sexta-feira, 31 de agosto de 2012

PRIMEIRO CABAZ "PROVE"

Quem me conhece um pouco sabe que gosto cada vez mais de produtos agrícolas biológicos.
Porque são mais saudáveis...
Porque são naturais...
Porque têm um sabor verdadeiro...
Porque acredito nos pressupostos ligados à agricultura biológica...
Porque a sustentabilidade é uma prova de proatividade e é o nosso futuro...

No entanto, há muito a ideia de que os produtos biológicos são mais caros, o que não é totamente verdade. Se formos comparar os biológicos no super ou hipermercado com outros não biológicos, confirmamos esta ideia. Mas há outras formas de chegar até eles, sem recorrer às grandes superfícies comerciais. Muitas vezes ficamos com ideia de que os melhores são os das mercearias locais e mercados. Às vezes é verdade, outras nem por isso. Depende, mesmo, do sítio de onde vêm, do local de origem desses produtos.
Os produtos biológicos estão certificados e não é qualquer agricultor que tem direito a esta certificação.

Confesso que, apesar de todos estes meus "ideais", não andava a comprar produtos biológicos, sendo que apenas comia destes quando os meus sogros faziam colheitas lá no monte ou, em pequeníssima escala, quando nascia algo na minha horta de varanda. Mas tenho andado atrás deles, à procura, a escolher onde comprar e a tentar mudar hábitos de consumo...

Já encontrei uma forma e foi uma amiga artesã, que conheci através da sua arte no facebook (MARIA CACHUCHA), a Maria João, quem me apresentou a PROVE, uma associação de agricultores que vende e promove produtos biológicos, saudáveis e "da época".

Esta rede de produtores agrícolas está muito bem organizada e conseguimos facilmente ter acesso a frutas e legumes mais perto do que imaginamos. Assim, registei-me no site, escolhi a localidade onde me dava jeito ir buscar os produtos e selecionei alguns que não consumo. Depois, a associação trata de me fazer um "cesto" com vários produtos da época, pelo preço de 10€, e vou buscá-lo de 15 em 15 dias ao local marcado. Se quiser completar o cesto, posso adquirir mais produtos, conforme os disponíveis nas hortas dos agricultores locais.

Hoje fui buscar o meu primeiro cesto "Prove"...



O cesto trazia: brócolos, couve-flor, pimentos, tomates, batatas, alface, peras, pêssegos, feijão-verde, cenouras, cebolas, alho-francês, courgete, coentros... comprei mais um melão e um saco de feijão-verde e ofereceram-me funcho. Paguei 12,50€.

Vim satisfeita e agora vou tratar dos legumes, para nada se desperdiçar. Precisava de mais fruta, mas já percebi que, na próxima, tenho de comprar mais fruta à parte e ir mais cedo do que fui hoje.

Alguém ficou a pensar nisto? A morada do site está acima em link, mas também podem consultar a página do facebook aqui.

JÁ A PENSAR NO NATAL

Sei que ainda nem chegámos a setembro, mas já ando a pensar em como vai ser o Natal este ano.
Contando que temos todos menos dinheiro, mas que estamos todos mais próximos uns dos outros e habilidosos, estão a ocorrer-me algumas ideias e vou começar a conversar com a família sobre isso.

Talvez no final da semana já tenhamos um "plano".
Afinal, eu sou a mulher das listas e dos objetivos....

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ENXAQUECAS, DEPRESSÃO E OUTRAS QUE TAIS

Há já algum tempo que estava para escrever um post sobre as minhas "doenças crónicas", não sei porquê, mas sentia essa necessidade. Hoje, que acordei com uma enxaqueca (das suaves, felizmente), achei que era o dia... pensei que poderia haver quem achasse que era eu a ter "pena" de mim mesma, ou a queixar-me, mas depois esta imagem, partilhada muitas vezes no facebook, fez-me pensar que não há razões para medos nem coisa nenhuma... aliás, é precisamente por ter medo do que os outros pensam quem muita gente esconde o que sente e isso, que aconteceu comigo durante mais de uma década, não ajuda e só piora o que sentimos e a relação com os outros.
... aliás, é precisamente por ter medo do que os outros pensam que muita gente esconde o que sente e isso, que aconteceu comigo durante mais de uma década, não ajuda e só piora o que sentimos e a relação com os outros.
 
Tinha 17 anos quando senti que algo não estava bem e normal comigo.
Comecei a sentir medos que desconhecia, a ter reações estranhas com as pessoas à minha volta, a sentir-me ansiosa e revoltada muitas vezes... cheiros e vozes despertavam em mim sensações de bloqueio, falta de ar, pânico... muitas vezes sem entender porquê, muitas vezes em locais desadequados, sempre sem entender.
 
Na altura, estudante a terminar o 11.ºano e com um namoro estável de 1 ano, comecei a ser uma Marisa diferente. A minha personalidade passou a ser mais reservada, instável, controladora e acabei por, lentamente, afastar-me de tudo e de todos. O então "rapaz da minha vida" não aguentou a pressão e fugiu... mas só há pouco tempo sei que foi isso realmente que aconteceu.
 
O fim de um namoro que, de certa forma, me dava conforto, e muitas e muitas horas de estudo para conseguir manter o nível foram, há 17 anos atrás, as razões atribuídas a todos os disparates que fiz nesse verão... não me encontrava bem em lado nenhum. Sempre ansiosa, revoltada, triste, pensando no fim, com medo e vergonha de mim mesma, angustiada, tensa, descontrolada...
 
Lembro-me de, uma noite, num bar, me ter fechado na casa de banho e ninguém me conseguir tirar de lá... não conseguia sair, apesar de ninguém me prender e de ouvir a voz da minha mana, prima e amiga a chamarem por mim... parecia bloqueada, paralisada... queria ficar só, mas só totalmente e foi isso que me levou a fugir da música. Não tinha bebido nada além de coca-cola, nunca fumei, mas sentia que a minha cabeça ia explodir e o meu corpo nao respondia ao que, em 10% de cérebro racional, sabia que tinha de fazer... não foi fácil resolver.
 
Lembro-me também de ter fugido de perto dos meus amigos após uma simples discussão, depois de um concerto, e de ter andado sem rumo durante muito tempo, bloqueada em pensamentos baralhados e misturados com sensações e lembranças... o desbloqueio foi um carro que parou ao meu lado, um homem que me agarrou e a força que arranjei para gritar por eles e fugir dali...
 
Diagnóstico: depressão e princípio de esgotamento...
Causa: estudo em exagero e a tal besta de rapaz que me deixou...
Verdade: não sei qual é, mas estas foram apenas 2 supostas causas foram consequências das muitas que surgiram anos, após anos.
 
Fiz medicação e tive um 12ºano horrível. 2 meses de atestado, intercalado com aulas e dramas, notas mais baixas, amigos que fugiram, um amor que não ia embora. Fui superando, sempre medicada. Terminei o secundário com média de 16, entrei para um curso que não era na minha área, mas que sempre adorei: professora. Um verão de maluquice em que fui uma mistura do eu de antes e do que queria para depois. Continuação (sempre) de medicação. Poucas melhorias.
 
Conheci o meu marido e recuperei parte da autoestima. Mas as "cenas", os "pânicos", os "descontrolos"... continuaram. Mais curtos, menos graves, sempre com o "meu homem" por perto, segurando as pontas. Clinicamente era o meu médico "de família" quem me acompanhava e recuperei um pouco as forças, o suficiente para fazer uma vida normal.
 
Confesso, sem qualquer orgulho, que escondi a maior parte do que sentia da minha família mais próxima. Dos meus pais, irmãos, sogros... O meu homem sabia e eu, com medo de o perder, fiz de tudo para melhorar, agarrada aos medicamentos que, aos poucos, fui deixando de "precisar".
 
A verdade é que comecei uma vida "normal". Tirei o curso com sucesso, fiz novos amigos, casei, passeei muito com a minha cara metade, fiquei vinculada como professora, tive sempre boa relação com colegas, alunos e pais. Depois de estar sozinha com o meu Hugo, deixei a medicação e prometi a mim mesma nunca mais tomar nada. Errei, novamente.
 
A chegada dos filhos com 20 meses de diferença, uma casa nova e maior, maiores responsabilidades que assumimos quando somos bons profissionais, uma grande desilusão, a ilusão de que poderia ser super-mulher e que só iria dar orgulho à família se provasse que era capaz... casa, roupa, escola (horas lá e em casa), filhos... tudo tinha de ser perfeito e sem medicamentos. Não podia mostrar fragilidades, não podia perder o estatuto que ganhara, não podia ter limites... e fui piorando e perdi algumas coisas e tive novos ataques de pânico, novas recaídas... diversas, não assumidas, escondidas debaixo dos lençóis quando todos já dormiam, no silêncio do meu carro quando nele agarrava esó parava de conduzir quando não sabia onde estava, com choros profundos e punições a mim mesma por estar a cair de novo. Não queria tratar-me, nem ser novamente encarada de forma preconceituosa, ou não fosse a frase "os psiquiatras são para os malucos" a que mais me marcou naquele 12.ºano quando saiu da boca de uma colega em plena aula de psicologia.
 
Não queria, não aceitava que precisava, não podia estar assim, não podia precisar de medicação de novo, nao podia estragar o que estava a construir nem admitir ser pior mãe, pior professora ou pior pessoa por isso. Não, não e não. Também não queria engordar e sabia que isso iria acontecer com a medicação.
 
Mas a vontade de ser eu mesma de verdade, de me reapoximar da família, de poder dizer o que sinto, de me amar... essas vontades foram mais fortes, aliadas a admitir que poderia ter um problema de resolução simples e que a minha vida iria mudar. Primeiro, foi uma psicóloga amiga...a Dra. Carla fez-me perder o medo de encarar o que tenho... depois, algumas experiências falhadas com psiquiatras que nao me conseguiram fazer falar (o maior desafio) ou me fizeram ter vergonha do que dizia (e me encheram com muitos medicamentos e não acertaram com nenhum, a não ser nos 20 kgs que engordei!)... por fim uma médica recomendada por uma amiga: uma psiquiatra extraordinária, mulher de armas, que me fez um diagnóstico fantástico - a Dra. Paula. Medicação certa, atestado para descansar e dormir (muito), exercicios e uma recomendação: psicoterapia quando estivesse estável.
 
Diagnóstico: sofro de depressão crónica... não tem cura, mas tem forma de se viver com ela. As recaídas têm controlo, o acompanhamento é regular (conforme for necessário), propensão genética que não desaparecerá... ataques de ansiedade que dá para controlar e não chegarem a (voltar) a ser ataques de pânico... uma vida normal, mas nova, pela frente. A Dra. Maria João fez o resto... a psicoterapia encontrou uma grande zanga em mim e ajudou-me a perceder padrões na minha vida e a desbloque-á-los para seguir em frente, olhando para mim com olhos positivos.
 
Desde abril de 2011 que estou a ser "bem tratada" e a minha vida começa a mudar.
Nunca fiz mal a ninguém em todos estes anos. Afastei-me, sempre escondi o que sentia para não preocupar nem afastar ninguém... mas nem sempre consegui.
No entanto, as pessoas verdadeiras, com coração puro e que realmente me amam ou gostam de mim, estão cá e sentem-me melhor. E estou!!! E sou uma boa mãe! E sou uma boa filha! E so uma boa esposa! E sou uma boa professora! E sou uma boa amiga! E consigo dizê-lo e, mais fantástico, achar MESMO que é verdade. E isso é ótimo e está a mudar-me.
Sou doente de depressão crónica, devidamente acompanhada, mas consigo ter uma vida normal e amar como poucos amam. Não sou diferente por isso, nem pior. Poderia ter tensão alta ou diabetes, mas tenho depressão e já sei viver com ela. E não sou mais fraca por isso, nem menos capaz. Sou uma pessoa forte e linda e tenho pessoas fantásticas à minha volta.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

35 ANOS DE CASADOS

Ontem os meus pais comemoraram o seu 35.º aniversário de casamento e, como vem sendo já habitual, reunimo-nos em sua casa para nos juntarmos à festa.
Não eramos muitos, mas os mais importantes estavam todos: os seus filhos, genros, nora e netos.
Ao todo já somos 13.... passaram 35 anos e, em vez de formarem apenas um casal já formam uma equipa de muitos elementos. Gosto de ter a família a crescer e sou mais feliz por cada elemento novo, cada bocado de coração que se multiplica.

Ontem estivemos juntos e tirámos a foto da comemoração: todos na mesma imagem, pela primeira vez. Foi um momento divertido, com muitas gargalhadas e trapalhices, mas conseguimos organizar-nos na sala dos "papás" e deixar-lhe uma foto de família, que muito nos agrada, porque estamos naturais, sem grandes arranjos nem preparações.

Em cima: eu, o meu maridão, a minha irmã, o meu cunhado, a minha cunhada e o meu irmão.
Em baixo: a minha mãe com a minha sobrinha Margarida e a minha filhota Matilde. o meu Simão no meio. O meu pai com os meus sobrinhos Madalena e Duarte.
 
 
Esta comemoração tem muito significado para mim, embora nem sempre o faça transparecer, pois mostra como é possível fazer o amor vencer muitos obstáculos, muitas fases difíceis, dramas, alegrias, zangas e festas, dificuldades económicas e de saúde...
 
Os meus pais são 2 pessoas muito diferentes, que muito admiro, cada qual ao seu jeito, e que casaram ainda muito jovens. Ela tinha 16 anos e ele tinha 19. Eu fui o motivo para não terem esperado mais tempo, mas hoje tenho a certeza que nasceram para ficar juntos "até que a morte os separe" (o que, espero, demore muito tempo a acontecer!!!).
 
A minha mãe é uma matriarca por natureza. Mulher de grande força e armas, é líder, sabe fazer tudo, tem um coração gigantesco, ama de forma tão intensa que até dói, deixa a sua marca por onde passa. É simpática, afável, terna, amiga, bondosa... gosta de dar... sonha ser rica para dar mais... gosta de nos ver sorrindo a toda a hora. Pensa pouco nela e muito nos outros e isso torna-a, ao mesmo tempo, uma mártir que sofre e uma feliz contemplada. Sozinha, move montanhas. Connosco por perto até tenho medo de imaginar o que consegue... daria a sua vida por qualquer um de nós e, apesar de encontrarmos mais palavras suas no silêncio e nas ações, sente imenso orgulho na família que criou. É uma mulher bonita, com uma pele fantástica, que se arranja bem e que brilha.
 
O meu pai é um homem valente, de fibra. Precisa de carinho e atenção, mas mostra que não. Gosta de nós como nunca gostou de ninguém, mas contenta-se por saber que estamos todos felizes. É habilidoso, perfecionista, trabalhador, inteligente, fiel... dedica-se ao que faz com tanto empenho que se esquece das horas e dele próprio. Não é homem de muitas palavras e a vida não o ensinou a expressar com facilidade o que sente, mas eu reconheço amor e orgulho no seu olhar brilhante. Gosta das coisas simples da vida, de poucas agitações... o mar, o campo... o silêncio e a música. A sua melhor amiga, a viola baixo, tem acompanhado a sua vida e fá-lo sentir-se feliz. É um homem charmoso, com uns olhos azuis lindos e com um ar de ternura.
 
Estou feliz por ter estes pais, por serem os meus pais, por ser eu a primeira princesa deles.
Estou feliz por não terem deixado que as fases difíceis os afastassem um do outro e de nós.
Estou feliz porque me deram 2 irmãos maravilhosos e receberam 3 filhos emprestados (genros e nora) e 5 netos de braços abertos...
 
PARABÉNS MÃE MILA! PARABÉNS PAI RUI!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SAUDADES DA ESCOLA

Tenho de escrever isto, apesar de, para alguns, parecer difícil de acreditar: tenho saudades da escola. (Que é como quem diz, do trabalho!)
Sim, da escola com tudo o que tem de melhor: as crianças...

Tenho saudades de ser abraçada à chegada e de ouvir o meu nome quando, à saída, já do lado de fora da escola, me dirijo ao carro... e de olhar para trás, ou buzinar dentro do carro, fazendo adeus e mandando beijos àqueles que, logo na manhã do outro dia, voltarão a esperar-me ao portão.

Tenho saudades de ouvir as suas gargalhadas quando ensino algo de forma mais divertida, os seus olhares sérios quando falo de assuntos mais difíceis ou o brilho no olhar nas matérias mais interessantes.

Tenho saudades de ver as brincadeiras de uns e de outros quando dou a volta à escola, a vigiar os recreios, ou quando passo para a cozinha para o café da manhã (no intervalo).

Tenho saudades do (muito) barulho do refeitório... de ouvi-los dizer que "é dia de almoçar com os rapazes" ou que me guardaram lugar. Até tenho saudades de convencê-los a comer a sopa e a salada ou a experimentar um prato que rejeitam só porque ainda não provaram: "Não gosto disso!", dizem logo alguns.

Tenho saudades de ouvir dizer "Já fiz!", mal acabei de entregar trabalho ou de explicar e de ouvir "Ah, agora já percebi!", depois de estar sentada com algum que não entendeu à primeira.

Tenho saudades de os ver felizes, diariamente, de perceber quando não gostam de alguma atividade e me deixam pistas para que a possa tornar menos aborrecida, e de quando mal dão pelo tempo passar e dizem "Já?!" ao ouvir o toque.

Tenho saudades de ir com eles para a horta e de vir de lá com as botas sujas... de correr atrás de um que está a fazer birra e pensar que tenho mesmo de fazer ginástica... de defendê-los dos maiores quando é o seu dia de jogar à bola e os outros não querem desocupar o campo... de mudá-los de lugar porque percebo que estão melhor noutro sítio... de ver como cumprem as suas tarefas responsavelmente, mesmo que não as apreciem... de sentir que se gostam e se ajudam...

Tenho saudades de inventar trabalhos diferentes e de pensar em atividades motivadoras para trabalhar os conteúdos... de "perder" 1 ou 2 horas com uma ficha de trabalho, de forma a que fique o mais "apetecível" possível... de procurar formas diferentes de os manter a gostar da escola...

Claro que o meu trabalho não tem só momentos que me deixam saudades. Claro que há os conflitos diários para resolver e que nos deixam sem paciência ou sem saber qual a melhor solução, há as papeladas imensas que nos ocupam tanto tempo e que, afinal, não servem para grande coisa... há as preocupações com um que não está a aprender, com outro que não está a comportar-se adequadamente, com um que está desmotivado ou com outro que vive uma situação familiar preocupante... há o desgaste de muitas horas a ensinar e a educar, há o cansaço do barulho, das queixas, do andar o dia todo de um lado para o outro... há a falta de tempo para estar com adultos, conversar com adultos, pensar em coisas de adultos... e há avaliações, grelhas, reuniões...

Mas há crianças e isso compensa. Há aprender-fazendo, aprender-sendo, aprender-sentindo, aprender-ensinando. Há tanta coisa boa na profissão que feliz e iluminadamente escolhi, que tenho saudades!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ISLA E ROSINHA NO ALENTEJO

Já aqui deixei escrito que tenho duas gatas lindas: a Rosinha (de 4 anos) e a Isla (de 2 anos).
São duas amigas felinas que me fazem muita companhia e de quem gosto muito.
Têm características comuns à maioria dos gatos domésticos, mas, como são minhas (quase de família) serão sempre as melhores gatas do mundo.

Quando fomos de férias para o Algarve, elas foram uma das razões porque não pensei em ficar mais tempo. Elas ficaram por cá, o tio ou a avó vinham dar-lhe comida e água, tinham espaço com fartura na varanda e faziam companhia uma à outra, mas não tinham os mimos dos donos, nem os donos (eu, por exemplo) sentíamos o calor delas. Fez-me falta a companhia das duas quando estava deitado no sofá, o miar e roçar pelas minhas pernas à procura de festas, o ronronar ao massajar as duas (às vezes ao mesmo tempo), em sítios que preferem, como atrás das orelhas, na barriga ou no pescoço.
E foi com muita alegria e saudações especiais que nos receberam... tinham saudades e nós também!

Ora, posto isto, quando fomos para o monte decidimos levá-las e descobri outra das vantagens de estar de férias em casa da família. As minha amigas também foram e gostaram de estar de férias, cada uma à sua maneira, e nós gostámos de as ter connosco num ambiente que não é habitual, mas com as tais mimoquices que faltavam!


ISLA, A DESCONTRAÍDA
A gata Isla teve umas férias passivas e descontraídas no monte.
Miou (quase) toda a viagem, mas depressa se apercebeu que podia passar todo o dia a dormitar à sombra, dentro de uma casa fresquinha... Experimentou todas as camas (por baixo e por cima), tapetes, móveis, diferentes soalhos... Domiu horas em cima de um colchão que está debaixo da nossa cama... fez a dança do sono e dos mimos muitas vezes no tapete da sala, veio até nós algumas vezes para recostar a cabeça. Não aproveitou o exterior, já que só pôs a cabeça de fora da porta de entrada e não quis arriscar. A porta esteve muitas vezes aberta e ela não tentou sair, por medo ou por preguiça. Acho que só o tempo dirá o porquê. Mas estava feliz, à sua maneira.


ROSINHA, A AVENTUREIRA
A gata Rosinha teve umas férias ricas em descobertas e em exercício físico.
No primeiro dia, apenas espreitou à porta, mal arriscando ir à rua e fazendo companhia à amiga Isla.
Depois... bem, depois conheceu todos os 3,5 hectares do monte e arredores. Ela cheirou tudo, escavou muito, pulou, correu, fez xixi ao relento, dormiu a sesta à sombra de árvores e arbustos, matou a curiosidade por galinhas, peixes, ratos e outras bicharadas, tomou banho (involuntário) num dos tanques, descobriu novos sons, sabores (vegetarianos) e cheiros. Andou para cá e para lá, mudando as velocidades e experimentando diversos pisos e aventurou-se perto e longe de nós.
O problema foi que, na penúltima noite, achou de deveria viver também a agitação noturna do sítio e andou fugida, porque descobriu quem estava distraído ao ponto de a deixar sair de casa. E deve ter explorado bem, pois no dia seguinte, para grande felicidade nossa, estava de volta e extremamente cansada. E foi preciso cuidados redobrados na última noite para que não repetisse a proeza... nada que a solidariedade de uma criança e uma janela (alta) aberta não resolvesse... tendo passado mais uma noite de "deboche".
Ora que bela aventura, a da Rosinha! Gostou tanto, tanto que (confesso) estava com medo que já não quisesse estar cá em casa... mas parece que ambas perceberam o que são férias e já voltaram às rotinas.




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MAIS PULSEIRAS DA MATILDE

Prometo que depois paro, mas entretanto tenho de vir aqui deixar mais algumas coisas lindinhas feitas de e/ou para a Matilduxa! Este verão está a ser produtivo em bijuteria artesanal. LOLOLOLOL

E é terapêutico, este passatempo!

 
Esta pulseirinha foi feita por ela, usando um trapilho que saiu com o (muito) uso de umas chinelas lindas feitas pela Susana. Usou a mesma técnica da outra rosa que tinha feito para mim, mas uma rodela de garrafa de 20 cl. Eu dei uma ajudinha colando o laço escolhido de entre bijuteria que já não usa. (A época dos ganchos com laços parece que já passou!) Ficou fofinha!


Estas têm cada uma a sua história. A da direira foi a primeira que fizemos em conjunto. Usámos fita de camurça vermelha, algumas peças de um colar dela que tinha rebentado, umas flores de plástico que estavam perdidas no fundo de uma gaveta e uma matrioska que comprei no "Baú de Bijuteria".
A da esquerda foi a Matillde que fez para uma amiga que fazia anos, mas não conseguiu terminá-la a tempo da festa e acabou por ficar com ela. Usou a mesma fita vermelha e outra branca, algumas argolas que descobriu na caixa de ferramentas do pai e, por fim, eu acrescentei-lhe um fecho prateado.

Aqui ficam as 2:


Estas duas foram feitas no monte dos sogros.

A verde fui eu que fiz. Usei um fio verde que encontrei numa gaveta da sala e uma agulha n.º2 de croché. Primeiro enrolei o fio muito juntinho numa rodela de plástico de uma garrafa de 20 cl. Depois, voltei a enrolar, mas fazendo um ponto simples de croché. No fim, cosi uma peça em forma de lua com a mesma linha.

A pulseirinha branca foi a Matilde que fez, usando fita de cetim, outra argola, mais larga, da mesma garrafa, o tal nó de macramé das outras pulseiras e muito jeitinho! Eu ajudei no final, e, enquanto ela dava uns mergulhos na piscina, cosi esta uma flor dourada e colei uma florinha no meio.

Está miúda está muito enfeitada!

domingo, 19 de agosto de 2012

MAIS DIAS NO MONTE

Há alguns dias que voltámos ao Monte do Veado e temos estado na companhia dos meus sogros.
Tenho estado muito dentro da minha concha, a tentar ultrapassar mais uma daquelas crises (cada vez menos frequentes, felizmente) e não tenho tido vontade de escrever aqui. Este é um local de desabafo para mim, de virar a página, de olhar para o que sou, faço e acontece com olhar crítico, aprendendo a dar mais valor às pequenas coisas e momentos da vida.
Esta é uma aprendizagem que tenho de continuar a fazer. Sou pessoa de projetos, de objetivos, de metas... sou das que acredita que estamos aqui para aprender e melhorar o mais que conseguirmos... mas confesso-me cada vez mais rendida à arte de dar valor às pequenas (grandes) felicidades da vida e de desvalorizar o que é acessório... Custa, mas vale a pena. E como custa, há momentos em que a concha é necessária e ainda preciso dela para me adaptar ao crescimento...

Enfim...

Hoje estivemos sozinhos os quatro e foi um dia de recuperação. (Não porque os sogros foram de viagem, mas porque já começo a arrebitar).
Hoje deu-me para fotografar algumas das pequenas felicidades e vir mostrá-las. Porque vendo e escrevendo parece que é mais fácil fixar que existem e que estão ao esticar da mão. Porque mostram o que eu, simplesmente Marisa, sou!


Ao almoço, para acompanhar um hamburguer de perú, uma das minhas invenções, feita em tigela alentejana: salada colorida, com tomate, pera, kiwi, uvas (da horta) e pétalas de rosa. Muito bom!!!!


O meu atual livro de cabeceira, que me tem acompanhado para todo o lado. Uma compra instintiva que me tem dado reais momentos de risada e divertimento. Parecia não ser o meu estilo (que sou muito dada a romances), mas está a ser uma descoberta fantástica. É bom dar connosco a rir sozinhos!


 Não sou nada dada a alcool, nem gosto da esmagadora maioria das bebidas, mas hoje bebi 2 copos de sangria, um a cada refeição principal e o meu homem teve de fotografar o momento. Acreditam que em Montemor não encontrei Lambrusco? É que escorregava melhor...


Adoro o chapéu e tem andado sempre comigo, pois não descuro proteção da cabeça e do corpo. (Minha e dos miúdos!). A cadeira, pequena demais para o meu rabo imenso, tem aguentado a pedalada de meia-hora de sol antes dos mergulhos na piscina. E com estes 2, regalo a vista ao ver os meninos a nadar...


Por fim, uma caixa que anda para lá e para cá... São fios, agulhas, contas e tecidos que me entretém um pouco e me juntam aos pequenos em descobertas e criações. A família tem recebido umas coisinhas...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

GÉMEAS NAS CHINELAS

Eu e a Matilduxa agora temos chinelas iguais.
Pois, é que a tia fafá, a minha mana muito prendada, transformou os nossos simples chinelos de plástico do chinês em bonitas chinelas artesanais e carismáticas. Cada vez adoro mais o rosa... Cada vez adoro mais as flores...



Andamos tão bem com eles!
Acho que vou convencê-la a fazer negócio com esta arte.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O MADAGÁSCAR E OS MIÚDOS

Ainda não fomos ao cinema ver o terceiro episódio desta "saga" de desenhos animados, mas havemos de ir em breve, pois o filme "Madagáscar" tem um significado especial cá em casa.

Tudo começou com a primeira ida do Simão ao cinema: no dia 7 de julho de 2005!
E como sei isto tão bem? Porque foi no dia em que o meu filhote fez 2 anos e o filme de eleição foi o primeiro dos 3 já feitos, o verdadeiríssimo "MADAGÁSCAR". Viu o filme até ao fim (metade ao nosso colo, que por aqui ainda não havia daqueles banquinhos para pôr nas cadeiras) e adorou! Rimos os 3 durante 1h30 e podemos dizer que foi uma tarde de aniversário muito animada.



E depois do filme vieram as imensas personagens que estavam à venda em todo o lado.
Reunimos miniaturas do MacDonalds, peluches e bonecos em diversas peças (de vestuário e de uso diário) e até um Melman enorme e articulado, que foi oferecido pelo tio Rui e que ainda permanece no chão do quarto do rapaz.

Quando estreou o "Madagáscar 2" (em 2008) já a minha Matilde também frequentava as salas de cinema e fomos os 4 ver estes desenhos animados. (Não sem antes revermos em DVD o primeiro, que o príncipe mal recordava e a princesa desconhecia).
Mais um excelente momento de risos, gargalhas e (já) pipocas à mistura!
O "mano", como ele dizia, explicava à "mana" o que ela não entendia, como se os 20 meses de diferença entre os 2 fossem anos.... Sim, até porque ele já tinha 5 anos!!



Agora, falta-nos ver o "Madagáscar 3" e estamos todos (os 4) com muita vontade.
Já noto menos entusiasmo no Simão que, já nos seus 9 anos, preferiu esta semana ir ver o "Homem-aranha" com o pai. Mas o gosto pelo Alex, pelo Marty, pelo Melman e pela Glória mantém-se, pois são 4 amigos fantásticos que nós descobrimos.

Qual é a vossa personagem preferida? Está uma votação a decorrer na barra lateral do blogue (à direita).
As personagens preferidas da malta cá de casa:

A preferida do Simão                          A preferida do pai


A preferida da mãe                           A preferida da Matilde

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

AS PRIMEIRAS FARÓFIAS

Pela primeira vez na minha vida, hoje fiz "Farófias".
Seguindo o conselho da minha amiga Susana, fui à procura da receita adaptada à Bimby, que me pareceu logo muito fácil de pôr em prática.
Assim, peguei nos ingredientes e tentei fazer o doce preferido do meu homem, usando esta receita:

(clicando na foto podem aceder ao site de onde foi retirada)


Segundo os meus provadores oficiais, ficou saborosa, mas a minha pessoa acha que, na próxima vez, deve fazer alguns ajustes na receita para que fique melhor.
Assim, proponho fazer da seguinte forma:

INGREDIENTES:

Creme:
6 gemas de ovo
500 gr de leite
100 gr de açúcar
3 colheres de chá de maizena

Farófias:
40 gr de açúcar
6 claras de ovo
1 pitada de sal

PREPARAÇÃO:

Fazer em primeiro lugar o creme, começando por colocar a borboleta na Bimby e juntar todos os ingredientes. Misturar a 80ªC, durante 8 min., na Vel. 2.
Depois, retirar a borboleta e bater durante 5 seg., na Vel. 5.
Deixar arrefecer completamente.

Quando o creme estiver frio, fazer as farófias, usando o copo completamente limpo e seco. Colocar o açúcar e pulverizá-lo durante 10 se. na vel. 9.
Colocar a borboleta na Bimby, juntar as claras e o sal e cozer durante 6 min., à temperatura de 70.ºC e na Vel. 3 e meio.
Colocar as claras, em porções, em cima de papel absorvente de cozinha (para retirar excesso de humidade) e colocá-las numa taça.

Regar as farófias com o creme frio e provar.

EU VOU EXPERIMENTAR E DEPOIS ATUALIZO ESTA MENSAGEM.

domingo, 12 de agosto de 2012

DE FRONHA A VESTIDO

A minha mana, que é uma artista, sabe bem que ando entretida com cortes e costuras e, entusiasmada, comprou há uns tempo uns retalhos e ofereceu-mos para eu "criar" qualquer peça de roupa, para mim ou para as miúdas.
Ainda não tinha mexido muito neles, apesar de haver lá um que adorei e que acho que vou ganhar coragem para (tentar) fazer uma túnica para mim.
No entanto, antes de ir de férias peguei uma fronha de almofada com uns tons muito bonitos, que me ofereceu junto com os retalhos, e comecei a magicar o que iria fazer com ela.
Era noite, não tinha onde ir comprar materiais e queria começar "JÁ", muito ao meu jeito (não guardes para amanhã...).

Peguei na fronha, em linhas e agulhas e meti mãos à obra. Uma fronha virou vestido, com croché e macramé à mistura. Fui fazendo com calma e terminei-o esta sexta-feira de manhã. Não comprei nada... a fronha custou 0,50€ e a minha Matilde foi quem fez as alças. Cosi tudo à mão.



Resumindo: parece que tenho de comprar uma máquina de costura e aprender a funcionar com ela!

sábado, 11 de agosto de 2012

PALAVRAS PASSADAS

Hoje, sem razão alguma e por uma razão muito especial, senti necessidade de "publicar" um texto que escrevi, muito sentido há uns anos atrás.
Há quem, como eu, acredite que pôr pensamentos no papel ajuda a fazê-los desaparecer do coração... há quem acredite no contrário...
De uma forma ou de outra, é isto que me apetece publicar desde manhã.
Não o fiz, porque achei a pulseira rosa mais importante (e também porque não tive coragem), mas agora sinto que tenho de o fazer... porque agora tudo é mais fácil do que ontem...

A ARANHA

"Eu tento, mas não consigo. Não consigo tirá-la da minha cabeça, da minha mente. Não consigo deixar de odiá-la, de querer que suma, que se afaste, desapareça. Ela vai, mas volta, volta sempre. E sempre para me atormentar, me desequilibrar, me fazer gritar, espernear, descontrolar.
É aranha pegajosa que se move em meu mundo de incertezas, de dúvidas e inseguranças. Prende-me em sua teia sem piedade. Fê-lo há meses e não me solta. Não me dá paz, liberdade.
Também não me devora, mas tortura. Espeta suas garras docemente, com veneno, adormecendo meus sentidos e deixando doida a minha cabeça.
Depois, lívida, cansada, afasta-se por momentos, criando a ilusão de que se cansou de torturar, mas fica vendo, ao longe, meu corpo sofrendo por recuperar, meus poderes de vida surgirem aos poucos, a medo, em desespero...
À espreita, volta a aproximar-se quando a confusão é menor e o sorriso em lábios arriscou a espreitar. Aí, suptuosamente, abraça meu corpo nú, sufoca-o em suas patas de pelos repugnantes, soltando gargalhadas de regozijo e lançando brilho intenso de prazer de seus olhos sempre postos em mim, penetrantes, carnificentes...
"És minha para sempre", parece pensar. E seus sonhos se realizam quando, fraca, inconsciente de dor e pequenez, volto a acanhar-me, a chorar, a implorar que me deixe, me abandone na paz que é não mais sentir o seu odor, as suas amarras.
Eu tento, mas não consigo. Não consigo soltar-me, fugir, porque a teia em que me encontro é o sonho de vida que quis para mim e eu amo-a mais que ao prazer de sorrir, de viver.
Eu tento, mas não consigo... eu quero, mas desespero...
Estou cansada. Ninguém vê ou pressente.
Cada abrir de olhos chama todos os reforços de coragem e força, que não voltam mais para suas guaritas e, aos poucos, em cada batalha, vão desaparecendo, padecendo de falta de incentivo, de motivação.
Estou desistindo de lutar, de voltar a respirar. Estou dando poderes a essa aranha que, persistente e furiosa, vai ganhando perícia e charme, vai sugando as cores da minha face que, quase translúcida, deixa ver a palidez de quem só quer sair da teia e ficar assim quieta, tonta, noutro aparente paraíso qualquer.
Eu tento, mas está difícil. Não consigo."
Marisa Luna
06/05/2008

UMA PULSEIRA NOVA E BARATA

Ontem à tarde, eu e a Matilde estivemos entretidas a fazer uma pulseira, usando alguns materiais que tínhamos cá em casa e uma técnica que a filhota aprendeu com a tia e que domina tão bem: o macramé.

Precisámos de:
- 1 rodela de plástico (cortada de uma embalagem PET);
- Trapilho (era rosa o que tínhamos em casa)
- 1 acessório (flor) que tinha adquirido na net há um tempo
- tesoura

Ela foi fazendo, eu segurando... e fotografando.
Fomos descobrindo como começar, como prender a flor e como terminar... para tudo ficar bonitinho.







Eu gostei de fazer e a princesa também. Já temos material para uma igual, mas mais pequena, para ela. Precisamos é de uma garrafa de água das pequeninas (vazia, convém!).
Acho que ficou bonita e estou desejosa de a usar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PARA CONSERVAR E USAR...

Ontem chegaram as compras online (do Continente) e, com elas, alguns presentes oferecidos pela marca: 1 embalagem de detergente para a loiça, 1 caixa de cereais com frutos secos, 1 lata de ice-tea de chá verde e 1 amostra de detergente para a roupa.

Mas mais importante do que isso, chegou o açúcar que esperava para fazer doce e aproveitar os tomates da horta dos meus sogros que ainda tinha cá em casa.
Assim, a minha amiga Bimby (com uma ajuda minha) lá preparou mais um doce (ou compota) delicioso, modéstia à parte, mais uma vez recorrendo às minhas experiências malucas.

Desta vez, usei 1 kg de tomate limpo, depois de ter tirado as peles e as grainhas. Depois, juntei 800 gr de açúcar (menos do que costumo usar), erva doce e 2 cálices de vinho moscatel de Setúbal. Depois de moer tudo durante 1 min. na velocidade 5, a Bimby trabalhou a 100ºC durante 60 min (Vel. 1). Passado este tempo, experimentei o doce e achei-o ainda muito líquido, pelo que liguei a minha amiga durante mais 30 min, à mesma velocidade e temperatura. No fim, para apurar e evaporar o álcool, cozinhou mais 20 min, à mesma velocidade, mas na temperatura Varoma (retirei a tampa e coloquei o cesto por cima, para não espirrar mas deixar sair o vapor.

Deu para 3 frascos e para uma tacinha cujo doce comemos em pão e tostas ao lanche.
Está muito delicioso. O sabor dado pelo moscatel e pele erva doce (que é o que se vê a boiar nos frascos) dá um toque diferente ao doce e digamos que "requintado".

Enquanto o doce fazia, e seguindo a ideia que tirei do blogue "Nana pinho em cores", experimentei a congelar em azeite algumas ervas e temperos da minha horta de varanda, para usar mais tarde em algumas receitas.
Se resultar, quando tiver mais ervas aromáticas aproveitá-las-ei bem melhor.
Por agora ficou apenas a experiência e uns cilindros que tirei da forma (após umas horas a congelar) e voltei a guardar mas dentro de um saco plástico.
Realmente será uma boa maneira de aproveitar quando os vasos se enchem e, na altura, não dou despacho às ervas. Também tenho de procurar algumas no monte dos sogros...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

FÉRIAS DIFERENTES

Este ano voltámos a fazer férias com companhia, após 5 anos a fazer férias apenas a 4.
É claro que há coisas que não correram tão bem como é costume, já que somos um quarteto fantástico, que funciona às mil maravilhas e que, em férias, consegue tirar o melhor de cada um e usufruir ao máximo dos sítios por onde passamos. Temos "estaleca" nestas coisas!

No entano, houve muitos momentos e oportunidades únicas que só conseguimos porque éramos 8 (primeiro) e 11 (nos últimos dias).
Sim, porque este ano, pela primeira vez, estive de férias com os meus irmãos e suas famílias.
E tenho mesmo de dizer que estas férias foram diferentes (para melhor) porque:

- Fomos de férias em julho, o que permitiu que andassemos mais à vontade e menos "sufocados";
- Estive uma semana de seguida com os meus sobrinhos, o que me permitiu ficar (ainda) mais agarrada a eles;
- Os meus filhos tiveram sempre companhia para brincar, para partilhar jogos e partidas, para conversar, para "serem crianças";
- Quebrámos rotinas e horários e deixámo-nos guiar pelas vontades, pelos sonos e pelo estado do tempo;
- Fizemos workshops de bijuteria dados pela mana Mafalda (dos quais ganhei umas chinelas lindas!!!);
- Não fui só eu que cozinhei, mas conseguimos (quase) sempre comidinhas saudáveis;
- Consegui andar na praia (sem vergonha) com mais 20 kg como se tivesse menos 20;
- Nadei sozinha no mar...;
- Fiz praia de manhã e à tarde e não me chateei;
- Bebi vinho à refeição! (LOLOL);
- O meu homem pôde ter conversas e piadas de homem durante vários dias seguidos;
- Conseguimos momentos a sós (poucos, mas bons) e namorámos mais;
- Quando cheguei tinha uma surpresa (do meu homem) à minha espera.