domingo, 30 de setembro de 2012

EU, MARISA, ME CONFESSO

Confesso que me andava a esquecer de mim... que me coloquei muito abaixo na faixa das prioridades, que dei importância a muitas pessoas, "coisas", assuntos, facetas, que não EU. Confesso que o fiz inocentemente e com a melhor das vontades. Boas intenções, necessidade de agradar, vontade de fazer tudo bem feitinho, medo de errar, de não ser suficientemente boa nas outras tais faces.

Confesso que me abandonei. Não falo (só, nem principalmente) em termos estéticos ou visuais... falo de mim, cá dentro.
No fundo, procurava em mim, muitas vezes, a Marisa que eu sou, que eu era antes de ser filha, irmã, mãe, mulher, amiga, colega, professora, dona-de-casa... ou melhor, que eu era/sou ao mesmo tempo que tudo isto. Procurava a Marisa (eu) escondida nas outras faces todas e muito pouco encontrava.
Ninguém tinha culpa disso, para além de eu própria: a mesma eu que se escondia de si (e dos outros), a mesma eu que era todas estas e que queria sê-las a 100% (como se isso, até matematicamente falando, não fosse impossível), a mesma eu que teimava em pôr tudo o resto em primeiro lugar.

Confesso que tinha saudades minhas. Há muito que o tenho sentido, mas só hoje o confesso verdadeiramente. Confesso que tinha saudades minhas, da Marisa que sou, não à parte e sozinha, sem ser mais nenhuma das minhas faces, mas desta Marisa que sou (e serei) ao mesmo tempo que todas elas. Sim, porque, por mais idiota que isto possa parecer a muita gente, tenho descoberto que eu posso ser eu ao mesmo tempo que sou as outras coisas todas. Ou melhor, eu sempre fui eu, mas precisava de o aceitar e deixar que isso brotasse, sem medos nem vergonhas, por entre todas as outras faces. Porque já brotava... e eu não dava conta. Porque era impossível não se notar enquanto mãe, por exemplo, ou enquanto profissional... sempre fui eu e só precisava de espaço para assumir que gosto de ser como sou.

E hoje, que não é um dia especial por mais nada a não ser por isto, confesso que gosto de ser como sou.
Confesso que sei que a minha forma de ser não agrada a toda a gente, mas não tem de agradar.
Confesso que sei que me traz (normalmente) problemas de relação no trabalho, porque sou diferente da maioria das gentes.
Confesso que sei que não me tem dado vantagem nas amizades, muito porque não me aceitava totalmente e, em parte, me escondia.
Confesso que sei que faz com que as pessoas normalmente me amem ou me odeiem.
Confesso que sei que faz de mim uma pessoa melhor em cada ano (não digo em cada dia que a mudança não se faz assim como fast food!)...

Eu, MARISA, confesso que sou assumidamente uma pessoa:

- SIMPÁTICA
- INTELIGENTE
- AVENTUREIRA
- AFÁVEL
- COERENTE
- TOLERANTE
- COMPREENSIVA
- TRABALHADORA
- PERFECIONISTA
- DEDICADA
- AUTORITÁRIA
- SENSÍVEL
- LUTADORA
- RESPONSÁVEL
- DIVERTIDA
- MEIGA
- APAIXONADA
- REFILONA
- ORGANIZADA
- FALADORA
- TEIMOSA
- GULOSA
- INDISCIPLINADA
- BRIOSA
- SIMPLES
(...)

Confesso que sou assim e pronto. Assim e muito mais, para o melhor e o pior, daí as reticências.
E confesso ainda que, embora aceite e reconheça como possível e favorável, irrita-me quando as pessoas são, nesta ou naquela coisa, opostas a mim. Irrita-me, pronto! Principalmente quando eu acho que sou a qualidade (responsável, p.e.) e as outras pessoas mostram o que acho ser o defeito (irresponsabilidade, neste caso)... irrita-me, fervo, deito fumo e falo, falo, falo... e fico intolerante. Ou seja, assumo um defeito que normal e naturalmente é uma qualidade em mim (tolerância!). Incoerente? Pensava que não o era!
Confesso que sou mesmo complicada, mas que estou a gostar da sensação de o assumir!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DE BLUSA A LENÇO

As minhas gatas são umas malandras... se me descuido, põem-se a brincar com as peças de roupa que estão estendidas e fazem disparates.
Num dos"acidentes" resultante destas brincadeiras, deixaram umas quantas unhadas numa camisola (top) de que eu gostava bastante. Fiquei com muita pena e zanguei-me com elas.
Ainda tentei disfarçar os furinhos. Ainda aguentaram mais umas saídas, mas, com as lavagens, foram aumentando e não me sentia bem, mas também não queria desfazer-me da blusa....

Fui guardando a dita cuja, até que descobri um link, numa página do facebook, que mostrava como transformar uma blusa num lenço (e viva a partilha de ideias!):

 

Hoje, com o maridão por perto a dar-me "coragem" e uma ajudinha (juntamante com a princesa, que está sempre pronta), ganhei coragem e fui tentar pôr a ideia em prática, mentalizando-me que, se corresse mal, a blusa também já estava praticamente inutilizada.

Colocámos a blusa em cima da mesa grande da sala e demos o primeiro corte.


 
O que me veio logo à cabeça foi: "Tenho de aproveitar as flores, pois gosto tanto delas". Então, enquanto fazíamos (eu e ele) uns cortes valentes no tecido, de maneira a parecer tipo franjas, dei a tesoura pequena à Matilde e ela descoseu as duas, com muito jeitinho.
 

 
 
Depois dos muitos cortes, experimentei e, confesso, não gostei. Nem eu, nem eles. A camisola era muito larga e ficava enorme. Os cortes estavam curtos. O que fazer? Não desistir. (Eu, pelo menos!)
Prolonguei os cortes, retirei as costas da camisola, uni as 2 costuras e já gostei mais. Experimentei e vi ao espelho e fiquei mais contente. Faltava só coser as tais flores e foi o que fiz de seguida. Por fim, enrolámos as ditas franjas, para ficarem mais torcidinhas, e ajeitámos ao pescoço.
 
E como o novo lenço não combinava nada com a camisa de dormir que tinha vestida, fui à procura de algo a combinar, para servir de modelo à foto. Encontrei um top roxo e descobri a combinação que mais me agradava. Agora só preciso encontrar uma blusa simples e básica, mais ou menos da cor do top, de manga comprida, para poder estrear esta minha aventura no mundo da costura.
 
Ficou com um ar caseiro, mas descontraído e fora do comum. Isso agradou-me! E como gosto de lenços quando o tempo começa a aquecer!
 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

GOSTO DE ABRAÇOS

Hoje vi esta imagem publicada no facebook de uma colega-amiga e não pude deixar de falar no assunto...
 
Há dias, uma mãe de um "ex-aluno" deixou-me um comentário que me tocou especialmente: "Que saudades do abraço da professora Marisa!". Sim, Maria João... também tenho saudades daquele abraço. Porque aquele abraço é prova de que somos pessoas iguais, que gostam de alguém em comum, que se deixaram tocar uma pela outra, que se respeitam mutuamente, que querem a mesma felicidade... sim, também tenho saudades de abraçá-la, deixando-a com esperança de que tudo correrá bem...
 
Tenho saudades do abraço desta mãe. Porque partilho abraços com quem me confia os seus filhos com respeito e humildade, com quem dá valor ao que faço e me desculpa quando erro, porque sabe que sou humana e que educar é difícil.
Porque abraço os seus filhos quando me deixam orgulhosa, quando brinco com eles, quando estão tristes, quando se magoam no recreio, quando chegam de manhã e abrem os braços para mim. E é tão bom abraçar e deixar os corações, pertinho um do outro, se falarem sem produzir som...
 
Tenho muitas saudades do abraço da minha mãe, do abraço do meu pai... acho que tenho de começar a visitá-los mais vezes só para os receber. São abraços de conforto, de colo... diferentes de todos os outros. São abraços de amor eterno, de quem sempre nos amará, independentemente do rumo que a vida tomar. E dou tão poucos abraços, porque ando sempre tão apressada... vou mudar isso e abraçá-los mais.
 
Tenho saudades dos abraços que gosto de dar aos colegas, aos amigos... há quem se incomode com eles, porque não está acostumado ou porque receia que traga alguma intenção menos inocente. Não, comigo não. Gosto de dar abraços, acredito que aproximam as pessoas, que transmitem alegrias e energias positivas. Quem me conhece, quem aceita conhecer-me, sabe que gosto de abraçar, que abraço com carinho, que dou beijinho de mimo, que gosto do toque, de festinhas... quem aceita o meu abraço e o partilha, faz crescer e iluminar o meu dia.
Quem me abraça sem ser eu a dar o primeiro passo, sobre degraus na minha estima. Abraço mais mulheres do que homens... é um facto. Também porque vivo num mundo muito feminino (a escola ainda é muito lugar de mulheres!), mas também porque o mundo ainda não se abriu aos abraços como algo natural e sem maldade e parece que é preciso muito mais confiança para abraçar um homem (que não os nossos)... receio mal entendidos, más interpretações, e começo por um passar de mão pelo braço... à procura de um abraço.
 
Gosto de abraços e vou querer dar muitos mais do que já dou...

MAIS EMENTAS...

Compras feitas, mercearias e afins arrumadas, tempo de fazer ementas usando o que há cá em casa.
Sei que há quem faça ao contrário, primeiro a ementa e depois as compras. Mas eu, como gosto de criar, faço assim: compro carnes e peixes diversos (alguns aproveitando as promoções), alguns produtos que vou pensando logo que combinam com aqueles e depois, enquanto arrumo na arca, vou inventando e compondo as ementas.

Assim, ontem ficaram assim escolhidas:

4.ª feira (26/09/2012):
- Lasanha de bacalhau com pão e espinafres.

5.ª feira (27/09/2012):
- Espetadas de perú grelhadas com arroz branco e feijão preto.

6.ª feira (28/09/2012):
- Massada de salmão.

sábado:
almoço - Creme de legumes com aipo e almofadinhas de carne.

domingo:
almoço -  Frango panado à americana com esparguete.
jantar - Tinturera cozida com todos.

2.ª feira (01/10/2012):
- Jardineira de vaca com macarrão.

3.ª feira (02/10/2012):
- Douradinhos no forno com arroz de ervilhas.

4.ª feira (03/10/2012):
- Ravioli de carne com legumes gratinados.

5.ª feira (04/10/2012):
- Alheira de perú com arroz de cenoura.

6.ª feira (05/10/2012):
almoço - Fisburguers de salmão com puré de cenoura e abóbora.
jantar - - Almondegas com puré de batata.

sábado:
almoço - Carne estufada com arroz e esparregado.
jantar - Medalhões de pescada com batatas no forno.

E como hoje trouxe para casa 2 dúzias de ovos caseiros, oferta de uma mãe de um aluno, fiquei já com a arca cheia de fatias de 2 bolos diferentes, para quando forem necessárias para os lanches dos meninos ou visitas cá em casa.
Isto porque estive mais de uma hora na cozinha e fiz:
- 1 bolo de chocolate
- 12 queques de iogurte e 1 bolo de iogurte
- 1 pudim de côco

Deixei algumas fatias de fora, para os gulosos saciarem o desejo, partimos o pudim à sobremesa, arranjei lanches para amanhã (contando com as professoras dos filhotes) e ainda guardei alguns ovos...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ELES E A ESCOLA (ESTE ANO)

Posso dizer, sem falsas modéstias, que os meus filhos são bons alunos.
Ambos mostram facilidade na aprendizagem, interesse por conhecer e saber mais, boa cultura geral e vocabulário rico e diversificado, competências favoráveis como a autonomia, a responsabilidade e a criatividade.
Ambos conseguem ótimos resultados escolares, sem necessitarem de estudar muito ou fazer mais do que os trabalhos que as respetivas professoras "pedem".
Ambos são felizes, conversadores e ativos... (mas não de forma preocupante!!!).
E ambos têm revelado pouco gosto pela escola. Não sei porquê (ou posso ter várias ideias!), nem sei como, já que a escola é um mundo muito familiar para eles, que têm vários professores na família (ou será por isso mesmo?).

Como professora que sente necessidade, acima de tudo, que os alunos gostem de andar na escola e nela se sintam bem, isto custa um bocadinho, mas tenho tentado não ligar demasiado, pois começo a notar cada vez maior dificuldade em fazer (também) os meus alunos gostarem de estudar. Normalmente, a relação afetiva é o meu ponto forte e é por aí que os motivo, mas, confesso, de ano para ano se torna mais difícil.

(A caminho da escola, no primeiro dia de aulas!)

Mas dizia eu que eles não têm sido especialmente amantes da escola... no entanto, este ano parece que as coisas estão (finalmente) a mudar, já que sinto muito mais entusiasmo na bonequinha de 2.ºano e no rapazote de 4.ºano.
Acho que se levantam com mais vontade, que vão para a escola com outro entusiasmo, que regressam mais felizes e que, depois, cá por casa, "reclamam" menos para os tais TPC (tortura para crianças, como diz o engraçadinho!).

Porque será?
Quero perceber, para ajudar a manter e não para dissertar.
Quero perceber e continuar a dizer que eles estão mais felizes na escola... quero sentir que estou a fazer opções certas (que não sei bem quais são!).

A verdade, verdadinha, é que acho que não irem às atividades de enriquecimento e não terem extracurriculares está, mesmo, a ajudar a dar mais cor à escola... aquelas horas são suficientes nas obrigações de crianças de 7 e 9 anos e há mais tempo para brincar. Não será?
Gostei de ouvi-lo dizer: "Mãe, é tão bom sair da escola e ainda ter tanto tempo livre!"

Começo a achar que a tal janela que Deus abriu quando fechou a porta do emprego do pai é este sentimentos dos filhos: brincar até cansar.... e não é que até se estão a dar melhor e a cumprir as suas tarefas sem tanto resmungar?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CONSEGUIREI SER EMBAIXADORA?

Há uns meses que me inscrevi em 2 sites de embaixadores de algumas marcas:
- Embaixadores.com
- TRND portugal

Já concorri para experimentar um ou outro produto, já respondi a diversos questionários, com os quais vou ganhando pontos... no entanto, ainda não fui selecionada para assumir a função de "embaixadora".

Claro que estou ainda numa fase muito inicial e não pretendo, nem pessoal, nem profissionalmente, fazer grandes lucros com esta questão. Para mim é mais um passatempo, algo ao que dedico algum do meu tempo, de forma descontraída e sem compromissos. Também não pretendo transformar este meu cantinho num blogue de propaganda (com o devido respeito por quem o faz), porque do que gosto mesmo é de escreveer.

Mas desta vez gostava mesmo de ser selecionada para experimentar o novo Óleo Extraordinário L’Oréal Paris Elvive, através da TRND, que está a selecionar uma equipa de 1000 trnders para experimentar e divulgar este produto capilar.
É que gosto de sentir o meu cabelço saudável e pareceu-me mesmo uma boa aposta.

Por isso, vou mesmo torcer para ser escolhida!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

BATALHA NAVAL

Ontem à noite, ao deitar, ficou a promessa: hoje seria dia de jogar à "Batalha Naval".

E como as promessas são para se cumprir, assim que cheguei da escola, estando já os meninos em casa com o pai, lá nos juntámos os 4 à volta da mesa da sala, a jogar a pares.
Primeiro fiz par com o Simão....
Depois trocámos e joguei com a Matilde...

Foi um momento bem passado: divertido, descontraído e (ao fim ao cabo) educativo!

E até os TPC estão, agora, a sair com outra facilidade!!!

domingo, 23 de setembro de 2012

OUTONO EM MIM

Normalmente, o outono não é uma época fácil para mim.Costumo quebrar um pouco, perder coragens e forças, andar abatida, triste, sem ânimo. Costumo ficar sem cor, largar os roxos e os rosas que, segundo a minha mana, são as cores do meu perfil e se perdem nesta altura.Costumo ter recaídas, ficar sem paciência, sem vontade para fazer nada. Costumo aborrecer-me com mais facilidade, ralhar mais e chorar a valer.
Segundo os médicos, é normal em pessoas que sofrem de depressão.

Este ano, o outono em mim decorreu com intensidade esta semana que ontem acabou... que acabou com o outono a chegar. Não foi fácil, fruto de memórias que regressaram, medos que de mim se apoderaram, a preparação de um novo ano letivo, ajustes que não tenho conseguido fazer porque o tempo não chegou para nada, relações que começam ou necessitam de cara lavada, roupas acumuladas e um calor fora de época que me andava já a chatear...
Foi uma semana de outono, apesar do sol brilhar!

Hoje acordei cedo, mais ainda do que o habitual, com as minhas lindas gatinhas de brincadeira na sala. (Pareciam os Jogos Sem Fronteiras). Fui dar-lhes comida à varanda e senti o cheiro da terra molhada. E como adoro este cheiro!!! Faz lembrar a época em que, miúda ainda, começava o novo ano com entusiasmo e felicidade... tudo era possível e bom e isso não mudou.
Decidi então que, este ano, não vai haver outono em mim!


Vou arrebitar a cabeça e começar a encarar esta época sem conformismos clínicos nem cores tristes.
Vou continuar a usar cores alegres, mesmo que mais ninguém use.
Vou dar a volta às roupas e vestir o que me apetecer, sem me importar com as críticas dos outros.
Vou aproveitar mais a minha humilde e simples casa, para fazer programas de família, como filmes em conjunto, jogatanas, almoços partilhados...
Vou dar prioridade ao que é importante e caminhar um dia de cada vez... na vida e no trabalho.
Vou parar quando estiver cansada, ler quando me apetecer e ficar de pijama se for essa a minha vontade.
Vou começar as caminhadas, mesmo que seja de impermeável. (Acho que tenho de ir comprar um à Decathlon!)
Vou poder voltar a fazer penteados à minha Matilde, que ela tanto adora, pois já não há o chapéu sempre a empatar.
Vou sair com o meu amor, passear de mãos dadas pela rua ou enroscar-me com ele no sofá quando os miúdos me pedirem para ir para os avós ou tios. (Ainda ontem falavam que tinham saudades!)
Vou adorar ver o meu filhote com os seus blusões de autoconfiança, que completam a sua imagem de borracho.
Vou começar a preparar os cabazes de Natal...
Vou maquilhar-me mais vezes do que no verão, continuar a usar acessórios, aprender diversas formas de usar as echarpes, recomeçar a usar chapéu...
Vou continuar a ver as minhas séries preferidas, concorrer a alguns concursos, atualizar este espaço...
Vou brincar com os meus filhos, desenhar e pintar, fazer bolos e bolinhos, ler-lhes histórias, estudar com eles de forma divertida.

Este ano, o outono em mim terá de ser diferente. Porque em cada ano fico feliz se evoluo e a evolução de que preciso é a da cabeça erguida e da autoaceitação.

sábado, 22 de setembro de 2012

LIVROS DA EDITORIAL PRESENÇA

Quem, como eu, gosta de ler e viaja pelo facebook frequentemente, deve ter conhecido (e até participado) na campanha dos livros grátis da Editorial Presença. Foi uma grande saga para conseguir que os amigos aderissem, mas lá consegui 3 livros durante o tempo em que decorreu a promoção e mais um quando abriram de novo a aplicação para presentear quem tinha aderido.
Ora, para além deste último livro escolhido e do que o meu homem selecionou, por ter também aderido, já cá tenho os 3 primeiros, que aguardam tempo e espaço para pernoitar na minha mesa de cabeceira.
 
Quer dizer, um deles é infantil e já começámos a ler à noite aos miúdos, mas ainda não terminámos. Os outros têm mesmo de esperar: um deles conta-nos uma história de suspense e sensualidade e o outro, de caráter mais histórico, é um testemunho da vida da família Médicis, sobre a qual fiquei muito curiosa quando, na minha lua-de-mel, visitei Florença. (Quanto a mim, a mais linda cidade italiana!)
     
 
Agora, bem vistas as coisas, se os amigos conseguiram "ganhar" livros e acreditarem, como eu, que a riqueza da leitura está também na possibilidade de fazer os outros felizes emprestando os nossos livros, durante meses não será necessário comprar nem ir à biblioteca para ter obras diversas sempre em cima da mesinha de cabeceira.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

RECLAMAR...

Nunca fui pessoa de fazer queixas e reclamações quando sou mal atendida, mas este ano tenho-o feito e só me apercebi de como isto está a ficar "enraizado" cá por casa quando ouvi um dos meus filhos perguntar, após algo ter corrido mal num dos nossos contactos com o atendimento:
- Mãe, não fazes uma reclamação?

Pois é, tenho sido bem chata com estas coisas e, apesar de por vezes me questionar ainda se o devo ou não fazer, começo a ficar mais segura de que sim e que, muitas vezes, a nossa opinião é importante e o estarmos calados não ajuda o "país" a evoluir.

Das "reclamações" mais a sério, conto as últimas três, que se passaram, curiosamente (ou não), este ano.

Primeiro, foi a atividade "Marés humanas", na qual me inscrevi pela internet e cuja participação me foi vedada pela Câmara Municipal de Setúbal, na Praia da Figueirinha, porque desconheciam essa tal inscrição pela net e afirmaram a pés juntos que se tratava apenas de uma atividades para as escolas do projeto. Convicta de que tinha razão, eu e os outros 3 grupos que voltaram também para trás, verifiquei em casa a minha inscrição e comuniquei por mail o ocorrido para a Nestlé, patrocinadora do evento, pedindo que me esclarecessem da validade da dita inscrição.
Pediram-me o contacto telefónico, cedi e, em 1/2 dias, recebi um telefonema pedindo todas as informações relativas ao ocorrido. Contei tudo, esclareceram-me que tinha sido erro da dita autarquia e que iam averiguar esta parceira, para sondar o que se passara, pois não queriam publicidade negativa a uma ação tão socialmente poderosa. (Na qual acreditei e acredito vivamente).
Recebi uma recompensa em casa, mas fiquei descansada foi por saber que não me calei.
No entanto, aprendi que deveria ter trocado contactos com quem ficou igualmente de fora, pois teríamos sido 4 a reclamar, o que teria mais força.

Depois, foi uma marcação de atividade no Pavilhão do Conhecimento.
Marquei com 2/3 meses de antecedência, paguei e enviei comprovativo por mail, recebi a confirmação.
Cheguei ao pavilhão e, para além de ter sido muito mal recebida e de desconfiarem de que tivesse feito reserva, apesar de ter mencionado tudo o que me lembrei sobre os contactos estabelecidos, disseram-me que a única forma de confirmar era com o comprovativo de transferência, que teria de obter no banco.
Claro que, em pleno Parque das Nações, não foi fácil encontrar o tal banco e, quando encontrei, não estava já disponível o dito comprovativo, pois havia sido há muito tempo. Passou a hora da atividade e não fomos, claro.
Resultado: cheguei a casa, verifiquei a minha conta do banco na net e arranjei novo comprovativo, fui à procura do dito mail onde me confirmaram a receção do pagamento (já com mais de 2 meses) e a data da atividade e reencaminhei tudo por mail para o serviço de atendimento do Pavilhão do Conhecimento, já juntando o meu contacto telefónico.
Responderam-me dizendo que iriam averiguar o ocorrido, a pedir desculpa e a encaminhar a minha reclamação para o departamento correto. Fui contactada telefonicamente e deram-me razão. Afinal, não fui eu quem errou: a pessoa que fez a reserva, colocou o meu nome na lista da data anterior da atividade em que me inscrevi (um erro), deram pela minha falta na dita e, apesar de ter feito pagamento, não houve sequer um telefonema a saber o porquê (outro erro) e a funcionária que me atendeu, deveria ter consultado (no seu computador com internet) a minha inscrição, pois com as informações que lhe dei teria acesso à minha inscrição (outro erro).
Resumindo, os miúdos ficaram aborrecidos por não irem à atividade, mas recebemos a devolução dos 10 euros e um bilhete de família para irmos visitar o Pavilhão do Conhecimento.
Mais uma vez houve algo que aprendi: levar sempre o comprovativo da inscrição e pagamento, mesmo que já me tivessem garantido que estava tudo OK.

Ultima reclamação: há 3 semanas, fui ao Almada Fórum fazer teste visual com o meu marido e, como percebemos que nos iriamos demorar, fui buscar uma foto dos miúdos com o Pai Natal que ainda estava na loja. Fui informada de que a foto se encontrava no armazém e que a funcionária não poderia lá ir porque estava sozinha já que a colega tinha saído e que voltava dentro de meia-hora.
Fomos buscar os óculos e voltámos à loja. Já não me apetecia lá ir, porque tinha sido atendida com maus modos, mas quis aproveitar que lá estava e voltei. Cheguei à hora "combinada", esperei que a (mesma) funcionária atendesse 2 clientes que estavam à minha frente, um dos quais esteve a ver albuns de fotos e a pedir todas as informações possíveis e imaginárias e, quando chegou a minha vez, foi-me dito que teria de voltar noutro dia porque a tal colega tinha ido jantar e depois ia ela. Questionei porque me tinha então mandado lá voltar e fui tratada com maus modos dizendo-me: "Eu disse meia hora e você demorou mais!". Como se não bastasse, pedi delicadamente que me enviassem a foto pelo correio, que pagaria, e recusaram-me perguntando se "via ali algum correio"!
Fiquei danada e reclamei. Novamente por mail, mandei toda a informação para os contactos gerais da loja, que averiguaram o que se passou e me deram razão. (Não sou má, mas espero que tenham dado um ralhete na "pirralha" que me falou mal). Ofereceram-se para me mandar a foto, enviei-lhe o talão por mail e ontem recebi em casa não uma, mas três fotos diferentes das minhas crianças.
Conclusão: aprendi que tenho de pedir o livro de reclamações para serem mais simpáticas no atendimento.

Serei mesmo chata e refilona ou estas coisas têm, de facto, de ser resolvidas?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SIMÃO E A ZARA

Não sei se já tinha comentado alguma vez, mas o meu filhote é muito "esquisito" com a roupa que usa.
Apesar de se tornar por vezes chato para nós, a verdade é que o rapaz tem personalidade, sabe do que gosta e tem todo o direito a sentir-se bem com o que veste. Até porque, apesar de ter um gosto muito próprio, até nem é de marcas nem de manias e tem bom gosto.
Simplesmente gosta de um estilo e é fiel ao mesmo. Tem de ser aquele tipo de calças, que assentam no sítio certo, aquelas cores (ainda não consegui que vestisse rosa...), aquele tipo de camisolas (nada de camisas nem polos) e ténis (ou chinelos de enviar o dedo, no verão!).
Respeito isso e, como não é de gastar muito dinheiro em roupa, porque só quer o essencial, invisto mesmo no que o faz sentir bem consigo próprio.

Normalmente os ténis de que gosta são da Zara (ou Lefties, também!).
Damos voltas e voltas, procuramos em lojas de desporto e sapatarias, mas acabamos sempre por ir parar à Zara e vir de lá com o que ele gosta. Tem sido assim nas últimas vezes e hoje, como precisava de uns ténis para andar no dia-a-dia da escola, foi logo para lá que nos dirigimos. (Até porque a paciência para compras era tão pouca que me foquei logo do objetivo Zara!)

E pronto, dito e feito. Em 15 minutos, entrámos na Zara, ele escolheu e experimentou um par de ténis. Viu um casaco que adorou (e precisa e tenho de aproveitar estas vontades), mesmo ao estilo do seu personagem preferido do Glee, pagámos e saímos do Fórum Montijo.
Viva!!!!

E que peças lindas:

    

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CANSADA E TRISTE

Hoje estou em dia não.
Estive para nada aqui escrever, mas penso que este espaço também serve para deixar as angústias, talvez porque acredito que, deixando-as escritas em qualquer lado, elas saiam de mim e me deixem mais aliviada e em paz. Sim, acho que acredito nisso. Espero que dê resultado, pois já chorei, já ralhei, já me questionei e me culpabilizei, já jantei (porque nem disso tinha vontade) e já me agarrei ao trabalho (o que geralmente resulta) e parece que o nó não desata de forma alguma.

O início do ano é sempre assim e já deveria estar habituada, mas não me consigo acostumar. Meio perdida em tantos papéis por preencher, organizando um ano letivo cheio de novas legislações e regras, não consigo deixar de ter presente a maior das preocupações: colocar todos e cada um dos meus alunos a aprender. E isto deixa sempre alguma angústia em mim, pois quero chegar a todo o lado e esquematizar um plano de ação, o que este ano se torna mais dificil com alunos novos na turma "velha" que quero que se sintam em casa, com dois anos de escolaridade e um deles repleto de casos individuais. Não me estou a queixar, nem ousaria fazê-lo sabendo que tantos dos meus colegas estão em casa e a desejar estar no meu lugar, mas queria apenas ser mais eficiente... e não consigo. Acho que o síndrome de super-professora se instalou em mim sem eu dar conta e agora preciso quase de uma "exorcizão", para limpar a alma e a coragem. Por sorte, tenho alguém aqui ao lado que me acha o máximo e que tem a certeza que vou conseguir, pois eu estou sem fé em mim própria, que nos miúdos tenho sempre... obrigada, amor!

Tirando isso, surgiu hoje uma surpresa que me deixou (como sempre, raios me partam) a questionar até que ponto sou uma pessoa que ajuda, que alegra e agrada aos outros, ou prejudico quem está à minha volta com características que se tornam incomodativas e prejudiciais.
Foi já há um mês que soube, assim confirmadamente, que há quem se farte de mim, e na altura não me incomodou verdadeiramente. Mas hoje isso caiu de novo como que se de uma carga de água em plena primavera se tratasse. Sei que também não sou das pessoas mais diretas e frontais, porque receio magoar os outros e levo tanto tempo a pensar na forma de dizer as coisas, que depois as conversas passam de prazo, mas custa muito descobrir que pessoas que trabalham connosco há anos, por influência ou abrir dos olhos por parte de outras, começam a olhar-nos de outra forma e a fazer um filme das nossas costas, que nos leva a um ambiente onde já não sabemos quem pensa o quê do que fazemos ou dizemos.
Também sei que isso não deveria importar assim tanto, mas não consigo. Gosto de estar bem com toda a gente e, apesar de saber que é impossível agradar a todos, gosto (e preciso) de ambientes saudáveis.e descontraídos e não quero que este cantinho na Moita, onde me sinto tão bem, corra o risco de se transformar numa coisa diferente (para pior). E muito menos quero sentir que contribui para isso... tenho medo.
Do que eu gostava mesmo era que não ficassem pontas soltas por resolver, que as coisas fossem conversadas e resolvidas, que as mágoas fossem confessadas e os conflitos solucionados ou debatidos, que houvesse alguém que moderasse quando não se consegue sem ajuda, que não se guardassem ressentimentos nem mal-entendidos por resolver, que fossemos todos sinceros uns com os outros, que respeitassemos os feitios e as experiências de vida... ou, pelo menos, que não houvesse necessidade de construir teias nas costas de ninguém. Talvez queira perfeição ou utopia, mas sou verdadeiramente uma pessoa de paz e que quero ser melhor, mais sincera e verdadeira também e sei que ser vítima (ou arguida) em qualquer situação mal resolvida ou mal conversada pode destruir a paz que quero que habite em mim.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

DESAFIO #02

Dia 02- O significado atrás do nome do teu blog (foto à escolha)
 
Nem sempre na minha vida tive as mesmas faces.
Nem sempre dei a devida importância a todas elas.
Houve alturas em que ignorei umas em detrimento das outras.
Houve momentos em que me culpabilizei, não por deixar algumas faces para trás, mas por pensar que estava a fazer mal ao pensar que talvez tivesse direito a viver todas elas.
Em momentos de fraqueza, detestei algumas, mesmo a mais importante.
Em fase de desequilibrio, esqueci outras em prol da que mais amo... e ia perdendo alguém muito importante, para além de perder-me de mim mesma durante anos.
 
Agora, que é como quem diz no último semestre, já sei e aceito que posso ser todas em conjunto, sem deixar de fazer bem o meu papel em todas elas. Não consigo ter uma face perfeita, mas consigo ser muito boa em todas as mais importantes. E acredito nisso. E valorizo isso. Sem vaidades, nem falsas humildades.
 
Porque cada uma das minhas faces merece um destaque semelhante na minha vida, resolvi juntá-las num só espaço de partilha, de confissões, de momentos. Decidi ser uma "Marisa que sonha escrever" e colocar em palavras o que vai na alma ou no quotidiano desta EU, que sou um conjunto de faces únicas.
 


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SAÍDA A DOIS

Ontem à noite, eu e o meu homem tivemos uma agradável noite a dois.

Aproveitando que os avós paternos dos meus rebentos vieram a Setúbal para a manifestação (e ficaram cá em casa com eles) e que eu tinha ganho bilhetes para ir ao cinema, através do Setúbal na Rede, lá fomos nós, de mãos dadas, aproveitar umas (poucas) horitas a dois. E soube tão bem!!!

O filme foi fantástico! Há muito que não me ria tanto.
Já saiu das salas da maioria das salas de cinema, mas aconselho quem puder alugar (ou qualquer coisa do género) que o veja. Muito divertido, diferente das comédias mais comerciais e que mostra o valor das amizades. Gostei bastante, por isso deixo o trailler:



No entanto, apesar de ter adorado o filme, uma ideia ficou na minha cabeça: porque é que um cinema que vende os bilhetes a metade do preço está vazio a um sábado á noite?
Sim, porque só lá estavamos nós (com convite) e mais um casal, numa sala que dá para mais de 160 pessoas. É certo que não tem filmes 3D, nem estreiam na mesma altura que os outros, nem tem o sistema digital das grandes salas, mas paga-se 3,50€ e ficamos num ambiente mais familiar!
Assim, aqui fica o meu apelo:
NÃO DEIXEM FECHAR AS PEQUENAS SALAS DE CINEMA!

Aqui na minha zona, nos três concelhos que mais frequento no quotidiano, aproveitem o Auditório Municipal do Pinhal Novo e o Centro Cultural do Poceirão, cuja programação podem consultar no CATAVENTO (ou disponível no site da Câmara Municipal de Palmela), bem como o Fórum Cultural José Figueiredo (na Baixa da Banheira), consultando a programação no "Maré Cheia", ou até o Auditório Charlot, cuja programação podem consultar até no Sapo Cinema.

É claro que tudo isto carece de consulta dos respetivos programas e de planeamento prévio, mas não valerá a pena???
Eu penso que sim... pelo menos para quem gosta de ir ao cinema!

Aproveitando esta nossa saída, decidi tirar uma foto com o meu penteado novo! (E os bilhetes que ganhei!)
 
Depois do cinema, ainda "sobrou" tempo e vontade de beber um copo.
Fomos então até ao "Marrakech Bar", nas Cabanas, onde bebemos 2 cocktails sem alcool, muito saborosos. (Que magnífica combinação de frutos!).
 
Foi muito bom!
Estes momentos, definitivamente, servem para regar o nosso amor e deixá-lo crescer cada vez mais.

domingo, 16 de setembro de 2012

MANIFESTAÇÃO

Ontem estivemos lá...
Como havia manifestação em Setúbal, para ajudar a "nossa cidade" a juntar mais pessoal, decidimos ir para lá.
Éramos muitos da família próxima. Éramos 12 dos 13. Mais os sogros de todos. Éramos muitos e gritámos, cantámos, batemos palmas, fizemos barulho.
Levámos os miúdos, porque acreditamos que também eles têm de sentir que Portugal está (e precisa de) mudar.
Não sou de estar na linha da frente, mas senti-me bem por ter participado. Não poderia não o fazer. Sou coerente demais. Se reclamo, quando chega a hora tenho de colaborar. Se não gosto, tenho de me juntar a quem não gosta.
Sou coerente e não sou radical. Não tenho cor política. Nenhuma. Sou colorida por fora e colorida por dentro. Gosto do que é verdadeiro e que está certo. Gosto de quem fala verdade. Gosto de luz e esperança. Gosto da tal coerência e de sinceridade. Gosto de ir atrás, só quando acredito. Não gosto de partidos.
Não estou especialmente contra este governo. Acho que não estão a fazer bem as coisas, mas também acho que tinham muita porcaria para resolver quando lá chegaram. E muita foi-lhes deixada pelos que agora estão na oposição. Estes não sabem gerir o legado, mas o legado era já muito mau.

Bato palmas ao esforço, à persistência e à transparência.
Abomino a incoerência, o exagero e a insensibilidade.

Porque o faço no meu dia a dia, porque sou assim.

Viva Portugal!
Setúbal, ontem. Foto retirada do facebook.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SORTUDA!!!

Realmente, há uns dias que ando muito sortuda.
Para quem dizia que tinha pouca sorte, desde que descobri (com o meu homem) o segredo para arranjar estacionamento que ando a melhorar o meu perfil de sortuda.
É em pequenas coisas, claro está, mas parece que vou aproveitar esta máré para acreditar também que vai surgir de algures uma oportunidade fantástica para o meu mestre do otimistmo!

E não é que, em poucos dias, ganhei:
- O passatempo de fã do mês de agosto do Feel Fashion;
- O passatempo da revista Saber Viver, com direito a 2 entradas para os 3 dias da Feira Alternativa 2012;
- Os passatempos do Setúbal na Rede para ir ao cinema no sábado (com o meu homem) e ao teatro com os meninos no domingo (tive de comprar mais 2 bilhetes de criança)?

(Efeitos de ter mais tempo, nas férias, para os concursos!!!)

Bem, quem ficou contente, receba daqui um milhão de energias positivas, que vim recarregada do 1º dia de Feira Alternativa.

Quem ficou "invejoso", chega para lá um pouco, que a inveja é coisa ruim e negativa. LOLOLOL

E eu desejosa de oferecer um livro a alguém!!! E com um fim de semana ocupado (mas com espaço para a manifestação!!).

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A ESCOLA ESTÁ QUASE A COMEÇAR...

Com a escola quase, quase a começar, cá por casa houve muita coisa a preparar:

- Reorganizámos os quartos de dormir e arrumámos as secretárias e os brinquedos, de forma a ser mais fácil mantê-los em ordem;

- Revimos as roupas de verão que ainda serão usadas e as primeiras a vestir quando o frio aparecer: deixámos só as que ainda servem bem, demos as que já estão pequenas, comprámos alguns (poucos) essenciais para substituir os que já não serviam, arrumámos na arca as que comprámos nos saldos para a próxima primavera-verão...

- Organizámos os materiais escolares: fizemos as últimas compras, colocámos o nome em todos, plastificámos cadernos e manuais (o pai!!!), separámos o que é para levar (e ficar) na escola do que é da mochila, preparámos a dita cuja para o primeiro dia de aulas, comprámos senhas de almoço e preparámos as carteiras onde as vão levar para a escola;

- Combinámos detalhes relativos aos horários, idas e voltas da escola, hora de deitar e levantar, possibilidades de atividades extracurriculares (fora da escola!!!)...

E por fim....

- Atualizámos o mapa de tarefas da malta pequena cá de casa. (Sim, porque a malta grande já faz todo o resto!). Tal como no ano passado, fizemos um mapa de responsabilidades que vai sendo preenchido pelo Simão e pela Matilde à medida que vão cumprindo as suas tarefas. Cumprir o mapa dá direito a pequena semanada (para comprarem as suas pequenas coisas e não nos pedirem nada que não seja de necessidades básicas). Não cumprir, dá direito a penalização nessa semanada. Claro que cumprem tudo quase sempre, até porque andamos sempre atrás deles (apesar de meio às escondidas, para se sentirem mais autónomos e responsáveis).

Este é o mapa de cada um:

Entenda-se:
- Fazer a cama;
- Ler antes de dormir;
- Fazer os trabalhos de casa (tortura para crianças, como diz o Simão!) ou estudar (se não houver T.P.C. ou houver fichas ou dúvidas);
- Pôr e tirar a mesa;
- Tomar banho;
- Ter bom comportamento;
- Lavar os dentes de manhã e ao deitar.

EU COM 9 ANOS

Ontem ri às varas largas…
Dei gargalhadas, emocionei-me, espantei-me, surpreendi-me…

Estavam cá a minha irmã, cunhado e sobrinhos e todos riram muito e “gozaram” comigo. A Margaridinha olhava o ecrã do computador com um ar pasmado sem perceber o que via. O meu Simão não parava de perguntar “Oh, mãe, não tinhas vergonha? Ias assim?”
Lembro-me bem que os anos 80 foram bem estranhos em termos de moda, mas ainda consegui sentir-me espamtada.

Vi imagens minhas e dos meus colegas de quando andava no 4.ºano (filmagens passadas de VHS para DVD)) e foi um misto de emoções…
Detestei algumas coisas: o penteado, a cor dos collants a combinar mal com a camisola, o roer do lápis e a cabeça deitada em cima da mesa (que me valeram um “ralhete” dos filhos!), uma palavra mal dita (fizestes?????)…

Num momento de atenção durante uma visita de estudo

Entrevistando alguém... segurava o gravador nas mãos...

Escrevendo já no computador. (As mãos são mesmo as minhas!)
 
Adorei muitas: ouvir a minha vozinha de criança, perceber como fui bem acompanhada durante a minha “primária”, recordar como eram os meus colegas, sentir a inocência nas nossas palavras, ver as brincadeiras de alguns e rir com elas, reviver a minha primeira sala de aula, rever a minha querida professora…

Na sala de aula.
Esquerda: tirando dúvidas. Direita: ouvindo a explicação.
 
 

Reforcei uma certeza (ainda maior) na minha cabeça: é possível ensinar e aprender com gosto.
Em 1987 era possível quando se apostava na diferença; não vão querer que em 2012 acredite que não é, pois não?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FEIRA ALTERNATIVA 2012

Há minutos recebi um e-mail pelo qual ansiava desde segunda-feira: da Revista Saber Viver.
É que concorri a um passatempo para ganhar entradas para a "Feira Alternativa, Festival da Terra 2012", que irá realizar-se de 14 a 16 de setembro, em Lisboa. E a resposta veio positiva!
Ganhámos uma entrada dupla para os 3 dias e podemos ir os 4, porque as crianças até aos 12 anos não pagam. Assim, para além da manifestação de sábado, já temos onde "afogar as mágoas" durante o fim-de-semana (e gratuitamente!!).



Nunca participei neste tipo de feiras, mas o PROGRAMA é aliciante e inclui Alimentação Natural, Permacultura, Ecologia e Sustentabilidade, Turismo Natureza, Medicinas não convencionais, Desenvolvimento Pessoal, Palestras, Aulas, Workshops e Espectáculos. Concultem que não se vão arrepender!

Penso que será um passo importante na descoberta da sustentabilidade e envolver as nossas crianças nestas dinâmicas é encaminhá-las para um futuro possível e saudável.
Conhecer novas formas de estar na vida, novos caminhos a percorrer, formas diferentes de encarar e superar o quotidiano é cada vez mais importante e revela-se, nos dias de hoje, essencial, já que a esperança, a preserverança e o otimismo têm uma luta grande a travar para sobreviver às constantes novidades negativas com que temos de lidar.

Aqui deixo o Guia Rápido do Visitante, em cuja imagem podem clicar para aceder ao site oficial desta feira:

PASSATEMPO FACEBOOK: "A MINHA SOGRA"

Começo desde já por dizer que não tenho absolutamente nada contra a minha sogra.
A Adelina é uma mulher muito simpática, afável, simples e acolhedora, que adora a família, e tem paixão especial pelo filho (o meu marido) e pela filha (cunhadinha linda!) e que há 9 anos que vive apaixonada pelos netos.

Para ela, um beijinho especial desta nora!!!

No entanto, no meu facebook decidi fazer um novo passatempo para patrocinar este blogue e levar mais longe as palavras que escrevo.
O prémio será o livro "Sogra: Manual de Sobrevivência para solteiros e casados", de Fernando Perdigão.

Aqui ficam as regras:
- Ser fã do facebook "Faces de Marisa";
- Partilhar a foto do passatempos (imagem do livro).
- Escrever no comentário à foto: partilhado.

O PASSATEMPO TERMINA AOS 150 "GOSTOS".

Por aqui pode deixar-nos umas palavras sobre a sua sogra... quem sabe até uma homenagem!

Se não quiser concorrer, mas decidir comprar o livro, poderá fazê-lo na Wook, clicando diretamente na imagem abaixo, e terá um exemplar em sua casa por apenas 8,08€.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

FAMÍLIA GRANDES

Gosto de ver famílias grandes, gosto de ouvir as suas histórias, de ouvir falar das suas festas, das suas zangas, dos constantes acontecimentos... todos os meses há aniversários, todos os anos casamentos, batizados ou funerais, a toda a hora há conversas e ideias.

Gosto de ler blogues que falem dessas famílias, de ler livros sobre ou com as mesmas (viva os "Cem anos de solidão!), de ver filmes ou séries que nos mostram (real ou ficticiamente) a forma como gerem as suas vida.

Gosto de pertencer a uma família grande e gostaria que ainda aumentasse mais... Quando somos muitos, mais facilmente poderemos ser nós próprios e maior diversidade de relações se proporcionam. Para mim, não há amor como o que temos pela nossa família, como o que partilhamos entre todos, com diferentes formas e intensidades. Uma verdadeira família, como aquela em que vivo, nos bons e maus momentos está lá para se apoiar, para bater palmas ou dar abraços, para ralhar, dicutir ou rir às gargalhadas, para fazer promessas e combinações, para dar conselhos e ouvir desabafos.

Talvez por tudo isto, e porque têm personagens e atores fantásticos, as minhas séries de eleição são "Parenthood" e "Brothers and Sisters".

PARENTHOOD
Emissão: segundas-feiras, às 21h25
Repetição: sábados, às 20h40
 
Esta série, que conta a história da família Braverman, conta já com 3 temporadas em Portugal e dá na FOX LIFE, o meu canal de eleição. A temporada 4 está a estrear lá por fora.
Desde a primeira temporada que acompanho esta saga e sinto-me muito próxima de algumas personagens, numa "relação de empatia" especial com algumas delas. Uma dessas é Sarah, uma mulher linda e que seguiu sempre o amor e os sonhos, lutando por aquilo em que acredita. Outra é Kristina, mãe fabulosa de 3 filhos, em diferentes fases da vida, um deles com Síndrome de Asperger. Estas 2 heroínas, juntamente com as outra personagens, prendem-me ao ecran e transportam-se muitas vezes para acontecimentos que já ocorreram na minha própria familia ou amigos.
 
BROTHERS AND SISTERS
 
A outra série conta a saga da família Walker em 5 temporadas, "comandada" pela matriarca Nora Walker (Sally Fields) e também este a dar na FOX LIFE.
Tal como na outra série, a história roda à volta de todas as aventuras e desventuras desta família de muitos irmãos e irmãs, que vão crescendo e amadurecendo, mudando as suas vidas e os elementos que constituem o grande clã.
Infelizmente, esta série já chegou ao fim e, apesar dos esforços, não terá uma sexta temporada, mas ainda gosto de rever alguns episódios que vão aparecendo repetidos.


APARELHO NOS DENTES

O meu filhote hoje anda aflito.
Mal come, prefere líquidos para não mastigar que magoa, anda queixoso dos dentes e farta-se de morder a bochecha.
Isto tudo porque foi fazer a revisão do aparelho nos dentes do maxilar superior e veio mais acompanhado. Parece que só falta um canino nesta saga da dentadura!

Tudo começou quando me disseram que a minha criança mais velha não tinha espaço na boca para todos os dentes.. sim, já tinha notado que um imenso segundo incisivo crescia no local errado, mas não pensei que, aos 8 anos, já precisasse de aparelho. (Se bem que o rapaz começou cedo com os definitivos: aos 4 anos caiu o primeiro e já um novo espreitava.)

No primeiro RX após a desconfiança, foram visíveis vários dentinhos definitivos já a nascer e os outros para cair e a médica achou melhor "dar uma ajudinha" àquele que não caia. E num instante ficou sem 3 e mais espaço.

Mas o céu da boca precisava de uma ajudinha e começámos a história dos aparelhos com um expansor palatino que esteve com o Simão alguns meses e que foi deixando a boca do meu amorzinho cada vez mais linda.
O resultado foi muito bom, quer a nível ósseo do maxilar, quer respiratório e, depois de tirar mais dois malandreco que não deixavam passar os apressadinhos, começou a usar aparelho dentário superior apenas com 6 brackets metálicos, um aro (fino) e elásticos azul-turquesa.

Não posso dizer que não tenho um fortalhaço em casa, pois nestes anos sempre se portou lindamente na cadeira do dentista, até mesmo quando levou anestesia. Mas há sempre um incómodo inicial, uma adaptação ao que pode ou não comer, um desconforto em algumas situações.

Mas, praticamente sem queixas, hoje saiu do dentista com cores novas e o aparelho já em todos os dentes, à exceção de um canino, que não consegue nascer porque continua sem espaço.
Só que hoje estamos em primeiro dia de adaptação e dói. E parece que, desta vez, há uma previsão de 2/3 dias de maior incómodo e eu fico logo com vontade de lhe arrancar tudo da boca para que não sofra e não jante apenas iogurtes líquidos. E penso logo com o coração: "Será que faço mesmo bem e que vale a pena?".
Racionalmente sei que sim. Porque vai ficar com os dentes saudáveis e lindos. Mas custa. Mais a ele do que a mim? Ou será ao contrário?
Hoje nem tenho coragem de o mandar para a cama e vou deixá-lo adormecer no sofá!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ALGUMA VEZ O ENSINO É GRATUÍTO?

Hoje tenho de escrever sobre isto, porque, como professora e mãe, venho aborrecida com a forma como alguns agrupamentos e professores não estão preocupados com a crise que se vive no nosso país e se afastam cada vez mais do tal "ensino gratuíto".

Sempre soube que o ensino gratuíto em Portugal é uma utopia, mas parece que cada vez mais isso é notório.
Daqui a dias, quando fizer reunião de pais, terei de "pedir" a dois deles que paguem 2,50€ pela capa de processo dos filhos, documento que está previsto no Estatuto do Aluno e que a escola tem de organizar. Concordo? Não, claro que não. Nem como mãe, nem como professora. Por isso, e porque já me informaram que é legal e que não posso fazer nada contra, vou convencer os pais a exigir recibo deste pagamento. Deste e do da caderneta do aluno, outro documento escolar, de comunicação entre casa-escola (relação TÃO essencial e que preservo e defendo bastante), que os pais também terão de pagar. Tudo terá um recibo, uma fatura que entrará no IRS (se bem que pouco valerá!), pois não concordo que tenhamos (nós pais) de pagar estes documentos. Melhor, pedirei o recibo por eles.
Isto no 1.ºciclo, que sei de muitos outros valores "gratuítos" que se pagam (por aqui e por ali) noutros graus de ensino obrigatório.

Este ano, terei uma turma de 2.º e 3.ºano, da qual conheço a maioria dos alunos. No 1ºano, pedi alguns materiais aos pais de cada aluno, para uso durante o ano... custa-me sempre fazer esta lista, seja em que ano for, mas há 2 anos atrás pedi alguns materiais mais especiais (tipo papel de lustro, papel manteiga, plasticina...), mas sempre de maneira a que o preço não fosse excessivo.
No ano passado, reduzi bastante a lista. Revi bem os materiais que tinham sobrado, previ o que iria fazer e reduzi os "pedidos". Os manuais vinham carregados de "ofertas" que os pais compraram porque não os alertei para o facto de todos os livros de ficha serem à parte e não obrigatórios e as papelarias/livrarias aproveitam-se disso. Sobraram materiais.... sobraram páginas em branco nos manuais.
Este ano, reduzi a lista ainda mais e fui avisando os pais de que só quero os manuais principais... porque são esses os que vou de facto usar, porque sou professora de criar outros trabalhos, porque uso o quadro, porque há imensas atividades que me dão mais trabalho preparar mas que motivam mais os alunos e ficam "mais baratas". Às vezes gasto dinheiro do meu bolso, porque "a escola não tem"... não peço aos pais. (Não me arrependo de o gastar, mas reclamo e este ano vou muitas vezes apresentar as faturas aos meus "patrões".) Não gosto que me peçam a mim. Reduzi a lista ao essencial e sei que vai ficar (ainda) muito mais barata a vida escolar dos meus alunos este ano.



Também tenho 2 listas de material cá em casa... e também a elas tive de dar resposta.
Espero que os materiais menos essenciais que lá aparecem sejam de facto usados e rentabilizados, porque os meus filhos levam para a escola o que as professoras pediram. Não vão ficar atrás. Mas revimos os lápis de cor e marcadores e comprámos poucos, usámos as promoções que conseguimos, as mochilas foram reutilizadas, combinámos que os lápis serão só para usar e não para roer (e há um verniz cá por casa que controla isso!!) e que todas as páginas do caderno são para usar ordenada e corretamente, aproveitámos os materiais do ano anterior que ainda estavam em condições....
E espero que usem aqueles materiais que não são tão vulgares. Porque os comprei, porque não estamos em fase de desperdiçar, porque isso não é educar. Compro o que for preciso, se for mesmo preciso, porque as vaidades e as exigências exageradas são para cortar.

Quem ler isto vai pensar que sou "forreta", mas não me considero assim. Serei a primeira a oferecer-me para comprar 2 ou 3 livros infantis para cada turma se forem as obras que serão trabalhadas, se decorrerem delas algumas aprendizagens e forem alvo de aulas motivadoras. Darei de bom grado dinheiro para uma visita de estudo, da qual decorram igualmente aprendizagens significativas.... mas não acho que tenha de ser eu a pagar o papel higiénico com que os meus filhos limpam o rabo na escola, nem acho que tenha de pagar para os outros professores tirarem fotocópias a torto e a direito ou imprimirem documentos pessoais ou exercícios à toa, para encher bochechos...
Para o ranho, posso mandar lenços de papel dentro da mala deles, junto com a garrrafa da água e do lanche, mas não sou eu, que desconto e que pago almoços e que não fujo ao fisco, que vou pagar para os "ranhosos" (que muitas vezes têm vivendas e grandes carros) limparem o nariz...

Peço prudência e calma... o ensino não é gratuíto, mas não precisa ser uma fortuna.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

AS CARAS QUE FAÇO... SEGUNDO OS MEUS FILHOS

No momento de descontração e brincadeira com os miúdos, pediram-me que fizesse algumas das minhas "caras". No início, não percebi a ideia, mas, logo ao fim da segunda experiência, percebi que eles me conhecem muito bem e que conseguem explicar como ninguém que cara uso em caDa situação.

Começámos então uma brincadeira muito divertida: o Simão dizia para eu fazer determinada cara, eu fazia, ele ajustava e, quando estava "perfeita", a Matilde fotografava. Divertimo-nos tanto!!!! Os miúdos descobrem mesMo formas inteligentes e mágicas de passar o tempo e esta foi uma delas.

Depois de fotografada, chegou o tempo da montagem e... mais algumas gargalhadas.
Para perceber, só vendo o resultado final!
 
OBRIGADA PELA BRINCADEIRA, MEUS AMORES!

DESAFIO#01

Dia 01 - 15 factos interessantes sobre ti mesma
(foto à escolha)
 
1- Sou completamente apaixonada pelos meus filhos.
 
2- Quando estou confiante e descontraída, tenho um bom sentido de humor, faço parvoíces, dou gargalhadas, canto e danço, e ponho as pessoas bem-dispostas.
 
3- Penso muito em tudo e sou uma sonhadora.
 
4- Adoro ler e escrever.
 
5- Gosto de ver filmes e ler livros que me façam chorar.
 
6- Tenho poucas amigas verdadeiras. Geralmente não tenho relações muito profundas com pessoas que não são da família.
 
7- Adoro as minhas 2 gatas e fazer-lhes festa é terapêutico.
 
8- Gosto de ajudar e tenho muita dificuldade em dizer não.
 
9- Um dia gostaria de tirar o curso de Psicóloga, escrever um livro e entrar num filme ou peça de teatro.
 
10- Não gosto de ter 2 dias iguais, nem de vestir 2 vezes a mesma combinação de roupa, nem de usar mais do que 6 meses o cabelo da mesma forma, nunca cozinho o mesmo prato 2 vezes da mesma maneira... mas sinto-me segura com algumas (mínimas) rotinas.
 
11- Sou aventureira e adoro ser o GPS humano do meu marido.
 
12- Adoro a minha profissão e gostaria que lhe dessem mais valor e que tivessemos melhores condições de trabalho.
 
13- A minha família é o pilar que me equilibra, mas quando estou mais aflita evito que eles percebam.
 
14- Sei fazer de tudo um pouco, mas não sou especialista em nada.
 
15- Adoro namorar, estar na marmelada, ideias românticas e provocações sedutoras... (tudo com o meu homem!).
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

EMENTA (QUASE) QUINZENAL!

Hoje fiz umas compras e estive a reorganizar a minha arca, por isso, aproveitando as duas oportunidades, resolvi fazer já uma ementa (quase) quinzenal, usando os alimentos que tenho disponíveis.
Cá por casa acontece muitas vezes esta ementa ter de ser retificada com o tempo, ou porque houve uma refeição que acabámos por não fazer, ou porque sugiu um imprevisto ou até porque sobrou comida de algumas refeições e fazemos num dia jantar ou almoço de "restos".
Também não sei bem em que dias vamos almoçar em casa, pois os miúdos ainda não começaram a escola e o pai agora está em casa. (Espero que por pouco tempo!).


No entanto, por agora (5 de setembro), planeio que seja assim:

quinta-feira (06/09/2012):
Almoço - Alheira grelhada, ovos estrelados e esparguete.
Jantar- Medalhões de pescada cozidos com couve-flor.

sexta-feira (07/09/2012):
Almoço - Strogonof de frango com esparguete.

----- DIAS NO ALENTEJO -----

segunda-feira (10/09/2012):
Almoço - Sopa e tosta mista. (sozinhos os dois?)
Jantar- Rodelas de perna de perú no forno, com arroz de ervilhas.

terça-feira (11/09/2012):
Almoço - Panadinhos de queijo com esparregado.
Jantar- Perca guisada com batatas a murro.

quarta-feira (12/09/2012):
Almoço - Hamburgueres de vaca grelhados com massa espiral.
Jantar- Arroz de pota com cenoura.

quinta-feira (13/09/2012):
Almoço - Vitela estufada com esparguete e feijão-verde.
Jantar- Salmão grelhado com batatas cozidas.

sexta-feira (14/09/2012):
Almoço - Massa de legumes com cogumelos.
Jantar- Guisado de salsichas, com feijão-manteiga e arroz branco.

sábado (1/09/2012):
Almoço - Almôndegas com puré de batata.
Jantar- Bacalhau espiritual, com espinafres e broa.

A maioria das refeições começa com sopas diversas, que vou criando à medida das necessidades e todas são acompanhadas por água e terminam com fruta ou gelado (alguns dias).

MAIS UMA COMPOTA CASEIRA

Hoje fiz mais uma compota caseira e, modéstia à parte, ficou delicioso!
Em príncipio será para um dos cabazes de Natal que andamos já a preparar. Vi a ideia em alguns blogs e este ano vamos mesmo aderir
Fazer uns cabazes para os casais da família e trocar no Natal, bem como reduzir o número de brinquedos e oferecer roupa e livros às crianças, são algumas das combinações que já fizemos entre todos.

Bem, fiz então uma compota nova (inventada, como é costume!): compota de melão e côco.

Ingredientes:

550 gr de melão (neste caso era metade de um melão que já não se comia);
450 gr de açúcar
1 saqueta de açúcar baunilhado
100 gr de côco ralado

Confeção:

No copo da Bimby coloquei o melão, os açúcares e o côco.
Misturei tudo durante 30 seg., na Vel. 5.
Cozi os ingredientes durante 60 min., à Temp. 100 ºC, na Vel. 2.
Depois do tempo terminado, como gosto do doce mais consitente, cozinhei durante mais 40 min., à mesma velocidade, na Temp. Varoma, deixando o copo inclinado, para o vapor sair e o doce engrossar.

Só deu para 1 frasco, daqueles de vidro do chocolate para barrar o pão (que guardo sempre!).
Ainda sobrou e deixei numa chávena de café, que tem sido atacada pelos gulosos cá da casa.
Se for necessário mais quantidade é só multiplicar a receita.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

30 DESAFIOS

Vi este desafio no blogue "Era uma vez", que tenho seguido.
Achei imensa piada ao desafio, que consiste em:

- Publicar uma foto diferente todos os dias durante 30 dias;
-Quando publicamos a foto devemos responder à pergunta correspondente a esse dia;
-Passar o desafio a três pessoas.

Eu não vou fazer assim... mas quando me apetecer escrever e não tiver assunto ou me apetecer ser desafiada, sigo a lista de perguntas abaixo. Penso que será bom para quem está a conhecer-me agora e também para que os conhecidos me redescobrirem. Acho que até servirá para eu própria refletir e pensar sobre mim e as minhas fases.

Aqui fica a lista de perguntas:
 
Dia 01 - 15 factos interessantes sobre ti mesmo (foto à escolha) - 6/9/2012
Dia 02- O significado atrás do nome do teu blog (foto à escolha)
Dia 03 - Uma imagem que te retrate na perfeição
Dia 04 - Um hábito que gostarias de não ter
Dia 05 - Uma foto de algum lugar onde já estiveste.
Dia 06 - Uma foto do teu super herói favorito e porquê.
Dia 07 - Um retrato de alguém/algo que tem o maior impacto em ti (foto à escolha)
Dia 08 - Objetivos de curto prazo para este mês (foto à escolha)
Dia 09 - Algo de que estás orgulhoso nos últimos dias (foto à escolha)
Dia 10 - As músicas que ouves quando estás: feliz, triste, entediado... (foto à escolha)
Dia 11 - Uma foto do teu maior vício
Dia 12 - Como descobriste a blogosfera e porque criaste o blog ? (foto à escolha)
Dia 13 - Uma carta para alguém que te feriu recentemente (foto à escolha)
Dia 14 - Uma imagem de alguém com um cabelo parecido com o teu.
Dia 15 - No teu telemóvel, entra na lista de reprodução, primeiras 10 canções mais ouvidas ? (foto à escolha)
Dia 16 - Uma imagem que retrate o que fazes nos teus tempos livres
Dia 17 - Uma foto de alguém com quem não te importavas de ter uma vida a dois
Dia 18 - Uma que retrate os teus planos / sonhos / objetivos
Dia 19 - Uma foto com qualquer coisa que faça parte de ti
Dia 20 - Uma foto que achas que retrata o teu futuro
Dia 21 - Uma imagem de algo que te faz feliz
Dia 22 - Uma foto que retrate o que te faz diferente de toda a gente
Dia 23 - Uma foto de algo que anseias
Dia 24 - Uma carta para os teus pais (foto à escolha)
Dia 25 - Fotos do que eu iria encontrar na tua bolsa/mochila
Dia 26 - O que você pensas sobre os teus amigos? (foto à escolha)
Dia 27 - Uma foto que mostre qual é o teu telemóvel
Dia 28 - Uma foto que retrate como te sentes agora
Dia 29 - No mês passado, o que aprendeste? (foto à escolha)
Dia 30 - Quem és tu? (foto à escolha)

NÃO GOSTO NADA

Ontem, enquanto caminhava na festa aqui da zona, lembrei-me que precisava de levantar dinheiro. Parámos todos e, durante segundos, pensámos em qual seria a caixa multibanco mais próxima.
- Vamos à do banco... - disse o meu homem.
- Não, que essa já passámos. - digo logo eu.
- Mas é mais perto.
- Mas temos de andar para trás.

E fiquei pensativa. E fomos levantar dinheiro na caixa mais à frente...
Realmente há uma coisa de que não gosto mesmo: de voltar para trás. E isto fez-me pensar que sou assim na vida e não só nos caminhos. Não gosto de recuar, não gosto de fazer o caminho de regresso (quando é o mesmo), não gosto e pronto!

Na estrada, quando conduzo, prefiro andar mais uns quilómetros quando me engano, para dar a volta por outra rua, para escolher outro caminho para ir ter ao mesmo sítio, em vez de fazer inversão de marcha e voltar para trás. Não gosto e não é pela manobra, que o meu carrinho é pequeno e volta quase sempre à primeira.
Na rua, quando sou peão, quando passeio, quando descubro e exploro cidades e campos novos, vou por um caminho e volto por outro. Sempre por outro, a não ser que não haja hipótese (e fico mesmo incomodada!). Em caminhadas também há o caminho de ir e o de voltar. Nem que seja para andar à roda.
Num trabalho, quando algo corre mal, parto do que está feito e melhoro. Ou retomo o assunto, uma matéria que estou a ensinar, por exemplo, volto a explicar (nem que seja 10 ou 20 vezes), mas uso formas diferentes, exemplos diferentes, alunos diferentes para "ir ao quadro"...

Ontem pensei que, tal como nestas estradas, na da vida, também não gosto de voltar atrás... de andar para trás...

Sou assim, que vou eu fazer?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

DANÇAR NO PALMELA WHITE PARTY

Há muito tempo que não saía para dançar como fiz no passado sábado, dia 25 de agosto.
Aproveitei uma festa promovida pela primeira vez aqui perto, a Palmela White Party, e a vantagem de poder levar as crianças comigo e fui dar umas passos de danças.
Foi fantástico poder voltar a dançar ao som de música dos anos 80, coisa que não fazia há anos. Nem dos 80 nem de outros quaisquer, que não punha os pés numa pista de dança desde... bem, desde não sei quando!

A verdade é que dançar é das coisas que mais adoro fazer e tenho colocado completamente de lado este meu gosto pessoal. Sair à noite, passar por um bar, ir até outro que tenha espaço para dançar ou até uma discoteca, estar completamente solta e a aproveitar a música e o mexer de todas as células desta minha pessoa... há quanto tempo... como pude deixar passar anos sem procurar agarrar este "elixir de alegria"?
Confesso que já tentei algumas vezes, mas não resultou. Acho que já não sei onde se vai e há sempre tantos obstáculos que arranjo para me desculpar...
Ou são os miúdos....
Ou é o sono e o cansaço...
Ou é a (falta de) companhia...
Ou é o "não ter o que vestir" ou não "saber o que se veste"....

Desculpas, eu sei. São tudo desculpas para me acomodar e dar prioridade a outras saídas, a outras companhias e a outras preferências, muitas vezes de outras pessoas que não eu.
Mas nesse dia fui sem hesitar. Levei os meninos (menos uma desculpa), dormi a sesta (outra), juntei-me aos meus irmãos e cunhados (mais uma) e vesti o que mais gostava das peças que tinha em branco (PUM!!!!!)...
Só lá estive até à meia-noite, porque os meninos já não estavam bem e a confusão era muita (para esta velhinha mal habituada), mas deu para "matar o bichinho" e para recuperar a vontade de seguir este meu desejo. Deu para abanar o capacete, ver a minha miúda louca e divertida toda de branco e o meu príncipe de chapéu à MJ a projetar charme que, daqui a uns anos, promete seguidoras. E ver o meu homem a "gozar" a sensação! Foi bom! (Ele que nem gosta de dançar!) E estar com os meus manos como se fossemos apenas bons amigos... e beber um moscatel de Palmela... e o ambiente.... e ver pessoas que não via há mais de uma década, apesar de vivermos a menos de 5 kms.... fantástico!

A repetir... se não for antes, pelo menos na 2º edição, no próximo ano!