quarta-feira, 31 de outubro de 2012

EU E O BRASILEIRO

Há uns dias que o sotaque brasileiro me acompanha durante os 15 minutos de viagem até ao trabalho.
O Cd andava lá para o carro, é uma coletânea de músicas, tipo covers de várias bandas. Não é música brasileira de topo, mas temas de música popular, que me fazem mexer enquanto conduzo.
Acho que não teria conseguido fazer as últimas viagens de forma tão bem disposta se não deixasse de lado a rádio e as notícias desmotivantes do nosso país e não me deixasse levar até outro continente, onde se fala a mesma língua.
Na verdade, nunca fui ao Brasil e, tirando o que a maioria das pessoas sabe sobre este país, penso que não sou muito conhecedora do que por lá se passa. Mas a verdade é que é um destino que gostaria de visitar, com gentes que têm características que me agradam.
Gosto dos sons que de lá vêm. Uns que me acalmam, me relaxam e me seduzem. Outros que me fazem querer "tirar os pés do chão" e todo o meu corpo corresponde dançando, desde o pescoço ao dedinho do pé, balançando e entrando num som de sensualidade. Ainda outros que me fazem entrar no mundo do romantismo e da paixão,que são características minhas e que preciso de as sentir na pele para me sentir viva.
Não sei se é do sotaque, do ritmo, do calor, mas gosto de música brasileira. Da popular à erudita...
Mas também gosto da descontração, da desinibição, da alegria, da força, da coragem dos brasileiros...
Se calhar falo de forma preconceituosa e decerto que nem todo o povo do Brasil é assim, mas parecem-me pessoas mais "de bem com a vida", apesar da vida lhes ser difícil e de haver muita coisa má por lá.
Não sou especialmente apologista do surto de brasileiros que "invadiram" o nosso país durante uns anos, mas sou capaz de admirar neles muitas coisas, principalmente aquelas que me faltam ou que tenho pouco desenvolvidas porque há sempre o "não quer parecer mal", ou o "que as pessoas vão dizer" ou o politicamente correto.
E não será uma boa onda aprendermos todos uns com os outros e perceber como podemos também ser mais descontraídos e alegres, mesmo quando a dor está ao nosso lado? Ou será que é obrigatório sofrer com lágrimas e cantar o fado quando os passos são mais difíceis de dar?
Bora lá dar a volta por cima e arranjar soluções?
Eu preciso de alguém que alinhe, que isto não me sai assim muito naturalmente.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DESPEDIDA DA ZON

Há cerca de 3 anos que tínhamos internet, televisão e telefone pela Zon Tv Cabo...
Desde que casámos, em 2001, este era o terceiro contrato que tínhamos. Começámos pela Cabovisão, passámos pela Meo e depois a Zon.
A verdade é que as boxes nunca funcionaram tão bem como as anteriores e nunca estivemos realmente satisfeitos, mas fomos mantendo o serviço até que, já fartos dos aumentos que foram sendo feitos e das regalias que fomos perdendo, resolvemos voltar à Meo.
Ontem foi, então, a despedida do antigo serviço... e enquanto os meninos estavam os dois em festas de anos, nas 2 horas em comum das mesmas, eu e o maridão estivemos de sofá a ver este filme do videoclube:


"Para sempre" foi um filme bom... um romance com nada de extarordinário mas que se vê bem e que nos prende do início ao fim. A mim prendeu, mas não gostei do fim...
Gosto de romances, de filmes que falam de amor, que mostram formas de ser e de estar simples e especiais e de histórias verídicas. Por isso, foi bom vê-lo!
Não posso negar que o ator principal também ajudou a prender a minha atenção. LOL
"Conheci-o" através do filme "Juntos ao Luar", baseado no livro de Nicholas Sparks com o mesmo título e já aí captou a minha atenção.
Tem um estilo de beleza que me agrada, uma atuação simples e sentida e um ar de durão sentimental muito simpático, por isso foi bom vê-lo de novo.

E assim foi a despedida da Zon...

E hoje, após 3 horas de montagens e desarrumações, voltámos à Meo e, pela primeira vez, ganho televisão no meu quarto.
Estava na hora de recuperar uma filosofia em que acredito: nada de TV na cozinha...
Amanhã o nosso jantar será muito mais silencioso, apenas com as nossas conversas.

domingo, 28 de outubro de 2012

CIRCO NÓMADA


Não sou grande fã de circo e nem sei bem porquê, mas ontem deixei-me contagiar pela pressão que os miúdos fizeram para irmos ao "Circo Nómada" e arrisquei.
E não é que ri quase do início ao fim?
Na verdade, este circo não é bem igual aos que já tinha ido e levado os miúdos.
Primeiro porque tem duas filosofias que me agradam muito: é familiar e não tem animais (para além das lindas pombas amestradas!).

O "Circo Nómada" tem estado montado junto à escola dos meus filhotes e têm feito de tudo para tentar levar os alunos ao espetáculo.
No fim de semana passado, tinhamos bilhetes que nos davam descontos.
Não estava muito bem e nem questionei... não fomos.

Durante a semana, algumas turmas foram visitar o circo por dentro e o meu Simão foi um dos beneficiados. Veio muito feliz, a dizer maravilhas do que vira e a contar a tal novidade de não haver animais.
Além disso, quer ele, quer a irmã, trouxeram 1 bilhete grátis, válido para 1 criança e 1 adulto.

Assim, tal como disse a Matilde, "não podiamos deixar escapar esta oportunidade" e pouco depois das nove lá fomos os 4 a pé e bem agasalhados até ao circo.
Confesso que me agradou a ideia de andar a pé à noite, com frio e que, ao ver as luzes do circo e as pessoas a chegar, fiquei animada.

Entrámos e percebemos logo que se tratava de um circo bem simples e familiar, onde menos de uma dúzia de artistas, entre os quais uma criança amorosa e talentosa, faziam de tudo um pouco: os números do espetáculo, vendas (de bilhetes, pipocas, algodão doce, rifas, luzes...), montagem de cenários, receção à entrada e saída... Bem, o ambiente era mesmo familiar e os números apresentados também.


Posso dizer que gostei... apesar da simplicidade ou precisamente por causa dela.
A maioria dos números era de palhaços (daí as minhas risadas quase constantes) ou de equilibrismo/ginástica circense... muito mágicos e simples, ao jeito das crianças e dos adultos como eu.

Ri e vim de lá feliz e só por isso valeu a pena. Mas também vi números circenses muito interessantes.
E comemos pipocas e algodão doce fora de horas...
E os miúdos encontraram os amigos da escola fora dos portões...
E voltei a perceber como os meus filhos se sabem comportar e divertir ao mesmo tempo em qualquer circunstância...
E adormecemos todos juntos no sofá...
E fiquei com vontade de voltar ...

EU JÁ CONTRIBUI

Comecei o dia com solidariedade por dois grupos que muitas vezes são mal tratados: os animais e as crianças.
Quer dizer, na prática ainda só contribui para um deles.
O blog Pandora by Liliana Pinto está a fazer aqui um sorteio solidário para ajudar a associação MIDAS e eu resolvi contribuir.
Participo em diversos passatempos e até já ganhei alguns, por isso não poderia deixar de participar neste com uma causa social tão nobre.
 Assim, inscrevi-me comprando 2 rifas por 5€. Escolhi números com significado, dentro dos que ainda estavam disponíveis (18- aniversário da Matilde e 86 - soma das idades de nós os 4) e arrisquei.
Agora é esperar pela lotaria do Natal e dar uma espreitadela a todas as páginas aderentes.

Para a Liliana e os seus parceiros, uma salva de palmas.

Além disso, resolvi tentar participar também na campanha que o blogue Pais criativos filhos felizes está a fazer.

Então, já mandei mail a pedir os moldes e vou tentar fazer um ou outro boneco para as crianças do IPO receberem no Natal.

Quem quer aderir também a estas campanhas?

sábado, 27 de outubro de 2012

NA FEIRA DA LADRA

Gosto de acordar assim: com uma ideia na cabeça e um plano traçado!
Sabendo que o rapazote andava ansioso por comprar BD da Marvel, com os seus heróis favoritos, e tal como lhe tinha prometido, acordei cedo com o intuito de descobrir onde havia hoje uma feira de velharias.
Pesquisei na net e como não descobri nenhuma aqui mais perto que se realizasse hoje, o meu homem lembrou-se: "E a Feira da Ladra?".
Não hesitei e despachámo-nos num instante.

Os miúdos já lá tinham ido connosco, quando andávamos em busca de vinil do Michael Jackson para o Simão e, mais uma vez, a feira correspondeu às expetativas, pois (quase) todos fizemos algumas comprinhas, cada qual ao seu gosto e com o seu dinheirinho:

Simão:

12 livros de banda-desenhada, de vários heróis (6€)

Matilde:
 1 mala (1€)
1 Ken autêntico, que está nú porque a roupa esta a lavar (2€)

Marisa:
 1 livro de uma das suas escritoras preferidas (7€)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

EU E AS ROTINAS... INIMIGOS!

Não sou pessoa de rotinas, de dias iguaizinhos uns aos outros. Quem me conhece sabe disto muito bem.
Não gosto de dois dias iguais, de duas segundas ou sábados iguais, nem de dois finais de tarde exatamente iguais.
Detesto andar a fazer sempre as mesmas coisas, ter tarefas rotineiras e chatas, nem de estar muito tempo a fazer o mesmo.
Definitivamente lido melhor com o excesso de tarefas diferentes do que com poucas tarefas sempre iguais.
Esta é uma das razões porque adoro a minha profissão, já que um dia nunca é igual ao outro e as crianças são constantes desafios para nós, que queremos ensinar-lhes mas que também os respeitamos como pessoas e queremos que sejam felizes.
Por isso, não sou pessoa de dias marcados para as coisas (à segunda isto, à terça aquilo e à quinta o outro), nem de compromissos muito sérios e "definitivos" (todas as semanas tenho de...), nem de obrigações que não têm utilidade nem dão felicidade.
No entanto, esta apatia em que me encontro agora também me faz mal, muito mal.
Sem vontade de coisa nenhuma, sem prazer nas coisas mais simples, sem planos...
Ando desarmada e desintegrada e não me apetece quase nada. Ou não sei o que me apetece.
Não tenho saído, não tenho falado com quase ninguém e, estilo novelo de lã, cada vez me apetece menos qualquer destas coisas, apesar de saber que são elas que me vão tirar do marasmo em que me encontro.
Estou quase que em "piloto automático" e, como tal, as rotinas são as únicas partes da vida que sobrevivem... e eu detesto-as.
Apetece-me fazer algo diferente, mas estou sem imaginação e sem poder de decisão.
Apetece-me agarrar na crise e recuperar a esperança, porque sinto (e sei) que temos todos de começar a recuperar hábitos antigos, mais baratos e mais simples, e dar-lhe a "volta da felicidade". Até tenho ideias, mas neste momento não consigo pô-las em prática, nem sequer no papel... talvez este seja o problema, pois apesar de não ser de rotinas, sou de planos e objetivos e é esse estilo de vida que me deixa feliz e que agora me foge... escapa nos pecados da preguiça, do medo e da tristeza.
Preciso "arregaçar" as mangas, mas elas pesam-me tanto neste momento que nem tento fazê-lo.
E a vida, aparentemente, aos olhos de toda a gente, até me corre bem. Mas cá dentro, onde a alegria deve mesmo morar, há um buraco escuro que não consigo iluminar... e toda a gente tão longe e eu tão longe de toda a gente!
Gostava de... nem sei... e isso é que é o problema...
Nem posso dizer que procuro algo que não encontro, pois nem sei bem o que procurar e, nestes momentos, só nos miúdos encontro conforto e só no que não é rotineiro encontro descanso e só me lembro do que não quero e do que não gosto...
Acho que preciso de um abanão e de mais alguém que queira não se acomodar aos problemas e à vida estúpida do dia a dia de casa-escola e escola-casa e entrar numa de alterar o esquema...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

HÓSPEDES DE FIM DE SEMANA

Na sala da minha Matilde, há dois porquinhos-da-índia que fazem as delícias dos mais pequenos e que, todas as semanas, vão passar o fim-de-semana a casa de um dos alunos.
Nós gostamos de os receber (até porque já moraram cá em casa!!) e esta semana foi a nossa vez de ter os famosos hóspedes de sexta a segunda-feira.

As gatas Rosinha e Isla estranharam um pouco os novos habitantes da cozinha, passando algum do seu "tempo livre" a cheirar as visitas. Cheguei mesmo a vê-las muito atentas ao que se passava com aqueles seres que, mal ouviam o frigorífico, um saco plástico ou o cortar de cascas, não paravam de fazer uns barulhinhos esquisitos mas muito característicos.

No entanto, quando ontem fomos limpar a gaiola, era vê-las a fugir daqueles seres com menos de metade do seu tamanho, tão desconfiadas que só à distância queriam vê-los!

 


E não foram só as gatas que se assustaram, já que a princesa, que adorou ter cá os animais domésticos da sala de aula, não gostou especialmente de pegá-los ao colo... fez-lhe impressão! (E eu até compreendo!)
Mas ajudou a preparar-lhes refeições maravilhosas com maçã, alface, cenoura e pão. Fora todas as cascas que foram petiscando enquanto eu cozinhava.


A verdade é que a minha filhota ficou orgulhosa por tomar conta do Ricky e do Kitty e escreveu um ótimo texto contando a avenura de fim de semana no "Diário" dos animais.
Sem medos, usando já a esferográfica com maior confiança e com muita responsabilidade, querendo que as páginas dedicadas a estes dias fiquei bem ilustradas com palavras, desenhos e fotografias.


Desenho feito pela Matilde

domingo, 21 de outubro de 2012

SACOS DOS CEREAIS

Cá em casa comem-se cereais muitas vezes ao pequeno-almoço.
Como somos todos gulosos e não temos os mesmos gostos, cada qual tem a sua preferência dentro das variedades existentes, sendo que apenas pai e mãe comem dos mesmos.
Assim, semanalmente há, pelo menos, três caixas de cereais a serem compradas:


Como não fomos esquisitos e achamos muito bons estes cereais da marca Continente, para além dos preços muito mais apetecíveis, são exatamente os que entram cá em casa, sendo que, feitas as contas, podemos dizer que compramos, mais ou menos, 12/15 caixas por mês.
Ora, como assim que trago as compras coloco os cereais dentro de frascos grandes de vidro, onde se conservam sempre estaladiços, ficam sempre a "sobrar" os sacos plásticos, quase transparentes, onde eles vinham guardados.
Ora, se já guardo as caixas de cartão, para utilizar na escola com os miúdos, porque haveria de deitar fora estes sacos que, ainda por cima, são bem resistentes? Não deito, pois de há um tempo para cá que os uso para colocar alimentos no congelador.
E dão mesmo jeito!

sábado, 20 de outubro de 2012

EU E OS PAIS (DELES...)

Tenho estado em arrumações e limpezas.
Limpeza semanal, como de costume, mais roupa (muita) para lavar e esperar que seque, caminhas de lavado e tudo a cheirar a limpinho. Além disso, estive a arrumar roupas mais quentes nas gavetas, que ainda só tinha retirado as de meia estação, e a ver o que já não serve aos miúdos.
A Matilduxa está tão crescida este ano! Aumentou bem de altura e de peso, apesar de continuar "rodas baixas" para a idade, e também passou a gostar mais de andar de calças de ganga. Diz que "pareço uma crescida, mãe, com as calças justa no rabo!". Sim, precisava mesmo de um seleção, que esta semana voltámos às calças e várias já não apertavam.

Mas não foi para falar de roupas e limpezas que resolvi escrever este post, mas sim para contar como o encontrar de uma foto e o desarrumar de um dossiê pode pôr-me a pensar (até parece que é difícil!).

No meio das arrumações, estava um dossiê que me foi "devolvido" pela escola onde trabalhei antes de ir para a Moita e onde estive 3 anos com a mesma turma (máximo conseguido): os golfinhos!
Foram o meu grupo de eleição e estive com eles até ao 3.ºano. No último, um ano bem complicado para mim, a nível pessoal e profissional (o que está para além dos miúdos às vezes é lixado!), estive de permuta com uma colega, a qual não me foi autorizada no 4.ºano.
Enfim, este dossiê chegou cá a casa há mais de 1 mês e tem estado em cima de um móvel à espera de "coragem" para o arrumar. Hoje, chegou o dia!

Todos os anos tenho um dossiê de turma onde coloco, para além do Projeto de Turma, todos os documentos relativos a esse ano letivo. Organizado cá à minha moda, com tudo e mais umas botas, o desse ano estava tão cheio que nem fechava. Digo estava porque agora só lá constam as micas, vazias.... Não posso guardar tudo aquilo, pois seriam dezenas de dossiês ao longo da carreira, por isso tive de me desfazer de atas de turma, de tabelas de registo, de documentos de projetos em que participámos, recados enviados aos pais-golfinhos... muito papel, visto e revisto, saudades a matar e muitas recordações de crianças que ficarão para sempre na minha memória.
Além das crianças, os pais... Mais do que simples encarregados de educação ou progenitores, estes pais (e mães, claro!) ficaram amigos e partilharam comigo momentos muito importantes para os seus filhos, mas também para mim. E, quase como que a recordar essa equipa que formámos durante 3 anos, surge, num fim do dossiê, uma foto linda, tirada num jantar entre mães que fiz com esse grupo de mães-golfinhos e onde, "por acaso", festejei o meu aniversário.

 
Não posso recordar sem um enorme sorriso, que me estende as bochechas ao máximo, este e todos os outros mais de 1000 dias de convivência com crianças e adultos... foram importantes demais e, se vão ficar na memória deles porque fui a primeira professora da "primária", na minha vai ficar gravada como aquele grupo fantástico de muitos amigos que partilhavam a vida... e que ainda partilham, às vezes!
 
E fico a pensar nesta minha relação enquanto pessoa-professora-mãe que estabeleço com aqueles com quem trabalho e no quanto todos tocam a minha vida de uma forma única e especial.
E fico a pensar em como fui feliz durante estes anos e em como a minha vida mudou... sim, porque sou pessoa de se deixar tocar pela vida e de ir mudando com ela.
E fico também a pensar que, se não tivesse saído exatamente naquele ano, não teria encontrado o conjunto fantástico de reguilas com os quais trabalho. Com eles e com as suas famílias... porque a escola, essa entidade fantástica e tão importante na vida, onde crianças passam a maior parte do seu dia, é um prolongamento da sua casa e os adultos que "habitam" num e noutro lugar tem, definitivamente, de ser uma equipa. E eu tenho, de novo, uma boa equipa. Diferente, nem melhor nem pior, mas uma nova e grande equipa que não trocava por outra. Por isso, acho que cheguei à Moita no ano certo!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"MÃES COMO NÓS"

Ontem à noite terminei de ler o livro "Mães como nós", de Inês de Barros Baptista.
Gostei muito do que li... histórias sobre diferentes tipos de mães, com diferentes vivências e percursos de vida, com personalidades marcadas e distintas, que passaram por alegrias e tristezas como cada uma de nós.
Identifiquei-me com algumas e vi noutras algumas pessoas que conheço, mas em todas "senti" o amor imenso que a maternidade faz descobrir em nós.
Para mim, que não costumo gostar de livros com vários contos, foi necessário encontrar uma forma de agilizar a leitura e começar a entender-me do que estava a ler.
Apesar de sentir apego pela história de cada uma das mães, que vêm identificadas no início de cada "capítulo", fazer uma leitura normal estava a deixar-me algo desmotivada, pois as histórias vão aparecendo encadeadas umas nas outras, havendo fases em que as mães se encontram, porque são amigas/vizinhas/conhecidas e porque se cruzam na realidade.
Eu é que não estava a conseguir encarrilar com as histórias, talvez porque leio pouco em cada dia e ficava difícil não misturar as personagens e as experiências.
Então, arranjei uma forma de conseguir desfrutar melhor do livro: li a história de cada uma delas em separado (saltando e recuando capítulos) e depois das que se cruzavam. Usei 2 marcadores e dei uma volta na questão, mas acabei por gostar bastante do que li.

(Bolas, que até na leitura sou uma pessoa complicada!)

E já dei início a outro livro...
Isto de acordar às 5h da manhã com insónias requer sempre leituras de mesa de cabeceira, terapeuticas para recuperar o peso nos olhos.
Este novo livro é da minha sogra e conta a história de uma professora e da forma como se liga aos seus alunos e como vai mudar a vida de um deles.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

RAPAZ VAIDOSO

Quem diz que as mães dos rapazes é que têm sorte porque eles se despacham bem mais depressa do que as raparigas, é porque não tem um filho vaidoso como o meu. (E olhem que a filha anda sempre super bem arranjada!!!)
Definitivamente esta pré-entrada na pré-adolescência está a ter um impacto grande na sua imagem, que se prende algures entre o prático e o fashion.
Já no verão notei algumas diferenças, mas este outono está a trazer para minha casa um rapaz novo, que gosta de se olhar ao espelho, de combinar roupas e de ir para a escola nos "trinques". (Não, ainda não está na fase do perfumado, mas também não tenho, ainda, daqueles problemas de higiene...)

Todas as manhãs há rituais que não escapam, por mais que tente escolher com ele a roupa na véspera:

- Levanta-se meio ensonado e vai fazer o seu xixi. Passa pelo espelho... "Bem, estou horrível. Mãe, posso tomar banho?".

- Mais de 10 minutos de duche, que de manhã parecem 100, e sai com mais energia, mas só depois de eu ameaçar que desligo o gás e dirigir-me para a cozinha.

- Veste as calças, sem as meias ainda calçadas. Estão largas ou apertadas (sempre!!!). Bem... "Mãe, ajuda-me a pôr o elástico no sítio?". Isso ajudo... mas ainda não fica bem e ele acerta. Mas não sem me dizer, depois de mais uns minutos com elas vestidas: "Vou pôr um cinto!".

- Quer vestir as meias e não consegue. As calças estão justas, que este ano não quer de fato de treino e as gangas têm de estar no sítio certo e nada de largas, e não consegue dobrar-se. Olho para ele. Já não diz mais nada, pois sabe que, mal saiu do banho, lhe disse, como sempre, "Calça primeiro as meias!".

- Veste a sweat que escolhemos na véspera. Está justa (e mostra que não consegue mexer-se)... Está grande (e mostra que as mangas saem para fora do braço)... Está curta (e dobra-se para trás para mostrar a barriga).... Escolhe outra... e outra.... e outra.... Nada fica "tal e qual" como ele quer. Eu, dou um ultimato: "Logo temos que experimentar blusa a blusa e ver quais as que te estão bem!". (E já são mais de 20h e ainda não o fizemos). A de hoje é fantástica.

- "Vais descalço, Simão?"... só gosta de se calçar depois do pequeno-almoço. Mais uma mania!

- Penteia vinte vezes o cabelo, põe mais para um lado, mais para o outro, dobra a cabeça para ver como cai quando a mexe, ajeita com a mão, com o pente, depois com a escova... "Está péssimo!", diz ele. Não gosta, mas também não quer cortar. Quer levar boné, mesmo estando a chover. "Não leves, o cabelo está ótimo!". Claro que não, porque não é assim que ele o deseja. "A mãe dá um jeito!". Penteio, mexo 2 milímetros e fica fantástico. "Oh, ainda não lavei os dentes!". Lava-os, bem esfregadinhos sem esquecer o aparelho, e volta a olhar ao espelho. "Mãe, qual chapéu é que levo? O cabelo está horrível!".

- Veste o casaco, porque é obrigado, ou tenta sair sem ele... é apanhado.

- Já quase no elevador... esqueceu-se dos leggo's que combinou levar. Volta sozinho atrás e nós (mulheres, com fama de demorar, super-despachadas e cheias de acessórios a combinar) esperamos um minuto e ele chega ofegante. "Bem, sempre tenho de levar o chapéu na cabeça, que o cabelo já secou e não está nada bom!".

- A sair do carro, à porta da escola, ainda pergunta... "Estou bem?". "Estás lindo, filho... mas tens de te levantar mais cedo ou despachar-te mais depressa!".

E os próximos 15 minutos sabem tão bem!!!
Olho no retrovisor. Hoje até pintei os olhos! Como demorei tão menos tempo do que ele? Bem... minutinhos de música para aproveitar.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

PASSATEMPO ERVILHA

E como não estou mesmo nada bem-disposta, para não vir aqui deixar qualquer coisa escrita que me cause sarilhos e confusões, venho antes deixar o link de um passatempo com prémios lindos, a que acabei de concorrer. É só clicar na imagem!


Obrigada Ervilha Coscuvilha por me entreteres e acompanhares sempre, mesmo quando estou em dia-não!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DOCES DE DOMINGO À NOITE

Para terminar um fim de semana de relaxamento, em que dormi bastante e coloquei casa e roupa em ordem, estive a fazer doces com a minha Matilde, adaptando 2 receitas que vi na Internet. Ambas são dedicadas aos meus pimpolhos, que adoram bananas e gomas.
A primeira vem mesmo a calhar para o Simão, que não pode comer (nem come!) gomas por causa do aparelho nos dentes e que assim, pelo menos, sente-lhes o sabor. Adaptei alguns ingredientes e a receita à Bimby.
A segunda, também adaptei porque levava casca de banana (e não quis arriscar), iogurte natural e farinha de trigo. Era um bolo mais light e eu dei-lhe o meu toque pessoal. Espero que resulte!

QUEQUES DE CHOCOLATE E MARSHMALLOW
 
Ingredientes (deu para 12 queques e mais 8 mini-queques):
70 gr. de margarina
140 gr. de farinha
120 gr. de chocolate de barra

3 colh. chá fermento em pó

6 colh. sopa de açúcar

1/2 cháv. de pepitas de chocolate

50 gr. de marshmallows mini

1 ovo grande

1,5 cháv. de leite


Preparação:
Pré-aquecer o forno a 190º C. 
Forrar 12 formas de queques e 8 de mini-queques com forminhas de papel.
Colocar a margarina e o chocolate na Bimby e deixá-los derreter, à Temp. 50ºC e à Vel. Colher Inversa.
Juntar a farinha, o fermento, o açúcar, as pepitas de chocolate e os marshmallows. Mexer durante 1 min., na Vel. 5. Juntar o ovo e o leite e voltar a misturar durante 30 seg. na Vel.5. Depois, durante mais 30 seg., passar para a Vel. 10., para que formem uma massa consistente. Repartir a massa pelas forminhas de papel.
Levar a cozer durante 20-25 min. 



BOLO DE MAÇÃ, BANANA E LINHAÇA

Ingredientes:

75 gr de corn flakes (de trigo)
2 bananas
1 iogurte (com pedaços de ameixa)
240 gr de leite
150 gr de açucar light 
3 colheres (sopa) de sementes de linhaça
1 ovo
1 colher (sopa) de canela em pó
120 gr de farinha de milho
1 colher (sopa) de fermento em pó
 2 maçãs pequenas

Preparação

Numa chávena, misturar as sementes de linhaça com água e deixe hidratar durante 15 minutos.
Descascar 1 banana e 2 maçãs e cortá-la aos cubinhos (depois de lavar e retirar caroços). Reservar.
No copo da Bimby, colocar os flocos de trigo (corn flakes) e moer durante 5 seg, na Vel 5.
Adicionar 1 banana cortada às rodelas, o iogurte, o leite, o açúcar, a linhaça (depois de escorrida a água), o
ovo e a canela e programar 15 seg, na Vel 5.
Juntar a farinha e o fermento e programar 30 seg, na Vel 3.
Com a ajuda da espátula, envolver as maçãs e a outra banana cortadas aos cubinhos e deitar o preparado para uma forma redonda, de furo do meio, untada com margarina e pulvilhada com farinha.
Levar ao forno pré-aquecido a 175º durante cerca de 25 min.
 

domingo, 14 de outubro de 2012

NÃO CRUZAR OS BRAÇOS PERANTE A CRISE...

A crise bateu à porta de todos nós.

Não me debruçarei sobre os principais causadores, pois tenho uma opinião muito própria sobre a gestão de ganhos e gastos da população e dos políticos, que me faz não conseguir escolher um candidato à forca nem ao pedestal. (Nem sei o que fazer quando tiver de votar de novo!)
Sei que as coisas estão difíceis e sinto que há duas coisas que temos de fazer, qualquer que seja o nosso nível de vida ou opinião social e política:
- Manifestarmos a nossa discordância com o que está mal…
- Reduzir o custo de vida…

Cá por casa, há também ajustes que têm de ser feitos, sendo que alguns deles já estamos a pôr em prática há algum tempo.

DESPESAS FIXAS:
- Manter aparelhos elétricos desligados e luzes apagadas quando não são usados;
- Renegociar contrato com ZON ou aderir a novo operador;
- Usar a água inicial do duche para regar a horta de varanda e as plantas;
- Lavar a roupa e passar a ferro à noite e aos fins-de-semana;
- Tomar duches mais rápidos;
- Juntar mensalmente um valor fixo para as despesas anuais (seguro dos carros, IMI, seguro da casa…).

ROUPA:
- Aproveitar os saldos para comprar peças novas para a estação/ano seguinte;
- Comprar menos roupa e pedir que nos ofereçam como presente;
- Aproveitar/comprar roupa em 2ªmão (há sites com bons produtos e bastante acessíveis);
- Arranjar ou mandar arranjar algumas peças que ainda ficam boas com esses arranjos.

COMIDA/SUPERMERCADO:
- Usar os vales de compras que recebermos e compensarem;
- Escolher produtos mais baratos (atendendo não ao valor do produto, mas ao preço por kg ou por litro);
- Aproveitar as promoções (pague 1, leve 2…);
- Usar mais marcas brancas (que comprovemos que são de qualidade);
- Usar o saldo do cartão Continente (e respetivas promoções) e da Modalfa, mutuamente;
- Nunca desperdiçar comida: fazer refeições de restos (quando são muitos) e levar almoço para o emprego;
- Fazer sempre sopa, usando legumes comprados no PROVE , alguns vindos do monte dos sogros e outros da horta de varanda;
- Listar o existente na arca e, quando compro carne e peixe, fazer ementas usando ao máximo o que já está comprado;
- Aproveitar as frutas que já estão “tocadas” e fazer saladas de frutas ou congelá-las para doce ou para sumo de fruta;
- Ter sempre fatias de bolo caseiro congeladas, para os lanches dos miúdos, para evitar comprar bolachas e outros snacks;
- No lanche da tarde, que é quase sempre caseiro, usar mais leite no copo em vez de pacote;
- Evitar comer fora ou comprar em take-away;
- Fazer em casa alguns dos produtos que antes comprava, rentabilizando a Bimby: compostas, sumos, pão, massas…

LAZER:
- Aproveitar mais o fim de semana para descansar e pôr as coisas da casa, da roupa e da escola em ordem, saindo menos;
- Ir menos ao cinema e ver mais filmes em casa;
- Aproveitar as promoções nos bilhetes de espetáculos (sites próprios destas promoções que enviam newsletters);
- Ir mais a concertos/festas/espetáculos gratuitos;
- Concorrer a passatempos em blogues e facebook para ganhar alguns produtos e não ter de os comprar;
- Recuperar o hábito da leitura, emprestando e pedindo livros emprestados, usando bem o site da Winkingbooks, indo à Biblioteca Municipal, lendo obras que temos em prateleiras e ainda não foram lidas, etc;
- Readquirir passatempos mais caseiros: trazer amigos dos filhos e sobrinhos para brincar cá em casa, convidar amigos/familiares para estar connosco (adultos), fazer jogos com os miúdos, andar de bicicleta, jogar wii, fazer artes plásticas, ouvir música…
- Passear a pé nas terras mais próximas;
- Aproveitar as manhãs de domingo quando queremos ir a um museu;
- Pagar apenas uma atividade extracurricular a cada filho;
- Envolver os miúdos no pagamento de extras com o seu próprio dinheiro (ganho de prendas e de semanada).

Se tiverem ideias, digam, por favor, pois quero que tudo isto se torne um hábito cá por casa e estas listas podem (e devem) ir sendo atualizadas.

sábado, 13 de outubro de 2012

PRESENTES DE ONTEM...

Chegaram cá a casa e já vivem connosco.
O livro, do blogue Silêncios que Falam, está a deixar-me com vontade de dar um pulo na ordem de leitura dos que constam na mesinha de cabeceira.
Segundo parece, é de um estilo completamente novo para mim e que me vai divertir. Pelo que percebi, será uma leitura fascinante, principalmente para quem já leu os livros que são personagens principais neste conto!
O marcador... lindo, lindo.
Mais um dos prémios do cabaz Conto de Fadas, desta vez enviado pelos Miminhos de Feltro. Só vendo, mesmo... cá em casa já circula dentro das minhas leituras.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O HINO É SEMPRE O HINO

A caminho de casa, já à pressa (e atrasada!) para ir buscar os miúdos à escola, mesmo sem estar a ligar nenhuma ao que estava a dar na rádio, alterei a frequência, mudando "ao calhas" para outra estação.
Sem esperar, que na altura nem sabia que Portugal ia jogar, surge o nosso hino em direto do estádio. Estava mesmo a começar e não resisti a acompanhá-lo... levantei o som e cantei a plenos pulmões...

Parei no semáforo e, enquanto canto "Às armas! às armas!" olho intuitivamente para o retrovisor e vejo um barbudo no carro atrás do meu a fazer uns gestos parecidos com os meus (com a boca, claro!). Atenta ao espelho, confirmo: estamos ambos a cantar o hino, ao mesmo tempo, sem nos ouvirmos, mas completamente com cara de quem ganhou o Euromilhões.

Há músicas que unem as pessoas. Para mim, o nosso hino é e será sempre o nosso hino!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PEQUENOS PORMENORES...

Hoje, no caminho habitual, à hora habitual, com o humor adormecido mais do que o normal, com roupa mais quente do que nos últimos dias e a rádio Smooth a condizer a tocar no carro...


... um pormenor diferente, que marcou positivamente a minha alma cinzenta.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

RECORDAR O PASSADO....

Não estou bem...
Não costumo dizê-lo com tanta facilidade e deve ser a primeira e última vez que o faço, pois não me traz nada de novo admiti-lo. (Só desconfianças, desilusões e medos...)
Por isso, apetece-me qualquer coisa que me traga à ideia que todos os momentos de dor se podem transformar em dias de sol... se mudarmos de atitude, se procurarmos em nós o caminho em vez de esperar que alguém nos dê a mão e nos guie.
Quem me conhece (e não é preciso ser profundamente) sabe que o melhor do mundo, para mim, são as crianças: as com as quais convivo/trabalho/ensino/aprendo diariamente e as MINHAS.

Às primeiras, que me fazem sentir uma "Branca de Neve" (como diz o Guilherme) e esquecer as bruxas, os castelos, as madrastas e as maçãs venenosas, admirar as alegria da floresta que é a vida e esperar o príncipe encantado que é o amanhã sorridente, agradeço tudo isto e retribuo fazendo da minha sala de aula um espaço mágico onde não existe mais nada para além do paraíso dos 7 (ou 20?) anões.

Às outras duas, as MINHAS, que são grande percentagem da minha vida, que amo mais que a tudo no mundo e por quem vou até ao limite de tudo... agradeço com um sorriso por detrás de uma lágrima, com abraços mais apertadinhos do que o costume, com um adormecer ao seu lado, mesmo sendo ambas já crescidas, com beijos de mel... não fingindo, mas mostrando-lhe que o ser humano não é perfeito, mas que temos o dever de erguer a cabeça.

Além disso, senti vontade de lhes ler (e aqui deixar) as cartas que lhes escrevi num dia em que estava imensamente feliz (porque a Matilde nascera) e profundamente triste (porque não tinha o bebé Simão comigo)....

"Olá princesa!
A mamã está olhando para ti e fervendo de orgulho. És a coisinha mais fofa do Mundo. Tu e o mano são uns seres maravilhoso e pelos quais vale a pena viver. Hoje sei que sou mais feliz porque vos tenho comigo. Vale a pena tudo no Mundo para conhecer o amor de mãe. Ele é forte, profundo e imcomparável. Por vos amar tenho crescido, tenho sido mais eu mesma e tenho aprendido a dar valor às pequeninas coisas da vida. Ter-vos comigo é razão mais do que suficiente para acreditar na felicidade. A vida vale pelo amor que se partilha e eu amo-vos tanto, tanto que seria capaz de tudo para vos fazer felizes.
Tu nasceste agora e já encantas corações. Tu emocionas, tu acarinhas, tu alegras. Tu és fonte de amor imenso, nascente de ternura e paz. És mais um diamante no meu caminho, minha pétala, minha benção. Amo-te!
Mãe Marisa, 19/03/2005, 20h35"
 
 
"Olá coração!
A mãe não sabe se vai conseguir escrever sem chorar, sem me emocionar, mas vou tentar.
Aqui, nesta cama de hospital, penso em ti com ternura e saudade e no quanto queria estar a teu lado. Aqui estou já chorando por não te ir adormecer, por não ser por ti beijada para acordar, por não sentir tuas mãos em meus cabelos enquanto fechas os olhos e entras no mundo dos sonhos...
Estou a olhar para a mana, a vê-la tão linda aqui ao lado, e a recordar como passava tempo admirando-te quando eras assim tão bebé. Ainda hoje te admiro tantas vezes e acho que irei sempre te admirar. Vocês são a razão da minha vida e, junto com o pai, que é um ser maravilhoso, fazem o núcleo do amor eterno. A mamã está desejosa de voltar a adormecer contigo, de brincarmos juntos, dar-te de comer, beijar-te, cheirar-te, jogar às escondidas talvez. A mamã quer voltar para casa e dar-te todo o amor que mereces, carinho, miminhos daqueles que só nós damos um ao outro. Se tudo fosse mais fácil... Se pudesse ter já os dois junto de mim... Se agora pudesse sentir-te ou ver-te dormir... O Mundo seria perfeito por minutos, o amor seria o cume de uma montanha, eu seria uma pessoa incrivelmente feliz.
Olho para a tua foto e sei que em breve poderei fazê-lo, tê-los aos dois bem junto a mim e sei que a felicidade que agora sinto é apenas um começo. Daqui a pouco adormecerão os dois abraçados a mim, o pai também connosco e vamos rir todos juntos, e vamos correr, jogar, conversar, passear, amar a vida.
Mãe Marisa, 19/03/2005, 20h50"

domingo, 7 de outubro de 2012

EMENTA (ATÉ DIA 18/10)

Antes de deixar simplesmente aqui a ementa que acabei de fazer, enquanto arrumava as compras de supermercado, queria acrescentar algumas informações:

- Nós os 4 almoçamos nas respetivas escolas durante a semana;
- Os meninos comem no refeitório e, por isso, orientamos a ementa em função também desses almoços, tentando que, durante o dia, tenham uma refeição de carne e outra de peixe;
- Os adultos levam marmita (com os restos do jantar);
- Há sempre sopa cá por casa e faço com os legumes que tenho no frigorífico ou no congelador, saindo SEMPRE sopas diferentes;
- Quando, por algum motivo, não fazemos alguma das refeições prevista, deixamos para o fim da ementa...
- Desde ontem que o meu jantar é só sopa e fruta, pelo que fico sempre com almoço para o outro dia.

DOMINGO (7/10):
Almoço - Salsichas frescas com feijão verde cozido.
Jantar - Tintureira cozida com todos.

2.ª FEIRA (8/10):
Jantar - Febras grelhadas com puré de batata e de batata-doce.

3.ª FEIRA (9/10):
Jantar - Lombinhos de pescada no forno, com arroz de cenoura.

4.ª FEIRA (10/10):
Jantar - Douradinhos no forno com esparguete.

5.ª FEIRA (11/10):
Jantar - Alheiras de perú grelhadas com batatas cozidas.

6.ª FEIRA (12/10):
Jantar - Bacalhau espiritual com brócolos e couve-flor.

SÁBADO (13/10):
Almoço - Pota frita com arroz de ervilhas.
Jantar - Carne guisada com massa de legumes.

DOMINGO (14/10):
Almoço - Almondegas com puré de cenoura.
Jantar - Massa de salmão.

2.ª FEIRA (15/10):
Jantar - Salada de atum com legumes.

3.ª FEIRA (9/10):
Jantar - Frango guisado com esparguete.

4.ª FEIRA (10/10):
Jantar - Cação grelhado com esparregado.

5.ª FEIRA (11/10):
Jantar - Lombinhos de porco assados no forno com castanhas.


Imagem retirada da Internet.

sábado, 6 de outubro de 2012

PASSATEMPOS

Há uns meses atrás, comecei um novo passatempo, que me tem ajudado imenso a descontrair e descomprimir: concorrer a sorteios de blogues e facebook.
Não sou viciada, nem concorro a todos, mas é muito relaxante este novo hobbie e até benéfico, pois já ganhei umas coisas lindas.

A última "vitória" foi hoje mesmo anunciada e inclui um conjunto de mimos de lojas virtuais (e blogues) que muito admiro, por isso fiquei muito contente e ansiosa por vê-los ao vivo e a cores.

O último ao qual concorri também é um conjunto de vários cabazes (10 prémios) e sinto uma ponta de esperança de um deles vir parar cá a casa. Aqui fica o link para participar e/ou figas para me sair:


É o passatempo do 1ºaniversário do blogue "Amostras e Passatempos", que está sempre a manter-nos atualizados nestas lides das sortes!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

HOJE É (TAMBÉM) O MEU DIA...

Hoje é Dia do Professor!
Não sei se há por aí muitas comemorações, nem se toda a gente sabe que este dia existe.
Eu não costumo fazer nada de especial para comemorar, a não ser dar os "parabéns" a todos os meus colegas. Parabéns por continuarem a ensinar, parabéns por gostarem do que fazem, parabéns por motivarem os seus alunos.
Mas para isto não precisamos de ter um dia especial, pois a minha profissão, da qual muito me orgulho, é daquelas com as quais toda a gente contacta e que, de uma forma ou de outra, marca a vida de toda a gente.
Por isso, acho que ser professor é muito importante e precisamos valorizar esta profissão, principalmente os que estão dentro dela (que muitas vezes não o fazem).
Como em todas as profissões do mundo (e mostrem-me se não tenho razão!) há bons e maus professores. É aos bons que agradeço, àqueles que gostam do que fazem e que querem continuar a fazer, não porque não sabem ou não conseguem fazer mais nada, mas porque não se imaginam felizes a fazer outra coisa.
Eu sou uma professora que adora o que faz... sou uma professora feliz. Desmotivo-me algumas vezes, desespero noutras... questiono-me muito e encaro a profissão um pouco como uma missão.
Gosto do que faço e gosto, principalmente, quando faço os alunos gostarem, quando vejo o brilho do interesse nos seus olhos, os passos apressados para a sala para fazer qualquer atividade, a alegria quando estão juntos, a energia que empreendem nas tarefas e a vontade de saber mais.
Nem todos os alunos mostram isto muitas vezes e dói quando se sabe ou se ouve que algum não quer ir para a escola, ainda que compreenda que é melhor estar em casa e brincar...
Nem sempre estou com o mesmo humor e a mesma paciência, pois sou um ser humano e também falho...
Nem todos os dias posso fazer atividades aliciantes e diferentes, porque os programas são compridos e para aprender também é preciso consolidar muito...
Nem sempre consigo chegar a todos os alunos, nem estou de acordo com todas as decisões que tenho de tomar por pertencer a uma instituição e ter o estado como patrão...
Mas esforço-me por acertar mais do que errar, deixando espaço para que todos acertem e errem, porque com os erros também se aprende.

Na verdade, houve muitas profissões que sonhei ter... houve alturas em que queria ser advogada ou política (iluminadamente nunca foi muito a sério...), noutras quis ser arquiteta, enfermeira ou veterinária, noutras sonhava ser cantora, dançarina ou gestora de empresas... ser professora foi uma das hipóteses que, juntamente com todas as outras, ou enquanto as outras iam mudando, foi permanecendo no "leque" de opções.
Na verdade, sempre usei a minha irmã (primeiro) e o meu irmão (mais tarde) como cobaias... Ajudei-a a aprender a ler, passei-lhe trabalhos a giz na parte de trás da porta do nosso quarto ou em papéis colados às janelas, estudámos juntas... Com ele, a tarefa foi mais complicada mas eu também era mais velha: ajudava nos TPC, fazia-lhe perguntas antes dos testes, tirava-lhe dúvidas e ajudava-o a "organizar" os cadernos, lia para ele as obras obrigatórias e outras para entusiasmar... e gostava de tudo isto que fazia.
Na verdade, quando no 12.ºano, estando eu doente e meio perdida quanto à ideia de concorrer à universidade, a minha mãe me perguntou "Porque não concorres para a ESE e vais para professora? Sempre gostaste tanto!", a luz brilhou no fundo do túnel e achei o caminho que sempre quisera percorrer.
E fui feliz nos 4 anos em que "aprendi" a ser professora e foi lá que conheci o homem da minha vida... também ele professor e também ele a adorar crianças.

Fez no dia 27 de setembro 13 anos que comecei a ensinar (era então uma miúda de 21 anos!) e não estou arrependida.
Por isso, e porque continuo a acreditar no papel do professor, no perfil para se ser professor, na seriedade e paixão com que temos de nos entregar para motivar os alunos, desejo a mim mesma um feliz dia!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

NÃO SOU VENDEDORA... MAS APRESENTO ESTE LEILÃO!

É verdade!
Não sou do tipo vendedora, nem pretendo fazer lucros.
Apenas gostaria de dar um dono a peças que nunca o tiveram.
Se há alguém interessado em bijuteria barata, visite a página do facebook "Faces de Marisa".

terça-feira, 2 de outubro de 2012

"DESISTIR NÃO É OPÇÃO"

Hoje de manhã, logo ao acordar, terminei a leitura deste livro, que muitas lágrimas me fez chorar, mas que também me fez acreditar que tudo é possível. Sim, se um pai/mãe consegue ir superando a perda de um filho sem desistir de viver, nada é impossível.
Desde domingo de manhã que devoro as palavras de Paulo Sousa Costa, que nos conta a curta vida do seu Paulinho e a forma como tem tentado superar a sua morte.
Através de palavras doces e sempre recheadas de sentimentos, este pai deixou-me encantada com a sua história e mostra a todos os que o leiem qual o poder do amor e como a vida pode dar uma valente cambalhota de um dia para o outro.
Por momentos pensei em como reagiria eu na sua situação, mas tive de afastar tais pensamentos que, por si só, me angustiam.
Aconselho a leitura.
Quem me dera poder dar-lhe um abraço e dizer "Obrigada por não desistir e nos mostrar como é possível!".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

UMA BLUSA "ARTESANAL"

Devo andar com a mania que tenho uma ponta de jeito para as costuras pois a minha mana achou bonito um retalho de tecido e resolveu dar-mo para eu fazer qualquer coisa.
A verdade é que gostei muito do padrão e do tecido, de algodao maleável e fresco, que me agradaram desde logo.

Assim, num dos últimos dias de agosto, agarrei firmemente na tesoura e dei-lhe um corte para colocar o pescoço e outros (pequenos) para fazer passar um fio. A ideia do que queria estava na minha cabeça, mas pô-la em prática nãofoi nada fácil.
Depois dos cortes e algumas costuras à mão, tentei dar um jeito à gola.
Inicialmente ficou larga e resolvi o problema com croché.
O cinto fi-lo com trapilho branco e uma agulha, o qual também usei para dar um jeito à gola para melhor se adaptar ao meu pescoço.

Depois... bem, acabei por colocar todo o trabalho de parte até que, há dias, ganhei coragem e pedi à minha mãe para fazer umas costuras na máquina para ver se conseguia salvar esta tentativa de fazer uma blusa.
Ontem já a fui buscar cosidinha e até gostei do resultado.
Claro que tive logo de a experimentar e hoje já sai com ela. Um pouco tímida, envergonhada, com medo de parecer qualquer coisa de estranho, mas orgulhosa por ter conseguido não desistir do que tinha começado.




SÁBADO ENTRE MANOS

Há muito tempo que não tínha um sábado tão divertido e os meus manos (junto com os nossos respetivos) foram a companhia ideal.
Somos 3, já casados e pais de filhos, sendo eu a mais velha. Hoje em dia praticamente não se nota as diferenças de idades que nos separam (não, mano, tu não estás nada velho, estás maduro!) e somos cada vez mais amigos, talvez como nunca tínhamos sido até então. A idade e a maturidade tem de ter algumas vantagens!
Apesar das correrias do dia a dia, graças à boa vontade da avó Mila que convidou os 5 gaiatos para lá passarem o dia (e a noite), conseguimos deixar a pequeneza com os avós maternos e fomos para a capital.
YES! Eu adoro a capital. Não a discoteca, mas a cidade.

Começámos pela manifestação, que não poderíamos perder porque somos dos que querem lutar por dias melhores e não apenas passar o tempo com queixas do governo. Fomos os 6 depois de almoço, começando logo as gargalhadas à hora do estacionamento. De cartaz na mão e dizeres nas costas (os outros 2 casais), fomos pelas ruas da baixa até ao Terreiro do Paço (ou do Povo, como lá lhe chamaram).
De dentro, não dava para perceber que estava tanta gente!
Ouvimos discursos que disseram muitas verdades e que aplaudimos, apesar de acharmos que os sindicatos se aproveitam destas situações porque, discretamente, acabam por "representar" alguns partidos políticos.
Emocionei-me quando ouvi falar dos jovens trabalhadores, arrepiei-me quando vi chegar um grupo de polícias e um grupo de professores. Estou nesta luta porque sinto que todos devemos estar... pelo menos os que não estão satisfeitos. Estou nesta luta sem partidos e não especialmente contra os que lá estão no poleiro, mas contra todos os que já lá estiveram (incluindo os atuais).


Depois da manifestação que, quanto a mim, foi curta demais, fomos até ao Centro Comercial Colombo, onde já não ia faz tempo. Jantámos os 6 por lá e conversámos a valer. Os assuntos são como as cerejas e pode dizer-se que foi uma bela e saudável sobremesa.

De barriga cheia, fomos até ao Bairro Alto.
Há anos que não vou "beber um copo", "abanar o capacete" ou "sair à noite", por isso sentia-me um pouco descontextualizada. Naquela zona, então, nem parecia enquadrar-me. Nunca para lá fui em "jovem" e hoje acho que deveria ter ido, mas parece que vamos sempre a tempo. O ambiente é diferente, desigual, estranho talvez. As ruas são um poço de aventuras para quem mora deste lado e as últimas memórias que tem destas saídas centram-se na Avenida Luisa Todi, em Setúbal. Mas posso dizer que gostei, que me ri a valer, que aprendi muito e que me senti descontraída à brava.
Só conhecemos o bairro fora de portas, pois o nosso destino era o Teatro do Bairro e a final da Academia de Humor Licor Beirão RFM.
Esperámos muito tempo à porta mas acho que há muito que não me ria tanto (ao ponto de doer as bochechas)e o tempo foi passando. A stand-up comedy esperava por nós lá dentro e o ambiente estava fantástico. Pena o espaço ser tão pequeno para tanta gente!


No fim, regressar a casa sozinha com o meu homem também foi agradável. Passarmos a noite agarradinhos, completamente sozinhos, de porta aberta e sem horas marcadas... Sem esquecer uns metros valentes descalça (por não aguentar com as dores nos pés) e as calças que se romperam na viagem... tudo contribuindo para um sábado divertido e inesquecível.