domingo, 6 de janeiro de 2013

JAZZ EM PORTUGUÊS

Há anos que conheço e frequento o Centro Cultural Malaposta.
Sou completamente fã das suas peças de teatro infantil, das melhores a que anualmente tenho assistido, e das exposições que costumam estar patentes no átrio.
Tenho lá passado bons momentos em família e ontem passei lá duas horas maravilhosas com o meu homem.

Fui assistir pela primeira vez às "Sextas de Jazz", que esta semana teve como artistas  musicais o "Quarteto Moderno".
Não imaginei que fosse passar um serão tão agradável! Fiquei agradavelmente surpreendida e vim de peito cheio, por várias razões, que envolvem muito do que sou e do que gosto.



O Quarteto Musical encantou-me completamente com a sua postura e música.
Do seu repertório fazem parte temas da Música Ligeira Portuguesa dos anos 50 e 60, que sofreram arranjos e uma transformação que lhes deu uma nova musicalidade e dinâmica. Gostei de todos os que ouvi, muitos dos quais conhecia o original, e o encanto dos ritmos de jazz aliados a poemas na nossa língua, nos quais o amor é sempre o ingrediente principal, fizeram-se regressar a várias épocas da minha vida, batendo o pé e de mãos dadas com aquele que escolhi para multiplicar este sentimento.

Fez-me lembrar uma fase da minha infância em que ouvia repetidas vezes uns LP's que a minha avó Delmira tinha e que cantava enquanto fazias as coisas da casa. Eu e a minha mana adorávamos as músicas daquela coletânea e cantámo-las tantas e tantas vezes, dando grandes concertos em cima da cama do tio. Já as sabíamos de cor. Eu ainda sei a maioria e ouvi algumas ontem, com saudades.

Fez-me lembrar algumas das minhas viagens de carro, em que, apressada, ligava o rádio na Smooth FM, desejando encontrar músicas que me dessem tranquilidade interior e torcendo para que algumas delas fossem em português.

Fez-me perceber como gosto destas saídas inesperadas a dois e como o amor nos tem mantido unidos, por vezes de forma desastrada e conturbada, noutras numa amizade e companheirismo honestos e verdadeiros, mas sempre numa profundidade que causa marcas e não nos deixa indiferentes...

Obrigada, Malaposta!
Obrigada, Quarteto Moderno!


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