domingo, 16 de fevereiro de 2014

PROJETO ADAMASTOR E "OS CANIBAIS"

http://projectoadamastor.org/ 

Foi através de uma amiga da internet, que conheci na última maratona literária de 2013, que conheci o Projeto Adamastor, que está quase a comemorar o primeiro aniversário.

Este projeto, especialmente dedicado a todos os que, como eu, gostam muito de ler, "(...) tem como principal objectivo atenuar essa escassez através da criação de uma biblioteca digital de obras literárias em domínio público, obras essas que serão disponibilizadas de forma gratuita e em formato EPUB, sem qualquer tipo de restrição."

Ou seja, através deste projeto todos podemos ter acesso a obras da nossa literatura clássica, de forma gratuita, fazendo o download da mesma, que é colocada online graças ao projeto (através do seu impulsionador e dos colaboradores).

E eu acabei de me estrear como colaboradora do projeto, ajudando na revisão de um conto de Álvaro do Carvalhar: "Os Canibais".
Este conto está em fase de revisão e de elaboração da capa, devendo estar disponível online no site do projeto no final do mês.

"Os Canibais" conta-nos a história de um trio amoroso da burguesia do século XIX, pelas palavras de um narrador não participante, mas opinioso, que nos apresenta todo o enredo, desde os primeiros olhares às últimas fatalidades.
 
Escrito de forma extremamente rica em vocabulário e alegorias, confesso que me custou a começar a entender a história, a qual foi escrita há quase 150 anos, mas acabei por gostar imenso e por ficar curiosa em relação à biografia e bibliografia de Álvaro do Carvalhal. Nunca tinha ouvido falar deste escritor, mas fiz uma pesquisa na internet e descobri que:


"Nasceu a 3 de fevereiro de 1844, em Argeriz, Trás-os-Montes, e faleceu a 14 de março de 1868, em Coimbra. Fez os estudos de Humanidades em Braga, onde começou a publicar poemas e prosas nos periódicos locais e inicia a composição dos seus primeiros "romances", designação que sempre utilizará para falar dos seus contos. Matriculou-se em Coimbra, frequentando o curso de Direito ao mesmo tempo que os homens que viriam a formar a chamada Geração de 70. Conviveu, sobretudo, com José Simões Dias, seu grande amigo, João Penha e o grupo ligado à revista A Folha. Interviu na Questão Coimbrã com um artigo, "Suicídio - vem a pelo o Poema da Mocidade e o seu autor", onde ataca Pinheiro Chagas. Em Coimbra, foi-lhe comunicada a doença grave de que sofria, um aneurisma. Angustiado e ciente do pouco tempo de vida que lhe restava, apressou-se a organizar a edição dos seus contos, que no entanto não conseguiu rever por completo, e foi postumamente apresentada por José Simões Dias. Morreu com 24 anos, enquanto frequentava o quarto ano do curso de Direito."

Descobri também que este conto foi adaptado ao cinema por Manoel de Oliveira, em 1988 (122 anos após ter sido escrito), estando o filme disponível do youtube:

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