais um que fica àquem da obra que esteve na sua origem.

1 comentário :

  1. Estou indecisa em ir ver:))!
    Hoje passo especialmente para desejar Páscoa feliz de paz, amor e renovação!
    Bjs
    Maria

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