sábado, 31 de agosto de 2013

DE VOLTA AO LAR

Estou de volta definitivamente...
As férias estão a dois dias de terminar e eu estou de volta ao lar por tempo indeterminado.
Apesar de tantos contratempos, consegui uns dias na praia, outros no campo e outros na cidade. Tudo barato, mas muito bem aproveitado.
Passarei para deixar fotos e atualizar as minhas peças de "terapia artesanal".
Agora, vou tratar de roupas e do pé que torci. E dar carinho às gatinhas!!!
Vou também tentar não pensar (ainda) em trabalho... já bastam os sonhos (ou pesadelos) com assuntos pendentes e que me estão a preocupar.
Setembro está a chegar e trará, como sempre, novidades, mudanças e, consequentemente, adaptações!

domingo, 25 de agosto de 2013

UM BLOGUE COM DUAS PÁGINAS

Este blogue surgiu porque gosto muito de escrever e porque acredito que...

E por isso, escrevo nele o que mais me vai na alma e que ocupa os meus dias, pois não sei viver sem pensar, nem pensar sem viver. Escrevo sobre o que vivo, sobre quotidianos e dias diferentes, sobre tristezas que destroem e alegrias que elevam, sobre o que mais amo na vida: o amor. O amor e tudo o que sou porque e quando amo: mãe e esposa, filha e irmã, amiga e colega, dona de casa e gestora de lar, professora, mulher...

Já fiz aqui 2 passatempos porque simplesmente me apeteceu oferecer, presentear... dar é verbo que existe em todas as minhas faces.

Já deixei desabafos que me custaram lições de vida, porque foram mal entendidos ou despertaram pensamentos narcisistas em quem pensa que me conhece e que gosta de mim e que, no final das contas, só conhece e respeita o que o meu "eu" desperta no seu "eu".

Já dei alegrias, homenageei pessoas, ações e momentos que achei merecedores de algo mais. Já mimei e fui mimada. Já conheci pessoas lindas, que nunca encontraria de outra forma e que deram brilho ao meu caminho. Já reencontrei e (re)conheci outras... Já me disciplinei e me descontraí... Já fui séria e divertida. Tenho sido muito do que sou e do que realmente me interessa.

Assumo o que aqui deixo, porque é real e não pretende discórdias... porque sou a favor da liberdade pessoal de expressão, das diferenças entre as pessoas, da autenticidade e dos valores...
E a escrita é, e sempre foi desde que aprendi a usá-la, uma forma de conhecimento, de partilha, de aceitação... de tudo, do mundo e, mais importante para mim, de encontros, neste caso, com as minhas próprias e diversas faces.

E porque também acredito que...


Hoje acrescentei uma nova página a este blogue:


Nela deixo pedaços dos momentos em que não penso, mas dou paz à minha alma criando com as minhas mãos peças que terão (ou não) um dono que as aprecie...

sábado, 24 de agosto de 2013

BROADWAY BABY

Desde que me lembro de ser gente que ouço falar dos irmãos Feist e que convivo (televisivamente) com os seus talentos diversos. Em miúda, habituei-me a ver o duo Nuno e Henrique a cantar e a tocar piano, fazendo sucesso com inúmeras canções e participações em espetáculos. Via-os como dois miúdos encantadores que pareciam estar já a realizar o sonho de muitos das suas idades!

Perdi-lhes o rasto durante a minha adolescência e voltei a "encontrá-los" associados a Filipe La Féria e em programas de televisão. Os estudos que fizeram no estrangeiro, após outros em Portugal, aumentou o potencial de Henrique como ator e cantor e o de Nuno como pianista e maestro.

Ontem fui vê-los e saí do espetáculo "Broadway Baby" verdadeiramente encantada, de peito cheio e com vontade de subir ao palco para os abraçar. Aplaudi de pé, sem me cansar... chorei de emoção... admirei exaustivamente os dons destes irmãos que sozinhos, durante cerca de 90 minutos, encheram o palco com a magia da Broadway, chegada até ao público pela fantástica voz e atuação de Henrique e pelo dedilhar mágico de Nuno. Os dois, unidos pela paixão que, decerto, comanda as suas vidas, fizeram a retrospetiva do teatro musical desde a sua génese até aos dias de hoje, assumindo personagens intemporais da história da música com uma qualidade de se tirar o chapéu.

Imagem retirada da Internet.
Foi um espetáculo que jamais irei esquecer...

Henrique Feist é um artista a 100% que nos encanta em vários tons e sonoridades, usando e abusando de uma expressividade e domínio das artes teatrais que não tem par. É dono de uma voz linda, poderosa, afinadíssima, que nos leva ao sonho... Além de cantar, ele dança, ele interpreta, ele imita, ele sapateia, ele transforma-se, ele redescobre a música em nós, usando em palco diversos adereços e guarda-roupas, que nos levam a viajar pelos grande musicais da Broadway, como se, na realidade, não estivéssemos no Teatro Armando Cortez, mas num outro tempo e lugar onde tudo aconteceu.

Nuno, mais discreto e atuando no seu espaço, brilhando entre teclas pretas e brancas, folheando partituras como se de banais folhas de papel se tratassem e transformando-as em sons que renascem, brilham e nos envolvem, completa o espetáculo e acrescenta-lhe apontamentos únicos... Houve momentos em que fechei os olhos para apenas ouvir o irmão, mas houve outros em que me centrei na forma sublime como os seus dedos compridos e magros dançavam sobre o piano...

Só podia regressar a casa muito maior... Só podia...
E o beijo na testa de Henrique, dado pelo mano mais velho no final do espetáculo, após os agradecimentos ao público que gritava "Bravo!!!" e aplaudia de pé, como que dando sinal de mais um degrau alcançado pelos dois, completou a minha admiração.

(Obrigada à página Bilheteira Online por esta fabulosa oportunidade!!! Obrigada, a sério!)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

EXPERIÊNCIA FELINA

Desde a segunda semana de julho que as minhas lindas felinas têm sido "Embaixadoras da Purina ONE Gato", tal como referi aqui.
Agora a campanha está a chegar ao fim e sinto que devo deixar aqui umas palavrinhas sobre a forma como correram estas seis semanas com este novo alimento. Ainda bem que o posso fazer livremente, que não tenho obrigações de dizer isto ou aquilo só para agradar. (Se não fosse com esta condição, não teria aderido a nenhuma campanha!)

Cá a casa chegaram 2 sacos de Purina Indoor Fórmula, ração própria para gatos domésticos rica em peru e cereais integrais, que tem como missões ajudar na eliminação de pêlos do estômago e diminuir a sua formação, prevenindo o excesso de peso e reduzindo os cheiros das fezes.

Chegaram também diversas amostras, confesso que não contei quantas, de uma outra variedade desta marca: Purina Urinary Care. Esta ração é rica em frango e trigo e é mais apropriada para controlar o PH da urina, mantendo os rins dos felinos mais saudáveis.

Não consegui dizer que, nas semanas que durou a alimentação, tenha tenha notado grande diferente fisiológica nas minhas meninas. Pelo menos, à vista desarmada! Os seus olhos mantiveram-se brilhantes e o pêlo sedoso, continuaram razoavelmente ativas, nenhuma das duas emagreceu ou engordou... Também não notei diferença nos dentes, nem nas unhas. Por dentro, não sei se houve diferenças...

No início da experiência, as minhas meninas não queriam comer a nova ração. Acho que estranharam. Comecei por lhes dar dos sacos grandes e elas cheiravam, mas nem experimentavam. Depois, aos poucos, foram começando a comer, mas nada de especial. Cheguei a colocar dois recipientes para elas escolherem: um com a comida habitual e outra com a nova. Preferiram sempre a habitual. Depois retirei-lhe esta e deixei só a nova.
Foi, por assim dizer, difícil aceitarem... mais de uma semana a tentar 2 vezes por dias... mas conseguimos. Aos poucos foram comendo. O calor que estava decerto também condicionou esta vontade de comer e o apetite delas diminuiu um pouco.
No entanto, também não desistimos e as gatitas lá se foram habituando.
Curiosamente, ambas gostaram de comer das saquetas, o que me leva a pensar que talvez seja dos produtos que compunham esta ração (frando e trigo), também ela sólida. Assim, fomos intercalando as duas variedades até terminar com ambas.

Não posso dizer que tenha ficado muito satisfeita com a utilização de Purina One, mas acredito que inclua bons nutrientes para o aparelho digestivo dos felinos, pois tenho lido alguns documentos e experiências comprovadas. Também não fiquei insatisfeita, pois as bichanitas acabaram por se habituar. Mas só voltarei a comprar esta gama se estiver alguma vez em promoção, pois percebi que a preferida da Isla e da Rosinha é mesmo a marca FRISKIES, seja em ração seca, seja em húmida (a que mais gostam, sem dúvida!!!).
Desta marca, costumo variar os sabores, pois existem imenso: coelho, fígado, frango e legumes, vaca, perú...

Comparando preços, também não fico muito motivada. De acordo com os valores habituais do Continente, este é o valor (em euros) por quilograma, nas embalagens com melhor relação preço/quantidade:
Friskies: entre 2,90€/kg e 3,10€/kg
Purina One: entre 5,66€/kg e 6,59€/kg


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

INNER SOURCE: ROCK DE ORIGINAIS

No sábado tive uma noite em cheio: assisti à apresentação da maquete de originais do grupo de rock "Inner Source".
Foi a primeira vez que atuaram ao vivo sozinhos e abrilhantaram a noite palmelense, dando som e alegria ao Jardim de S.João, numa oportunidade dada pelo "Manaites Café".
Este novo grupo é composto por cinco amigos que sonham com o mundo da música e que, apesar de terem as suas profissões, lutam por ver o seu sonho concretizado.
Entre eles, estão três pessoas muito especiais para mim: o meu primo Luís (baterista), o meu irmão (baixista) e a minha cunhada (vocalista)... daí conhecer tão bem e tão de perto os sonhos, as ambições, os caminhos e o companheirismo que os une a todos e como são pessoas fantásticas e com grande paixão à música.



O concerto foi fantástico!
Não o digo apenas por serem quem são, apesar de poder parecer suspeita, mas porque realmente gostei bastante e sei que têm imensa qualidade musical. Não sou uma "rock girl", mas quase me senti assim... Vibrei de orgulho fraterno, mas também da qualidade dos magníficos onze temas de originais que tocaram (entre baladas e músicas mais de "abanar o capacete").
Além dos temas em si, foi bom ver a forma como cada um viveu intensamente o seu instrumento, entrando em sintonia com ele e uns com os outros, como se fizessem mesmo parte de um só, onde todas as partes são importantes e valiosas, se orgulham umas das outras e se entrelaçam num caminho autêntico e espontâneo.

 


Parabéns Inner Source!!!

Espero em breve poder aqui deixar algumas músicas que ele andam a gravar.
Quiçá algum empresário ou editora se interesse e lhes dê o valor que merecem! Quiça?!

Enquanto isso não acontece, passem pela página de facebook dos Inner Source.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

4 TEMPORADAS DE "PRISON BREAK"

Durante as férias, vi todas as temporadas da série "Prison Break" na FOX.
Foram 81 episódios carregados de emoções fortes: suspense, romance, drama... Foram algumas semanas a ver 4 temporadas, devorando cada episódio e aprendendo a conhecer cada uma das personagens.
Agora, que acabou, ficou um pouquinho de vazio televisivo...
Vou ter saudades do Lincoln e do Michael, os manos principais... deles e do amor que mostravam um pelo outro, que parecia ser como a amor em que acredito: ilimitado e inquebrável!


Sei que é só mais uma série e não faço melodramas por isso, mas sou assim... quando gosto, gosto e vivo o que estou a ler, a ver, a fazer...
E vou ter saudades de saber que tenho à minha espera os planos no mano mais novo, concretizados (às vezes à bruta!) pelo mais velho e o resto dos "fugitivos".

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

COLARES ARRUMADINHOS

Há tempos que andava a idealizar um novo espaço para colocar os meus colares. Estavam muito apertados no guarda-fato e eu tinha dificuldades em vê-los todos para escolher qual usar. (Para além de se embaraçarem bastante!)
Vi umas ideias na internet e com umas ajudinhas lá resolvi o problema.
Forrei com restos de tecido da colcha do quarto uma trave de madeira, que já não era necessária na horta de varanda, colocámos uns camarões (na frente) e uns suportes (no verso)... e já está pendurado na parede, fazendo parte da decoração.
Assim é tudo mais fácil para mim, que não dispenso estes meus acessórios, quase todos com a sua história para contar. Muitos foram ofertas e sei ainda quem e quando me foram oferecidos. Não prescindo de nenhum, pois representam momentos e pessoas importantes.
Tenho 2 para arranjar, para mudar o fio que está gasto.
Os mais antigos já moram comigo há mais de 12 anos e, apesar do valor monetário da maioria ser baixo, o valor sentimental é grande e poderoso.



domingo, 18 de agosto de 2013

A CULPA...

A culpa é um sentimento que corrói, que nos magoa e destrói, que esgota as nossas forças.
A culpa afasta-nos da felicidade e encaminha-nos para um desfecho de solidão e dor, de autodestruição.
A culpa invade os corações puros, ingénuos, de quem se importa mais com os outros do que consigo próprio, ao ponto de se esconder atrás do pano e tecer enredos de suposições e interpretações que o colocam no cume do inferno, na génese da infelicidade dos que estão à sua volta.

Durante anos, esta culpa de que falo invadiu a minha alma e colocou pedras no meu caminho interior, na aceitação do que sou e de que mereço ser assim.
Não que tivesse feito algo de mal, não é dessa culpa verdadeira que falo pois essa, assumindo-se, alivia e liberta... oh, como liberta!
 Mas, talvez egocentricamente falando, achava-me culpada de todas as coisas que dizia e fazia e não causavam palmas ou felicidade por parte dos outros. Importada em fazer feliz quem amo, em ajudar, em dar de mim, em criar sentimentos bons nos outros, culpabilizava-me por não ficar quieta, por ter dito o que sentia, por sentir até... culpabilizava-me porque alguém estava triste, por não saber o que dizer ou dizer o que sabia, por não poder fazer nada ou por ter feito algo, por não ter tempo para tudo e todos, como se eu fosse responsável pelas vidas à minha volta.

Durante muito tempo esta culpa destruiu, lenta e demoradamente, o amor-próprio que em outras fases tive e que hoje vou recupererando, embora com mais difilculdade.

Sempre tive o desejo de ser super-mulher e afastar-me de o realizar era motivo de culpa, como se a heroina existisse de facto e fosse o exemplo de felicidade... super-mulher-mãe-amiga-pessoa-colega-filha-professora... mais as faces, mais as super, mais a culpa e a insegurança... E, tão mau como tentar ser super é, por vezes, conseguir e ver as invejas e as críticas que surgem ainda mais afincadamente do que quando falhamos de verdade e somos simplesmente humanos...

Hoje continuo sonhadora e com muitos desejos, algo natural em mim, mas menos culpada.
Aceito o que está, na verdade, nas minhas mãos com a responsabilidade, a humildade, a autenticidade, a generosidade e a organização que sempre foram características inatas em mim, mas não quero mais "salvar a pátria" nem agradar a toda a gente, porque, finalmente, entendi que não posso, não devo, não quero.
Os meus filhos merecem que seja apenas culpada das coisas que, como toda a gente, faço mal e que assuma apenas estas, como sempre o fiz... Merecem ver que a mãe não deixa que a pisem, que a magoem, que se aproveitem do melhor que tem, que a usem quando concorda e a abandonem quando está contra porque defende o que é seu e o que acredita, que luta apenas seletivamente... Eles merecem e eu também mereço.

Pintem-me como quiserem, mas o que sou não deixarei de ser... apenas me sinto menos culpada do que realmente não tenho culpa. E hoje assumo também os louros do que faço bem... e uso o coração enorme que tenho para dar amor a mim mesma e não só aos outros, porque, sozinha comigo própria, também preciso estar feliz, também preciso sentir amor... e o amor verdadeiro é aquele que aceita, que perdoa, que compreende, que não magoa, mas que salva. E amar assim é um dom... e eu descobri que não posso apenas usá-los nos outros...

sábado, 17 de agosto de 2013

"OU QUIXOTE" NA QUINTA DA REGALEIRA

Ontem deitei-me muito bem-disposta. Na memória tinha momentos muito agradáveis passados durante mais de 2 horas na companhia do meu amor, dos meus irmãos e cunhados.

Graças à "TMN Entrada Livre", fomos os 6 até Sintra, à magnífica Quinta da Regaleira, assistir à peça "OU QUIXOTE", uma co-produção teatral da MUSGO Produção Cultural e da Animateatro.

Confesso que não estava minimamente preparada para esta peça.
Conhecedora mediana da história do cavaleiro andante D. Quixote e do seu fiel companheiro Sancho Pança, tenho de referir que fui altamente surpreendida por esta peça.
Não posso dizer que não gostei. Estaria a mentir. Diverti-me imenso (apesar de achar que não era "suposto") e penso que estive perante uma criação verdadeiramente única e surpreendente.
Conhecedora e apreciadora de teatro contemporâneo, consegui admirar genuinamente as capacidades expressivas dos atores, todos com grande poder cénico e excelente domínio do corpo e da voz, a criatividade na exploração do tema e o poder de surpreender e agarra o público.

No entanto, nem sempre entendi o que estava a ver e fui surpreendida por uma primeira parte de nudismo e erotismo quase descabido que, penso eu, pretendia mostrar de forma surreal os sonhos e devaneios de Quixote. Apanhada desprevenida por cenas desconcertantes que faziam lembrar orgias medievais e comportamentos provocatórios, muitos enfatizados pelo famoso "Bolero de Ravel", achei tão alucinante que mal consegui controlar as gargalhadas e daí em diante não mais conseguiu não ficar suscetível ao riso e à surpresa.

Por momentos senti-me desenquadrada num cenário envolvido por caras bem diferentes da minha, de rostos sisudos e atentos, de bocas abertas de admiração perante a criação, de um público que gritava bravo para dentro de si... Só eu, os meus por contágio, e algumas outras mentes, entre as quais um inocente pré-adolescente, pareciam reagir da mesma escandalizada (ou escandalizante?) forma... ou será que muitos estavam tão risonhos como eu, mas apenas envergonhados por achar que o riso poderia dar ideia de ignorância perante a obra? Talvez a minha alma tenha um quê de infantil ou, quiçá, muito de autenticidade e de despreconceito sobre deixar transparecer o que se sente...

Após muitos devaneios, com rabos e outras partes à mostra, livros a voar e uns movimentos estranhos ao estilo da loucura, assistimos a uma segunda parte que, quanto a mim, mais se aproximou da história do cavaleiro, enlaçando-a com sentimentos da guerra do ultramar, brincando com o que as personagens faziam, em atitudes mais ou menos comuns e/ou burlescas, com piadas e provérbios sabiamente adaptados à atualidade, com monólogos difíceis e cervantescos (ou talvez não!), com movimentos cénicos sabiamente estudados e uma cenografia de grande poder contemporâneo e imaginativo, onde vários objetos do quotidiano de hoje ganhavam vida de acessórios do século XVII, numa arena intelectualmente estudada para fazer de campo de batalha, de cidade ou de horizonte.

Estive horas a pensar no que poderia escrever sobre o que vi, ouvi e senti, porque não sei bem o que mais me marcou, se o divertimento com que passei duas horas ao frio (que quase nem senti, ou não estivesse a minha alma quente das gargalhadas), se a complexidade de um espetáculo difícil de compreender.
Acho que nunca mais me vou esquecer e que, nem sei bem porquê, nos aproximou aos seis um pouco mais ao levar as nossas almas a baterem palmas num novo plano que havemos de descobrir.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

DESAFIO DA MUM'S: "BOA PERGUNTA Nº1"

Adoro o blogue "Mum's the boss" e aceitei com grande entusiasmo o seu novo desafio: colocar aos filhos algumas perguntas menos vulgares. Estas vão aparecendo no blogue e as mamãs aderentes só têm de as fazer aos seus rebentos e divulgar as respostas.

Esta é a primeira "Boa Pergunta":
Como é que sabes que eu gosto de ti?

Os meus filhotes ficaram meio envergonhados e não foram muito "alongados" nas suas respostas, achei até que ficaram com cara de "que raio de pergunta é esta????". Não ouviram a conversa que tive com o irmão, por isso desconhecem o que disse o outro. Aqui ficam as respostas dadas, que apareceram juntas com muitas risadas (dela) e franzir de sobrancelhas (dele):

Matilde (8 anos):
"Porque tu dizes e porque tu mostras. Não sei como, mas sei. "

Simão (10 anos):
"Porque tu me dás muitos miminhos."

E A VENCEDORA É...

O passatempo "Colar da Paty" está oficialmente encerrado!
É tempo de colocar os números na tômbola mágica e virtual do random.org.
Encerrámos com um total de 76 participações, que correspondem a números entre o 2 e o 77 no sistema automático de tabelas do google.doc, onde o número 1 corresponde sempre às questões colocadas no questionário:

E a roleta vai rolar!!!!!

E a vencedora é... GRAÇA LOPES!!!!

Vou enviar-lhe um mail a anunciar e fico a aguardar que nos responda até às 8h do dia 18, domingo.
Ficámos um pouco tristes por verificar que houve um grupo de participações que não respeitaram todas as regras, o que, esperamos, tenha sido por distração, pois não queremos acreditar que haja quem tenha tentado "furar o esquema" num passatempo tão simples e modesto!

No entanto, estamos MUITO FELIZES por poder oferecer o nosso miminho à Graça e esperamos que ela goste do colar (pelo menos tanto como eu gosto!) e que nos mande depois o feedback e, se possível, uma foto sua com o prémio.

E como uma das perguntas do questionário (de resposta opcional) vai ajudar-me a perceber o que as participantes costumam gostar de ler neste cantinho, aqui ficam também os resultados:

Qual das minhas "faces" mais gostas de ler?