terça-feira, 31 de julho de 2012

DISCUSSÕES...

Estamos de férias e as coisas estão a correr muito bem.
Por enquanto somos 2 manas e suas famílias, em breve estaremos os 3 manos, pela primeira vez, em férias juntos com as nossas famílias "nucleares". Como dizia ontem ao caçula, dia 2 já estarão juntos os "11 fantásticos"!
Na verdade, há muita coisa que quero contar sobre estes dias (e estou a registá-las para outra postagem), mas hoje apetece-me desabafar sobre discussões entre outros irmãos: os meus filhos.
Sei que é (mais ou menos) normal os irmãos discutirem, que é normal querem ambos a atenção dos pais, que o facto de serem um rapaz e uma rapariga não facilita algumas situações e que terem ambos uma personalidade forte (para além de teimosia, pois claro!) compromete a relação... mas BOLAS!!!!

Estou cansada de intervir e de não intervir... de ouvir e conversar, de ouvir e ralhar e de ouvir e tapar os ouvidos... de dar razão ora a um ora a outro, por dentro ou para fora, de promover brincadeiras para tentar aproximá-lo, de sair ou estar sozinha com um para perceberem como são únicos e igualmente importantes... de explicar como é importante respeitarem-se mutuamente e aceitarem as diferenças, aproveitando o que têm em comum... mas se há coisa má nas férias é esta onda de provocar, de discutir, de implicar, de ver quem tem razão ou quem foi o primeiro... esta constante competição que, às vezes, parece não ter solução.

Isto passa, eu sei. Mas não me lembro de ser assim com os meus irmãos. E custa-me muito ouvir as duas pessoas que mais amo no mundo nestas constantes "lutas" de palavras ou (não sei se pior se melhor) silêncios...Custa-me e pronto!!!
Queria tanto vê-los mais vezes assim:


Que saudades!!
Mas também me lembro de vê-lo a passar à frente da câmara quando tentávamos filmar alguns dos primeiros passos da irmã ou de ela fazer birra por querer fazer algo que ainda não é para a sua idade...

É TÃO bom quando estão amigos!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

UMA URBANA NUM MONTE...

Costumo dizer que sou uma pessoa muito urbana e assumo que não posso ficar muito tempo longe de locais com movimento, de ruas com carros, de "atividades" sociais ou da internet, mas os nossos 3 primeiros dias de férias (à séria!) este ano serviram-me para perceber que estava mesmo a precisar de parar e que o rural me permite a paz e o sossego que não se encontra noutro lugar.
3 dias no monte dos meus sogros, a descansar (e tenho mesmo de agradecer à minha sogra que foi uma querida e que me poupou até a cozinhar - OBRIGADA ADELINA!!!), serviram para apreciar pequenas maravilhas que estão anualmente ao meu alcance há tantos anos e às quais tenho dado pouco valor. (Peço desculpa aos céus e a mim mesma por isso!)

Talvez também esteja noutra fase da minha vida, em que já consigo ter a serenidade suficiente para "parar" (por dentro e por fora), mas a verdade é que vim a gostar muito, muito mais do Monte do Veado.








Um beijo especial aos meus sogros, que têm investido grande parte das suas vidas nesta herança, neste pedaço de terra (que parecia) seca e dura e que estava parada, mas que tem tanto para dar e onde foram deixando a sua marca, ano após ano, construção após construção, com o detalhe e a riqueza de pessoas boas e simples, que dão valor ao que é realmente importante.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SIMÃO NO SEU MELHOR...

Estes dias no monte dos avós, em pleno Alentejo, deixaram o meu rapaz espirituoso!!
Saiu-se com algumas conversas das boas e foram 3 as que consegui registar (para não esquecer!).

Ao chegar à piscina, onde já estavam os 2 filhotes, ouço o rapaz a dizer:
- A mãe quando acorda fala peidês!
- E o pai fala bufês! - responde a rapariga, ficando os 2 a rir à gargalhada.
- O quê? - pergunto eu, rindo também ao recordar os barulhos pouco sociais que se ouvem em casa pela manhã.

Dei um mergulho, nadei até ao maridão, que estava na outra ponta da piscina, e beijei-o na boca. Disse o Simão:
- Oh, lá estão eles aos beijinhos! Ei, não há nada para mim?
(Ou o Complexo de Édipo não atacasse!)


No final do 2.ºdia, estavamos os 2 a conversar, após uma visita guiada pelo Simão à horta:
- Um dia, filho, ainda vais ser tu quem fica no monte, a tomar conta dele e a fazer vida nele... Podes vir a ser engenheiro agroalimentar...
- Nã!!! Eu já sei o que fazia: deixava os sobreiros, para continuar a ter cortiça, limpava tudo à volta e fazia caminhos e carreiros para semear, como estão estes. Ficava com uma horta gigante em todo o terreno e, quando apanhasse os produtos, vendia numa loja à beira da estrada.
(Qualidade de vida, projeto de futuro ou sustentabilidade?

(Imagens retiradas da Internet - pesquisa Google)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

DESABAFO PESSOAL PASSADO

Neste momento tenho muitos livros na minha mesa de cabeceira, mas nem sempre tem sido ou é assim.
Mas há um especial, que me foi oferecido há 5 anos e que tem lá permanecido desde então, não porque o estou a evitar ler, nem porque já o li muitas vezes.... não é a Bíblia Sagrada (mas podia ser), nem nenhum espécie de rezas, cânticos ou exercícios (que também já lá estiveram)... é o livro "Viagens", de Paulo Coelho, que contém muitas páginas, mas apenas uma frase sábia deste escritor em cada uma, estando o resto cheio de linhas para escrever. As frases são inspiradoras e dão confiança, fazendo acreditar na felicidade, mas o mais importante, para mim, está nas reflexões e rascunhos que lá tenho escrito, porque não tinha este blogue ou ninguém para desabafar... Há momentos meus em que preciso deitar para fora para não rebentar.
Hoje apetece-me deixar aqui um desses "Desafabos pessoais".

"Ontem falei com a morte. Dediquei-lhe um poema falado que queria escrever e enviá-lo quando fosse preciso. Pedi-lhe que não olhasse para mim, que deixasse de me aliciar, de me provocar. Pedi-lhe que me deixasse só, se tornasse invisível ou discreta.
Andei com ela no pensamento, nas palavras, na imaginação e compus textos sábios, decerto orações inversas, de repugna, de expulsão.
Hoje descubro que não é por mim que ela espera, não é meu corpo e alma que vem buscar. Quer apenas levar teus sonhos que, inertes e paralisados no tempo, a convidam a carregá-los para o outro lado. Nem te apercebes dessa morte; não sonhas, não dás pelo seu cheiro, pela sua presença.
Hoje entendo porque a vejo cá em casa a toda a hora. Está escrito nestas mensagens. Eis o segredo desvendado."
Marisa Luna
12/11/2007

sexta-feira, 20 de julho de 2012

OS SALDOS E AS ROUPAS...

Estamos oficialmente em época de saldos e hoje resolvi vir escrever sobre este tema, pois andei às compras com a minha Matilde e fiquei com vontade de o fazer.
A minha princesa é uma ótima companhia em saídas tipicamente femininas, nas quais as compras se enquadram perfeitamente. Pai e filho não alinham, apesar de saberem (e dizerem, atenção!) que eu até nem sou muito chata.
Pois bem, mas hoje a tarde foi de "gajas" e passámos umas agradáveis 2h30 no Fórum Barreiro, tendo dado para aproveitar os saldos, partilhar momentos de ternura e de loucura femininas, juntar uns trapinhos e brincar às matemáticas.

A princesa é como a mãe: sabe do que gosta e não perde tempo com peças ou padrões que não lhe dizem nada. Gosta de comprar presentes e faz gosto em visitar apenas lojas sem "zombies". LOLOL

Assim, posso dizer que conseguimos comprar:
- Presentes de aniversário especiais para 2 tios (que fazem anos em novembro);
- 5 peças de roupa para a Matilde (já para o próximo ano), pagas com o seu próprio dinheiro (20€), que junta quando lhe dão (aniversário, Natal, Páscoa) e das semanadas;
- 2 embalagens de gel de banho por 5€ na Sephora (com cheiros apetitosos - chocolate e baunilha);
- 2 conjuntos de pulseiras e 2 vernizes para ela (também pagos da sua carteira - 7€).

Ainda deu para visitar todas as outras lojas que nos interessavam, parar numa cafetaria para eu beber café e ela comer uma goma-gigante, enquanto lhe pintava as unhas com os vernizes novos, explicar o que quer dizer 50% de desconto e fazer com ela diversas contas com metades (já ficou a perceber as percentagens e a divisão por 2), estar à conversa com uma amiga, tirar fotos à porta da C&A (porque pensava que ainda ia a tempo de um passatempo...)...

Quanto a aproveitar os saldos, tenho de dizer que não sou dada a extravagâncias, até porque os tempos não permitem, mas gosto de aproveitá-los especialmente para comprar:
- Presentes que não passam de moda, que são úteis e que tenho a certeza de que os aniversariantes vão gostar e não vão adquirir até fazerem anos;
- Peças de roupa que estão a faltar no meu armário (poucas, mas as indicadas...);
- Bijuteria mais barata e das cores/modelos que me faltam;
- Roupa para os meus filhos para o ano/estação seguinte, tendo em atenção o número que vestem agora e o que prevejo que vão vestir.

Com esta última vantagem tenho conseguido que a minha princesa ande sempre bem arranjadinha. Claro que tem a vantagem de ser uma miúda vistosa e carismática, mas é também muito vaidosa e gosta imenso de roupa. Há muita gente que diz que "o armário dela deve ser enorme". Não é, mas tem muita coisa (felizmente). Não compro roupa cara, mas compro diversidade e combinações... aproveito os saldos dos anos anteriores (agora, por exemplo estou a comprar-lhe o 7/8 ou 8/9 porque veste o 6), adapto roupa que já está mais pequena (há vestidos a servir de túnicas ou de camisolas) e completo o visual com acessórios giros e económicos. Ela tem muito bom gosto e as coisas correm bem. Agora não tenho quem o faça, mas não me envergonho de dizer que aceitava roupa usada de filhas de colegas e que me davam um jeitão...

Com o meu príncipe, já não é tão simples. Ele tem um gosto (bom mas) peculiar, e compro mais quando estou com ele... mas também se leva bem... é um miúdo simples e adora calções e t-shirts (no verão) pelo que também dá para adquirir com antecedência. Normalmente consigo comprar-lhe blusas, casacos e t-shirts sem ele estar presente... se estiver grande, guarda-se para o ano seguinte. Os calções e as calças tem de ser ele a escolher (para assentar exatamente onde quer) mas duram-lhe muito. Os calções vão ficando mais curtos, mas alarga-se o elástico e serve. (Sim, porque só as compro com aqueles elásticos para adaptar!). As calças compro um pouco mais compridas e dobro. Depois vou desdobrando e pondo joelheiras, para, no fim, passarem a calções. As meias (até tenho vergonha de dizer) duram anos porque há 3 anos que não as quer maiores (até estrangula os pés!). Também tem muito por onde escolher no seu armário, mas gasto pouquissimo dinheiro. AH!!! E também gosta de acessórios!

Já está instaurado nos 2 o gosto por comprarem com o seu próprio dinheiro e, assim, ambos já perceberam o valor do que querem e como é mais importante investir nestas coisas do que noutras.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

PEQUENINAS "ARRUMAÇÕES"

Há uns dias que ando em pequenas arrumações, daquelas que vão passando os meses e não fazemos, porque ficam sempre para depois.
Na realidade, também não fiz muitas ainda, pois as atividades da escola ainda estão a terminar e está muito calor... MENTIRA! Confesso que não me apetece andar com pressas e ainda não me deu fortemente a pancada das limpezas, por isso tenho feito pequeninas arrumações.

A única que foge à regra das "pequeninas"´foi a arrumação que demos (os 4!) na arrecadação que fica na garagem. Quando abri a porta ia-me dando uma coisa má e tive vontade (muita, mesmo!) de voltar costas e desistir. Sabem aquela gaveta que há em casa com tralha onde colocamos tudo para um dia arrumar? A maior cá de casa é a minha arrecadação! Foi difícil arranjar coragem, mas tirámos tudo para fora (enchendo a garagem de tralha) e estivemos a reorganizar o espaço e a arrumar tudo como deve ser. Também deitámos imensas coisas fora e temos algumas para "vender" nos leilões e/ou dar.
Os miúdos adoraram descobrir as piscinas insufláveis de quando eram bebés e colchões e dezenas de acessórios de praia que têm sobrado dos conjuntos que temos adquirido.
Resumindo: o espaço ficou arrumado (com a lenha em ordem e tudo!), alguns insufláveis foram para o monte dos avós para brincarem na piscina, ficámos com muito espaço livre e transformámos a banheira branca em preta depois de virmos os 4 com missão cumprida e tomarmos banho.

Na cozinha também fiz algumas coisinhas. Não, ainda não mexi nas gavetas, que a coragem também não é tanta assim, mas geri alguns produtos alimentares, para não haver desperdícios...

Cozi e congelei 12 ovos.
Os meus sogros mandaram ovos das suas galinhas. Tenho alguns de parte para levar para a minha mãe, que é uma doceira e tanto! Mas cá em casa não vão ser todos usados, de certeza. E como estamos em época de saladas frescas, decidi investir uns minutos e ficar com algo preparado para colocar nas mesmas, levar para piqueniques ou colocar ás rodelas em cima de pratos de forno.


Fiz e congelei 2 doses de molho bechamel.
Estive a fazer uma lasanha para congelar, usando os restos de 3 doses de carne que trouxe na sexta do restaurante onde jantámos (tive um pouquinho de vergonha de pedir, mas já ultrapassei!!!). PenseI: já que vou fazer bechamel, faço mais e guardo para uma ocasião maos "à pressa". E assim foi. Espero que se aguente.


Enchi um frasco grande de pão ralado especial.
Tinha algum pão duro e resolvi ralá-lo para ficar com uma preparação boa e caseira. Assim, ao pão todo que tinha, juntei coentros da horta da varanda, tomilho, alhos e oregãos e piquei tudo na Bimby. Ficou com um cheirinho apetitoso!


Descasquei e congelei dentes de alho.
Usando mais uma vez produtos da horta alentejana dos meus sogros, resolvi descascar algumas cabeças de alho e prepará-las para congelar. Sim, porque estes produtos biológicos não aparecem na horta quando queremos, mas quando a mãe natureza acha que sim. Sei que muita gente os pica logo antes de congelar, mas resolvi arriscar assim pois, como se sabe, uso sempre a Bimby e ela pica-os mesmo congelados e ficam ótimos! O meu dedo indicador esquerdo ficou um pouco magoado, por isso parei, mas ainda vou distribuir cabecinhas!


Fiz 2 compotas de melão.
Ainda usando o resto do melão que sobrou do bolo, fiz compotas caseiras ao meu género, já a pensar em cabazes de Natal. Usei fatias de melão, cascas de maçã (de 5/6 que tinha congeladas) e de limão, açúcar, erva-doce e (na varoma) poejo. Ficou com um sabor único e eu adorei a experiência.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MOMENTOS MEUS...

Na segunda-feira tive um final de dia maravilhoso.
Há muito tempo que não "tirava" umas horas para estar sozinha com a minha mana e foi saboroso. Tanto, que vou fazer questão de repetir muitas e muitas vezes. Chego à conclusão que, com a entrega às rotinas e obrigações, a cegueira por ser mãe-professora-esposa (o máximo) perfeita e a excessiva entrega aos problemas da vida, me tenho esquecido de dar importância e espaço a momentos como este, a pessoas que me amam assim e por quem me respeitam tal como sou.

Com a desculpa (magnífica) de conhecer a Sónia Morais Santos (a quem agradeço do fundo do coração o comentário de ontem) e de receber um autógrafo seu no meu "Cocó na Fralda", juntei-me com a minha mana e fomos até Lisboa.
Eu a conduzir, mais porque me apetecia do que por ser a que tem mais à vontade, carro deixado no Colombo (onde há anos o meu pai dizia que eu deveria ter uma quota!), viagem por Metro com direito a dificuldades na abertura das portas (que nos puseram a rir), muitos subir e descer escadas na Fnac à procura de alguém que admiro muito.... E a minha mana comigo. Fazendo lembrar a época em que, adolescentes, íamos às compras de prendas de Natal e passávamos um dia mágico, foi bom tê-la por perto quando dei e recebi um beijinho da Sónia e trocámos dois dedos (mindinhos) de conversa.
Estava nervosa, confesso! Muito, até. Mas foi muito agradável, muito mesmo. E ter ali a mana mais nova, que parecia a mais velha tal não era o apoio que me estava a dar (LOLOL), foi muito importante e consolador.

Depois, é claro que não podíamos vir embora logo, desperdiçando uma noite maravilhosa de verão na baixa pompalina! Caminhámos, conversámos (muito), trocámos confidências e desabafos, jantámos juntas e voltámos a andar. Caminho inverso, voltar para casa. Mas um sem número de coisas boas pelo meio, um poder ser eu própria na minha essência, uma proximidade que já tinha esquecido. E que arrependida estou de deixar passar tanto tempo sem momentos destes!

Os irmãos são para amigos para a vida, que nasceram já unidos a nós e devemos valorizar.
Sei que nos momentos importantes, quando precisámos uma da outra, temos estado sempre lá, dando racionalidade, carinho ou cor (esta é de caserna), trocando favores que não são mais do que trocar rotinas de modo a facilitar os dias, partilhando segredos e alegrias. Mas o amor entre nós também se traduz em pequenos momentos como os de 2.ªfeira, em compras conjuntas, em pequenos momentos e grandes alegrias.

Eu tenho 2 irmãos lindos, com quem já discuti e me zanguei muitas vezes, mas que amo profundamente e a quem estarei ligada eternamente pelo grande amor que temos uns pelos outros. Mas com eles também tenho passado dos melhores momentos da minha vida e a família que têm construído tem aumentado o tamanho do meu coração. Com eles rio e choro, por eles vou até ao fim do mundo, com eles por perto não me sinto sozinha. Daria a minha vida por qualquer um dos 2. Por agora só preciso valorizar e proporcionar mais momentos destes... curtos mas íntegros!

Talvez por amar tanto os meus irmãos, gostaria de ter uma casa cheia de filhos...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

BOLO DE MELÃO NA BIMBY

Ontem abrimos um melão que não era muito doce e, como sei que não é uma fruta muito apreciada cá em casa, pensei que teria de fazer com ele alguma coisa, para evitar que fosse fora o que não fosse comido.
Como estou sem fatias de bolo no congelador, que gosto sempre de ter para lanches dos miúdos, fiz uma pesquisa na net e descobri uma receita simples neste blogue: http://jardimdesabores.blogspot.pt/.
Adaptando à Bimby, que não faço nada sem ela, experimentei e ficou muito saboroso.
Aqui fica a receita.

BOLO DE MELÃO NA BIMBY
Ingredientes:
40 gr. de óleo
180 gr. de açúcar
300 gr. de melão
3 ovos
250 gr de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento

Modo de Preparação:
Triturar o melão até fazer polpa (20 seg/Vel.7) e reservar.
Misturar o açúcar com os ovos, durante 1 min na Vel.5.
Adicionar o óleo e a polpa de melão. Bater durante 1 min. na Vel.5.
Por fim, juntar a farinha e o fermento e bater durante 3 min. na Vel.5.
Colocar a massa numa forma untada e pulvilhada com farinha.
Cozinhar em forno pré-aquecido a 170ºC durante cerca de 60 min.


Pronto, concordo que o aspeto da doçaria não é o meu ponto forte. Mas garanto-vos que o sabor compensa.
Mãe, se experimentares tens de por um pouco mais de açúçar! LOL

COCÓ NA FRALDA

Já li o livro e simplesmente adorei!
Revi-me em imensas situações e fiquei encantada com a escrita da Sónia.
O livro está muito bem escrito, é engraçado e espontâneo, faz-nos sentir confortáveis com algumas dúvidas e situações que vivemos no dia a dia e que nos deixam, às vezes, mais em baixo. Refleti, diverti-me e devorei página a página.
Há pouco tempo que conheço o blogue, mas fiquei absolutamente (ainda mais) fâ e quero o autógrafo da sua autora.

Por isso, e porque não quero desperdiçar a segunda oportunidade, hoje conto estar na Fnac do Chiado de "Cocó na Fralda" na mão para conhecer Sónia Morais Santos.

E quem sabe não trago de lá os outros 2 livros que ando a perseguir??

sábado, 14 de julho de 2012

AS NOSSAS GATAS

Cá em casa temos alguns animais domésticos:
- 3 peixinhos cor de laranja (de água doce);
- 1 tartaruga (se chegou há 5 anos com 5 cm de carapaça e já vai com 11);
- 1 tarantula (que o Simão recebeu no seu aniversário)
- 2 gatas (de 4 e 2 anos).

As nossas gatas são as minhas amigas (declaradamente) não racionais e gosto muito da sua companhia. Têm um triplex na nossa varanda que dá para as traseiras do prédio, com as suas casinhas e o WC, cada uma com suas tigelas da água e da comiga, onde há espaços com sol e com sobre e onde passam a maior parte do tempo.
Contudo, também gosto de tê-las mais perto e, sempre que posso, deixo-as vaguear pela casa, intercalando sestas nos cantos preferidos com explorações e momentos em que pedem mimos.



A nossa primeira gata é a Rosinha e tem 4 anos.
Achámo-la na rua quando era bebezinha e trouxemo-la para casa muito magrinha e com ar adoentado. Digamos que salvámos a vida e ela tem "agradecido" com a sua presença (quase) sempre mansa e dócil, com ronronares deliciosos e muita companhia. Vive connosco desde setembro de 2008.
A Rosinha é magra, elegante e brincalhona. Tem umas cores lindas e umas poses descontraídas e muito tranquilas. Os seus olhos verdes são penetrantes e muito mais transparentes do que os de alguns irmãos. Gosta que lhe  deem banho com água morna e que lhe limpem os ouvidos,, mas não deixa cortar as unhas. (Deve querer pintá-las!)
Adora o Simão. Adora esfregar-se nas roupas dele e do pai, o seu lugar preferido é a cama do rapaz e adora comida de lata (sem ser paté) e os restos das nossas carnes e peixes. Adora mimos atrás das orelhas e nas costas e deixa que lhe peguem ao colo.
Gosta muito de brincar com moscas, jogar ao berlinde e andar atrás de um fio.
Já nos pregou um grande susto, há 2 anos atrás, quando decidiu fugir da varanda, que corresponde a um 2.ºandar) e andar desaparecida 10 dias. Tivemos de lhe montar uma "armadilha".



A nossa segunda gata chama-se Isla e tem 2 anos. Nasceu em Isla Canela e, por isso, dizemos que fala espanhol.
Adotámo-la quando uma amiga precisava de lhe encontrar um novo dono. Tinha, então, 1 ano e vive connosco desde junho de 2011. No início não foi muito bem recebida pela Rosinha, mas neste momento têm uma relação muito engraçada, pois parecem 2 crianças a brincar (e a brigar também!).
Ora é uma quem protege, ora a outra. Ora é uma a dona e senhora dos espaços, ora a outra. Uma vezes lambem-se e brincam, noutras lutam e arranham-se (sem ser nada de grave).
A Isla é linda e parece um lince. Tem um pelo muito macio e grande, é robusta e com ar selvagem, apesar de muito mansa. É mais solitária, mas também adora mimos. Gosta muito de festas na barriga e no pescoço. Tem uns olhos tentadores.
Deixa cortar as unhas, não gosta especialmente de limpar os ouvidos e nem pensar em dar-lhe banho.
Adaptou-se bem à nossa casa e família, apesar de ter estranhado no prmeiro mês.
Adora brincar com bolas e novelos de lã e ajuda a amiga a andar atrás das moscas e de borboletas. Ah, também gosta de "admirar" as andorinhas que passam os meses quentes na nossa varanda.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PINTAR O CABELO EM CASA

Pela primeira vez na vida, ganhei coragem e pintei o meu cabelo em casa.
Foi na quarta-feira que acordei com esta ideia na cabeça e pus logo mãos à obra.
A Matilde acordou comigo e quis ajudar. E ainda bem, porque estava com muito receio de não o conseguir sozinha.
A cor, castanho-violino, foi escolhido pela Matilde e pelo pai há uns dias no Modelo.
A caixa encontrava-se à espera de coragem e de ajuda.
O dia era de folga, após 2 de trabalho intenso, e chamava a qualquer coisa de extraordinário.
E pronto... arriscámos e conseguimos!

ANTES DE PINTAR...

DEPOIS DE PINTAR....


Obrigada. Matildinha!

P.S. Ainda me estou a habituar a este tom, mas gostei de mudar. Estava a precisar mesmo!

terça-feira, 10 de julho de 2012

COISAS DE QUE GOSTO

- Ouvir música tocada por viola de caixa. O dedilhar nas cordas, o sairem notas daquela dança entre viola e músico...

- Ouvir as gargalhadas dos meus filhos quando brincam, divertidos, e em cada novo rasgar de riso transbordam o seu amor.

- O cheiro do protetor solar na pele, deixando no ar a sensação de paz e tranquilidade que associo às férias de sonho.

- Ver o aspeto das propostas de trabalho que preparo para os alunos, investindo o tempo em pormenores estáticos e pedagógicos, para agradar aos miúdos e dar-lhes vontade de realizá-las.

- Dançar livremente, sem preconceitos, nem medos dos olhares, sentindo que cada membro se move com os ritmos e o resto do corpo balança com os compassos.

- O sabor de amoras ou framboesas acabadas de colher, desfazendo-se na boca e trazendo memórias de infância que quero manter vivas em mim.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

LER E LER...

Ler é, sem dúvida, uma das coisas que mais gosto de fazer na vida.
Tenho preferência por alguns géneros de livros, há escritores que me enchem completamente as medidas, mas a sensação de ler é, para mim, dos passatempos mais agradáveis e saudáveis.
Quando o trabalho acalma, nota-se logo pela facilidade com que devoro livros. E digo devoro não porque leio muito rápido, mas porque sou daquele tipo de leitor que não ouve nada à sua volta nem vê ninguém quando está a ler.
Estranhamente, não dou muito apreço a revistas e não leio jornais, mas adoro livros.
Gosto especialmente de romances, de policiais e de biografias.
Não sou das que conhece todos os escritores, pois leio qualquer livro, desde que a escrita e a história me prendam a atenção. Mas há alguns que me dão um prazer especial ao lê-los: Nicholas Sparks, Paulo Coelho, Eça de Queirós e Agatha Christie têm cantinhos maiores na minha biblioteca.
Adoro literatura infantil. Leio ao meus filhos praticamente desde que nasceram, normalmente ao deitar, mas também noutras horas e noutros lugares. Ultimamente confesso que o faço menos, pois os dois já leem muito sozinhos e às vezes adormecemos os 3 de livro na mão. Leio imenso aos meus alunos. Exploro as histórias, faço vozes e aproveito-as para conversar e ensinar. Há tantos excelentes escritores de literatura infantil em Portugal!!!

Gosto de livros que me façam sentir vontade de vestir a pele das personagens.
Gosto de livros que se dobrem facilmente, sem capas duras.
Gosto de sublinhar frases que me tocam mais profundamente.
Gosto de folheá-los à procura de bilhetes antigos que ficaram no meio das suas páginas ou recordando onde foi comprado ou quem me ofereceu.
Gosto que me ofereçam livros e que me escrevam dedicatórias neles.
Gosto de feiras do livro, de conhecer os escritores e ilustradores, de ir à biblioteca.
Gosto de filmes que nasceram de livros que já li e adorei.

Mas não me perguntem pela história de um livro só pela capa ou pelo título. Não decoro, não consigo associar na maioria das vezes. Pois, tal como faço com um bom gelado ou doce sobremesa, eu saboreio o livro na altura, entrego-me a ele a qualquer hora e em qualquer lugar, faço a digestão andando um tempo a falar nele e a pensar no que li, mas depois passo ao próximo... e volta tudo a acontecer.

domingo, 8 de julho de 2012

CULTURALMENTE PROGRAMANDO

Não sou especialista, mas já cá tenho a minha lista...
DOMINGOS DE MANHÃ:
Muitos dos museus (pelo menos de Lisboa) são gratuitos aos domingos e feriados de manhã (normalmente até às 14h). Aqui deixo sugestões:

- Museu da Marioneta
- Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
- Museu Nacional da Arqueologia
- Museu de Arte Popular
- Museu Nacional da Arte Antiga
- Museu Nacional da Etnologia
- Museu Nacional do Azulejo
- Museu Nacional do Teatro
- Museu Nacional do Traje
- Palácio Nacional da Ajuda

Muitos destes museus fazem parte do "Instituto dos Museus e da Conservação", que tem um passe que dá direito a entrar em todos eles:

Passes dos Museus IMC
- Dois dias – 7€
- Cinco dias – 11€
- Sete dias – 14€

NOITES DE VERÃO NO MUSEU DO CHIADO (ARTE CONTEMPORÂNEA)
A partir de amanhã e até dia 30 de agosto, este museu está aberto à 5ª feira das 18h às 25h e só se paga metade do preço (2€ por adultos, gratuito até aos 14 anos).
Além disso, poderemos assitir gratuitamente a concertos a partir das 19h30: ver programação.

PALÁCIO DA AJUDA FORA DE HORAS
Em setembro, outubro e novembro, na última terça-feira de cada mês, há atividades a partir das 18h30 no Palácio Nacional da Ajuda. É necessário marcar e custa 6€, mas deve valer a pena. Ver programação.

MUSEUS GRATUITOS:
- Museu da Eletricidade
- Museu Coleção Berardo

PAVILHÃO DO CONHECIMENTO GRATUITO:
25 de Julho - Aniversário do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva
24 de Novembro - Dia Nacional da Cultura Científica


Parece que já tenho (ou temos???) com que nos entreter.
Cada vez tenho mais pena de não haver Festival dos Oceanos este ano...

sábado, 7 de julho de 2012

PARABÉNS, MEU FILHO!

No dia 7 de julho de 2003, pelas 9h12 nasceu de 36 semanas o meu 1º filho: o Simão!
Era pequenino, fofo e sensível, mas despertou em mim sentimentos que não pensei existirem.
Para ele, aqui ficam as memórias e algumas palavrinhas...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

EXPERIÊNCIAS SIMPLES MAS ESQUECIDAS

Na terça-feira, sem ser premeditado, o meu Simão viveu uma experiência simples mas que não mais se vai esquecer: foi levantar uma encomenda que vinha em seu nome.
 Lembro-me de fazer "recados" destes, em miúda, talvez já na idade dele, sozinha mesmo, e sei o quanto nos proporcionam momentos de sentido de responsabilidade. Também sei que os tempos são outros e o meu filhote não foi sozinho, mas não pude deixar fugir a oportunidade de o deixar "crescer" até chegar ao balcão dos CTT. Acho que faz falta recuperarmos estas atividades meio esquecidas: enviar cartas/postais, levantar encomendas, pagar contas... os miúdos são capazes e podem fazê-lo por nós, mesmo que estejamos lá. Neste caso, até tinha mesmo de ser ele a fazer, pois a encomenda era sua.

Vou começar do início:
Quando foi ver a exposição do Simão Bolivar, o meu menino ficou encantado com todos os brinquedos artesanais, especialmente por uns escaravelhos com os quais se pode jogar.
Desde aí que tem querido arranjar desdes brinquedos e, como não conseguiu ainda construi-los sozinho, decidiu pedir-me para o ajudar a encomendar.
E assim fizemos: mandámos mail para o artista e, depois de acordar preços e mandar morada, ficámos a aguardar a chegada da encomenda, que seria paga com dinheiro do mealheiro do meu Simão.
(imagem retirada da internet)

Na segunda-feira, após tanta ansiedade controlada (que também faz parte do processo e precisa ser aprendizagem), chegou o postal dos correios para irmos levantar a encomenda, que vinha no nome dele.
Na terça lá fomos nós (os 3) aos CTT, de dinheiro e postal na mão, levantar os escaravelhos.
Quando chegámos lá, o meu menino tirou o número para ser atendido e eu entreguei-lhe o postal e o seu cartão de cidadão para que o preenchesse. Ficou tão nervoso!! Nem queria acreditar que tinha de fazer aquilo. Receoso, sim, mas muito feliz da sua responsabilidade.
Assinou, colocou o número do CC (que tive de ensinar onde procurar e escrever) e ficou a aguardar a sua vez de papel na mão. E foi tão bom vê-lo atento aos números a passar! E foi tão bom percebê-lo também atento ao balcão para onde se dirigir e vê-lo a caminhar para lá quando foi chamado.
Cresceu, de repente!
Gostou (muito) da experiência!
Parece tudo muito simples, mas acredito que não seja vulgar os miúdos terem destas experiências e agora, que me aperecebi da sua importância, vou tentar recuperar outras (simples mas) maravilhosas!


quinta-feira, 5 de julho de 2012

TER TUDO... MISSÃO IMPOSSÍVEL!

Há coisas que me custam na vida, mas que não hesito em fazê-las, nem as evito, porque acho que todos podemos aprender com elas.
Uma das coisas que me custa é ver desilusão na face dos meus filhos quando algo que querem muito não corre como o esperado. Mas sinto (que isto de educar é, para mim, muito sentir) que têm de aprender que não se pode ter tudo, que o mundo não é fantasia e perfeição e que, por vezes, quando queremos muito uma coisa, temos de pensar que poderá levar-nos a não ter outra. Sei que há quem pense que têm muito tempo para se "desiludir", mas não quero enganá-los e a vida é assim...

Tudo isto veio à minha ideia porque, não querendo ser pessimista, estou já a prever que o meu Simão vá ter uma desilusão no seu aniversário: vão faltar quase todos os amigos e vai ter "só" a família.

Há uma característica do meu primogénito que admiro muito e que gostaria que mantivesse: para ele os AMIGOS são os amigos e os outros são colegas... ou seja, dá-se bem com toda a gente, mas só tem alguns verdadeiros amigos, com os quais se identifica e com os quais quer estar muito próximo. Gosta de levá-los a sair, de estar em casa deles e de os ter na sua, de brincar às suas brincadeiras preferidas, de partilhar coleções e falar sobre os bichos (arrepiantes) e as (loucas) experiências. E são estes que quer ter consigo no seu aniversário. Com os colegas relaciona-se bem, brinca nos intervalos e na rua (ou na catequese ou no desporto), fala sobre assuntos menos pessoais e trabalha (se tiver de ser).

Ora, o Simão, além de adorar os AMIGOS, adora o MONTE DO VEADO, que é uma "quinta" que os meus sogros têm a alguns kms de Montemor e onde tem querido passar os seus últimos aniversários.
Juntar estes "dois amores" não é fácil, por enquanto (que tenho esperança que na adolescência tudo se simplifique).

Assim, parece que, dos 4 AMIGOS, apenas um vai connosco nesta viagem de 80 kms, passará todo o sábado no monte, vai à piscina, almoça e janta em família, faz slide construído especialmente pelo avô Quim, brinca no castelo da árvore e na casinha de madeira, aproveita o ar livre, assiste a cinema na rua, dorme em tendas na relva e acorda com o seu melhor amigo. Só um e uma desilusão na face do meu filho, no seu aniversário. Desilusão por faltarem os outros 3 (principalmente porque os divórcios dos pais causam transtorno e a idade não é ainda muito dada a dormidas fora da família)... Desilusão porque apenas 1/4 dos AMIGOS vão lá estar...

(No seu 8.º aniversário)

Mas...
Ele percebeu tudo isto e fico feliz por ele.
Fica triste, mas compreende que o seu aniversário de sonho não pode (ainda, volto a dizer) contemplar mais do que 18 adultos da família (de sangue e não) e 9 crianças... Mas contente por ter tudo o resto, desde a ementa que mais gosta ao seu lugar de sonho... passando por uma experiência nova (de acampar na relva dos avós), um dia de piscina e de horta, brincadeiras horas e horas de seguida... Está triste, desiludido, mas percebe que não se pode ter tudo e que, quando queremos muito uma coisa, temos de fazer cedências e abdicar de outras...

Vai ser fantástico e inesquecível o fim-de-semana, mas a mim custou-me muito não poder "obrigar" os pais dos 3 a articularem e deixarem-nos ir... porque eles também iriam adorar... porque o meu filho ia ser o menino mais feliz do mundo por 2 dias....

Mas...
A vida é assim e não há volta a dar.

(Talvez minimize com uma ida ao cinema e um lanche no Fórum na próxima semana, contemplando 5 rapazes de 9 anos!)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

PROGRAMAS ANUAIS

Gosto de sair,  gosto de passear, gosto de descobrir locais novos e viver experiências diversificadas. Não sou radical, nem nada que se pareça, mas gosto de aprender e de explorar, sou curiosa, atenta e interessada... não gosto de estar parada e já passei todos estes gostos aos meus filhos.

Assim, para além de passar o ano (para mim as coisas funcionam de letivo a letivo) a marcar saídas e pesquisar ideias, quando chegam os meses de verão há sempre um conjunto de PROGRAMAS EM FAMÍLIA que não dispenso e que fazem sempre parte dos nossos planos:

- IDA A UMA QUINTA PEDAGÓGICA: Há 2 anos voltámos ao Badoka Park (uma desilusão, na altura), no ano passado fomos ao Monte Selvagem. Este ano estamos a pensar na Quinta Pedagógica dos Olivais. Tenho ouvido falar muito bem e quero ver se combinamos lá passar um dia em grande família.

- IDA AO ZOO: Esta é mesmo uma saída anual. Não fica nada barata e, este ano, já a fizemos, aproveitando o dia do meu aniversário. E soube muito bem não ser no verão... e ficou mais barato com piquenique... Este ano gostaria de levar os meninos ao Zoomarine, que só lá foram há 5 anos e já não se lembram. Tenho 2 entradas para crianças, que arranjei aqui, e só teremos de pagar as dos adultos.

- CIÊNCIA VIVA: Todos os anos nos inscrevemos em atividades do "Ciência Viva no Verão". São atividades gratuitas, dentro de temas como a arqueologia, a biologia, a astronomia... Há visitas, passeios pedestres, oficinas, atividades diferentes e diversificadas em todos os distritos. Inscrevo-me com antecedência, programando de acordo com o local onde estamos. No ano passado foram excelentes as do Centro de Ciência Viva de Estremoz, mais para miúdos, mas fantásticas.

- FESTIVAL DOS OCEANOS: Em Lisboa, normalmente junto ao rio, participamos sempre nas atividades deste festival, também gratuitas. No ano passado, visitámos caravelas, exposições, vimos espetáculos... Este ano, queria consultar o programa e escolher, mas parece que não vai haver. Tenho de ter a certeza!

- FEIRA MEDIEVAL: Há sempre uma à espreita em vários cantos de Portugal. A minha preferida das que já visitei foi a de Sintra. Este ano vou tentar lá voltar entre 13 e 15 de julho. Sintra é sempre um local que faz parte das nossas voltas, seja para visitar o Palácio da Pena, para ir à Quinta da Regaleira ou simplesmente para passear... Este ano, está ainda uma exposição a não perder no Museu do Brinquedo: "O Mundo Maravilhoso de Walt Disney".

- À NOITE NO MUSEU: Este ano estivemos no Museu Militar no Dia Internacional dos Museus, mas ainda não ficará por aqui a nossa participação nestas atividades. É fantástico estar num museu durante a noite. Tem outro ar, outro cheiro a mistério, outra calma, outro interesse. Não é que não gostemos deles durante o dia, mas à noite é fantástico. Parece este ano também não teremos as iniciativa "Quinta-feira à noite", mas haverá algumas iniciativas, que vou explorar e publicarei.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O QUADRO DA MATILDE

Acho a Matilde uma "craque" na expressão plástica... A princsa adora desenhar, cortar, pintar, modelar, criar... Gosta e tem jeito. Até a sua professora me disse que ela "tem uma habilidade extraordinária"!.
Babosamente só posso dizer que concordo e que tenho muito orgulho.
Sempre foi miúda dada às artes e sempre demos valor ao que pelas suas mãos é criado, pois acredito que os dons que nascem connosco devem ser utilizados, promovidos e melhorados, para que possamos usá-los para o bem comum.

No fim de semana passado, a princesa encantou-nos com mais uma das suas criações: um quadro a acrílico com aplcações diversas. Andava desejosa de o fazer, andou reunindo tudo aos pouco... e eu ajudei dando incentivo e apoio (logístico) na utilização das tintas e das colas.
Agora, enfeita a parede da sala.
Qualquer dia monto-lhe um ateliê!!!!


segunda-feira, 2 de julho de 2012

QUASE, QUASE 9 ANOS...

Foi há quase nove anos que conheci o primeiro amor infinito da minha vida: o meu Simão!
Por esta altura, em 2003, estava mais fresca do que estou hoje e a pensar que me faltava quase um mês para conhecer o ser magnífico que estava a crescer-me na barriga. Tinha 25 anos, estava em estado de graça, trabalhava como louca apaixonada pelos miúdos dos outros, tinha os maiores mimos do homem da minha vida, morava numa casinha pequena mas recheada de felicidade...

Sentia ainda muito os pontapés do meu bebé, principalmente quando estava sentada no carro (já a adivinhar os primeiros meses de vida em que chorava durante todas as viagens, mesmo as de 5 minutos!), andava constantemente com azia, comesse o que comesse, sentia-me linda (apesar de ter mais 12 kgs e nem ver os pés!) e toda a gente olhava para mim com cara de quem vai assistir (a qualquer momento) a um milagre... que o é, de facto!
Estava ainda a aproveitar a gravidez, com tudo o que de bom recordo dela, pois adorei estar grávida.


Lembro-me de como adorava passar em Alhos Vedros e sentir o cheiro a amendoins torrados, que me fazia apetecer comer torradas... e era normalmente o que queria lanchar.
Lembro-me de como adorava abraçar a minha barriga, como se estivesse já a embalá-lo, cantando-lhe músicas e falando com ele convicta de que me ouvia.
Lembro-me de passar tempos olhando as suas roupinhas, verificando se estava tudo no lugar, cheirando peça a peça na esperança que o seu cheiro já lá estivesse...
Lembro-me de sentir que algo de mágico iria acontecer...

Lrmbro-me também de que quase não conseguia andar (parecia que ia rebolar), que não conseguia lavar os pés (e nesta altura o meu homem também já só conseguia limpar entre os dedos com toalhitas!), que nem chegava à tábua de passar a ferro e que acreditava que o meu ginecologias (tão bom e tão particular) me acompanharia na hora H.

Não sabia era que faltava apenas uma semana para conhecer o meu Simão!
Não sabia que ia passar 12 horas sozinha em trabalho de parto e que ele iria nascer de parto normal e sem epidural!
Não sabia que ia apaixonar-me por ele mal os nossos olhares se cruzassem!

Tenho saudades... não de fraldas nem de biberões, não de choros nem de cólicas... mas desta sensação maravilhosa de que o nosso peito vai explodir de felicidade e que o nosso amor se vai multiplicar1

domingo, 1 de julho de 2012

T-SHIRT PARA A MATILDE

Estava eu "entretida" a passar um monte de roupa a ferro, quando me lembrei: "E se desse um ar de graça àquela t-shirt amarela da Matilde que ela não quer vestir por ser lisa?".
Pois, é que a minha princesa definitivamente gosta de enfeites!!! E a t-shirt amarelinha, que foi comprada para em 2011 para uma festa da escola, tem estado em modos que "guardada" à espera de ser usada.

Escolhi com a filhota alguns acessórios que havia aqui para casa, pensámos numa forma de misturar e aplicar e... VOILÁ!!!!


Agora é só procurar a saia adequada e usar... estou desejosa de a ver, com chinelo amarelo a acompanhar!