sábado, 2 de março de 2013

NÃO AOS PRECONCEITOS DA ROUPA EM 2.ªMÃO

De manhã fui ao Pavilhão Municipal de Exposições da Moita, espreitar a Stock Off.
Lá estão representadas várias lojas, da localidade e de fora, que vendem os seus produtos a baixos preços, com promoções dos 50 aos 80%. A grande maioria vende roupa e acessórios de moda, alguns dos quais a bons preços.

Quem me convidou a visitar este evento foi a mãe de um dos meus alunos, que tem uma loja de artigos em segunda mão, onde vou algumas vezes. Sou defensora deste conceito, pois penso não haver necessidade de desperdiçar (roupas e dinheiro), nem de manter caixas e caixas de peças que não usamos (nem vamos usar mais), que só servem para encher despensas e afins.
No entanto, mais uma vez fiquei a conhecer uma faceta da maioria (?) das pessoas que é completamente diferente da minha: o preconceito em relação a este assunto. Será possível nos dias de hoje haver quem tenha vergonha de frequentar estas lojas e, até, de vender nelas alguns artigos? É possível sim!!! Fiquei a saber hoje, pela voz de especialistas, e isto deixou-me pensativa. Então e o conceito de reciclagem, tão bem divulgado e mais que explorado e publicitado em todo o lado há já tantos anos, não se aplica a esta questão? Será que os meus filhos e sobrinhos são os únicos que usam roupa que já foi usada por outras crianças? Bolas, nem quero acreditar que, apesar da crise (para já não falar do antes dela) as pessoas sejam preconceituosas a este ponto.
Eu não sou e tenho adquirido peças lindas a preços fantásticos. Uso muito a net para este efeito e mal posso esperar pela primavera para começar a usar alguns pares de sapatos que chamam por mim todas as vezes que passo no armário deles.
E hoje, da "Veste D' novo sem preconceitos" trouxe estas chinelas fantásticas, que são a minha cara e que já procurava há bastante tempo:


Custaram-me 5 euros. Que tal?

Não tenho vergonha de dizer que nem toda a roupa da minha filha é nova (para ele tenho mais dificuldade em arranjar). Algumas peças custaram 2 euros e estão como novas e nela brilham que é um espetáculo, modéstia de mãe à parte. Bem conjugadas, adequadas ao tamanho e ao género das crianças, ficam muito melhor do que novas muito grandes (ou curtas) e mal combinadas em cores e feitios! Isso garanto e tenho vários exemplos à minha volta que até arrepiam!
Não tenho vergonha de dizer que também uso roupa que foi comprada e usada por outras pessoas... adapto-as a mim e gasto muito menos dinheiro. Mais importante do que o preço e a idade das peças é o gosto de cada um e o conforto que sentimos dentro de roupas e usando acessórios.

Não comprei mais nada, porque não encontrei nada de que precise, mas não vim embora sem comprar uns pãezinhos caseiros, acabadinhos de fazer, que cheiravam que era uma delícia. (E que souberam tão bem a acompanhar o esparguete à bolonhesa que o meu homem fez!)

E que bem que me soube ver por lá outro dos meus alunos que, de sorriso rasgado, me chamou lá do fundo e veio abraçar-me, e ouvir um pai dizer "Deve ser tão bom sentir assim que eles gostam tanto de si!".... principalmente depois de meia semana a "penar" por causa de desacordos em relação às relações que se estabelecem na escola, que quase me deixou a pensar que a censura estava de volta e que já não vivo num país onde tenho direito a uma espaço MEU onde deixar a MINHA opinião.

1 comentário :

  1. Estou completamente de acordo contigo, mana. E que giras são as chinelas! Somos feitos de substância, o embrulho rapidamente se destrói. E a felicidade e o bom íntimo conjugam bem com as peças que vestimos, sejam elas quais forem. Beijinhos

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