terça-feira, 7 de maio de 2013

EXAME NACIONAL DE 4.ºANO

Há mais de 6 anos que não sentia este formigueiro na barriga e esta angústia ao deixar o meu Simão na escola.
Senti-o pela primeira vez no primeiro dia de aulas no pré-escolar, quando o deixei "sozinho" na sala da Célia, após quase 3 anos a ficar diariamente com a melhor ama do mundo, a avó materna!
Voltei a sentir hoje, quando o vi dirigir-se "sozinho" para o Bloco B da EB 2, 3 de Palmela, para fazer o exame de Português de 4.ºano.

Das duas vezes, o meu menino não parecia nervoso. Aparentemente tranquilo (e eu também, claro!) mostrava-se igual a ele próprio: curioso, aventureiro e alegre.
Das duas vezes, o meu menino passou a noite anterior na minha cama, enroscadinho a mim, para que tivesse o sono mais tranquilo possível.
Das duas vezes, esta mãe saiu da escola com vontade de chorar. Na primeira, chorei mesmo, fortemente, durante toda a viagem até ao emprego. Foi meia-hora de lágrimas, sentindo-me a pior mãe do mundo e com um medo imenso que ele estivesse a sofrer e a chamar por mim. Hoje, não chorei! (Controlei-me!) Mas o nó da garganta sufocou-me um pouco e foi agradável fazer a viagem de 15 minutos a ouvir música e de vidros abertos. Rezei e pedi que o meu menino se concentrasse, desse o melhor de si (para não se sentir mal depois) e que estivesse tranquilo e seguro.
Das duas vezes, confiei plenamente que ele iria safar-se bem e que esta seria mais uma experiência de vida que o iria marcar positivamente e que o faria crescer muito. Acho que foi assim que aconteceu!!!

No entanto, não é uma sensação (no momento) agradável esta de lhe dar espaço e de o levar à porta destas novas experiências. Mantenho o ar de tranquilidade, mas "sofro" por ele... apesar de o fazer de uma forma relativamente saudável.
Desta vez, ficou-me na ideia a confiança plena no que ele sabe e a certeza de que fiz bem em não fazer deste exame uma meta para a qual dirigimos os últimos meses. Não estudámos muito, continuámos a brincar, a sair, a rir e a aproveitar o tempo livre, sem aulas extras nem provas cá por casa.
Ficou-me ainda a resposta que me deu quando eu própria tentava entender porque não achava necessário estudar mais em casa para além do que já andava a estudar:
"-Nem todos os pais confiam nos filhos como tu confias em mim!"

E o primeiro já está. Na sexta-feira custará menos!

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