terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SEGURANÇA PRECISA-SE

O meu Simão é um miúdo aparentemente seguro, mas sinceramente inseguro. Já por diversas vezes fui tida como responsável por esta insegurança e eu própria acabo sempre por me culpar porque pode ter herdado isso de mim, apesar de ter desde sempre apostado no reforço da sua segurança, de todas as formas possíveis e imaginárias.
Provavelmente usamos a capa da segurança contra possíveis aproveitadores das nossas inseguranças. Eu acho que o faço. Não deliberada e conscientemente, mas faço.
A verdade é que há muita gente que se aproveita das fragilidades, medos e inseguranças e às vezes, ou porque são incomodadas ou porque mexem com as suas próprias convicções ou porque é mais fácil dizer que o outro está errado do que perguntar a si próprio se estará certo, acabam por rebaixar, pisar e elevar-se com piadinhas, comentários ou discursos disfarçadamente punidores.

Não sei bem se quero que ele mostre as suas inseguranças.
Eu tenho aprendido duramente que fico melhor quando as minhas estão encobertas.

O que eu queria mesmo era que ele tivesse muitas zonas de conforto, com pessoas em quem confiar, que lhe dessem real segurança e o fizessem sentir-se (quase como) em casa.
Acho que a escola deve ser muito essa zona, maior quanto menor a idade da crianças. Encaro-a como a segunda casa, sendo a sala de aula o quarto onde o papão não entra e há sempre uma luz de presença a brilhar, alguém para dar colo, ombros para chorar e espaço para gargalhar.

E hoje, num dia já muito mau, foi muito duro ouvir o meu mais-que-tudo mais velho dizer que não confia em nenhum adulto da sua escola, que se tiver algum problema vai esperar por chegar a casa, que está desejoso de sair de lá e que não há ninguém que o consiga ouvir (além de alguns colegas)... saber que não gosta da escola já tem sido difícil nestes 4 anos... mas ninguém em quem confiar?... ninguém que o deixe seguro?...
- Não pode ser, filho... terias de falar com alguém se tivesses um problema! Terias de pedir ajuda!
- Não mãe.
- Oh filho!
- Não faz mal, mãe, já estou habituado!

Bolas, ele tem 9 anos...
Eu não me consigo habituar a sentir-se tão só ao ponto de não ter a quem recorrer e sou adulta!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

EMENTA SEMANAL

Há tanto tempo que não vinha aqui deixar a minha ementa semanal!
Nem podia, porque não a tenho feito e tenho andado muito desorganizada com as refeições, fruto também da forma como me tenho sentido e dos pensamentos dos últimos tempos. 
Hoje achei que devia olhar para a arca e voltar a listas as refeições , mais que não seja para tentar ganhar mais algum gosto na cozinha.

segunda-feira:
- Espetadas de porco grelhadas com massa colorida.

terça-feira:
- Lasanha de salmão com salada.

quarta-feira:
- Bifes de perú panados com puré de batata.

quinta-feira:
- Arroz de polvo com caril, acompanhado de salada.

sexta-feira:
- Esparguete à bolonhesa com espinafres.

sábado:
- Tranches de pescada cozida, com batatas e feijão verde.
- Strogonof de perú com arroz basmati.

domingo:
- Tarte folhada de legumes com salada de alface e milho.
- Tortilhas de trigo com creme de atum e camarão.


 

Para além destes pratos principais, quero fazer algumas sopas (1 para cada 2 dias) de forma a gastar os legumes que tenho ainda congelados.

Quero também fazer alguns bolos, para congelar para os lanches e para "matar o bicho" de vez em quando, usando alguns ingredientes que tenho na despensa há já algum tempo e que não usamos de outra forma: mel, avelã em pó, sementes de linhaça e farinha de milho.   
       

sábado, 23 de fevereiro de 2013

NÓS E O TEATRO INFANTIL

Cá em casa todos nós gostamos de teatro e desde bebés que levamos o Simão e a Matilde a assistir a peças (primeiro) para bebés e infantis.

Hoje voltámos a uma das "nossas" salas: fomos ao "Teatro Bocage" assistir à peça "Os três porquinhos". Foi muito divertido e passámos uma hora muito agradável. Só tivemos pena que alguns adultos não soubessem estar numa sala de espetáculos e que, por isso, não tivessem educado os seus filhos a permanecer em silêncio e com atenção. Sim, porque também se educa e há formas de se estar durante a peça.
"Os três porquinhos" conta-nos uma nova versão da história tradicional, desenrolando-se toda a ação entre 3 atores que vão interpretando diferentes personagens. O cenário está bem pensado e elaborado, apesar de muito simples. O guarda-roupa e adereços são coloridos e chamam a atenção e a encenação e o texto colocam-nos bem-dispostos e a dar algumas gargalhadas. Valeu a pena!

Esta sala de espetáculos, situada numa rua estreita e inclinada de Lisboa, paralela à Almirante Reis, entre o Martim Moniz e o Intendente, não é muito grande, mas tem recebido peças muito divertidas, mais ou menos todas com a mesma qualidade de produção. (Pelo menos as que assistimos!)


Também gostamos muito de ir ao "Centro Cultural Malaposta", que é, talvez, o nosso lugar de eleição no que toca a teatro infantil. A companhia residente, com encenação de Fernando Gomes, produz peças espetaculares, onde tudo brilha de cor e alegria. Desde os cenários, aos figurinos e adereços, tudo mostra muito bom gosto e é apelativo. Os atores são brilhantes e as histórias, normalmente adaptadas dos contos tradicionais, são animadas e divertidas.
Além desta companhia, muito outros (bons) espetáculos ocorrem nesta casa da arte de Odivelas, que fica muito fácil de encontrar para quem sabe onde fica o Dolce Vita Tejo.
E é sempre muito agradável esperar o espetáculo num espaço que acolhe sempre exposições de arte fantásticas, muitas vezes de pintores e escultores portugueses que merecem algum destaque.


As peças do "Teatro Infantil de Lisboa", em cena no teatro Armando Cortez, na Casa do Artista, são sempre de qualidade superior, em todos os aspetos. Embora menos acessível financeiramente (apesar de agora já haver bilhetes de família), valem por toda a qualidade do conjunto, incluindoi sempre uma banda sonora fantástica e uma qualidade de interpretação que nos prende do início ao fim.

Do mesmo género, de teatro musical infantil gosto também de salientar as peças de Filipe La Féria, no "Teatro Politeama", que muito encantam miúdos e graúdos. Este ano está em cena "Peter Pan".

PRIMEIRAS EXPERIÊNCIA COM A MÁQUINA

Como uma das formas de vencer a neura é arranjar passatempos que me mantenham entretida (para além dos que concorro no facebook!), hoje decidi experimentar a minha máquina de costura, que foi uma oferta querida da minha sogra.

Já vinha montada pela Adelina e pronta a começar a trabalhar, o que me facilitou bastante a tarefa. Tive apenas de começar a pôr linhas e experimentar a arte da costura. Incrível como estar tantos anos sem ver a minha mãe coser não me fez esquecer o básico: encher o "carrinho" de baixo, colocar as linhas passando pelos locais corretos, puxar a linha de baixo com a ajuda da agulha, colocar o pano da forma correta, trabalhar com o pedal... não tinha ainda mexido numa máquina destas, mas vi sempre a minha mãe fazê-lo enquanto fui miúda e jovem e tudo surgiu muito naturalmente.

Não fiz grandes coisas e usei sempre a mesma agulha e o mesmo ponto, mas já deu para ganhar entusiasmo e até pôr o resto da minha gente interessada e a querer experimentar.

Usando umas calças velha de pijama de flanela, fiz um pequeno saco onde coloquei alfazema. Esqueci-me de deixar espaço para passar a fita, mas resolvi e ficou bonito e cheiroso.
Depois, a princesa quis um pijama para a Barbie e lá fomos criando as duas o design da modelo, que ficou prontinha para ir para a cama com ela.
Começámos ainda a juntar umas amostras de tecido que tinha cá em casa, com as quais vamos fazer uma almofada... encomendámos mais e ficaremos à espera para ir fazendo o pano crescer.



E referindo ainda as "artes manuais", nas quais me sinto uma mera aprendiz básica e uma brincalhona aventureira, vim aqui deixar a minha última fofura feita a partir de meias: um ursinho pequeno, que fiz na semana passada com muito carinho e dedicação e que os meus filhotes adoram.
Quem gostaria de uma mascote destas?


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

RUPTURA...

Já uso o acordo ortográfico, mas nesta palavra não fui capaz...
É assim que estou...
Em ruptura com o passado, com as ideias negativas, com as queixas e os problemas, comigo mesma...
Em ruptura com tudo o que me magoa e faz mal...
Em ruptura com castigos que tenho atribuído a mim própria e expetativas demasiado elevadas que considerei durante anos essenciais para olhar em frente...
Em ruptura com o que não tem o meu nome gravado (mesmo que em letra minúsculas), que não é verdadeiramente a imagem do que sou...
Em ruptura com capacidades minhas levadas ao extremo e aproveitadas (sem dó ou piedade) por muitas pessoas...
Em ruptura com o que não me alegra, com o que me faz chorar...
Em ruptura com o medo, com o orgulho, com a castidade exagerada...

Há mais de 48 horas tomei uma das mais importantes decisões da minha vida. Dormi sobre ela muitas e muitas horas e agora, acordada e de pé, fazendo do que mais gosto na vida, mantenho os pés firmes, a cabeça mais descansada e o coração mais consciente de um caminho de (pelo menos) mais 35 anos.

Obrigada!
(Vocês sabem a quem dirijo estas palavras...)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

BORBOLETAS NA GANGA

Já tinha começado há uns dias, mas ontem não me deitei enquanto não acabei. Sim, porque apesar de mais tranquila e calma, ainda tenho destas coisas de "tem de ficar pronto", principalmente quando quero muito surpreender alguém que amo pela manhã!

As borboletas já estavam feitas e duas delas cosidas. Faltava uma e o rasto, habilmente desenhado pelas mãos da Matilde antes de adormecer. Não tenho grande experiência no bordar, mas o gosto e o prazer tem destas coisas e acho que, no final, até ficou bem bonito.

Porque três borboletas vieram pousar numas simples calças de ganga e deram-lhe um cheirinho a primavera.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PERDER...

Não posso dizer que gosto de perder, mas já fui bem pior neste sentido.
Antes não gostava de perder nem a feijões e ficava furiosa. Até recusava entrar em jogos ou atividades em que sabia, à partida, que iria ficar em último! Revoltava-me, ficava rabujenta, não tinha fairplay... Em criança isto estava vincado em mim, mas com os anos fui aprendendo e mudando. Acho que foi dos defeitos que melhor consegui dominar, se é que isso é possível. Não sou uma adulta assim e, hoje em dia, gosto (e muito) de ver os outros vencer (na vida, nos jogos...), apesar de continuar a gostar da sensação de ganhar. (Haverá quem perca por gosto?)

Em adulta lido bem com algumas perdas... não desejo ser a melhor. Apesar de não ficar contente, não desespero se perco algum objeto, se perco um episódio de uma série, se perco oportunidades, se perco cabelo (ou elegância!), se perco tempo...
Em algumas circunstância consigo perder o orgulho, perder a paciência, perder a humildade... sem me sentir culpada ou inferior. (Em algumas, conforme os casos!) Consigo perder qualidades que já tinha adquirido, talvez porque acho que há sempre uma possibilidade de as recuperar, consigo perder a compostura ou a autoconfiança, a primeira com mais dificuldade e em momentos de felicidade, a última (infelizmente) ao contrário...

Mas há algo que nunca vou saber perder: as pessoas que amo.
Não consigo desistir da relação com as pessoas de quem gosto muito, não aguento perder a proximidade dos membros da minha família ou dos amigos próximos, não quero sequer imaginar perder as pessoas que amo.
E imaginar o que sente uma mãe que perde um filho é algo que me está absoluta e conscientemente negado. Não deve haver dor maior, não deve haver maior perda do que esta... só tentar imaginá-la já dói e foi dessa forma brutal que terminei a leitura do livro "Mulher em branco", de Rodrigo Guedes de Carvalho.
De leitura difícil, que exigiu grande concentração da minha parte, conta não uma mas várias histórias de dor, tendo como pano de fundo a dor de uma mãe que, ao saber do desaparecimento do seu filho, entra num estado de amnésia, apagando-se todas as suas memórias...
No decorrer dos capítulos, acompanhando este estado "em branco" de Laura, ficamos a conhecer outras histórias de dor das pessoas que estão à sua volta (violência, traições, acidentes...). Ganhamos simpatia por umas e rancor por outras.
Mas nos últimos, quando o branco desaparece, entra a dor da mãe que não sabe onde está o seu filho, que descobre que o perdeu, que não tem pistas de onde procurá-lo, que não sabe o que lhe aconteceu, que não tem outra razão de viver e não consegue mudar o rumo dos seus dias, preferindo voltar a adormecer para a vida. Nos dois últimos capítulos, as minhas emoções foram postas à prova num discurso que arrepia e que, não fosse a complexidade da forma como é escrito, me teria levado a um lago de lágrimas... De peito contraído, de impulsos como que retorcidos ou amolgados, sem fôlego para parar de ler ou para reagir, acompanhei as últimas páginas com a ideia fixa de que a minha vida acabaria se perdesse um filho e que não deve, mesmo, haver maior dor no mundo.

Hoje partirei para nova aventura, novo caminho. Talvez mais leve... parece que mereço.
Um dia, voltarei a experimentar a ler este escritor, com a esperança (boa e má) que me volte a incomodar assim.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

UMA VELHINHA E SUAS CONCHAS

Era uma senhora muito velhota... não sei se a idade lhe estava apenas marcada no rosto ou se em algum documento, mas dava-lhe uns 80 anos... Rosto muito enrugado, pele (aposto que) macia, olhar meio encovado e muitas marcas da vida numa voz já pouco clara e numa audição muito ténue...
Estava vestida de preto, talvez ainda de luto por um companheiro de vida que partiu antes dela... talvez por um filho ou um irmão que levou consigo a alegria de viver e lhe deixou a vida pintada de escuro... Não lhe perguntei.
Os funcionários do restaurante tratavam-na com carinho, alguns como que a uma avó, e deixaram-na montar a sua banca numa das mesas pequenas do restaurante. Pareceu-me que seria habitual, tal não era a cumplicidade entre as peças que iam sendo colocadas na mesa e os olhares dos muitos homens que circulavam a servir os clientes.
No início não vi bem o que vendia, mas fiquei curiosa. Percebi que eram conchas, talvez apanhadas por si nas praias da Arrábida, explicando o tom escuro da pele ao longo dos anos bronzeada pela comunhão do rio com o mar... Reconheço nela o tom do meu avô e sinto as saudades a apertar no peito... Da minha avó também, quando a vejo levantar-se, pequenininha, e aplaudir o meu marido, sem o conhecer, porque percebeu que fazia anos...
No fim, fui espreitar a sua arte e fiquei encantada. Muitas e muitas conchinhas habilmente trabalhadas pelas suas mãos grossas e enrugadas, pintadas, coladas, transformadas em anéis, pulseiras, colares, peças decorativas... muito baratas para artesanato e para uma vista que já pouco alcançará por certo. Queria comprar uma de cada... já não apanhei colares... comprei dois anéis bonitos que não sei se alguém irá usar mas que têm valor de pedras preciosas do mar...



E a velhice que não significa inutilidade nem paragem, mas muitas vezes é sinónimo de solidão. E uma vontade enorme de garantir aos meus (futuros) velhotes, pais e sogros que avós já não os temos, que passarão os últimos tempos acompanhados e que as suas artes deverão sempre ser valorizadas.

PROJETO TRND - MILKA

Quem me conhece sabe como ADORO chocolate... Gosto de chocolate branco, de leite e negro... com passas, avelãs, nozes, amêndoas... amargo e muito doce... com sabores de frutos, com creme de leite ou de baunilha... em bolos, sobremesas, bolachas, gelados, em pizas...
Como diria o meu Simão, somos 2 chocolatodependentes e não passamos muito tempo sem um quadradinho de tablete ou uma colherada de qualquer doce que traga este ingrediente especial.

Ainda não provei o "melhor bolo de chocolate do mundo", mas ontem inscrevi-me numa projeto TRND que, caso a minha candidatura seja aceite, me dará a possibilidade de experimentar os novos bolinhos e bolachas da Milka... com o bom chocolate com que já nos habituou em novas apresentações que todos cá em casa vão adorar.

Também querem experimentar? Inscrevam-se, clicando na imagem!


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

SELOS DE BLOGUES AMIGOS

Não tenho aqui aparecido, mas não estou ausente.
Continuo a passar, a espreitar os cantinhos do costume, mas sem ficar muito tempo.
Tenho andado a "acabar" com a página do blogue no facebook e a pensar no rumo que estou a dar (e quero manter ou mudar) a este blogue. Gosto dele, porque gosto de escrever e sinto necessidade de colocar em palavras escritas o que me vai na alma ou no quotidiano, quiçá para lhe dar outro valor ou sentido. Começo a ter algumas amizades por aqui e isso dá-me força para continuar.

No facebook, há muito que me afastei do que queria e por isso a página amanhã será encerrada. Tal como lá deixei registado, com a página do face "queria apenas ter mais pessoas a ler o meu blog... só isso. Achei que iria conseguir com esta página. Não consegui... E não ganho mais nada com a leitura do blog do que o sentimento de que sou "lida" e "entendida" (ou não). O meu cantinho serve para me dar prazer e não dinheiro nem elogios... escrevo porque amo, registo porque sou mais de escrever do que de falar... utilizo-o como um diário, que poderia estar em papel, mas que na net me dá mais prazer. (...) Não tenho jeito para vendedora, nem publicitária, nem nada que se pareça... apenas gosto de escrever e de me conhecer... Quanto mais me conheço, mais me respeito e preciso disso para ser feliz e estar em paz."


Assim, e porque aqui sim vale a pena continuar, seja com muita ou pouca gente a seguir, vim retomar a escrita agradecendo a duas amigas que por aqui passam e que me deixaram mimos (selos) nos seus blogues pessoais, os dois com o intuito de promover a leitura.


Este selo foi-me oferecido pelo blogue "A leitura é um Oásis". Obrigada, minha querida amiga virtual!!!


As regras deste selo são:
  • Indicar um mínimo de dois livros que gostei de ler em 2012;
  • indicar pelo menos três livros que desejo ler em 2013;
  • Indicar o nome e o link de quem ofereceu o selo;
  • Oferecer o selo a mais 10 pessoas para dar sequência a este projeto de incentivo à leitura.

Este selo foi-me oferecido pelo blogue "Trapinhartes". Muitas beijocas grandes e boas esta amiga!

As regras deste selo são:
  • Indicar 10 blogues para fazer o mesmo;
  • Avisar os blogs e colocar a imagem no seu blogue para apoiar a campanha;
  • Comentar o blogue que te indicou;
  • Responder à pergunta: "Qual o livro que você indicaria para uma pessoa começar a ler? 
 
Como são dois selhos com objetivos muito parecidos, irei juntar as regras dos dois e dar as minhas respostas, indicando outros dez blogues a quem passarei este desafio. Espero que gostem.
 
LIVROS QUE GOSTEI DE LER EM 2012:
- "Cocó na fralda", de Sónia Morais Santos
- "Desistir não é opção", de Paulo Sousa Costa
- "Para sempre, talvez", de Cecelia Ahern
 
LIVROS QUE DESEJO LER EM 2013:
- "Se me pudesses ver agora", de Cecelia Ahern
- "Sonhos proibidos", de Lesley Pearse
- "A lista da nossa mãe", de Jonh Greene
- "O desejo", de Nicole Jordan
 
LIVRO QUE INDICARIA PARA COMEÇAR A LER:
- Qualquer um de Nicholas Sparks, o meu romancista preferido!!
 
10 BLOGUES DESAFIADOS:

E agora vou atualizar a minha lista de blogues favoritos e espreitar os blogues amigos das amigas!


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

LEITURA DESAFIANTE...

Estou a ler "Mulher em branco" de Rodrigo Guedes de Carvalho.
A história está a interessar-me bastante, mas a escrita não é fácil. Tem sido desafiante.

Muito ao jeito de Saramago (me perdoem a ignorância os seus admiradores se cometo com isto alguma gafe), com pouco recurso a pontuação e numa escrita quase poética, não é leitura leve, que se faça de um momento para o outro ou com barulho à volta.
Em sossego, muitas vezes lendo alto, fazendo a minha própria entoação das cenas e conversas, lá me vou deixando envolver na história de uma mulher que perdeu a memória ao desaparecer-lhe misteriosamente o filho.

Aguardo ansiosamente mais desenvolvimentos...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O CARNAVAL

Cá por casa já se sente Carnaval.
Desde o fim de semana que os caixotes dos disfarces sairam da arrecadação para iniciarmos a viagem pelo mundo da fantasia.
Normalmente temos 5 dias de Carnaval, sempre com mascarados cá em casa. Pelo menos os miúdos...
Este ano começou mais cedo...

Na escola dos filhotes a semana é dedicada ao disfarces e, por isso, em cada dia há um acessório ou apontamento destinado a ser usado. Na segunda foi dia do bigode, na terça do chapéu, hoje da peruca e amanhã será dos óculos. O Simão não anda muito entusiasmado e só quis aderir em 2 dias, mas a Matilde tem adorado a semana e tem saído de casa sempre a preceito.(Depois mostro as fotos!)
Na sexta-feira é dia de desfiles para toda a família (pais e filhos).
Os filhotes vão mascarados livremente, com os seus fatos de eleição, para se divertirem com os colegas e as professoras. (Que pena tenho de nunca poder ir vê-los!) Eu também farei o mesmo com os meus alunos... o nosso tema é a pesca e iremos todos mascarados de pescadores e varinas, bem a lembrar uma atividade importante na nossa zona. Eu gosto imenso desta atividade anual e é com todo o prazer que me mascaro com os miúdos e que passo todo o desfile a dançar e a animá-los. Há muitos que não gostam e estão no seu direito, mas os que vão contam sempre com muita animação e boa camaradagem.

A partir de sábado, a Matilde vai continuar com as máscaras, uma por dia, que adora andar disfarçada e passa tempos maravilhosos a viver ao faz-de-conta vestida de fada, de bruxa ou de princesa... Os saquinhos com a roupa preparada para todos os dias (que vamos reunindo com os anos e aproveitando promoções e mesmo empréstimos) já estão atrás da porta do quarto à espera da sua dona.

O Carnaval traz-me sempre boas memórias.
Memórias do tempo de infância em que passava 4 dias de folia em bailes, acompanhando o meu pai com a família, pois tocou durante anos em grupos que tinham sempre trabalho nestes dias. Que saudades desses tempos bons!!!! Ver o meu pai no palco, distinguir claramente o som da sua viola-baixo em cada tema, dançar as músicas brasileiras que tão bem interpretavam, pular, correr, brincar... estar com gente feliz e fazer de conta que a vida era aqueles dias...

Memórias do tempo de adolescente/jovem, quando me reunia com um pequeno grupo de amigas e nos mascaravamos de igual. Semanas antes começávamos a planear os fatos, depois compravamos as peças necessárias, reuniamos os tecidos, juntavamo-nos em casa da minha mãe para os preparar, pois era ela a nossa costureira de serviço... 4 dias sem vestir as nossas próprias roupas, a deitarmo-nos tarde, a beber chá às 3h da manhã (ainda maquilhadas) rematando com muitos dedos de conversa e acordando à hora do almoço no outro dia, para depois descansar e voltar a preparar mais outra noite... maquilhagens, manicures, cabelos a pentear, sempre com companhia e muito divertimento.

Memórias de saídas de casais, com amigos, a mana e o cunhado... eles de matrafonas e nós de homens afeminados... Memórias de 2 anos de corso em Alhos Vedros, onde dançava até quase não aguentar, como colminar de muitos ensaios e de algumas noites a ajudar a fazer chapéus e outros acessórios.

O Carnaval faz-me bem e sabe bem. Sabe a samba e alegria, sabe a folia. Faz-me reviver e renascer.
Conto com ele para me pôr bem em cima!!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

E DE REPENTE...

Tudo parece tão pouco importante, tão insignificante...
Perante a dor dos que amo, dos trambolhões que a vida os obriga a dar, sinto uma impotência sem tamanho nem cor, quase irreal.
O que tenho, sou e consigo deixa de ter outra direção que não a deles, a de tentar minimizar as perdas, a de abraçar os corpos, a de albergar as suas palavras.
O coração fica apertado, esmagado de tanta impotência... e, repentina e alternadamente, quase que explode com a vontade de tudo resolver e de ganhar espaço e esperança para acreditar na luz e no sonho e ainda os transmitir com palavras doces, verdadeiras, de paz.
Nestes momentos queria ter o dobro do tamanho e da força para carregá-los no colo até um local seguro, abraçá-los, dando-lhes calor, e embalá-los entoando uma canção de amor e ternura, até que adormecessem com bater suave do meu coração...
Queria ser dona do mundo e não mais permitir que nenhum dos meus súbditos magoasse quem amo... ser poderosa, ousada e guerreira, ter o futuro nas minhas mãos.
Não tenho nada disto, só um coração cheio de amor para dar.
E, de repente, se calhar, é o me precisam e eu dou inocente e espontaneamente...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

CUIDAR MAIS DE MIM...

Já há mais de um mês que entrámos em 2013 e ainda não vim aqui deixar os meus desejos para este ano.

Às doze badaladas do primeiro dia do ano, tal como de costume, tentei comer as 12 passas e pedir os 12 desejos. Mas este ano não consegui. Tinha decidido não fazer uma lista antes do momento certo, pois acreditei que estes desejos, como vêm de dentro, sairiam espontaneamente, mas isso não aconteceu. Ou melhor, aconteceu num número muito inferior à dúzia.

Parece conversa fiada, mas a verdade é que só me lembrei de pedir saúde, a família unida, amizade, trabalho, paz e felicidade. Lembrei-me das pessoas mais importantes na minha vida e desejei que todas elas tivessem o mesmo em 2013, para todos aguentarmos as mudanças da vida.

Já em casa, uns dias depois, pensei melhor e cheguei à conclusão que necessitava de estabelecer alguns objetivos para este ano, para ir conseguindo ter a sensação de "sucesso", conforme os fosse alcançando ou a proximidade deles fosse diminuindo.

Um dos meus desejos para este ano é um pouco egoísta, mas também difícil de alcançar. Sei-o desde sempre e não tenho conseguido muito bem. Este ano, até por questões de saúde e de autoestima, terei mesmo de o encarar um pouco mais a sério e arranjar forma de ter bons resultados:

EM 2013 QUERO CUIDAR MAIS DE MIM!

Apesar de sonhadora, de signo e de natureza, tenho metas muito realistas em relação a este objetivo e não pretendo milagres, até porque esperar por eles é, por si só, um caminho para a derrota. Pretendo tomar atitudes simples, mas que me levem a sentir que estou a olhar um pouco mais para mim e a cuidar do que mais ninguém cuida, nem tem obrigação disso.

Preciso perder peso (uns 6 quilos, pelo menos), mudar de visual, mexer-me mais, tirar tempo para mim própria e sentir-me bem com isso, aprender a dizer "não" quando me propõem ou pedem algo que não me apetece, que me vai fazer mal ou prejudicar (parece simples, não é?), colocar de parte algumas peças de vestuário e de calçado e usar apenas o que me faz sentir bem, fazer um check-up médico (ou 2) no ano, dormir mais (assumindo que 5/6 horas não chegam para mim)...

Comecei pelo visual, com o corte de cabelo radical, que desejava há mais de um ano e que me fez sentir outra e já valeu palavras (muito e pouco) agradáveis. Sinto-me bem assim, mais leve e despreocupada e pretendo mantê-lo sempre impecavelmente bem tratado. Também tenho maquilhado mais os olhos e tenho em vista a participação num workshop de automaquilhagem, que me vai ensinar alguns truques e reforçar a minha confiança.

Perder peso vai ser a tarefa mais difícil, pois sou grande amante de boa comida e não consigo adaptar-me a ginásios ou a atividades com local e hora marcada... dois grandes problemas, pois claro! 
No entanto, hei de conseguir, apesar de não querer fazer deste objetivo uma batalha dura nem castradora. Vou marcar consulta com o meu médico de família e pedir aconselhamento a um nutricionista. Vou adaptar algumas refeições e começar a mexer-me mais, fazendo o que gosto: caminhar e dançar. E conto com a princesa para me acompanhar com a sua Wii e os jogos de dança! Também vou passar a beber mais água, pois quase não bebo nenhuma e sei que é um erro grande. Vou ter de conseguir, mesmo que precise de um suplemento e de força de vontade extra.

E se janeiro foi o mês do cabelo, fevereiro será o de começar a mexer-me e a controlar o que ingiro.

Hoje já foi diferente, tanto na alimentação, como nos movimentos e comecei um ritual que quero manter (pelo menos) ao domingo: fazer uma caminhada grande. Fiz apenas 3 kms a andar depressa, para acompanhar os meninos nas bicicletas, e aguentei-me bem. Irei aumentando, até passar à corrida. Mas tenho 11 meses para o fazer... sem stresses (que para isso já basta o resto da vida), nem ansiedades (para não desistir cedo demais).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

MANHÃ SÓ COM O MAIS VELHO

Hoje passámos a manhã os dois sozinhos: eu e o meu filhote mais velho.
Confesso que senti um pouco a falta da mana, pois estou muito habituada a andar sempre com os dois, mas também me soube muito bem estar sozinha com o meu pré-adolescente!

Fomos assistir juntos à peça "O Reino do Rei da Gata Borralheira", pela companhia Byfurcação, no Teatro Villaret, e foram 45 minutos muito divertidos! A peça está muito bem escrita e encenada, tem ótimos atores e consegue abranger um público muito diversificado. O texto diverte os graúdos, contendo piadas que só os mais velhos entendem, e a animação diverte os miúdos. A história, que nos é contada por 3 ratinhos na sua hora da sesta, roda à volta do príncipe da Cinderela e do que se passou dentro do reino. Convém os pequenos conhecerem bem a história, para identificar as personagens, mas penso que os cenários, simples e coloridos (como eu gosto) e a dinâmica entre as personagens e a sua comunicação com o público deixam-nos presos ao palco.
Já tínhamos adquirido os voucher para entrar, a metade do preço, na lifecooler e foi muito bem aproveitada a manhã de sábado. (A Matilde já tinha ido com o pai, no dia em que o Simão esteve doente).





Depois da peça, o miúdo quis continuar sozinho comigo e decidimos almoçar no seu local preferido: um restaurante japonês de self-service, no Freeport em Alcochete, que tem diversos pratos a passar num tapete rolante. O meu Simão simplesmente adora lá ir e, em dias especiais, é logo a sua escolha. Saímos os 2 tão cheios!!!! (Abusados!!!)
A temperatura estava desagradável e voltámos para casa depois de almoço, mas deu bem para aproveitar a sua ótima companhia e me aperceber (ainda melhor) como o meu menino está crescido e como as suas conversas já são tão maduras...