segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MÃE DE CABELOS EM PÉ

Ontem zanguei-me com os dois. Há muito que não me zangava tanto...
Horas seguidas a implicar um com o outro, em dias inteiros a tentar provar qual dos dois manda mais nas brincadeiras e conversas... gritos, ora de alegria de diversão, ora de discussões sem motivo aparente... gargalhadas ora conjuntas (de sucesso), ora rivais (de competição)...
Normalmente sou uma mãe com paciência. Gosto de conversar, ajudo na mediação dos conflitos, brinco, leio, jogo, ouço os relatos que me querem contar, assisto a espetáculos de magia, vejo com eles enroscada algumas séries de televisão... Mas tantos dias seguidos metida no meio das tontas brigas de irmãos... fui enchendo.
Ontem rebentei porque se bateram! Os meus filhos não se batem... magoam-se às vezes com as palavras, mas não se magoam fisicamente... descontrolaram-se e foi a gota de água.
Zanguei-me a sério, perdi toda a calma e assertividade...
Se calhar estavamos a precisar que isto acontecesse: eles e eu! Cabelos em desalinho, ralhetes bem duros, umas palmadas e um castigo.
Depois vem a dor cá dentro! A zanga comigo própria e os remorços... não sei se por me ter deixado descontrolar se por não ter mais mini-descontrolos e não deixar acumular cá dentro do peito. Fiquei de cabelos em pé por fora e coração mirrado por dentro. Não mostrei... precisei de espaço e de tempo. Parece que eles também.
Ser mãe é muito difícil. Nem sei como a minha aguentou ter-me como filha! (Ou melhor, aguenta!)

3 comentários :

  1. Não sou mãe, mas imagino a tua dor. Sou tia, e apesar de adorar os meus sobrinhos, às vezes também me aborreço. A marota da minha sobrinha, volta e meia também me tira do sério. Um certo dia, perto da meia noite, a moça não parava quieta, já tem 9 anos, já está, como costumo dizer, uma mulherzinha!, eu pedia para ela não fazer barulho com a cadeira, e quanto mais eu pedia, mais ela fazia. Levou uma palmada. Fiquei tão triste. Não lhe disse nada e ela parou quieta. Alguns dias depois, comentei com a minha cunhada que disse que eu fiz muito bem, mas a minha sobrinha nem se lembrava! Foi do tipo: "Deste-me uma palmada? Não me lembro". O seu irmão, mais novinho, goza comigo e diz que eu não sei dar palmadas! Que as minhas palmadas mais parecem festinhas.
    Não concordo com espancamentos, mas uma sacudidela de pó no momento certo e devidamente esclarecida vem muito a calhar. Mais vale chorar agora e ficar com o coração apertadinho agora, do que quando são grandotes e não há nada a fazer.
    Depois de a poeira assentar, fala com eles e esclarece o motivo, fazendo que as palavras e o reconhecimento do motivo da palmada sai da boca deles.
    Até tinha jeito para estas coisas de mãe, ou não?
    Beijinho

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    1. Tinhas jeito, sim senhor!!!!
      Os miúdos são o melhor da nossa vida, mas também conseguem tirar-nos do sério.
      Obrigada por estares aí, minha querida!

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  2. A tua mãe, simplesmente e ama!!! Tal como tu amas os nossos principes, amas, mis que a ti!!!

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