terça-feira, 2 de abril de 2013

BELAS LÓGICAS

Numa página de facebook de artesanato que sigo diariamente, "Ideias Singelas", surgiu ontem uma imagem que me fez pensar nas lógicas da vida e em como elas me têm prejudicado ou ajudado no caminho da felicidade, que é, sem dúvida, o meu objetivo de vida:
Apesar de, ao lê-las, todas fazerem (logicamente) sentido na minha cabeça, a verdade é que até há pouco tempo a grande maioria delas não estava clara e assumidamente no meu viver.
Não sei se por questões de educação ou culturais, se porque eu sou mesmo assim, acho que cresci a preocupar-me demais com os outros, tanto quanto com as suas opiniões, ficando dependente do mundo para ser feliz e esperando de ajuda não para alcançar todos os outros objetivos a que me propunha, mas para atingir a felicidade. Necessidade de ser aceite, urgência em sentir que gostavam de mim, medo de desiludir e de perder as pessoas à minha volta, desejo de fazer tudo corretamente sem falhar, todas estas autoexigências vejo hoje que fizeram com que a minha autoestima tenha sido baixíssima durante anos, não me permitindo aceitar-me de cabeça erguida.

Tudo isto me provocava uma ansiedade profunda e um sentimento desumano de rejeição de mim própria sempre que "o outro" mostrava a minha (suposta) falha... e falhava todos os dias, muitas vezes, pois há sempre quem pense diferente de nós, quem saiba tudo sobre os mais variados assuntos (mesmo sobre os que nós somos especialistas), quem crítique e opine mesmo sem ninguém lhe pedir, que nos receba quando sorrimos e não veja quando choramos (tão mais cómodo!), que ache (e diga) que faria de outra forma... até nós próprios o fazemos quando olhamos para trás, para o nosso passado muitas vezes ainda tão presente.

Agora, tenho sido uma pessoa muito mais lógica na vida (segundo estas ideias) e consigo sentir-me bem mais feliz. (E é quando não as sigo que me derrubo e quebro e voltam as recaídas, das quais também já recupero com outra facilidade).
Gosto de ser quem sou e do que sei e faço, acredito nas minhas convicções e defendo-as, amo de forma intensa e não me importo com isso, não dou tanto crédito ao olhar alheio, nem me assusta que me conheçam ou às minhas opiniões, pois defendê-las-ei sempre e admitirei que estou errada quando de tal me aperceber... tenho valores humanos diferentes da maioria, mas são os meus, nos quais acredito e preservo e não tenho de me envergonhar nem esconder.

Sem máscaras, sem falsidade, com menos medos, o meu pior mal é, ainda, pensar demais... acho que precisava ser homem para não o fazer (eles não são mais felizes?)... mas pensar um pouco também ajuda a refletir sobre o que fazemos e a progredir. E sempre achei que estamos cá, nesta vida, para sermos sempre um bocadinho melhores, para nos aperfeiçoarmos, mas não à custa de menos felicidade.

1 comentário :

  1. Que bonito texto! Tão claro, para mim...acho que te conheço bem. Beijo mana!

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