segunda-feira, 8 de julho de 2013

10 ANOS DE TI, FILHOTE!

Ontem foi dia de comemorar o 10.º aniversário do meu filhote mais velho.
Acordei bem cedo, com uma ansiedade enorme e todas as memórias do 7 de julho de 2003 se apoderaram da minha mente: a inexperiência perante as primeiras contrações, a ida para o hospital, a noite de solidão passada à espera dele, numa sala sozinha e (praticamente) às escuras, as dores bem fortes no início da manhã (quando a epidural dada à meia-noite já não fazia efeito), a palmadinha do médico que me seguia, chamando "apressado" ao meu menino, para depois desaparecer e não mais o ver (até hoje!), o meu pedido constante pela presença do meu marido, não ouvida nem respondida, as dores do nascimento e a força feita em locais errados, o corte e a costura mal feitos, a vacina que não lhe deram logo...
Tudo isto senti à flor da pele no primeiro instante do dia, enquanto tudo ainda dormia e uma festa grande de aniversário se avizinhava pela frente.
Ansiosa, porque isto de reviver momentos marcantes tem a (por vezes) desvantagem de nos trazer também os sentimentos que nos invadiram nesses instantes, vim ao computador procurar uma foto do meu amorzinho para olhar para ele sem ter de o acordar (e ao amigo que também dormia no quarto dele).
Corri pastas e pastas de fotos e as memórias foram sendo substituídas por outras incrivelmente melhores,  misturadas com a fantástica imagem dele nos meus braços, naqueles breves instantes em que, depois de nascer, ainda sujo e ligado a mim, o colocaram em cima da minha pele e senti o maior prazer de sempre: olhá-lo, tocá-lo, senti-lo!
Jamais esquecerei a primeira carícia,  as primeiras lágrimas de emoção, o toque suave da sua pele, o (nosso) choro de alegria por estarmos juntos, por finalmente nos conhecermos com todos os sentidos. Era um bebé lindo, pequenino, com uma manchinha rosa na testa que memorizei para ter a certeza que não o trocavam, que devolviam o MEU bebé, o meu grande amor, a minha "pipoquinha" linda que tanto desejei e que mudou significativamente (para melhor) a minha vida.
Escolhi quatro fotos que representam a sua primeira década de vida e enchi-me de alegria e orgulho por tudo aquilo que ela tem sido e valido. Têm sido dez anos de amor verdadeiro e companheirismo único, nos quais descobri a minha verdadeira vocação de vida.
E o dia foi de arromba para comemorar. Foram mais de 12 horas de festa, de animação, de amigos e família, de brincadeira e jogos, de emoções e sensações. No monte dos avós, com tudo o que mais amas nesta vida e com esta mãe profundamente feliz.


Parabéns, Simão!

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