sábado, 24 de agosto de 2013

BROADWAY BABY

Desde que me lembro de ser gente que ouço falar dos irmãos Feist e que convivo (televisivamente) com os seus talentos diversos. Em miúda, habituei-me a ver o duo Nuno e Henrique a cantar e a tocar piano, fazendo sucesso com inúmeras canções e participações em espetáculos. Via-os como dois miúdos encantadores que pareciam estar já a realizar o sonho de muitos das suas idades!

Perdi-lhes o rasto durante a minha adolescência e voltei a "encontrá-los" associados a Filipe La Féria e em programas de televisão. Os estudos que fizeram no estrangeiro, após outros em Portugal, aumentou o potencial de Henrique como ator e cantor e o de Nuno como pianista e maestro.

Ontem fui vê-los e saí do espetáculo "Broadway Baby" verdadeiramente encantada, de peito cheio e com vontade de subir ao palco para os abraçar. Aplaudi de pé, sem me cansar... chorei de emoção... admirei exaustivamente os dons destes irmãos que sozinhos, durante cerca de 90 minutos, encheram o palco com a magia da Broadway, chegada até ao público pela fantástica voz e atuação de Henrique e pelo dedilhar mágico de Nuno. Os dois, unidos pela paixão que, decerto, comanda as suas vidas, fizeram a retrospetiva do teatro musical desde a sua génese até aos dias de hoje, assumindo personagens intemporais da história da música com uma qualidade de se tirar o chapéu.

Imagem retirada da Internet.
Foi um espetáculo que jamais irei esquecer...

Henrique Feist é um artista a 100% que nos encanta em vários tons e sonoridades, usando e abusando de uma expressividade e domínio das artes teatrais que não tem par. É dono de uma voz linda, poderosa, afinadíssima, que nos leva ao sonho... Além de cantar, ele dança, ele interpreta, ele imita, ele sapateia, ele transforma-se, ele redescobre a música em nós, usando em palco diversos adereços e guarda-roupas, que nos levam a viajar pelos grande musicais da Broadway, como se, na realidade, não estivéssemos no Teatro Armando Cortez, mas num outro tempo e lugar onde tudo aconteceu.

Nuno, mais discreto e atuando no seu espaço, brilhando entre teclas pretas e brancas, folheando partituras como se de banais folhas de papel se tratassem e transformando-as em sons que renascem, brilham e nos envolvem, completa o espetáculo e acrescenta-lhe apontamentos únicos... Houve momentos em que fechei os olhos para apenas ouvir o irmão, mas houve outros em que me centrei na forma sublime como os seus dedos compridos e magros dançavam sobre o piano...

Só podia regressar a casa muito maior... Só podia...
E o beijo na testa de Henrique, dado pelo mano mais velho no final do espetáculo, após os agradecimentos ao público que gritava "Bravo!!!" e aplaudia de pé, como que dando sinal de mais um degrau alcançado pelos dois, completou a minha admiração.

(Obrigada à página Bilheteira Online por esta fabulosa oportunidade!!! Obrigada, a sério!)

2 comentários :

  1. Sortuda:) Também sou grande fã dos irmãos Feist, especialmente do Henrique. Beijos

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  2. Também fui ver no dia 14 deste mês e adorei! Aliás, identifico-me com o seu texto!
    UM GRANDE ESPECTÁCULO!

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