quinta-feira, 29 de novembro de 2012

EXPERIÊNCIA EM CROCHÉ

Ando a fazer uma experiência em croché, usando uns novelos brancos e muito fofinhos que comprei a 0,75€ numa das (imensas) lojas chinesas das redondezas.
Não é bem lã, mas parece malha polar e a minha experiência está a ficar com um aspeto quentinho e macio.
Estou a seguir as dicas de um video do Youtube, adaptando-as ao tipo de novelo e ao tamanho da agulha que estou a usar (9,0 mm).

Será que já dá para perceber o que vai sair daqui?



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

INSEGURANÇA DISFARÇADA...

Sou uma pessoa insegura.
Não gosto de ser observada, questiono muitas vezes o que sou e o que faço, fico aflita quando me fazem uma observação menos positiva e fico a "remoê-la" muitas vezes, tenho medo de falhar e não sei receber um elogio.
Sou a mais cruel crítica de me mim mesma e tenho uma grande tendência para me culpabilizar de tudo.
Isto está-me no sangue... ou em estruturas mentais que desenvolvi mal. Ando a lutar contra, a tentar fortalecer-me e não ligar (nem depender) da opinião alheia e tenho feito melhorias. A terapia tem ajudado a perceber que quando os outros não estão de acordo comigo podem ser simplesmente eles que estão errados (e não eu) ou podemos estar ambos certos. Fiz progressos...

No entanto, só quem lida comigo cá em casa os percebeu.
Porquê? Porque aparentemente sou uma pessoa segura e convicta, que acredita em si própria. Esta é a imagem de quem me conhece mal, pouco ou menos atentamente. E digo isto porque "engano" bem... aparente algumas seguranças que não tenho, apesar de saber bem o caminho que quero seguir e ter valores e ideiais que mantenho desde sempre (e dos quais não desisto).

O meu filho mais velho parece que é como eu.
Aparentemente é um rapaz "tá-se bem". Tem excelentes capacidades, ótima apresentação, boa cultura geral, é autónomo, popular, bom amigo... tem uma "boa reputação" na escola e nos grupos por onde passa e se insere, é reguila, falador e ativo... mas muito inseguro. Com uma insegurança escondida, que só conhece que está mais atento e convive com ele diariamente e bem de perto.
Cá em casa tentamos sempre motivá-lo, transmitir-lhe confiança e melhorar a autoestima, dar-lhe bases e responsabilidades, junto com bons valores morais e sociais, mostrar-lhe como é (as qualidades), sem deixar de exigir que seja responsável e se comporte de acordo com a idade e as suas características pessoais.
No entanto, é inseguro e chora quando acha que não vai conseguir fazer alguma coisa, mesmo que já tenha tido provas de que é capaz. E fica aflito se ouve dizer que podem não conseguir fazer o exame de 4.ºano, mesmo que seja dos melhores alunos da sala. E não quer sair de casa sem o penteado exatamente perfeito porque tem medo que gozem com ele (o que nunca aconteceu por motivo algum)...

E eu, aflita, fico com medo que um dia também ele precise de terapia. Fico zangada por lhe ter passado esta "carga genética" e esgotada por tentar que seja de outra forma (para a sua felicidade e porque sei como doem as inseguranças escondidas) e com tão pouco sucesso.
Pelo menos é o que sinto agora... é o que me aflige e me faça desejar ser eu própria de outra forma.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

SAÍDA A QUATRO...

Há muito que os meninos me pediam para ir para casa dos avós. Adoram lá estar! Gostam dos mimos e das brincadeiras, da alegria e do companheirismo, de estar à vontade noutro espaço que também é deles, de ter a atenção dos "cotas" só para eles ou para partilhar com os primos.
Eu, cujo único egoismo na vida é mesmo o de os ter mais para mim (confesso, pronto!), não lhes dou tantas possibilidades de estar com os avós como deveria... E deveria mesmo, porque adoram e só lhes faz bem (a netos e avós) e também nós pais precisamos de espaço e tempo para namorar, estar com os amigos, fazer coisas de adultos ou, simplesmente, conversar até às 11h da manhã, sozinhos na cama.
E já vou abrindo mais espaço para que os meus meninos partilhem tempos com outros familiares, que já pedem (melhor, exigem!) e já entendo que não sou "menos mãe" por isso. Melhor, percebo que sou melhor mãe e melhor pessoa quando respeito o meu próprio espaço e necessidades (e os deles, claro!).

Isto tudo para contar que este fim de semana os meninos estiveram umas horas valentes nos meus pais e eu aproveitei para sair com o meu homem, a minha mana e o meu cunhado.
A verdade é que não precisamos de grandes planos para estarmos bem os quatro juntos, mas este sábado até tínhamos.
Para começar, jantarinho no Rodízio de Pizzas, comprado muito em conta no Odisseias, que gastronomicamente nos desiludiu um pouco, mas que deu para mais de 3 horas de conversa e muitas gargalhadas (com as voltas para encontrar o restaurante e, depois, as maluqueiras ditas quando a meia-noite se aproxima e andamos à procura de estacionamento em plena avenida da Liberdade).



Depois, bons momentos no Hard Rock Café, onde, como já ouvi várias vezes, há mais pop do que rock, mas sempre dá para estar onde não há só miúdos (LOLOL) e o ambiente é propício a descontrair e abanar o pezinho. Fomos para ver a exposição "The Art of Hard Rock", que conta com obras originais feitas por importantes artistas da música rock internacional, entre os quais Michael Jackson, que a minha mana e o meu filhote adoram. No entanto, acabámos por ficar mais um pouco, aproveitando o som e o ambiente.

Foi bom perceber que ainda conseguimos ser o casal-metade... sempre prontos a alinhar nas doidices uns dos outros, para ir atrás de sonhos e não só para dar uma mãozinha nas rotinas e nas obrigações.
É bom estar com alguém que nos conhece, nos aceita mesmo quando não estamos no caminho que preferem, que respeita a nossa opinião, mesmo quando é diferente da sua, que pode discutir connosco (mais ou menos acesamente), mas que o faz porque se preocupa, porque nos quer felizes e quer estar perto.

Obrigada mana e cunhado por terem sido uma ótima companhia!

ORGULHO TEM ESTA PROFESSORA

Enquanto professora, o que mais me alegra é saber que os meus alunos se sentem bem na escola e que gostam de estar e de aprender comigo. Não peço maior gratificação do que os seus sorrisos, as suas aprendizagens, a sua confiança e respeito, a sua dedicação... A eles e aos pais, que são sempre meus parceiros diretos e ativos e por quem nutro um grande carinho e proximidade.

Este ano tenho um grupo muito especial, com diferentes anos e níveis de aprendizagem, com algumas características que me poderiam colocar os cabelos em pé (às vezes colocam mesmo, confesso!), mas com corações cheios de alegria e cor. A maioria está comigo desde o 1.ºano e já se encontra no 3.º, mas também recebi alunos novos, que vieram de outras turmas ou escolas. Assim, temos tido o desafio de nos mantermos unidos como grupo, recebendo nele os novos amigos, de forma a fazê-los sentir bem e acompanhados.

A forma como tudo está a decorrer só pode deixar-me orgulhosa desta equipa. Orgulhosa de verdade e com sinceridade, orgulhosa das atitudes dos que abriram os braços e dos que se deixaram acolher, que isto de mudar tem sempre uma fase muito difícil. Orgulhosa por reconhecer tantos valores positivos neste grupo, tanta humildade e companheirismo. E isso vê-se no dia a dia, na sala, nos recreios, nas saídas... nas brincadeiras e nos trabalhos de grupo.... nas partilhas de lanches e de brinquedos... na troca de desenhos e frases bonitas... na preocupação com os choros e na cumplidade das gargalhadas e das piadinhas...

E os mimos que me dão são fantásticos! O brilho no olhar, a alegria ao entrar, o sorriso ao me ver, as palavras que partilham e os segredos que vamos trocando... os quais, junto com as aprendizagens, fazem um bolo maravilhoso, saboroso e tenrinho, sempre parecendo acabadinho de sair do forno.

E o que aparece de surpresa na secretária, muitas vezes quando entro, depois de ter passado por abraços e palavras doces ao portão?
Desenhos dentro de envelopes ao estilo "admirador secreto", um saco com uma paixão que vi numa montra, fatias de bolo caseiro embrulhadinhas para o café, novidades contadas ao ouvido, abraços de saudades à segunda-feira, artesanato feito por mãos de mães habilidosas, que decoram o meu espaço na sala...


Só posso estar feliz e pedir ao Sr. Ministro que me deixe ali ficar.

E amanhã é segunda-feira!

domingo, 25 de novembro de 2012

DE NOVO, AS WINX!

Hoje voltámos à saga Winx, desta vez para completar a ida ao concerto (na semana passada) com uma sessão de autógrafos, na Zippy do Fórum Montijo.
A minha princesa estava contente com a saída e ansiosa por saber se as Winx eram as mesmas.
"Claro que são! São as verdadeiras!", disse ao avistar a Bloom e a Flora...
"E ainda mais lindas ao perto!", acrescentou. E a mãe concorda e só pode agradecer a quem patrocina o sonho das crianças levando-as a acreditar mais tempo em fadas.

Ela ficou envergonhada na hora da verdade, mas contente e a sentir-se uma "felizarda" (e é, nos dias que correm). Vê-la assim, deixou o meu coração de mãe do tamanho do mundo com a força da felicidade e o prazer do brilho no seu olhar.




São bonitas, muito simpáticas e fascinam miúdos e graúdos.
Os autógrafos já estão no seu diário de fada, junto ao bilhete do concerto e às revistas que começaram a surgir (2 delas oferecidas hoje pelas fadas).
E o Pai Natal já prepara outra surpresa!

sábado, 24 de novembro de 2012

MAIS UM FOFINHO PARA O IPO

Hoje a tarde foi passada em costuras: de duas meias saiu um coelho.
Estava ansiosa mas, ao mesmo tempo, receosa de não ser capaz. De molde no ecran no computador, meias e outros materiais na mesa da sala, não quis fazer outra zebra nem outro polvo, mas experimentar um novo bicharoco.
Tive algumas dificuldades em algumas partes do corpo e da cabeça do fofinho, mas acho que o resultado final valeu a pena.

Na segunda-feira vou já aos Correios enviar os três bonecos para a autora do blogue "Pais Criativos, Filhos Felizes", que me deu a oportunidade de ajudar alguém neste Natal e, sem ser esse o intuito, de despertar em mim o gosto por estas corturas.

Aqui fica o resultado:

CONVERSAS PELA MANHÃ

De manhã, vendo-a arranjar as meias até ao joelho, tentando que fiquem exatamente à mesma altura, digo à Matilde:
- Oh filha, isso é uma das tuas pernas que é maior do que a outra!
- Não, não. As minhas pernas são geométrica e simetricamente iguais!!!! - responde a piolha de forma séria e continua a arranjar as meias.



(Onde tinha eu a cabeça quando disse aquela frase?)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A MORTE PARA AS CRIANÇAS...

Ontem a minha princesa estava triste. O olhar não enganava, apesar do resto do corpo se "armar em valente" e tentar não mostrar. Mal cheguei a casa, a novidade foi-me contada: o Ricky, um dos porquinhos-da-índia da sua sala, morreu.
Não sabia se ela queria falar do assunto, mas decidiu por mim... contou como tudo tinha acontecido desde o momento em que dois colegas descobriram que o animal estava já inerte. Contou como, responsavelmente, todos se despediram dele e lhe fizeram o "funeral". Fiquei arrepiada com as suas palavras, orgulhosa da sua coragem de gente pequena. "Mãe, estavam todos a fazer barulho no refeitório menos nós, que estivemos sempre calados com tristeza!".

A morte custa a aceitar, dói e cria saudades. A morte é complicada de explicar e difícil para todos. Mas a morte faz parte da vida e as crianças precisam saber disso e, para mim, o momento ideal para falar sobre o assunto é quando a necessidade aparece, quando as perguntas surgem e a dor de perder alguém (ou de saber que alguém de quem se gosta a sentiu) leva-nos a falar do assunto.

Penso que a professora fez um ótimo trabalho no terreno, na altura crítica, sabendo bem gerir o que estava a acontecer e deixando os miúdos participar na "despedida". Depois, em casa, quando a solidariedade do grupo se dissipa, nós pais fizemos o resto.
Não foi a primeira vez que falámos de morte, pois perdi o meu avô há 3 anos e o assunto foi logo conversado, sendo que, a partir daí, os miúdos lidam com o tema como com outros pelos quais sentem curiosidade, mas é sempre mais delicado quando volta a acontecer e ontem foi necessário estar muito perto e acompanhá-la atentamente.

À noite, chorou ao meu colo e adormeceu de cansaço e tristeza, agarradinha ao seu "Francisco".
Explicou o que sentia e falámos até ela querer e segundo o que pensava e questionava.

Hoje de manhã, à entrada no carro, disse-me: "Agora percebo porque não nos deixas ainda ir a funerais. Gosto mais de ver as pessoas vivas." E falou de como gostava do Ricky e partilhámos mais histórias que o envolveram ao longo dos 5 anos de convivência com o porquinho. E combinámos que vamos dar muito carinho ao seu companheiro de gaiola que agora ficou sozinho...

"Gostava de saber como é o Céu!" - foi a última frase que me disse antes de se despedir, à entrada na escola, e de me mandar beijocas e o sinal de "amo-te" à distância.
E eu espero que ela não descubra nunca... ou que demore muitas e muitas décadas a descobrir.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

E MAIS UMA ZEBRA PARA OFERECER...

Pois é, ontem não me deitei sem a terminar e gostei do resultado.
É uma zebra maiorzinha, mais colorida e com direito a crina. De olho verde à espera de uma criança que a abrace, já está prontinha para enviar pelo correio.
Na segunda-feira, mando os dois amiguinhos e mais um gato (ou gata) que ainda pretendo fazer.
Quem me dera vê-los nas mãos de uma criança e apreciar o seu sorriso.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

MOSTRAR DESILUSÃO A UM FILHO

Ontem adormeci esmagada por dentro, acordando hoje com uma enorme dor de cabeça que só aliviou com o remédio mais forte por volta das 17h. Não sei se uma coisa levou à outra, se foi coincidência ou se nada teve a ver, mas foram realmente umas horas de "tortura".

Não me considero extremamente exigente enquanto professora e mãe. Tenho os meus níveis de exigência e sou até muito tolerante e incentivadora, dando espaço para que todos (filhos e alunos) façam as suas aprendizagens de forma mais natural e criativa possível, mas gosto de empenho, persistência e brio. E sinto sempre que sou uma mãe de sorte porque os meus rebentos têm ótimas capacidades de aprendizagem, sendo capazes de aprender com qualquer método, do mais parecido ao mais diferente do meu (sim, porque acredito que o meu é o melhor! LOLOL)

No entanto, ontem tive uma desilusão grande e não pude calar-me, tendo de a expressar e estabelecer regras mais exigentes. O meu mais velho trouxe o seu primeiro caderno diário deste ano para nós vermos e assinarmos a avaliação da professora e fiquei mesmo triste e desiludida com ele. Se não soubesse as inúmeras capacidades que ele tem e a forma como é capaz de fazer as tarefas quando realmente quer e se empenha, não teria olhado o caderno da mesma forma, mas mexeu demais com os meus padrões de organização (que acho essenciais para um bom estudo) e tive de lhe dizer umas verdades acerca de planos por passar, de espaços desperdiçados, de erros ao copiar, de falta de brio... Não pude aceitar e tivemos uma conversa bem séria com direito a "ameaças" e a "promessas" de melhorias. Fi-lo ver que é capaz e que organizar o caderno é demasiado importante para ele o descuidar com desculpas... não vai aparecer assim o próximo, porque me vou aborrecer. Não vai porque aparece porque, depois de um sermão que, por dentro, me deixou triste e com o coração apertado (porque, como é claro, prefiro dizer que me orgulho do que me desiludo), ele percebeu que tenho razão nas razões que apresentei. Ou isso ou porque viu bem como eu estava a falar a sério e como a reação foi bem diferente da que costumo ter noutras situações escolares.

Ser professora e mãe, ou mãe-professora não é fácil nestas situações, porque estou por dentro e porque sei bem o que ele sabe e consegue, porque lido com as mesmas aprendizagens no dia a dia.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A DIFERENÇA ESTÁ NA ALEGRIA

Hoje, dentro do meu horário e "local" de trabalho ganhei momentos de alegria extra dos quaus não estava à espera, que me foram oferecido por crianças e jovens "diferentes".

Levei os meus alunos a um festival da APPACDM que decorria no auditório da Biblioteca Municipal da Moita, para assistirem ao Rancho Folclórico da CERCIMB.
Fomos presenteados com um bom momento musical que nos mostrou como todos podemos fazer da nossa vida algo útil, usando as capacidades que temos e não nos deixando quebrar pelas nossas dificuldades. Acho que a partilha foi muito importante para os miúdos, que valorizaram a coragem com que os outros subiram ao palco dando show e aplaudiram com muito entusiasmo e respeito.

No final, fomos convidados a subir ao palco com os protagonistas e aí a alegria, que já me contagiava completamente, foi aumentando de forma exponencial... vê-los de perto, estar com eles, dançar com eles, sentir a alegria nos seus sorrisos e no seu olhar, perceber como estavam muito mais confortáveis na "sua pele" do que eu na minha, receber sorrisos, pular sem preconceitos ou vergonhas, dar as mãos e cantar, trocar abraços e beijinhos só porque apetece e se está alegre... foi muito bom, muito mesmo.

E ver os valores que defendo na ação dos miúdos que, não sendo meus, estão comigo diariamente há mais de 2 anos... também foi muito agradável...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

BONECOS DE CÁ PARA LÁ...

Ontem fizemos outro boneco com meias, desta vez um polvo.
Foi de novo muito agradável costurar este boneco fofinho, principalmente porque este vai ser mesmo mandado para o IPO, mas também porque desafiei um pouco a minha criatividade e habilidade.
Gostei do resultado final: acho que ficou amoroso, simples e feminino.
Que acham?


domingo, 18 de novembro de 2012

DETALHES MEUS #01

O meu porta-chaves atualmente está assim a dar para o carregadinho.
Para além do molho de chaves (só essenciais), ando sempre com o meu Simão e a minha Matilde (num porta-chaves artesanal que comprei no ano passado a uma colega) e agora tenho uma nova carteirinha ganha no blog "Amostras e Passatempos", que dá jeito para guardar a chapa do carrinho do supermercado e umas moedinhas para café.


WINX CLUB AO VIVO

Ontem fui com a minha princesa ver "WINX CLUB AO VIVO", um concerto fantástico das suas "bonecas" preferidas.
Ganhámos o bilhete em escape.pt e rumámos para Abrantes bem cedo, as duas numa aventura feminina. Queria muito dar um dia fantástico à Matilde, deixando para trás os aborrecimentos de uma semana difícil e dura e aproveitando o tempo que iríamos estar sozinha.
Nem tudo correu bem, numa cidade mal sinalizada e com ar que ter sido "abandonada", com umas viagens meio atribuladas, mas tivemos bons momentos as 2, os quais ela não vai mais esquecer.

 Em casa, ainda em preparação...

 As duas no elevador...

 Almocinho em Abrantes...

 O penteado da princesa...

 Antes do concerto, com o seu diário das Winx, para registar o dia...

 (Pena as pilhas terem terminado, mas o telemóvel velhote lá conseguiu qualquer coisinha!)

O concerto está muito bem conseguido, levando as miúdas (principalmente) a entrar no mundo mágico das suas heroínas.
As vozes são muito boas, as coreografias simples mas muito bem ensaiadas, as atrizes/cantoras, todas muito bonitas, os adereços e guarda-roupas deslumbrantes e muita magia no ar... A entrada das seis fadas, na segunda parte, com as suas magníficas asas, levou as miúdas a deixar-se contagiar pela luz e pela magia e acreditar que tudo é possível. E esta é a mensagem que fica no ar... Acreditar em cada um de nós, pois isso fará a magia resultar.

Confesso que também gostei e que, por 2 horas, fui um pouco miúda de novo.
Apreciei os temas e as "bonecas" de carne e isso e fiquei fã da Flora... também gostei da Bloom, que tem sido sempre a preferida da Matilde... e o maravilhoso é que todas elas me contagiaram com a sua alegria.

De lá trouxemos muitas recordações, para além de um CD exclusivo do concerto e umas asas, que (curiosamente ou não) sairam na revista Winx Club deste mês.
E a minha princesa, que foi tão forte e crescida durante todo o tempo, foi a minha fada preferida e irradiou felicidade. Valeu a pena!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ANJINHOS DE NATAL

Este ano conheci o projeto "Anjinhos de Natal" através de uma outra blogger que tem aderido ao mesmo desde há algum tempo.
Li os propósitos deste projeto, a sua história e filosofia e não lhe pude ficar indiferente.
A família é o que mais preservo e amo na vida e sou dos que acreditam na sua vital e primordial importância na educação e da formação das crianças e não posso deixar de aplaudir aqueles que, nos últimos 14 anos têm contribuído para que muitos pais tenham presentes para dar aos seus filhos sem que os mesmos percebam que são oferecidos por instituições ou particulares.
Ajudar pais carenciados a dar como presente aos seus filhos o seu brinquedo preferido e uma peça de roupa que lhes está a fazer falta é o principal propósito de ser um "anjo" a ajudar um anjinho e decidi que este ano quero fazer este papel e ajudar outros pais a dignificar o seu papel e a verem o brilho no olhar do seu "anjinho".


Inscrevi-me.
Já recebi o nome e dos dados (idade e brinquedo e roupa preferida) do meu anjinho.
Hoje já fui comprar uma das prendas com a minha Matilde e foi muito agradável a sensação de estar com ela a escolher um presente especial para outra menina que não conhecemos mas que vai sorrir mais este Natal.
E foi tão gratificante pensar como vão sorrir também os seus pais quando lhes entregarem os "seus" presentes. De mãe para mãe, só posso ficar orgulhosa por poder aderir e dar graças por ainda o conseguir fazer, apesar de toda a situação do nosso país.

Antes de escrever esta mensagem, espreitei o site e o meu coração pulou de alegria por perceber que, apesar de estarem a passar por momentos de instabilidade e falta de esperança, os portugueses este ano estão mais solidários, pois o número de anjinhos adotados aumentou de 1800 (em 2011) para 2408 (atualmente), valores nunca alcançados anteriormente.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

FRASES...

Muitas vezes sinto que não existo de facto, que não pertenço a este mundo, que faço parte de um grupo de ocupantes de outro sítio qualquer que aqui aterrou e que não se adapta. Não percebo a maior parte dos meus pares, não me enquadro nos padrões da minha "classe" ou "faixa etária", não acredito nos mesmos valores, nem sinto e demonstro as coisas da mesma forma. Muitas vezes, sinto-me só e estou rodeada de tanta gente. Muitas vezes me sinto incompreendida, porque ouvem coisas que não disse ou interpretaram o que defendo ou faço como uma crítica ao que os outros defendem e fazem. Não pretendo ser como ninguém e só quero assumir-me cada vez mais como sou, sem ser mal percebida ou, pelo menos, sem me importar com isso. Não quero competições, não gosto. Não pretendo ser melhor do que ninguém, a não ser do meu eu de ontem. Mas gostava de encontrar mais seres do meu planeta, que falassem a mesma língua e usassem o coração da mesma forma.


Não sou de esconder os meus erros, nem de inventar desculpas. Cada mês, cada ano que passa admito com mais facilidade aquilo que faço mal ou o que gostaria de mudar. Não culpo os outros por aquilo que faço errado, nem me escondo atrás de razões que, mesmo existindo, não foram o porquê de não ir, de não fazer, de não aceitar. Às vezes simplesmente não sou capaz. Outras vezes, estou sem coragem ou sem poder de ação. Há ainda as vezes em que erro porque estou a tentar e não consegui. Outras pensava que estava a acertar... errei. Assumo que sou humana e por isso falho e não foi porque aconteceu assim ou assado, mas porque não consegui acertar.


Tento isto com muito mais convicção e força desde que entrei nos 30. Tento apreciar os pequenos momentos e gestos, tendo não desesperar quando algo corre mal. Nem sempre consigo. Mas fiz progressos e sou cada dia mais feliz, embora tenha dias muito tristes que abanam a estatística da felicidade. Tenho aprendido a dançar em alguns tipos de chuva, nem sempre dependendo a minha ação da força com que a mesma cai. Consigo já sambar em tempestades e nem sempre mover-me como numa balada quando curto e finos pingos caem. Talvez dependa da cor das gotas, mais do que do peso. Talvez dependa da música que me vem (ou não) à cabeça ou dos temas que alguém canta (ou não) para mim. E tão importante é também a afinação! Eu que gosto de fado e de rock, que tanto danço uma valsa como uma salsa... nem importa se os passos são os padrão.

Pensei num momento, curto, de segundos, em que isto aconteceu e que mudou a hora seguinte.
Sem esperar, sem perceber, mas a gostar. A gostar muito, sem ver maldade nem pecado, nem dor. Apenas esse cruzar e aparecer. Os meus e outros. Nem importa quais. Mas algo ficou mais lindo em mim...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

GREVE GERAL

Hoje não fui trabalhar. Estou a fazer greve.
Não sou partidária, nem sindicalizada, nem uma pessoa revoltada com tudo, mas estou cansada de tanta austeridade e acredito que o povo deve estar unido e que, quando temos oportunidade, devemos manifestar o nosso desagrado.
Além disso, tento ter a máxima coerência entre o que digo (e escrevo) e o que faço... logo não posso queixar-me do governo e segui-lo como uma ovelhinha. Até porque de ovelha nada tenho e sou "loba" assumida, apesar de com crises de vegetarianismo.

Gosto de ouvir nas notícias que só estão a funcionar os serviços mínimos em muitos hospitais e centros de saúde...
Gosto de ouvir dizer que os transportes (aéreos, terrestres e marítimos) estão praticamente parados, que muitas repartições públicas estão fechadas, que funcionários municipais não foram trabalhar, que há quem evite o consumo neste dia...
Gosto de ouvir que há escolas fechadas e dou os meus parabéns aos meus colegas que aderiram e às auxiliares que, apesar de ganharem metade do que ganham os professores, foram capazes de aderir em maior força... (já lá volto!)
Gosto de saber que muitos outros países estão também quase parados...

Gosto de tudo isto não porque me sinto dentro do rebanho (nem pensar!), mas porque acredito no coletivismo e que as pessoas deviam unir-se para o bem de todos e não fechar-se no seu próprio egoísmo e dizer eu, eu, eu, eu...

Acho que é muito graças ao "EU" que o país está assim, nas lonas. É graças a uma sociedade egoísta que procura só o melhor para o seu próprio umbigo ou, na melhor das hipóteses, também para o dos amigos e conhecidos, numas trocas de favores e previlégios que formaram núcleos e acabaram com as coletividades. E que saudades das coletividades das vilas e cidades, que levavam até todos o que só alguns (de muito dinheiro) podiam alcançar com o individualismo e o "EU".
Devo dizer que o egoismo é dos defeitos que mais me magoa nas pessoas, mais de aborrece e entristece... não sou egoista (e devia até ser menos altruista) e acredito que o "amar o próximo" significa dar a mão ao vizinho do lado e ajudar dando o que de melhor há em nós e não propriamente em mandar uns pacotes de arroz para África na altura do Natal.


Mas voltando à greve, há um pormenor que me entristece e que tem a ver com o que de melhor conheço, com o universo que prefaz as quase totalidade das minhas 24 horas: a educação.
Ficando satisfeita por haver escolas encerradas (só podia ficar se sou coerente com a greve que faço!), fico triste porque há muitas abertas e muitas outras que fecharam porque o pessoal auxiliar fez greve. Tudo aberto? Muito bem. Eu, como mãe, "autorizei" os meus filhos a não irem à escola e ficarem connosco que somos 2 professores e estamos solidários com a causa. Decidi não ser educadora dos filhos dos outros (nada contra os pais dos meus alunos, atenção!), mas ser apenas dos meus durante o dia de hoje. Tudo fechado porque os "parentes pobres" das escolas estão em greve e ver professores irem para casa ou ficarem no quentinho da escola, sem alunos, a fazerem os seus trabalhos e a ganhar na mesma? Não me deixa contente, muito pelo contrário.
Sou profissional. Quando trabalho, faço-o bem. Nunca tive problemas em 13 anos de trabalho, sempre cumpri as minhas funções e sei que hoje sou melhor professora do que fui ontem e farei de tudo por amanhã ser ainda melhor. Não culpo os outros pelo que não consigo fazer, cumpro todas as minhas obrigações, sou profissional por amor à camisola, não arranjo desculpas quando não consigo ou não quero fazer desta ou daquela forma, mantenho-me fiel às minhas convicções, mas vou adaptando-as se o universo com que trabalho muda... Já estive em escolas muito diferentes, já trabalhei com todas as classes sociais, já chorei e ri muitas vezes... Quase sempre encontro uma maioria diferente de mim e uma minoria que me compreende, mas não desisto, apesar de às vezes quase me desmotivar completamente... Mas não me calo quando vejo que algo está errado e não deixo que os outros se prejudiquem por mim.
Acho que devíamos ser uma classe mais unida. Devíamos partilhar mais e ser mais altruístas e menos egoístas, não fecharmos as portas das salas, nem unirmo-nos mais para jantaradas e para encobrir algo de errado que alguém fez ou para criticar quem se destaca, mas principalmente para tornar as escolas uma "pequena sociedade" feliz, onde o coletivismo e o respeito, a solidariedade e a partilha fossem as palavras de ordem...
Não sei o que se passa nas outras profissões, mas entristece-me que a "segunda casa" dos miúdos não seja um local de paz e união, onde se procura o melhor para todos e não "picar pontos" ou "seguir ordens superiores". E entristece-me saber que há muitas escolas assim... Porque, como alguém já me disse e muito me emocionou, ainda sou dos que encaram este "trabalho" um pouco como missão...

Desabafei...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

2 DOCES COM NATAS (JÁ COM FOTOS)

Gosto imenso de natas. Sei que engordam e até compro light algumas vezes, mas gosto muito de doces e salgados onde entra este ingrediente e é um prazer da vida que de vez em quando não faz assim tão mal! E são tantos os prazeres que ultimamente a tal austeridade nos faz dispensar que este não é dos que mais custa e agrada no paladar.


Assim, e como não sou grande doceira, tive de arranjar umas receitas simples que levassem natas e que pudesse apresentar em qualquer ocasião, ou simplesmente para matar a gulodice!!!

A primeira adaptei de um site brasileiro, de modo a poder fazer na Bimby e a usar produtos nossos. Não ficou com a consistência certa na primeira vez (infelizmente), porque foi colocada (por desatenção pelo homem) no congelador. Dessa vez usei ananás. Hoje experimentei de novo, mas com pêssego e já está no frigorífico. Amanhã veremos como fica e tiro uma foto, para atualizar esta postagem.

A segunda, também muito simples, foi-me cedida pela D. Dilar, enquanto me acompanhava com a minha turma numa visita de estudo. Também adaptei à Bimby (claro!) e já experimentei. Ficou deliciosa e foi-se num instante. Hoje vou voltar a fazer e acrescento-lhe um pouquinho mais de açúcar para ver a diferença.

MOUSSE DE PÊSSEGO COM NATAS

 500 gr de pêssego em calda (ou ananás)
1 litro de água
2 pacotes de gelatina de pêssego
2 pacotes de natas

Colocar o pêssego na Bimby e triture por 20 seg. na Vel.6.
Adicionar a calda do pêssego, juntado água até ter 1 litro de líquido.
Colocar na Temp. 100 ºC  e na Vel. 2 até atingir a temperatura máxima e depois manter durante 3 min.
Colocar a Bimby a funcionar sem temperatura e, sempre na Vel. 2, junta aos poucos os 2 pacotes de gelatina e, quando bem dissolvidos, os 2 de natas.
Colocar dentro de uma taça e levar ao frigorífico no mínimo por 5 horas.


TARTE DE NATAS SIMPLES

2 pacotes de natas
100 de açúcar
4 ovos
sumo de 1 limão
1 base de massa folhada

Na Bimby, colocar os 2 pacotes de natas com o açúcar e bater durante 30 seg. na Vel. 4.
Manter a Bimby a trabalhar, na velocidade 3, e ir juntando os ovos, um a um, através do bocal. Juntar também o sumo de um limão pequeno.
Quando tudo estiver bem misturado, reservar.
Colocar uma dose de massa folhada na forma de tarde, picando-a diversas vezes com um garfo.
Deitar nela o preparado e levar ao forno, a 210ºC, durante 20 minutos.

Pode usar-se massa folhada ou quebrada feita na Bimby, segundo a receita do livro base.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COM BONECOS PARA O IPO

Já tinha aqui escrito queiria tentar participar numa campanha que o blogue "Pais Criativos Filhos Felizes" está a lançar, para levar bonecos feitos com meias até às crianças do IPO.

Hoje, como tivemos uma tarde dedicada às "artes", tendo estado em família a preparar uma história que vou ler com o Simão à sua turma, resolvemos fazer a nossa primeira experiência para esta campanha.
O pai arranjou os materiais que faltavam e nós os 3 (mãe-galinha e seus pintainhos crescidos) estivemos a costurar uma zebra, usando um par de meias que já não servem ao Simão.

A experiência durou até à hora do jantar, mas foi muito divertida e todos adorámos o resultado final.
Acho que vou ter companhia e entretenimento nas próximas noites

As pernocas da zebra, a partir de uma das meias

Simão enchendo as pernas e a barriga de algodão.
 
A cabeça e as orelhas da zebra, a partir da outra meia.


A Matilde ajudou a encher uma perna, a cabeça e as orelhas.

Eu cosendo o nariz da zebra (já com olhos) e os braços


A nossa zebra já pronta!!!

Os miúdos gostaram imenso da experiência e também do resultado.
Ficou pequena mas tão fofinha a nossa amiga!
Parece que esta vai ficar por cá, por ter sido a primeira, mas amanhã começaremos outra zebra e já temos as ideias definidas para fazer um polvo.

domingo, 11 de novembro de 2012

O QUE ESTÁ POR FORA E O QUE ESTÁ POR DENTRO


Vi há minutos esta imagem no facebook e não lhe fiquei indiferente.
Fez-me lembrar muita gente que conheço:
- umas com ramas minúsculas que não dão nas vistas (e até preferem assim), mas que são enormes e ricas por dentro, com um valor excelente e muito para dar, para ensinar e aprender... a quem lhes é dado pouco crédito porque ficam caladas, quietas ou escondidas, porque são simples, diferentes ou humildes.
- outras que, ostentando uma grande beleza, um rigor profissional, uma "rama" sempre atual e na moda, umas conversas feitas de palavras caras e muitos temas superficiais, uma confiança indestrutível e bem à vista de todos (fazendo questão disso, mesmo que não seja assim tão verdadeira... ) que depois são pouco ricas no que é realmente importante, como as vivências, a cultura e os bons valores humanos.

Fez-me também pensar nas cenouras da minha horta e na forma como o cuidar delas se relaciona ou não com a educação que dou aos meus filhos.

- As cenouras da horta são maioritária (para não dizer esmagadoramente) tratadas pelo meu marido. Eu gosto de vê-las e de tê-las na varanda, de vê-las crescer. Na realidade, não lhes dou grande atenção. Fico olhando apenas a sua rama crescendo, bem bonita e verde, com folhas elegantes. Colaborei na sua sementeira e, gulosamente, demos à terra várias sementes, não as deixando crescer muito, porque estão muitas aprisionadas no mesmo espaço, sem possibilidades de aumentar de tamanho, de crescer em sabor e consistência. São mais do que deviam, com menos espaço para crescer, com menos terra para cada uma, com muita pressão e pouco tempo para crescer saudáveis. Mas as ramas, essas, são lindas... e muitas! E verdes brilhantes. O meu homem, que cuida delas, tem diminuido o número de sementes em cada sementeira, mas talvez não lhes estejamos dando tudo o que precisam, pois nascem encolhidas e "vazias", apesar de doces.

- Com os filhos, os cuidados têm sido quase opostos. Não é que não tenha investido nas suas "ramas", que são lindas por natureza e que estão sempre cuidadas, cheirosas e limpas. Gosto de os ver arranjados e invisto nos bons cortes de cabelo e em roupas bonitas (apesar de ir a uma cabeleireira barata, mas que corta bem, e de comprar-lhes roupa muito simples e acessível), sempre respeitando os seus gostos pessoais. No entanto, invisto mais no que fica por baixo da rama: nos valores que lhes transmito, na compreensão da vida e das pessoas, no fortalecimento das relações, na pureza das suas características pessoais, sejam elas defeitos ou qualidades, na sua riqueza de carácter, de conhecimentos, de vivências sociais e culturais, no amor às pessoas e ao que fazem, no engrandecimento da sua alma... dando-lhes tempo e espaço para crescer, não os sufocando com horários rígidos, atividades "desnecessárias", estatutos a manter... sem culpabilizá-los das minhas decisões, responsabilizando-os pelas suas, orientando o seu crescimento sem sufocos.

Não sou definitivamente uma boa agricultora de cenouras, mas ainda estou no início e hei de melhorar.
Não sou uma mãe perfeita, mas tenho tentado ser boa mãe, aprendendo com os erros (os meus e os dos outros) e valendo-me da própria cenoura que há em mim que, independentemente do tamanho e do valor, tem muito mais legume do que rama!

sábado, 10 de novembro de 2012

SAÍDAS GRATUITAS E CULTURAIS COM A MALTA PEQUENA

Nesta manhã de sábado, investi um tempo em mais uma das minhas listas que tanto prazer me dá: marcar saídas para a família. O primeiro propósito é serem gratuitas. Procuro ainda que sejam sítios bonitos, culturais ou naturais,e onde possamos passar um bom sábado ou domingo. Com direito ou não a marmita, conforme os horários, mas com muita animação e boa-disposição. Aqui ficam algumas hipóteses:

O MUSEU DA ELETRICIDADE, que está aberto gratuitamente, tem uma nova exposição temporária: "Riso, uma exposição a sério".
É uma exposição que engloba quase meio milhar de obras de mais de 300 artistas e que pretende mostrar-nos como é que as diferentes artes (cinema, literatura, fotografia, espetáculos, televisão...) agem na nossa mente e nos fazem rir e divertir. Fiquei ansiosa por visitá-la.

A par desta exposição, bem como da exposição permanente do museu, muito interessantes mesmo, são desenvolvidos diversos atelies para crianças ou famílias, também gratuitos, que exigem marcação prévia, mas que normalmente correm muito bem e onde também se aprende brincando. consultar

A FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN tem também uma exposição temporária que deve ser fabulosa: "Um chá para alice". Em torno da história "Alice no País das Maravilhas", diversas obras de cerca de 21 ilustradores contemporâneos mostram-nos o seu olhar sobre o conto.

Podemos visitar a exposição gratuitamente, num qualquer dia que nos dê jeito. Como gostamos de aprender e que nos expliquem as coisa, vou marcar visita guiada para nós. Há hipótese de marcação para 4 sábados diferentes. Mais pormenores aqui.

Ainda em torno de uma história, desta vez a "Cinderela", de 7 a 29 de novembro estará patente no CENTRO CULTURAL DE BELÉM, uma exposição de Isabel Barros, coreografa e diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto.
Para visitar a exposição não é necessário qualquer marcação e podemos sempre aproveitar para visitar o Museu Berardo e aproveitar o saudável ambiente daquela zona de Lisboa. 

No CENTRO DE EXPOSIÇÕES DO FREEPORT (em Alcochete),
amanhã será o último domingo de uma série de 6, em que há teatro gratuito para as crianças.
Pelas 11h, estará em cena a peça "A árvore que já não era de Natal". Não é necessário marcar, mas convém não chegar muito em cima da hora.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DESCONTROLO VS AMOR

Cheguei hoje a casa com uma sensação de descontrolo muito frustrante.

Assim que entrei em casa, vi claramente o tanto que tinha (e tenho) por tratar e que me pareceu desde logo intratável: roupa aos montes (que não tem enxugado), muitas coisas fora de sítio (devido a uma semana agitada), compras por fazer, ementas por organizar, um cesto de fruta e legumes a menos para nos alimentar (porque me esqueci completamente de encomendar), uma pasta da escola carregadinha de papéis por organizar e tratar… e nenhuma vontade sequer de começar.

 Chorei, confesso.

Talvez não tenha sido só por isso e estivesse a precisar de “rebentar” de forma algo saudável para aliviar alguma mágoa e desgosto que ontem se apoderou de mim… talvez.

Fez-me bem…

Mas o que realmente me deu energia para começar, apesar de não saber bem por onde, foi lembrar-me que os sobrinhos estavam a chegar para umas horas (quase 24!!!) com os tios e os primos.

Foi limpinho…

O amor tem destas coisas!

E a verdade é que ainda ando meio perdida nas listas do “para fazer”, apesar de estar já cansada e com mais de 2 horas de trabalho.

Mas agora vou fazer um caldinho saboroso e quentinho para a malta pequena que está tão feliz a brincar!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

AS QUINTAS-FEIRAS

Gosto das quintas-feiras... é um dia diferente na semana, com rotinas ligeiramente alteradas e um pouco mais de tempo de silêncio.
É o único dia da semana em que os meninos entram às 11h e saem às 17h30 e, por muita sorte, o meu marido também. (Normalmente entram às 9h e saem às 15h30, tal como eu, mas a cerca de 15 kms de distância).
Assim, não há necessidade de pressas pela manhã e eu ando muito "sozinha"... (Não é que não goste da companhia matinal e da azáfama louca dos outros dias!)

Às quintas levanto-me nas calmas, despacho-me em meia-hora e tomo o pequeno-almoço fora. 1 euro e pouco é o que pago no "Bom Bocado" do Continente, já quase perto da escola, por um pãozinho com manteiga e uma meia de leite. E sabe bem naquele dia ter uma primeira refeição diferente! Hoje era ainda tão cedo que estava fechada a minha cafetaria de eleição, mas fui ao Sr. Alberto e troquei uns dedos de conversa.

Depois, com calma, vou para a escola e recebo os meus alunos sem ser em cima da hora do toque.
Hoje receberam-me alegremente (ainda contentes com a saída de ontem) e ainda brincaram um pouco na sala, como tanto gostam, antes de começarmos a trabalhar.

Nesse dia, como tenho companhia de adultos, não levo almoço de casa e como no refeitório da escola. Os miúdos adoram e eu também (apesar do barulho). É lá que tenho conhecido melhor os meus alunos e muitos outros da escola, pois todos são mais crianças e falam de outra forma. Ganhei muitos amiguinhos quando lá almoçava quase diariamente, mas o preço da refeição subiu (4,20€) e assim optei por tentar poupá-lo levando marmita de casa. Mas à quinta torno-me "esbanjadora" e ainda converso com os colegas Ana e Nuno. LOLOLOL

No fim do dia, novamente sem pressas, umas vezes atendo pais e articulo estratégias, outras com os colegas das atividades de enriquecimento, outras converso com quem me "apanha" ao portão. Ou tiro fotocópias, ou vejo o meu mail, ou organizo trabalho ou saio dali e vou às compras ou simplesmente para casa sozinha tratar da roupa ou da casa. Hoje tinha consulta, mas troquei-a por uns bons momentos com a minha mãe, que estavamos ambas a precisar de estar juntas e sozinhas.

E pronto... com simplicidade e sem nada de extraordinário, aqui está porque gosto da quinta-feira.
Gosto e aproveito para ter um dia diferente e mais "só meu".

Mas não me arrependo de ter tomado a decisão de deixar os meus filhos na escola apenas o tempo estritamente necessário, não os deixando em atividades de que não gostam e não são obrigatórias, dando-lhes tempo para brincar enquanto ainda são crianças, estando mais perto deles para acompanhar o seu crescimento....

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

EU E AS LISTAS

Quem me conhece sabe bem que sou tipo "a mulher das listas". Não passo sem elas e a verdade é que me dão a sensação de que tenho o mundo organizado e arrumado e que elas me ajudam a gerir o tempo e as vontades.
É que faço listas para as riscar, como objetivos a cumprir. E é ótimo saber que está muita coisa sob controlo e que tenho registado num lugar que conheço o que tenho para fazer... e riscar o que está feito é sentir o dever cumprido.

Por isso mesmo, tenho as minhas listas organizadas. E as que não estão, vão passar a estar.
Não sou de exageros, nem de coisinhas muito lindas e com bonequinhos. As listas são mesmo escritas nos locais indicados, a caneta, a lápis ou, se der mais jeito, no computador.

Exemplos:
- Profissionalmente tenho: lista de posts que quero pôr no blog da turma, lista de tarefas a fazer em casa, lista de tarefas a fazer na escola (durante o almoço ou intervalos), lista de contactos dos pais (no telemóvel), planos diários (à semana) a aplicar com o grupo de 2.º e de 3.ºano...

- Pessoalmente: agenda com tudo assinalado (onde aponto também os dias de dar a contagem da água e do gás, bem como de comprar as senhas de almoço dos meninos, entre outras utilidades), lista de locais onde gostaria de ir e de saídas a realizar(a curto e médio prazo), lista de tarefas domésticas a realizar, ementa semanal (ou quinzenal), lista de compras (no frigorífico, onde vou apontando o que me falta), lista de campismo (sempre guardada e pronta a usar quando é necessário), lista de prendas já compradas, tabela com os passatempos a que concorri na net e as datas de sorteio...

Por causa desta minha mania, já arrumei o meu facebook pessoal, com os amigos organizados em grupos e as páginas de que gosto também, para ter fácil acesso ao que quero consultar. Por ela também, ando a organizar aqui no blog os links que gosto de visitar, em categorias e, quando possível, mostrando as atualizações. Está a dar algum trabalho, mas vai valer a pena.

Já tive muito mais listas... algumas foram desaparecendo, como a lista dos fatos de Carnaval dos miúdos (a maioria arrumados na arrecadação) ou dos livros que ainda não li.... mas não quero ser de grandes exageros e fui só deixando as mais práticas e úteis, pois as listas têm de ter a tal relação planear-concretizar, o que para mim é de muita importância.

Mas lido bem com o improviso. E lido mal com as rotinas.
Sou um bicho estranho!

domingo, 4 de novembro de 2012

"A LUZ DE UM NOVO DIA" - TERMINADA A LEITURA

Estes últimos dias estive a aproveitar um fim de semana prolongado, que provavelmente foi o último da minha carreira...

Fomos para perto da Serra da Estrela e estivemos num alojamento de turismo rural.
A par de tudo o que fizemos, houve tempo de leitura para todos nós os 4.
Eu terminei a leitura do livro "A Luz de Um Novo Dia", de Torey Hayden, e já ando em novas (e divertidas) leituras.

O livro que terminei deixou-me muito interessada na escrita desta autora.
Identifiquei-me muito com a história, que fala do dia a dia de uma turma diferente e da forma como a sua professora vai articulando as aprendizagens curriculares, com as sociais, sempre respeitando cada criança como um indivíduo e indo ao encontro das suas necessidades e interesses.
A figura central é a aluna Venus, uma criança traumatizada e vítima de diversas situações familiares e que se esconde num silêncio profundo, numa apatia inquietante.
A sua professora, Torey, não desiste dela e de a ajudar e faz um investimento grande na sua recuperação.
A história é fantástica e faz-nos pensar em como pode haver muitas explicações por detrás de comportamentos que não se compreendem...
Recomendo a leitura.

A PRINCESA MARGARIDA

Ontem a princesinha mais nova da minha vida fez 3 anos: a minha sobrinha Margarida.
Só quem tem sobrinhos sabe como o amor por eles é grande e faz parte da nossa vida de forma tão pura e doce... e o que sinto pela Margarida é mesmo um amor imenso.
A princesa é a filhota mais nova da minha mana, com que cresci passo a passo e que foi sempre a minha melhor e grande amiga. O que sinto pela Margarida é o prolongamento desse amor, com a tal intensidade de docuça e pureza.

A Margarida é uma menina reguila e com uma personalidade forte que, apesar de tão pequena, parece saber muito bem já o que quer e como consegui-lo.
É rija e ao mesmo tempo meiga. É ativa, perspicaz, esperta, intuitiva, inteligente. É ao mesmo tempo brincalhona e reservada. Não gosta de estranhos e não se relaciona logo com toda a gente, mas faz gracinhas que nos deixam encantados, como rolar a chucha na boca ou repetir incansavelmente canções ou frases às quais achámos graça e rir-se à gargalhada. É teimosa e desafiadora... muito aventureira e audaz, alinha em todas as brincadeiras e é capaz de perceber brincadeiras e conversas de meninos muito mais crescidos.
É misteriosa, curiosa e observadora.
Para mim, é uma sobrinha doce, que corre para mim e me dá abraços magníficos, daqueles capazes de nos levar ao céu e nos trazer de volta com o triplo da energia. É a "quiduxa" da tia "Maíja" e alegro-me só de olhar para ela.