terça-feira, 21 de maio de 2013

CONDUZIR...

Quem me conhece há muitos anos (pelo menos 17...) sabe com que terror começou a minha vida de condutora. Ou melhor, como não começou.
Mal terminei de tirar a carta, e muito em resultado da péssima pedagogia usada pelo meu instrutor (não lhe avalio os conhecimentos!), ganhei fobia por conduzir. Apesar da paciência do meu marido (e antes namorado) para me ajudar a ganhar confiança, não conseguia ultrapassá-la e recordo sem saudades os tempos em que tremia só de me sentar no lugar do condutor ou como sentia que o carro me controlava sempre que fazia uma tentativa.
No entanto, a necessidade levou-me a combater o medo de frente, pois com duas crianças pequenas para levar e buscar, mais o caminho para o trabalho e a necessidade de mãe-galinha de estar com elas o maior tempo possível tornaram quase essencial que pegasse no volante com confiança.
Foi em 2005 que consegui (tinha a princesa 8 meses e o mano pouco mais de 2 anos) e o segredo foi comprar um boguinhas para mim, escolhido por mim, bem ao meu jeito... e com ele ganhei confiança aos poucos...

Hoje ainda conduzo o mesmo carro, mas já sem medos, por todo e para todo o lado.
Também pego noutro qualquer, apesar de preferir sempre o meu.
Considero-me uma boa condutora (sim, estou a dizer bem de mim!!!), apesar de já ter feito umas esfoladelas no meu Matiz. Costumo dizer que tenho uma "condução masculina" porque me identifico mais com os homens que vejo ao volante... sou arisca, apesar de cautelosa, aventureira, apesar de cumpridora, desenrascada e autónoma.
Mas há coisas no trânsito que me deixam louca. Detesto quando não fazem pisca (ou quando o fazem só depois de quase parar ou de já estar a virar), aborreço-me quando não respeitam as regras de circulação nas rotundas, gosto mais de conduzir de dia do que de noite e muito mais durante a semana do que ao fim de semana (os condutores que só tiram o carro da garagem nestes dias.... ai ai!!!).
Não me importo de ser ultrapassada, mas detesto que me façam pressão para andar mais depressa e que se metam "à bruta" através de uma escapatória e depois avancem em velocidade de caracol... Nunca deixo o carro mal estacionado e sei usar um truque para arranjar estacionamento perto de onde quero. Prefiro uma viagem mais comprida sem trânsito, do que poucos kms de pára-arranca, gosto de variar os percursos, adoro velocidade nas auto-estradas. Não gosto que o "pendura" dê opiniões como se eu fosse aprendiz (será trauma?!) ou que mostre insegurança quando vai a meu lado. Gosto de ouvir música alta, de cantar e de "dançar". Gosto de viajar com os meus filhos, mesmo quando os ouço dizer "Oh mãe, já estás perdida de novo!", mas detesto quando brigam lá atrás... (Já cheguei a parar o carro e dar um estalo a cada um!).

Enfim, eu e o meu amiguinho (pequeno, simples, humilde, mas meu) vamos juntos a todo o lado e só nos separaremos quando a idade não lhe permitir já pequenos arranjos e novas peças.
E costumo dizer que comprarei outro igual! (Ou muito parecido e com mais cilindrada, se me sair o euromilhões!).

3 comentários :

  1. Ah ah ah! E lá se foi o teu medo!
    Bjs

    www.trapinhartes.blogspot.com

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  2. Muito bom! :) Gosto muito de conduzir, mas isto de trabalhar em casa é uma enorme menos valia, pois no momento de conduzir, sinto-me menos segura que noutros tempos.
    Beijinho

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  3. Eu demorei muito a ir tirar a carta, o meu marido insistiu muito, mas eu só fui quando entendi, e agora foi uma das melhores coisas que fiz.

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