segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

VIVA 2013


sábado, 29 de dezembro de 2012

RESOLVER ASSUNTOS ANUAIS

Acho que, pela primeira vez, vou acabar um ano com a maioria dos "assuntos anuais" resolvidos. É uma sensação excelente, de dever cumprido.
Não sei ao certo se estou com medo que 2013 seja um ano muito difícil ou se me encontro ansiosa por terminar aquele que foi uma ano de muitas incertezas e conflitos, mas acho que vou entrar no Ano Novo com mais determinação.

Ontem arrumei as fotos que tinha impressas cá em casa e que, desde julho de 2011, esperavam que eu comprasse um novo album para as organizar, com devidas legendas e comentárioas acerca dos locais por onde passámos e dos momentos que vivemos. Assim, agora falta-me escolher as fotos de metade de um ano e todo o 2012... Fiquei com espaço para mais 46 fotos e terminarei esse album, que será o último organizado desta forma. A partir de então, vou optar pelos albuns digitais, pois comparando o preço destes com o das revelações normais (mais o valor do próprio album) a diferença não justifica. Tenho alguns sites que costumo usar e onde há anos faço as impressões das minhas fotos. E chegam-me promoções muito tentadoras, que irei rentabilizar. Hoje mesmo terei pronta a pasta de "fotos a imprimir" e tratarei de a deixar preparada à espera das ditas promoções. (Depois faculto o endereço dos sites que, quanto a mim, funcionam melhor nesta categoria!). Também irei gravar as pastas de fotos mais recentes em pens, para não perder nada se o computador resolver adoecer!

 O último e mais recente album de fotos

As prateleiras do armário do Simão, onde guardo os albuns colecionados desde há 16 anos

Além disso, por incrível que a mim própria me pareça, hoje já fiz as contas das despesas que entrarão no IRS (saúde e educação dos filhos) e a pasta está pronta a receber os comprovativos restantes que chegarão pelo Coreio, para que, em fevereiro/março, possa preencher a declaração online.
Também já deixei uma pasta preparada para as despesas de 2013, onde irei colocando os respeitivos recebos à medida que os mesmos me vão sendo dados.
Estive ainda a reorganizar o dossiê da papelada restante, ficando feliz por relembrar que, para o bem da organização e do ambiente, já poucas facturas recebo em papel, pois este ano consegui colocar a maioria a chegar-me por mail... falta apenas a da Água. (Não sei se a Câmara Municipal dispõe deste serviço!).

Também estive a organizar a pasta do condomínio, que este ano nos teve como administradores. Não é que seja uma tarefa difícil, mas já cumprimos a nossa parte e vamos passar a pasta no início do Janeiro. Por aqui calha uma vez a cada um, mudando anualmente. Como somos 6, só conto administrar o prédio lá para 2018... Como os pagamentos estão automáticos, passarei o 2013 mais tranquila com este assunto. Para isso, estive a retificar todas as faturas, terminar as contas no Excel com a ajuda preciosa do maridão e fica mesmo só a falta uns últimos comprovativos que deverão chegar nos próximos dias. Ufa!!!!

Tenho uma sensação de "dever cumprido" a invadir-me e é muito, muito agradável. Sinto-me mais leve e em paz. Não é que tivesse questões muito penduradas, mas parece que há sempre coisas a fazer relacionadas com a gestão da casa e dos dinheiros e assim fico mais tranquila. Com a minha mania das listas, acabo por ficar com estas responsabilidades e, parecendo que não, são mesmo um peso que, devidamente organizado, parece mais distribuído pelo corpo todo.

E com gavetas reorganizadas e destralhadas, novos projetos artesanais em mente, esquematizadas as formas de gerir a conta com ordenados mais pequenos a partir de janeiro, saídas baratuscas em mente para alguns meses e um saco enorme onde vou colecionando presentes para os diversos aniversários do ano inteiro (à medida que promoções e oportunidades vão surgindo), parece que tudo faz mais sentido no fim de uma etapa... e graças a Deus que sou uma sortuda por poder ter tudo assim.

Apesar de tudo isto, ainda não pensei muito em 2013... e acho que não vou pensar em mais pormenores do que aqueles que já estão "preparados". Afinal, a vida vive-se no quotidiano, um dia de cada vez, sempre procurando dar o melhor de nós e alcançar os mais felizes momentos. Mas gosto de ter um olhinho no futuro, no amanhã, não para me agustiar, que sou muito dada a ansiedades, mas para que os passos possam ser dados com alguma segurança.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MATILDE E MARIANA: BEST FRIENDS

Orgulhosamente tenho de dizer que a minha filha de 7 anos tem sido, para mim, um grande exemplo do que é ser amiga de verdade. E ainda tenho tanto a aprender com ela!

Hoje fiz um desvio nas minhas rotas habituais para satisfazer um grande desejo da minha filha e levá-la à "Claire's" para gastar os primeiros 3 euros do dinheirinho que ganhou no Natal numa prenda simbólica mas que há tempos andava a desejar: dois colares de "BEST FRIENS", prateados, com metade de um coração que, juntos, foram um só símbolo do amor. Destinos: um para o seu percoço e outro para o da sua melhor amiga: a Mariana.

A Mariana e a Matilde conheceram-se há 7 anos e, desde aí, que são as melhores amigas uma da outra.
A Matilde adora a Mariana, sentindo por ela uma ternura que ultrapassa em muito os sentimentos mais verdadeiros das amizades adultas que conheço.
A Matilde é muito diferente da Mariana, o que as une em vez de as separar. Apesar de gostarem das mesmas brincadeiras, todas elas próprias de 2 meninas das suas idades, todo o resto é maioritariamente diferente, mas serve de complemento.
A Matilde gosta de estar com a Mariana, mas também está bem se ela estiver bem noutro lugar qualquer e com outras amigas. Gosta de brincar com ela, mas também gosta de brincar sem ela, com outras meninas. Prefere ser convidada para as mesmas festas, mas convive normalmente nas mesmas, quer ela esteja, quer não esteja.
Tem todo o prazer em vê-la feliz, mas diz-lhe o que pensa mesmo que isso lhe dê alguns minutos de tristeza, se for sinceramente o que pensa, se isso contribuir para a felicidade da amiga a longo prazo, se houver algo de errado com o que se passa à roda delas...
A Matilde tem saudades da sua amiga quando está algum tempo sem a ver e pede para ir brincar com ela ou para eu ir buscá-la para passar o tempo cá em casa. Não deixa de insistir quando quer estar com ela e pede para a levarmos a alguns sítios, dizendo algumas vezes que "a Mariana também devia gostar de aqui estar", mas entende as prioridades da sua amiga e respeita as suas preferências.
A Matilde é vaidosa e gosta de determinado estilo de roupa. A amiga tem outras escolhas e é mais discreta no vestir, mas ela adora comprar-lhe peças que sabe que vai gostar de receber, de emprestar-lhe o que é dela e a amiga gosta, de lhe dar o que já não lhe serve. Lembro-me de a ouvir dizer "Mãe, a Mariana fica tão fixe com aquelas calças dos corações!!!". A Matilde, se pudesse, arranjava uma peça para a amiga sempre que ganha uma para si, mas ao estilo do que a Mariana gosta e "combinando mentalmente" com o que ela tem e poderá vestir.
Apesar de já ler quando entrou para o 1.ºano, a Matilde acompanhava a leitura das primeiras palavras da amiga, lendo-as em silêncio, mexendo os lábios, como que a querer ajudá-la... como se, através do pensamento, as sílabas saltassem dela para a outra, rapida e corretamente...
A Matilde chega aborrecida a casa quando a amiga se envolveu em alguma confusão com as colegas, porque não sabe como ajudá-la. Mas faz de tudo para que a amiga não se aborreça com outras por causa dela.
A amiga Mariana é uma querida, uma menina meiga e doce e que eu adoro. É minha afilhada e tenho por ela um sentimento de sobrinha. É uma menina-princesa diferente da minha, mas também com muito para dar e para receber e, mesmo com todas as diferenças que têm, seja em defeitos ou qualidades, (ou talvez mesmo por causa delas), são as melhores amigas e ensinam-nos muito do que isto é na verdade.


A Matilde já anda de colar ao pescoço e está ansiosa por levar o outro colar, com a outra metade do mesmo coração, à amiga. Amanhã teremos de o ir entregar, porque é importante para ela este elo que as unirá ainda mais, não porque sim, mas porque na sua cabecinha aquela é uma peça importante e dirá muito mais que mil palavras quando estiver ao pescoço da Mariana.

MUSEU DAS COMUNICAÇÕES

Na semana passada levei a minha malta a conhecer o Museu das Comunicações. Quer dizer, na verdade quem nos levou foi o maridão, que conduziu, mas eu é que fiz o convite pois achei que todos iriam gostar de conhecer aquele espaço.
Em Lisboa, na zona de Santos, este museu conta-nos a história dos correios em Portugal, com um magnífico espólio que mostra bem como evoluiram ao longo dos tempos. Ficámos a perceber como surgiram os primeiros serviços postais e como se organizavam os primeiros "carteiros" e o funcionamento interno idealizado por Fontes Pereira de Melo, um grande homem na histórias das comunicações escritas.
Os miúdos adoraram ver as peças que compõem esta coleção, de admirar as viaturas e de explorar as diferentes estações de correio (antiga e moderna).

Noutras das salas, é dado ênfase à evolução das telecomunicações e é possível perceber como tudo evoluiu e as descobertas que estiveram na base nos telefones, dos computadores, da rádio, da televisão...
Os miúdos adoraram e quase nem queriam acreditar que foi possível viver a comunicar de formas tão diferentes das usadas nos dias de hoje.
Foi uma excelente tarde e, se mais tempo houvesse, acho que teriam lá ficado até à noitinha.
Aconselho vivamente este programa.
É um museu ainda pouco conhecido mas mesmo muito interessante. Abre à segunda-feira e fecha ao domingo. Tem preços muito acessíveis, sendo que cada adulto paga 2,50€ e as crianças até aos 12 anos não pagam.



 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

TERMINAR 2012

Estamos a poucos dias do final de 2012 e estou com aquela sensação de frio no estômago de quem quer muito terminar qualquer coisa com o sentido de dever cumprido.
Este não foi um ano fácil, mas ja tive piores, por isso, e tendo em conta tanta coisa boa que tenho à minha volta, diria que sou uma pessoa de sorte.
No entanto, há pequenos pormenores que quero deixar "encerrados" até dia 31, pois já começo com as minhas listas de 2013, na esperança de ter um ano melhor (ou pelo menos igual)...
O meu caderninho de listas já anda pousado em cima da mesa da sala e as ideias já vão surgindo. Nada de muito otimista nem exagerado, apenas coisas práticas do dia a dia, muitas das quais estão a começar a ser hábitos.

Após as arrumações que se seguiram a 2 dias intensos de Natal cheios de pessoas a entrar e a sair cá de casa (o que me deu uma alegria bem grande) cheguei a uma fase em que me apetece esvaziar as gavetas que ainda não foram destralhadas e por algumas coisas em ordem para o tal novo começo:

- Entregar papeladas relativas à minha (futura) vida profissional, as quais guardei para o fim pois não concordo com o novo modelo de avaliação de professores e andei a tentar evitar o inevitável e também porque não pretendo pedir para mudar de agrupamento (em equipa vencedora não se mexe!);

- Terminar as contas do condomínio (do qual fomos este ano administradores), para passar a pasta ao próximo devidamente organizada;

- Organizar as últimas fotografias impressas em albuns para começar depois a usar os abuns digitais (esta tarefa agradavelmente cabe-se sempre a mim e dá muito prazer);

- Dar volta aos meus livros, registando alguns no Wikingbooks e listando os que ainda quero ler e que gostaria de emprestar;

- Reorganizar algumas gavetas da sala e do hall, para destralhar e organizar lembranças nos locais corretos, a ver se entro no novo ano com menos tralha e tudo mais funcional.

Parece muita coisa (e até é) mas terá mesmo de ser feita para que o novo ano chegue em força e entre com o pé direito, pois quero sonhar mais, rir mais, descontrair mais, brincar mais, sair mais, ler mais, funcionar melhor... e quando há vontade conseguimos sempre dar um passo, nem que seja de anão...


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O MEU NATAL

O meu Natal está a ser simples, mas fabuloso...
Mesmo com a crise, ou mesmo à conta dela, conseguimos acrescentar mais significado a esta época... menos presentes, mais companheirismo, mais família... braços abertos para receber o que vem do outro, daquele, o principal, que está ao nosso lado, que partilha a nossa vida, que sente o nosso sangue nas veias ou no coração...
A mesa, recheada de pratos simples, doces caseiros e o melhor que cada um sabe fazer... poucas tradições, muitos gostos pessoais partilhados, muito respeito por mais/menos açúcar ou sal... refeições que se encadeiam umas nas outras, com todos a ajudar a pôr e a tirar, com simplicidade e união...
As prendas, mais certeiras do que de costume, menos exageradas e muito desejadas. Para os miúdos, brinquedos com os quais não param de brincar desde a meia-noite (tirando as 7 horas que dormiram, todos juntos!), livros, roupa... Para os graúdos, troca de "cestos" com as especialidades de cada um e organizados ao jeito de cada família, a pensar nos outros núcleos familiares... Algumas surpresas: eu ganhei uma máquina de costura que me vai servir de terapia durante o próximo ano!
Certo que estar no conforto do meu lar foi um ponto muito positivo para mim e para os 3 cá da casa, pois permitiu-nos estar sempre rodeados de gente linda e sorridente... avós maternos e paternos sempre juntos, como poucos conseguem, tios e primos a entrar e a sair, companhia nas brincadeiras e nos jogos.
Em menos de 24 horas, alguns projetos para 2013 se apoderaram de mim: livros para ler, bricolage e artesanato para fazer, "caixa de tempo" para gerir com os meninos, novas receitas a experimentar, aparelhos cá de casa para pôr a funcionar, fotos para organizar, um projeto pendente para finalmente iniciar...
Estou feliz e já não pareço a mesma Marisa de há 48 horas atrás... E ainda tenho umas boas horas pela frente!

domingo, 23 de dezembro de 2012

DOCES NO NATAL 3

As famosas broas castelares não podiam faltar na mesa de Natal e desde que (em 2010) as fiz pela primeira vez, não voltei a comprá-las.
A receita foi tirada da revista "TeleCulinária Especial Robot de Cozinha" (edição de dezembro de 2010) e, como é normal em mim, usei-a na minha Bimby.

Broas Castelar

Ingredientes:
- 650 gr de batatas doces
- 500 gr de açúcar
- 350 gr de farinha de milho
- 100 gr de farinha de trigo
- 100 gr de amêndoas inteiras sem pele
- 50 gr de mel
- 1 ovo
- 2 colheres (de sopa) de leite
- 1 casquinha de laranja
- Farinha para polvilhar

Modo de preparação:
Deitar a amêndoa e a casca de laranja na Bimby e moer durante 1 min (progressivamente) nas velocidades 5, 7 e 9. Retirar e reservar.
Coloca as batatas (descascadas e cortadas aos pedaços) na varoma. Colocar 600 gr de água no copo e cozer as batatas à Temp. Varoma, na Vel. 3, durante 40 min.
Escorrer o copo, deitar nele as batatas e o açúcar e cozinhar à Temp. Varoma, durante 8 min., na Vel. 3.
Depois de arrefecer, juntar o mel, a clara, a farinha de milho, a farinha de trigo e a mistura de amêndoa e cas de laranja e bater durante 1 min. na Vel. 5, 6 e 7 (progressivamente). Mexer tudo com a espátula e voltar a bater durante 1/2 min. na Vel. 7.
Ligar o forno para aquecer a 200ºC e polvilhar 2 tabuleiros com farinha ou forrar com papel vegetal.
Moldar a massa em broas (eu uso 2 colheres de sopa como faço nos pasteis de bacalhau), dispor nos tabuleiros e pincelá-las com uma mistura de gema e leite.
Levar ao forno durante 20 min ou até que fiquem douradinhas.

 Eu fiz 42 broas com esta receita e estão boas, que a malta já lhes lançou o dente!

         

DOCES DE NATAL 2

Este doce fiz este ano pela primeira vez, adaptando uma receita que vi no blogue "Cinco Sentidos na Cozinha", a qual adaptei à minha amiga Bimby.
Como é óbvio, ainda não provámos o bolinho, mas saiu do forno com um ar muito fofo e apelativo. Depois de coberto com chocolate, mudou de aspeto mas continuámos com vontade de o experimentar. Obrigada à Vânia Jesus por ter tantas ideias boas no seu blogue.

Bolo de cenoura e laranja com calda de chocolate

INGREDIENTES:

Bolo
300 gr. de cenouras raladas
4 ovos
300 gr.  laranjas descascadas
350 gr. de farinha de trigo
2 colheres sopa de fermento em pó
200 gr. de açúcar
120 gr. de óleo
Margarina para untar

Calda de chocolate
150 gr. chocolate leite
1 colher sopa de manteiga
200 ml natas


CONFEÇÃO

Colocar no copo as cenouras, os ovos, as laranjas, a farinha, o fermento, o açúcar e o óleo. Bater durante 2 min., à Vel. 5 (ou até obter uma mistura homogénea).
Barrar uma forma de bolo e polvilhar com farinha.
Colocar a massa na forma e levar ao forno quente (a 210ºC) por 30 minutos ou até verificar que a massa está cozida.
Fazer a calda de chocolate, misturando todos os ingredientes até derreter e fazer um creme.
Desenformar o bolo e cubri-lo com a calda de chocolate.



DOCES NO NATAL 1

Este ano o Natal vai ser cá por casa, com a família junta.
Seremos 13 no jantar da consoada e a receber o Pai Natal...
Ao almoço de dia 25 chegam uns e saem outros. Seremos 11...
Com visitas a entrar e a sair, acabaremos por ser outros 11 ao jantar...
Casa sempre com gente, várias refeições, dormidas, os meninos radiantes por terem toda a gente por cá nestes dias.

As refeições serão variadas, feita pelas mulheres da casa: bacalhau, polvo, lombo, lombo, entrecosto... (Aposto que durante dias não terei mais de cozinhar!)
Os doces que estarão à mesa também ficarão a cargo de quem mais tempo por cá vai ficar: eu, a mãe e a sogra. Cada uma nas suas especialidades para uma mesa variada e a condenar as dietas, que nesta altura ficam postas de lado.

Eu já comecei a pôr mãos à obra: acabadinho está o arroz doce...
Usei a receita do livro base da Bimby, mas como não gosto dele muito líquido altero apenas a quantidade de arroz, usando 200 gr. Este ano o enfeite este a cargo da Matilde...


As próximas convidadas de honra serão as broas castelares, que depois de almoço vão aparecer bem douradinhas. Pelo menos, assim o espero!

sábado, 22 de dezembro de 2012

DESTRALHAR OS QUARTOS DOS MIÚDOS

Estou cansada!
Há quase 3 horas que estamos os 4 enfiados nos quartos dos miúdos com uma missão: destralhar!
Com o Natal a bater à porta, é mais do que tempo de rever o que há em cada quarto, reorganizar as gavetas, escolher brinquedos e deixar espaço para o que o "Pai Natal" vai trazer.
Este ano, escolheram 4 prendas e enviaram o seu pedido para os avós e os tios.
Espero que ninguém abuse, pois estamos em fase de crise e é a altura ideal para se sair dos exageros de outros anos e de selecionar bem o que se oferece a cada criança, sem cair na tentação de comprar só para lhes agradar.

Nós cá em casa comprámos um presente e um livro para cada um. Tenho também um presente surpresa que é para nós os quatro e nos vai dar boas oportunidades de estar juntos durante todo o ano. Na escolha, não liguei ao facto de serem presentes muito em conta. Aliás, ainda bem. Vamos dar ao Simão um jogo que há muito quer e à Matilde um MP4 que deseja muito para se sentir crescida. Os livros também vão direitinhos ao gostos de ambos e posso dizer contente que comprámos tudo aproveitando as promoções, algumas delas online.
Os meninos, pela primeira vez, também têm um presente para darem um ao outro, comprado com as suas economias e estão radiantes.

Mas voltando aos quartos, foi bom perceber o desprendimento deles em relação a algumas coisas e a preocupação com quem pouco tem. Têm muitos brinquedos, acumulados ao longos dos anos, mas todos ao jeito de cada e ficou a promessa de, a partir de agora, passarem a aproveitar melhor o que têm, sozinhos, juntos, com os primos ou com amigos. Sei que vão cumprir... e já cumprem, com muitos deles, os das suas preferências, brincando ao faz-de-conta de forma que até dá gosto!
Prateleiras reorganizadas, pó limpo, camas de lavado, chão aspirado, lixo e desperdícios deitados fora, fica a faltar apenas arrumar a roupa que o tempo teima em não enxugar e eu (detestavelmente) ainda vou passar!

Cansada, sim. Mas tem de ser!

PREPARATIVOS E A ANSIEDADE DO SIMÃO

Ontem andámos a fazer alguns acabamentos dos nossos "Cabazes de Natal".
Uns trabalhinhos dos meninos, uns retoques em produtos já feitos e selecionados, embrulhos preparados... fizemos também umas últimas compras (de supermercado, que as outra já estão...) e combinámos que hoje o dia era para preparar a grande festa.
Pela primeira vez na minha vida não tenho ainda presépio este ano. Mas ainda há tempo, que Jesus só nasceu no dia 25 e sua família não esteve assim tanto tempo no "estábulo"...

Pela primeira vez na vida das minhas crianças, nenhum já acredita no Pai Natal e todos combinam as coisas em conjunto, havendo combinações paralelas de segredos de presentes.

Ainda ontem ri a bom rir com a ansiedade do meu Simão.
A prenda fantástica da mana não vai chegar a tempo, pois com as greves nos portos ainda não chegou a Portugal, por isso arranjámos solução as duas, muito secretamente, enquanto ele e o pai andavam nas redondezas. Saímos às escondidas do Modelo e deixámo-los na fila da caixa.

A nossa versão: espeitámos a secção dos brinquedos e em 3 minutos vimos que não havia nada de jeito para o mano. ("Nós também temos tantos brinquedos, mãe!!) Entrámos direitinhas na Worten... procurámos uma coisa específica que já estava em mente, mas acabámos por escolher outra que a mana achou que ele ia gostar. Quase na saída, vimos outra, colocámos aquela de novo da prateleira e "PLIM" ficou escolhida em menos de nada. Fomos para a caixa, reparando que os "homens" já se tinham despachado. Pagámos, fizemos embrulho à pressa. Diz a Matilde: "Se o Simão não pesar a caixa vai dizer que é uma televisão!"... e rimos às gargalhadas. Chegadas ao carro, começou a tortura das perguntas e das ansiedades que terminaram com um zangado "Pronto, podem ficar com a prenda que já não quero!".

A versão deles: estiveram na caixa e o Simão sempre a ver se nos via. "Vocês foram para o corredor dos brinquedos!" O pai diz que nós fomos à Modalfa, o que confirmamos, mas que não pega. "Vocês embrulharam cá fora, naquela mesa do papel, que bem as vi!" (risota). De volta à carga com a Modalfa, que sei que o rapaz não é especial adepto de lojas de roupa, diz ele: "Na Modalfa não há caixas desse tamanho! - diz o ansioso ao ver o embrulho, que estava à frente comigo que o portabagagens estava cheio. "Foram à Worten, que estou a ver pelo papel." (Gargalhadas das duas!!!) "E é uma televisão!" BINGO!!!! (A Matilde conhece tão bem o irmão!!!)

Para não criar expetativas na televisão e brincar com ele, deixei-o pegar no embrulho. (Isto tudo dentro do carro, a caminho de casa.)
- Uma televisão tão leve?
- E só custou 6/7 euros!! - diz a Matilde a rir à gargalhada, sabendo que é mesmo verdade o preço!
- Não há nada desse preço na Worten! (fica a pensar!!!) - Ah, já sei, é uma pen!!!
(Muitas gargalhadas da Matilde!!!):
- Uma pen daquele tamanho????
- Oh pá, digam lá!!!! (Sempre foi assim, este meu filho).

Seguem-se pistas que não levam a lado nenhum, mas servem de "tortura" para a criança:
- Tem partes redondas, tem uma coisa vermelha e outras brancas, é para encaixar, fica eletrónica....
- Mau, já estão a inventar!!! (Diz ele, já "irritadamente ansioso")
- Olha, sabes lá se não é uma coisa pequenina dentro de uma caixa muito grande? - Acabo por dizer...

Bem e segue-se a brincadeira mais uns minutos e depois temos de voltar à conversa sobre o que é essencial no Natal, sobre o que têm no quarto e que já não precisam, sobre como fazer com a família toda cá por casa... é que a criança fica ansiosa demais e a nós duas já doia a barriga de tanto rir!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

LEITURAS E MAIS LEITURAS

Tenho andado sem tempo para ler. Sem tempo e sem vontade...
Bem que queria conseguir acabar o "Livrolândia", de Rui Carreto, mas não está fácil.
A história é interessantes, dá para todas as idades, mas mais aconselhável a quem gosta de ler e já leu obras muito conhecidas e de grande nome da literatura como "Guerra e Paz", "O Conde Monte Cristo", "O Principezinho", "O Papalagui", "A Alice no País das Maravilhas", entre outros de vários estilos.
Isto porque as personagens principais do livro são outros livros, que tomam características de humanos quando a noite chega e os homens dormem...
Muita ficção, misturada com bom humor, sensacionalismo e ironia, com metáforas diversas e muita personificação.

Quanto a mim, penso que poderá agradar a pessoas de todas as idades, mas neste momento não consigo acabar de o ler. Já não sinto prazer na leitura nem aquele bichinho que me deixa ansiosa por me deitar para ler um pouco ou me faz andar com ele atrás de mim para todo o lado.
Vou parar de o ler e voltar a pegar nele numa altura em que esteja mais leve ou com outro estado de espírito ou fase da vida, tal como fiz com "O Principezinho" e o "O Meu Pé de Laranja Lima". Qualquer um destes dois adorei ler... mas à segunda tentativa. (Na primeira, abandonei por não estar a conseguir entrar neles e disfrutar, tal como agora.) Isto pode ser um bom sinal desta obra, a avaliar pela qualidade literária das que já me deixaram assim.

Peço desculpa ao Rui Carreto, cuja escrita agora descobri e que me deixou curiosa, mas lá vai ter de ser.
E agora é pegar num da mesa de cabeceira, que bem preciso descontrair a cabeça de tantos papés que me têm passado pelas mãos ultimamente...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

CRIANÇAS EM CASA

Hoje é oficialmente o primeiro dia de férias dos miúdos. Sim, deles, porque ao contrário do que muita gente ainda acredita os professores não estão de férias. Por aqui somos dois e sei bem do que falo. Não me queixo, porque efetivamente consigo ter tempo para gerir o que faço nesta altura e, muito sinceramente, já pouco me importo com o que os outros pensam acerca dos tais "3 meses de férias dos professores".

No entanto, gosto de sentir que os miúdos estão de férias e que podem descansar. Vão ter tempo para fazer o que mais lhes apetece ou ficar simplesmente sem fazer nada. Vão poder deitar-se às vezes um pouco mais tarde e acordar quando o sono terminar. Os deveres continuam cá por casa, incluindo meia-hora de TPC por dia, mas fazem-se a outro ritmo ou com pouco ritmo, sendo as emoções as principais orientadoras do dia-a-dia.

Felizmente que temos forma de não ter de os levar para outras obrigações fora da escola (como ATL, por exemplo). Não é que tenha algo contra atividades nas férias e até gosto que os meus filhos façam algumas, mas penso que é de aproveitar enquanto a idade ainda lhes permite que nas férias possam gerir o tempo ao sabor das vontades.

Claro que, para isso, agradeço aos tais nossos horários flexíveis nestes dias, que nos permitem trabalhar algumas horas em casa e não na escola (onde não há condições físicas e materiais nestes dias), aproveitando todos os bocadinhos do dia, conciliar algumas reuniões (fazendo tipo turnos entre nós...), articular trabalho por email (e viva as novas tecnologias!) e agendar o nosso próprio trabalhado, gerindo o tempo de forma mais flexível.
( Um agradecimento especial ao Sr. Ministro da Educação por permitir que façamos os 4 o nosso horário semanal (ainda) em parte em auto-gestão (sim, porque também passamos imensas horas em reuniões nas escolas!!!!).

Agradeço também aos avós paternos e à avó Mila, que estão disponíveis para receber os meninos em suas casas na azáfama destes dias, permitindo que tenham experiências diferentes e brincadeiras com os primos.

Agradeço ao tio Pedro e à tia Fafá por terem a mesma visão das férias dos miúdos e, também eles professores, articularem connosco para que este período de mais de 2 semanas seja o melhor possível para a malta pequena.

Férias de Natal 2005
 
 Férias de Natal 2006

 Férias de Natal 2007

  Férias de Natal 2008

Férias de Natal 2009

 Férias de Natal 2010

 Férias de Natal 2011

Bem, isto tudo para dizer que é bom ter as crianças em casa nestes dias.

É bom vê-las a brincar e a inventar jogos, a ver televisão, a jogar computador... a acordar de olhos marcados de tanto dormir... a refastelarem-se no sofá e camas da casa... a pintar, recordar, desenhar e tudo o mais que a criatividade lhes ditar... a ler até se aborrecerem... a comer bombons fora de horas... a tomar banho antes de almoço e não àquela hora habitual... a não ficar com ansiedade ao domingo ao final da tarde... a contar os dias até ao Natal... a fazer planos de como aproveitar o tempo em família... a combinar encontros com os primos e os amigos... a andar todo o dia de pijama ou de fato de treino... a mandar emails um ao outro ou a conversar baixinho, em segredo, juntos no quarto...

Claro que só me apetece falar (hoje) das coisas boas de estarem em casa de férias, porque, como em tudo na vida, há sempre um lado menos bom, cujo pensamento não encaixa nem no primeiro dia de férias nem nesta mensagem....

As crianças estão por casa e a casa parece muito cheia. E isso é mesmo bom!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

AMOR DE IRMÃS

Hoje assisti a um episódio que me marcou e me fez um aperto de ternura no peito. Talvez quem não me conhece bem ache que sou "lamechas" demais, mas há coisas que me tocam de forma muito intensa, principalmente quando me dizem algo, quando roçam sentimentos meus, dores, sonhos, paixões... fico emocionada, choro, dou mais valor ainda ao que já amava. Sei que é um lado frágil em mim, mas não me importo de não ser mais forte se for para manter esta sensibilidade que me diferencia de muita gente, que me faz sofrer e chorar mais, mas que também me traz as maiores felicidades com pequenas coisas e momentos de gargalhadas que enchem o peito.

O espetáculo de Natal estava a terminar. Mais de 200 crianças estavam juntas no refeitório e a última turma estava a cantar. Uma menina, que conheço de vista, mas nada sabia sobre ela, estava a chorar.
Essa menina, de 10 anos, estava triste numa festa e alguém me chamou a atenção sobre ela, com o olhar. Fui ter com ela, fiz-lhe uma festa e perguntei o que acontecera. Ela queria a irmã, precisava dela. A mais pequena, com 7 anos, que deve tê-la visto chorar lá de longe, chegou e ela perguntou:
"-Vens comigo mana?".
"- Claro!", foi a pequenina resposta de uma menina pequenina com um olhar grande. Abraçou a irmã mais velha, que, já com ela por perto, quis sair dali comigo.
Sentadas as três no banco da escola mais afastado, sempre segurando as pequeninas mãos da sua irmã, contou-me a zanga que tivera com uma amiga por ter defendido outra e como estava preocupada se ela a iria perdoar. Fiz o meu papel de professora-mãe-amiga, acalmando-a e dizendo-lhe palavras de conforto e de esperança. Não largou as outras mãozinhas ainda mais pequeninas que as dela.
Perguntava: "- Ficas comigo, mana?"
"- Queres ir para a minha sala, com a tua melhor amiga? A minha professora deixa! (Claro, é uma colega querida!) - dizia a de 7 anos à de 10 que, de olhar fixo nela, parava de chorar, massajava as mãos da irmã, encostadinha a mim. E lá foram combinando e se acalmando mutuamente, de olhos brilhantes.
"- Vocês são manas muito amigas, não são?", perguntei eu, já encantada com os valores imensos que aquela pequena cena me mostrava existir naquelas duas crianças que praticamente conheci ali.
"- Sim.", responderam quase ao mesmo tempo, abraçando-se.
"- Não deixem nunca de ser assim amigas... Vão ter-se sempre uma à outra!" - disse eu, já recordando cenas antigas e um amor imenso que tenho no peito.
"- Claro! Eu vou ser tia dos filhos dela!", disse a mais velha orgulhosa e eu... bem, eu arranjei uma desculpa para sair dali um pouco e poder chorar emocionada.

Eu sou tia e amo ser tia e amo os meus sobrinhos. Porque são únicos, porque são fantásticos, porque são filhos da minha irmã, a minha melhor amiga de sempre.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

AVES AO FIM DA TARDE

Não sou assim a dar para o apaixonada, mas gosto muito de animais.

Em miúda, qualquer um para mim era fantástico, especialmente os que via quando ia com a minha mãe e irmãos ao Jardim Zoológico (passeio que fiz algumas vezes apesar de não termos veículo próprio e de não sermos muito abonados...).

Em adolescente, adorava todas as espécies de primatas, sonhando vir a ser a próxima Dian Fossey e viver no meio de gorilas, chimpanzés ou orangotangos. Desde os mais pequenos e afastados, até aos parentes mais próximos do homem, todos me deixaram encantada e espantada com o grau de inteligência que neles observava através de inúmeros documentários que vi e li.

Em tempos, os cães foram amigos que me ajudaram a erguer a cabeça e a voltar a acreditar no futuro. Numa altura em que a doença se juntou à fase crítica de escolher o que seguir após o 12.ºano, cheguei a pensar seguir Medicina Veterinária, mas o amor às crianças acabou por vencer e o meu caminho foi escolhido com o outro lado do coração...

Atualmente, habituei-me a ter tudo quanto é bicharocos pequenos, seja como animais de companhia (peixinhos, tartaruga, ratos, hamsters, porquinhos-da-índia, tarântula...), seja como animais de "estudo" ou "semi-companhia" (bichos da conta ou da seda, largartixas, grilos, rãs...). Sim, que a minha malta é doida por animais e o Simão tem especial adoração por tudo quando é "rastejante"...

Imagem retirada da internet.

A classe de animais que menos me cativa (desde sempre) é a das AVES.
Nunca fui especial admiradora de passarecos de gaiola, nem de grandes aves de rapina, nem de coloridos papagaios ou araras. Nunca tive em casa, nem me deu interesse em ter. Gosto dos shows do Zoo ou de outros parques temáticos, mas não fico tão encantada como com golfinhos ou outras classes de animais.
No entanto, na escola onde trabalho aparecem aves que, quase a chegar ao final da tarde, me acalmam e de fazem parar para as observar. Talvez por trazerem um pouco de mar com elas, talvez por conseguirem aproximar-se de forma que nunca tinha visto antes ou até talvez porque não brancas e me transmitem paz, mas a verdade é que as gaivotas que diariamente "caminham" no campo de futebol do recreio, minutos depois do mesmo ficar vazio de miúdos, me têm feito olhar as aves de outra forma.
Gosto de as ver e às vezes saio um minuto da sala, nos dias em que termino as aulas mais tarde, para as ver, para olhar para elas e perceber como, parecendo no ar todas iguais, são tão incrivelmente diferentes umas das outras... olhar o pátio e ver dezenas delas, de todos os tamanhos e de várias famílias, andando e bicando, recolhendo as migalhas e pedacinhos de comida que os miúdos por ali deixaram, olhar a forma como estão próximas e confiam neste predador que é o homem... gosto muito mesmo. Com bom ou mau tempo, não sendo elas em terra sinal de coisa nenhuma, lá vêm elas, dia após dia, buscar alimento num porto seguro, assim como eu gosto de ir buscar paz ao mar que sobrevoam a outras horas. É bonita a imagem, tranquila e única, especial... pelo menos para mim.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A MINHA FOTO "MÃE REAL"

Hoje foi uma emoção ver a minha foto do projeto "Mães Reais" publicado no grupo do facebook.
Graças à fantástica iniciativa da fotógrafa Catarina Ferreira, foi possível juntar quase 1 centena de mães com os seus rebentos no primeiro dia da campanha e ajudar a associação Ponto de Apoio à Vida com quase 500 euros.

Confesso que ser fotografada por profissionais é um pouquinho assustador. Não é que recuse por completo a objetiva, mas fico algo insegura e acanhada! Claro que os miúdos ajudaram a descontrair e a fotógrafa que nos fotografou foi uma querida e deixou-nos muito à vontade.

Gostei da experiência e do resultado...


A frase surgiu nesse dia de manhã, quando me arranjava para sair de casa e, escolhendo os acessórios a usar, dei de caras com colares e pulseiras feitos pelos meus filhos naturalmente misturados com a restante bijuteria. Sim, porque os uso e com orgulho. E será que toda a gente é capaz disso? Eu acredito que as mães são, quando sabem que os adereços são feitos para si pelas pessoas que mais amam... e eu então que adoro acessórios!!

Por acaso nesse dia usei uma pulseira que a princesa fizera nas vésperas e que foi a razão para me vestir de rosa (apesar de foto ir ser a prento e branco!). Também tinha uns brincos lindos com a imagem de 2 gatas e uma echarpe que me foi oferecida por um aluno (até eles sabem dos meus gostos pessoais!).

Os meus filhos ficaram com um ar muito natural, com uma expressão mesmo deles, do dia a dia, das suas características pessoais e especiais... ele, mais recatado e crescido, de blusão ao seu estilo, o cabelo que como ponto forte e (sempre) sweat de capuz... ela, vivaça mas tímida, regressando às trancinhas e ainda com ar de miúda, com peças escolhidas ao pormenor... os dois os meus maiores amores.

Que tal ficámos?

domingo, 9 de dezembro de 2012

O ACIDENTE DO JUDOCA

Para aí há uns 4 anos que andávamos a tentar convencer o Simão a ir para o Judo. Não é que conheçamos profundamente esta "arte marcial", mas sabemos que ajuda na concentração, na tomada de consciência do corpo e da mente (seus limites e capacidades), proporcionando-lhes maior equilíbrio psicológico, além de desenvolver capacidades motoras básicas e incentivar a colaboração entre judocas.
O meu rapaz, sempre recusou a ideia, achando que não era atividade para ele.

No entanto, este ano letivo, como bom contrariador e teimoso que é, pediu para ir para a Judo, desafiado por um colega, tendo começado há 2 meses.

Aquilo que imaginava, realmente aconteceu e nunca o vi tão entusiasmado com outra atividade extracurricular. Adora ir, gosta de mostrar o que aprendeu, mostra-se responsável com o seu fato e com os horários a cumprir e mostra muito respeito pelo seu "professor" (não consigo acertar com o nome verdadeiro dado ao "mestre").
É claro que um rapaz dado a grandes conversas (queixa frequente da professora e dos pais, após horas seguidas de blá blá blá) e com elevado sentido de humor (herdado do progenitor masculino) está a avançar aos poucos na tal melhoria da concentração, mas o "Sensei" diz que vai chegar lá...

Ora na terça-feira o meu judoca preferido (o Simão, claro) teve uma pequeno acidente antes da aula, que nem chegou a fazer. De brincadeira com os colegas mais novos, enquanto "aguardavam calmamente" (calcula-se!) o início da mesma, foi empurrado e os "putos" atiraram-se para cima dele... sem problemas, não fosse o braço esquerdo ter ficado mal colocado debaixo do corpo e as dores terem sido horríveis.

Homem forte, aguentou-se durante mais de meia-hora, com os primeiros socorros feitos, até não aguentar mais, pelo que fomos chamados para o levar ao hospital. Diagnóstico: braço partido, ou melhor, fratura do rádio. Logo em vésperas de ficha de avaliação sobre os ossos (entre outros assuntos).
Agora anda de braço ao peito e com dificuldades em realizar alguns movimentos e atividades normais e vai ficar assim pelo menos até quarta-feira, dia de reavaliação no Outão. O gesso incomoda, não deixa fazer algumas coisas (felizmente, para ele, em alguns casos), o braço dói de vez em quando, mas o rapaz aguenta-se bem e dá-nos mostras de ser um desenrascado.

Eu, mãe-galinha assumidíssima, também me estou a aguentar... também, não me dói nada. Mas o susto de 3.ªfeira valeu-me algumas (discretas) neuras e uma preocupação acrescida.

sábado, 8 de dezembro de 2012

TRABALHANDO COM AS MÃOS

Já me apercebi que quando estou a "trabalhar" em algum projeto manual, a minha cabeça anda mais descansada e leve. Apesar de ocupada, o meu espírito fica mais solto e parece que o dia corre melhor.

Esta semana, que foi emocional e psicologicamente dura, salvou-se graças a momentos destes, de criação, de artes manuais, de ocupar a cabeça e as mãos em mini-projetos de criatividade.

Um deles foi feito cá por casa.
Pegando nos tais novelos de lã-polar, foi crescendo das minhas mãos uma capa para a minha Matilde.
Não sei se a vai usar muitas vezes. Mas gostou dela e eu fi-la com todo o amor e dedicação.
Com uma agulha de croché, vários pequenos novelos cremes, muita paciência e um video explicativo do youtube, fui dando pequenos passos, que terminaram com seis florinhas...


O outro projeto artesanal, está a começar a crescer com a ajuda dos meus 20 amiguinhos mais novos: os meus alunos.
Como estamos no projeto de "Hortas Biológicas na Escola" e sei o quanto todos eles gostam de piza, resolvi juntar o útil ao agradável e começar com o mini-projeto "Horta-piza".
À parte de todo o trabalho feito neste novo canteiro, projetado na sala (escolha das sementes/produtos e programação) e concretizado no terreno (marcação do espaço, delimitação do mesmo, preparação da terra...), houve trabalho que tive de fazer sozinha, em dois dias, à hora do almoço.
Claro que apareceram sempre alguns amiguinhos, mas a verdade é que aquele tempo de "solidão" e contacto com a terra foi mágico naqueles dias. Terapeutico, mesmo...
"Tem de arranjar umas galochas...", disseram-me meio na brincadeira. Mas a verdade é que dava mesmo jeito.
Mas a chuva chegou e a minha terapia terminou. Ou melhor, ficou adiada para a próxima semana...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DESCOMPRIMIR COM CONCURSOS

Tive uma semana complicada.
Não com trabalho a mais do que o costume, nem com mais chatices... aparentemente sem razões, mas difícil de gerir e de manter a cabeça erguida. Se bem que a gripe que me apanhou não tem ajudado!
Chegou finalmente ao fim e, depois de uma sesta (da qual parece que estava a precisar) sinto necessidade de descomprimir, para acordar amanhã com uma maior sensação de esperança em mim própria. (Será?)

E antes do próximo dia começar, tive de dar a volta por alguns blogues que sigo habitualmente e concorrer a alguns passatempos. Sim, porque estes para mim são uma fonte de descompreessão e (confesso) de esperança... sentir que vale a pena arriscar a participar porque acreditamos que podemos ganhar é, mesmo que futilmente, um ato de coragem e de esperança. Não?

Esta semana, graças às minhas participações em alguns passatempos, fiz 2 pessoas cometerem a "loucura" de sair sen filhos a meio da semana, irem a um sítio onde não vão muito e deixarem-me aproveitar as ternuras fofas dos seus pequenos. Parece que valeu a pena e, graças a isso também, foi a melhor noite da minha semana.

Por isso, sem vergonhas nem constrangimentos, digo que gosto de participar em passatempos e que fico sempre com esperança de ser uma vencedora. Mas também só concorro aos que gosto realmente do prémio e em muitos sei que ajudo a divulgar marcas e artesanato portugueses.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A NOSSA ÁRVORE DE NATAL 2012

Este ano a nossa árvore está muito simples, mas foi decorada por todos, com as ideias dos mais pequenos.
É a mesma já há uns bons aninhos e todos os anos é colocada no mesmo canto. Parece que já não há outro lugar onde fique bem.

Os enfeites vieram connosco da Serra da Estrela: simples pinhas pequenas, de pinheiros bravos da serra.
Pintámo-los com spray branco, vermelho e dourado.
Usámos só as fitas brancas, que sobraram de outros anos. As luzes eram as que melhor funcionavam e têm um piscar brilhante e tranquilo.
A estrela, é uma "herança"...
Ontem colocámos a imagem do nosso anjinho, que nos fará lembrar uma anjinha especial que não conhecemos mas que já faz parte deste Natal. (Obrigada, Anjinhos de Natal!)

Nós os quatro, com ternura, tivemos de pousar junto da árvore... faz parte da tradição.
Agora só falta o presépio...




PEQUENINOS MOMENTOS, GRANDE FELICIDADE

Há minutos recebi de ofertas 2 pequenos momentos (em minutos), mas muito grandes em felicidade.

Ao telefone, o meu sobrinho Duarte, que está no 1.ºano e é um miúdo super inteligente, esteve a ler para mim. Leu várias frases, todas com muito orgulho nele próprio. E deixou a dia babadíssima!!!
Sei que conhece todas as letras há já muito tempo, que lê quase todas a palavras, mas ouvi-lo assim, seguindo o manual, lendo as frases completas.... UAU!!! Fantástico!
Para mim... foram segundos de energia...


Minutos depois, de mail aberto, retificando e imprimindo fichas de avaliação, dou com uma nova mensagem na "caixa de entrada": da minha Matilde. Estava a 2 metros de mim, de Magalhães ligado a explorar o seu e-mail (que foi a descoberta de fim de semana) e resolvem mandar mail para a mãe.
A princesa escreveu-me para dizer:
"Adorei o retrato de familia dos bonequinhos para o IPO.
Os nossos bonecos foram os mais giros!
Quando alguém que nos conhece olha para a familia de bonecos nota logo quais são os nossos e quais são os outros".


Com pequenos momentos destes... o sorriso ainda não abandonou os meus lábios.

domingo, 2 de dezembro de 2012

77 PALAVRAS SOBRE QUEM AMO

Esta semana decidi mandar um texto para o site "Histórias em 77 palavras", da escritora Margarida Fonseca Santos (nos meus links preferidos).

Respondendo ao desafio, escrevi um texto de 77 palavras dedicado a alguém que amo profundamente. Já o enviei... falta vê-lo publicado. Mas entretanto, vou deixá-lo aqui:



"Ela é mulher de gostos requintados, de olhar brilhante e maquilhado, de palavras sábias saídas do coração, de pensamentos e sonhos grandiosos, de força e luz, de ações generosas e altruístas. 
Ela é mãe de peito cheio, de orgulho nas crias que defende como leoa, de atitudes de união e de carinho, de mente aberta, atenta e perspicaz, de luta pela felicidade e pela partilha, de caminhos dolorosos e esplendorosos. 
Ela, a mulher Emilia, senhora minha mãe."

sábado, 1 de dezembro de 2012

"MÃES REAIS" - ESTIVEMOS LÁ...

Estava ansiosa por este dia...
A ideia de pousar com os meus filhos é sempre animadora, mas ser fotografada por profissionais, ajudar uma causa (PAV - Ponto de Apoio à Vida) e fazer parte de um projeto com o qual me identifico tornou a iniciativa ainda mais apelativa.

Chegámos pouco depois das 11h, fomos muito bem recebidos, inscrevemo-nos e fomos fotografados... O nosso número foi o 21 e espero que, no total, os participantes tenham ultrapassado as 2 centenas...

Rápido, simples e único... momento ao meu género.

Adorei e fico ansiosa por ver as fotos. Depois mostro!