quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ESTARÁ PORTUGAL VOLTANDO PARA TRÁS?

Ontem sai do cinema às 11 da noite com esta pergunta na cabeça.
Com o meu companheiro de conversas filosofico-politico-sociais regressei a casa a discutir a questão, pois ver o filme "Operação Outono" deixou-nos tema forte de conversa.
O nosso país não está bem... ninguém dirá o contrário, penso eu. Quer dizer, uma tal classe (essa sim) privilegiada há de dizer que sim, mas a maioria de nós, humildes humanos contribuintes, está de facto muito cansada de pensar no Portugal dos nossos filhos.
Tenho algum receio dos que se conformam, dos que se acomodam, dos que ficam sempre à espera. Tenho receio porque acho que são muitos e a célebre frase do "têm a faca e o queijo na mão" que ouvi tantas vezes enquanto me formava sair da boca de alguns colegas relativamente aos nossos professores, deixou-me um pouco preocupada com o que farão daqui para a frente as pessoas da minha geração com o que nos está constantemente a ser apresentado como retrocesso num processo de democracia.
Fiquei preocupada, mas hoje estou mais esperançada. Apesar de não muito!

O tempo do Salazar foi bom para uma minoria... o do Passos não está a caminhar para lugar diferente.
Eu não me considero uma privilegiada, ao contrário do que li noticiado ontem relativamente à minha "classe", mas uma mulher ativa, proativa, que sabe o que quer, com bons valores morais e sociais e que tem desempenhado com profissionalismo a sua função de professora... mas tenho receio do que aí vem, porque muitas vezes me senti (e sinto) desajustada, em pensamentos e ações, em relação a alguns dos meus pares, nas várias facetas que assumo, nas minhas várias faces de uma só pessoa.

Espero que seja apenas mais um período de reação a um filme de que gostei muito e que me prendeu do princípio ao fim, deixando-me a pensar e a refletir sobre a vida.

Foi ontem, numa noite fora da rotina, num espaço de Setúbal remodelado e bem decorado, usando convites que não esperava receber, que assisti ao filme "Operação Outono", que recomendo a quem, como eu, dá valor ao que se faz em Portugal...

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