quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

EM LISBOA, COM OS ALUNOS

Ontem passei o dia em Lisboa com a minha turma e posso dizer que foram horas muito bem passadas.

De manhã visitámos o Castelo de S. Jorge, com visita guiada pelo "próprio" D. Afonso Henriques e os miúdos tiveram hipótese de utilizar os conhecimentos que já tinham sobre a História de Portugal e aprofundá-los, compreendendo, mais na prática, como tudo ocorreu naquela altura.
Até D. Teresa nos fez uma visitinha rápida, mas muito divertida!
O guia que nos acompanhou desenvolveu um trabalho fantástico e penso que estas iniciativas dos serviços educativos são de valorizar bastante, principalmente quando incluem pessoas com o perfil certo para acompanhar crianças: simpatia e gentileza, rigor em relação à postura e comportamento dos alunos, linguagem acessível mas correta, boa interação social, compreensão e paciência...
Os miúdos facilitaram porque se portaram muito bem, mas também não costumo "deixar" que se comportem de outra forma. Ao fim de 4 anos comigo já sabem que os deixo ser autênticos mas que estamos nos locais para aprender e que há regras sociais a cumprir. Correu tudo 5 estrelas.

Depois fomos almoçar aos Jardins do Império, em Belém, onde tivemos muitas gaivotas por companhia.
Comemos em círculo, partilhámos refeições, conversámos, convivemos e houve tempo para brincadeiras no parque infantil.

De tarde, fomos ao Museu Nacional da Arte Antiga.
Infelizmente, uma das guias encontrava-se doente e tivemos de fazer adaptações ao que tínhamos planeado (e preparado em conjunto há uns domingos atrás), o que me causou algum transtorno, pois já levava os grupos divididos e sei que teriam aproveitado melhor se fosse da forma que, em assembleia de turma, combinámos ir.
Não gostei dos comportamentos da turma que nos acompanhou e que acabou por prejudicar os meus alunos, que não conseguiram participar como deviam, nem compreender tão bem como seria possível se os colegas o permitissem. Fico muito chateada com estas situações, pois quando os alunos não sabem comportar-se acabam por dar uma má imagem do grupo e, logo, da escola de onde vêm.
Acho que, não sendo oprimidos (de forma alguma), os miúdos têm de, desde cedo, perceber a responsabilidade que é sairem da escola em vsita de estudo e a forma como as suas atitudes marcam estas saídas.
Fiquei contente com o grupo que acompanhei, apesar de não ter tido o resultado esperado.
A manhã passada no museu a preparar a visita não foi suficiente, mesmo tendo trazido TPC para estudar, e não me senti suficientemente segura para guiá-los da forma prevista. A turma ficou mais dispersa e menos concentrada ao perceber as minhas inseguranças (mesmo sem serem referidas!) e tive de passar ao plano B: visita menos centrada nas peças escolhidas, não as aprofundando, e mais dispersa pelas maravilhosas obras expostas. Eles não perceberam a alteração de plano, mas eu tive logo outra postura e a verdade é que todos estavam encantados com o que viam.

Cheguei a casa muito cheia de luz e cor, mas também completamente exausta!
É que até a responsabilidade de "tomar conta" de 25 crianças nos cansa! 

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