sábado, 30 de março de 2013

BONS BRINQUEDOS DO FAZ-DE-CONTA

Não há melhor brincadeira, mais divertida e que desenvolva mais capacidades e competências, do que a do "faz-de-conta".
Brincar ao faz-de-conta leva as crianças a explorar a sua imaginação, assumindo diferentes personagens e/ou personalidades, treinando ações e reações, obrigado-as, sem quase dar por isso, a resolver conflitos, prever acontecimentos, imaginar soluções e expulsar os seus medos e angústias.
Sou completamente fã desta brincadeira e acho que os "miúdos de hoje" não se divertem tanto a brincar porque não aprenderam, ou não os deixam, brincar às casinhas, aos acampamentos, aos polícias e ladrões, aos médicos, às lutas, às corridas/choques de carros, às mamãs...

Cá em casa, tenho 2 filhos completamente diferentes neste aspeto: ele "não sabe" brincar ao faz-de-conta sozinho, ela brinca a toda a hora (sozinha, muito ou pouco acompanhada). Juntos, brincam sempre ao faz-de-conta e sei que, se fossemos mais rigorosos com o não-computador, ainda brincavam mais.

Sendo um rapaz e uma rapariga, nem sempre foi fácil articular a brincadeira, (principalmente porque gostam ambos de "comandá-la"), pois é certo que cada género tem a sua forma e preferências a brincar, mas tem havido sempre cá em casa brinquedos de que ambos gostam e que facilitam esta tarefa. Acho que posso mesmo dizer que é nestes que temos "investido" mais. E, como não poderia deixar de ser, que em questões de brinquedos a qualidade e a segurança são uma prioridade, temos apostado em marcas mesmo muito boas, com coleções atrativas, duradouras e do "faz-de-conta".

A FISHER-PRICE E OS LITTLE PEOPLE
Estes foram os primeiros e os meus filhotes brincavam imenso com os bonecos, as casinhas e acessórios, os carros, os animais e outras peças, imaginando brincadeiras, ligando os vários conjuntos, articulando os dele com os dela e construindo histórias bem divertidas e engraçadas. Desde bem pequeninos que a casa se foi enchendo dos "litou pipou", como eles diziam, e que iam connosco para todo o lado, fazendo as delícias das brincadeiras no campo, no carro, na praia, em casa...
Verdadeiramente resistentes e muito seguros para a primeira infância, muitas vezes os manos brincaram com estes brinquedos, inventando histórias e espalhando peças pela casa.

Imagem retirada da net.

PLAYMOBIL
Quando eram um pouco mais velhinhos, por volta dos 4/5 anos dele, começaram a gostar de brincar com os bonecos da Playmobil e foi nessas coleções de, aos poucos, nós e a família começámos a apostar.
Existem imensos conjuntos de brinquedos, segundo diferentes temáticas e adequados a diferentes idades, consoante o tamanho das peças. Cá por casa começámos com os piratas, mas passámos por várias outras como as da casinha, do zoo, dos dinossauros... mais uma vez a palavras de ordem era brincar ao faz-de-conta e todas as peças têm sempre forma de se relacionarem umas com as outras, independentemente do género para que são mais indicadas. Cada um deles tem as suas, mas a verdade é que quase sempre andavam (e andam) misturadas na arca do tesouro (dele) ou na casa de 2 pisos (dela).
Mais uma vez a resistência, a diversidade e a qualidade dos materiais eram uma mais-valia.

Imagem retirada da net.

LEGO
Não sei precisar quando é que os meus filhotes começaram a brincar com Lego. Acho que desde que se sentaram, ou mesmo antes disso. Primeiro vieram as peças grandes, de fácil encaixe e, à medida que a idade deles aumentava, diminuia o tamanho e a quantidade de pormenores de cada conjunto. Sempre bricaram juntos. Primeiro construiam torres e outros edifícios... que destruíam alegremente para voltarem a construir. Depois foram ganhando o gosto por montar as coleções em conjunto, seguindo os passos dos manuais. Hoje em dia brincam ao faz-de-conta contruindo o que lhes faz falta à brincadeira e complementando com as Lego Friends e seus acessórios e as Mini-figures, num sem fim de hipóteses, que estimula a imaginação e os envolve em brincadeiras sempre diferentes. (Ultimamente até já os transformaram em Michael Jackson e nas personagens do Dragon Ball!)

Imagem retirada da net.

É claro que não quero com isto dizer que não há formas de brincar ao faz-de-conta sem usar brinquedos de qualquer marca. Claro que há e são até bem mais saudáveis e gratuitas... com pedrinhas e paus, com folhas, com papel, com peças de roupas dos pais (ou do Carnaval), com caixas e tampas, cartões a fazer de carros e mantas para construir uma tenda... Os meus filhotes também fazem muitas e muitas brincadeiras destas, ou não fossem eles completamente adeptos das brincadeiras mais malucas que possam imaginar, usando qualquer coisa que esteja à mão no local onde se encontrarem.
Mas defendo que, se formos (quisermos e pudermos) oferecer brinquedos às crianças, devemos ter em conta a sua qualidade e o tipo de brincadeira que deles podem fazer. E aí aposto muito mais nestas grandes marcas do mercado do que em outras, mais baratas muitas vezes, mas que limitam o imaginário e facilmente se estragam, podendo pôr em risco a saúde e o desenvolvimento intelectual dos nossos filhos.

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