segunda-feira, 5 de agosto de 2013

2 LIVRINHOS BEM DIFERENTES

No sábado terminei duas leituras muito diferentes uma da outra: "O Manuscrito encontrado em Accra", de Paulo Coelho e "O Homem que amava demais", de Elisabete Cruz
O primeiro terminado não foi dos melhores que li de Paulo Coelho, mas deixou-me a pensar em algumas questões e na forma como encaramos a vida. "O Manuscrito encontrado em Accra" mostra-nos a visão profética de um grego sobre vários aspetos da vida, como o amor, a lealdade, os milagres, a solidão, os caminhos, entre muitos outros. Ele fala para cristãos, muçulmanos e judeus, numa linguagem simples e acessível/compreensível para todos, acabando, na minha opinião, por mostrar que, independentemente da religião de cada um, os valores principais da vida são comuns a todo o homem.
Foi uma leitura que apelou bastante ao meu lado espiritual e que, de algum modo, me tranquilizou. Encontrei muitas lições com sentido para mim e acabei por sublinhas muitas frases poderosas:


No entanto, apesar de adorar a escrita de Paulo Coelho, prefiro as obras que nos deixam a pensar nestas questões de forma menos explícita e ligadas a uma história com maior conteúdo de acontecimentos.

Também terminei de ler "O homem que amava demais", que me apresentou a escrita de Elisabete Cruz, que sigo regularmente através do blogue "A Wonderful World".
Para começar, gostaria de dizer que gostei bastante da sua forma de escrever e que fiquei ansiosa por adquirir o seu mais recente trabalho, "Face Negra", que já reservei.
O livro começa por contar a história de Inês, uma mulher que vê o seu namorado Carlos morrer num acidente e a forma como este acontecimento muda por completo a sua vida, levando-a a aceitar um caminho que a levará até outro homem importante na sua vida: Dean.
Na primeira metade do livro, ocorrem situações diversas que nos mostram Inês assumindo posturas diferentes, adequadas ao que vai vivenciando. Nada nos leva a pensar no que vai ocorrer ao longo da segunda metade, que, para mim, foi a mais interessante e intensa, conseguindo, mais facilmente prender-me à leitura e ficar sempre ansiosa por ler mais um bocadinho, quase que não parando para respirar à medida que tudo ia acontecendo. A reviravolta que a história dá, quanto a mim, favorece bastante o enredo, que se torna mais interessante, sedutor e requintado. Gostei bastante da forma como o romance assume contornos de suspense e vice-versa.
Contudo, tenho de referir que inicialmente não foi fácil deixar-me absorver pela história, como tanto gosto, mas penso que isso de deve ao facto de ter feito a leitura do livro em suporte digital. Foi a minha primeira experiência a este nível e não foi muito positiva. Faltou agarrar no livro, deitar-me com ele, carregá-lo para onde ia. Faltou o marcador de papel ou artesanal e a facilidade de transporte, porque li-o no portátil ou no computador fixo. Tudo isto me distraiu um pouco e retirou algum "poder" ao livro, mas fiquei mesmo com vontade de ler a próxima obra de Elisabete Cruz.


Só uma última nota:
Temos muitos e bons escritores em Portugal e devemos procurar conhecê-los ou, pelo menos, dar-lhe uma oportunidade de fazer parte das nossas leituras.

1 comentário :

  1. Concordo contigo sobre os nossos escritores, e não conheço a Elisabete Cruz, mas com a tua ajuda vou já conhecer!!!!
    Beijinho e boa semana!

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